Como transformar cem dias de governo desastroso em uma tremenda maravilha

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Tá de vomitar, perenemente, ouvir a imprensa mercenária noticiar, sob subsídio, que os cem primeiros dias de governo Jair Bolsonaro foram uma maravilha. E olha que a voz do povo é a voz de Deus e essa mesma imprensa teve que informar que o tal presidente teve o pior índice de avaliação de começo de governo desde que o regime civil entrou em cartaz no Brasil. Perdeu até pro Collor. “Volta, Collor“, dá vontade de gritar!

Mas, de certo ponto de vista dá pra pincelar o new fakenew da imprensa amiga do presidente e fazer com que o cenário pintado deixe de ser o “sem título” do Cy Twombly e passe a ser “A lagoa de lírios de água” do Monet. Mas, pra isso você precisa efetuar algumas operações.

Primeiro: só acompanhe os canais de mídia e imprensa corporativa. Dê preferência para assistir a TV Record e a Globo; ouvir a Jovem Pan; ler os estadões. Esses canais recebem do governo um cafezinho gordo para só publicar a favor do patrocinador. Espalhando simpatia em quem se submete aos materiais, enterrando nos pés-de-página o comprometedor ou sofismando a interpretação daquilo que não tiver jeito de ser melhorado porque é feio que só e não dá pra esconder.

Tipo as demissões de ministros e secretários que aconteceram com os BBB – Big Brothers do Bolsonaro, as denúncias de corrupção latente dentro do clã familiar e ministerial, o caráter duvidoso da família do presidente, as conexões com milicianos, as aprovações de leis agressivas à população, as estranhas viagens e relacionamentos diplomáticos, os discursos em público do presidente e de seus ministros. E o mais grave: os termos da Reforma da Previdência.

É bom ignorar tudo isso se quiser achar que tá tudo uma maravilha no país da bola, do samba e dos milicianos-gospel-neoliberais-latifundiários!

Nas redes sociais, principalmente no Facebook, Twitter e Instagram, bloqueie os amigos e contatos que postam contra o governo. Se não fizeres isto: já era! Ali não há qualquer censura e o alcance dos bafafás eletrônicos é astronômico.

E podem os Bolsonaro tirar as calças e pular em cima dando chilique, que mesmo sendo financiados pelo país-matriz dos veículos de rede social, não vão conseguir punir ninguém que postou algo que os deixaram irritados e nem tão pouco obrigar os sites a tirarem do ar as publicações ou frear a propagação.

Os sites também querem faturar e cada curtida e compartilhamento a mais é uma exposição de anúncio. E anúncio é anúncio. Quem se expõe a eles não quer saber ao que estão associados: se o produto ou serviço anunciado for bom, é corrida certa até o formulário de adesão.

Se você se expor às postagens desse pessoal irá cair na real e aí você não vai ter ‘cem dias maravilhosos’ como querem que você creia que foi esse trágico – em todos os sentidos –  primeiro trimestre de 2019.

Que, aliás, de manchetes verdadeiras só proporcionou tragédias pra imprensa corporativa noticiar. Talvez por isso tem sido fácil pra esta ofuscar os absurdos cometidos pela tragédia-mor, que é o governo do PSL.

Aliene-se – mais do que já é alienado – com o Futebol. Este ano você não precisa remeter sua atenção para a Europa para se cegar com os acontecimentos fúteis e lances bem bolados – sem trocadilhos – em bastidores para serem executados em campo em frente aos da arquibancada e aos de frente à TV.

Prepararam um super time para o Flamengo cegar o país todo, mas, tem também timaços e partidas de laboratório, com intuíto de dar repercussões de toda sorte, positivas e negativas, que atendem as torcidas em todos os estados.

Nessas condições, ninguém vai dar de mão de falar de futebol o tempo todo pra falar de política. Ainda mais que nessa cegueira toda, o país parecerá mesmo uma maravilha. Sáia do livro e vem pra cá, Alice! E traga o coelho!

Bem, aí está a fórmula. Muitos já estão vivendo ela desde o dia 1º de janeiro. Dia da Posse. Como por exemplo, esses que fazem parte dos 41% que aprovam a Reforma da Previdência, conforme noticiou a TV Globo.

Agora, como resolver a miséria com que se enxergará a população brasileira depois dos outros 1360 dias, a gente – nós das esquerdas – tentaremos encontrar uma fórmula.

Confesso que só mantendo os olhos abertos não está sendo o suficiente. Vamos ver como vai ser! Quem sabe numa dessas tragédias que a gente tá vendo acontecer todo dia apareça uma com um avião repleto de parlamentares… e empresários… e banqueiros… e gringos… Que só desapareça, não precisa mais do que isso!

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz“.

Uma maneira simples e eficaz de acabar com o Capitalismo – Pt. 2

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O que acontece quando o Governo lança machados no caule de árvores em uma floresta e espera que o povo contemple o feito e em vez disso o mesmo prefere olhar para o horizonte e ver o Sol se pôr? O PIB cai.

E quando o PIB cai, se destrói economias. O PIB – Produto Interno Bruto – é um indicador que mede todo o trabalho que os habitantes de uma nação realizam. Somente o trabalho formal, o qual pode ser medido, entra nessa conta. Um camelô não regularizado, não se inclui o seu trabalho nessa medida. A labuta da empregada doméstica sem carteira assinada também não.

Portanto, o sistema econômico de uma nação não gosta quando o indivíduo não está consumindo ou produzindo. E os momentos que dão razão à existência de qualquer ser humano, a qual para qualquer um é efêmera, são os de ócio, por facultarem maior probabilidade de felicidade. O único objetivo de termos vindo a este mundo é o de ser feliz. Qualquer afazer que concorre com ou compromete este objetivo deve ser evitado.

Os que tutelam a Economia cuidam de fazer as pessoas acreditarem que consumir gera prazer. Assim se salva essa instituição importante para a manutenção do capitalismo. Idem a consequente qualidade de vida dos que estão em posição privilegiada na pirâmide social e só por isso conseguem manipular a opinião pública e influenciar pessoas a produzirem comportamentos e acarretarem sensações inatas, porém agradáveis, que as fazem querer manter o afazer que garante a sobrevivência do sistema.

Vale dizer que a quantidade de fatalidades e desgostos que ocorrem durante os momentos de ociosidade de muitos de nós é induzida. Os salvadores da pátria sabem como nos fazer infelizes quando estamos a toa. Com isso nos induzem a pensar que se estivéssemos ocupados teríamos aproveitado melhor o tempo.

Se nos momentos ociosos só experimentássemos ternura, resistiríamos bastante o trabalho. E a criatividade bateria em nós para tornar possível a manutenção do interesse de ficar sem trabalhar. No muito, trabalhando por conta própria, fazendo o próprio horário. Sem o controle do Estado e, portanto, fazendo o PIB cair.

Já com a outra instituição, a do Trabalho, ocorre o contrário. Trabalhar só é bom para os que prestam serviços que não os essenciais para que os produtos existam. Os que não pegam no pesado ou não entediam-se com o que faz, mesmo sendo tediosa a função. Os que são bem remunerados pelo baixo esforço. Remuneração que não é justificada aos demais.

Até tentam fazer com que sejam prazerosas as atividades laborais mais significativas. Ou tentam lavar cérebros para aceitar o fato de ser árdua uma tarefa, colocando um fim que justifica o esforço ao realizá-la. Geralmente dão como crença ser o mal necessário para o capitalismo andar. E fazem com que adorem o sistema, que mais oprime e insatisfaz do que faz por merecer o prestígio lhe facultado, aqueles que são tomados por tal lavagem cerebral.

Sendo assim, se alguém tem interesse em destruir o capitalismo, ele deve procurar baixar o PIB. Buscando o trabalho informal ou simplesmente contemplando as boas coisas da vida, que são totalmente grátis. Todo prazer que pagamos para sentí-lo provem de futilidades. E temos que receber programação mental para aceitar procurar por eles, pois, o que os proporcionam são atividades inatas, que apareceram com o progresso da sociedade e não com a evolução do homem como indivíduo.

Quero com essa reflexão dar uma esperança para aquele que está indignado, frustrado, se sentindo oprimido com os passos arrogantes que dão Jair Bolsonaro, no caso do Brasil, e demais estadistas, no mundo, que intencionam transformar a existência de cada um de nós numa experiência ingrata, que não vale a pena vir ao mundo vivê-la.

Em vez de trabalhar e de consumir, vá andar descalço na relva ou sentar-se à beira de um lago e ver o Sol se pôr. Quando o PIB mundial cair e a economia ir junto por causa da frequência desse comportamento, caem os governos e a arrogância deles. E aí sim, seremos homens livres e poderemos tolerar manter até mesmo o capitalismo. É que capitalismo humanizado vira socialismo. Doa a quem doer a reflexão!

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Boa leitura, absorção de cultura e diversão!

Tragédia de Janaúba: Made in Estados Unidos?

A partir de certo momento da minha vida, eu me vi enfiado, por causa dos empregos que arrumei, num meio onde as pessoas se faziam de cultas, intelectualizadas, socialites, esclarecidas. E eu me deixava ser contaminado com aquilo. E acabei absorvendo aquele arquétipo de indivíduo social. Do tipo educadinho, gostos refinados e outras besteiras.
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E aquela gente jogava suas opiniões aonde os assuntos eram discutidos e eu podia ouvir. Sem dar palpite, é claro, pois não era bemvindo o meu palpite. Só acompanhando e exibindo risos e gargalhadas sem achar graça e dizendo gostar de certos valores (chatos) cultuados por aquela gente, sem realmente gostar e sim tolerar, para continuar sendo aceito nos grupos, mesmo que às espreitas.
 
Daí, passei a desprezar as opiniões dos amigos que eram os meus reais iguais. Eu achava que eles não tinham bagagem para me fazer qualquer observação a respeito de qualquer assunto, mesmo que banais, como o que vemos rolar na mídia pro povão discutir.

 

Mas, a quebra do transe ou da hipnose que sofri ocorreu faz tempo e eu há muito me libertei daquele estilo nojento de levar a vida, comendo angu e arrotando caviar.

E uma cabelereira me fez pensar a respeito da opinião dela sobre essa tragédia ocorrida ontem, 06 de outubro de 2017, em Janaúba, Minas Gerais. O brasileiro é mestre em repetir o que vê surgir na mídia, principalmente na televisão. Quer seja no jornalismo, quer noutro segmento cultural.

Se um chinês encher de balas crianças nos Estados Unidos, após a exibição no Brasil do fato catastrófico remoto, em ampla e atraente cobertura, alguém vai gerar a versão tupiniquim para a catástrofe.

Na ocasião que trago à mente para exemplificar foi a conhecida Tragédia do Realengo, ocorrida em 7 de abril de 2011 no Rio de Janeiro. E muitos outros casos de repetecos de tragédias importadas do primeiro mundo poderiam ser reportados se fosse o tema intrínseco deste texto.

Então, continuando a discorrer sobre a opinião da cabelereira, era o caso do público brasileiro exigir que notícias de tragédias sociais fossem inibidas de serem informadas pela imprensa do Brasil. Pelo menos a televisiva. Assim, não se influenciaria ninguém (apesar de eu achar que a ideia dos veículos comunicadores é essa mesmo e que eles ganham subsídio para isso vindo do meio empresarial e político).

E, ademais, reportagens do tipo – fatos policiais – têm que se limitar à região onde ocorrem. Qual o ganho, até mesmo informacional, que o público de certa localidade tem ao saber que um psicopata saiu disparando balas em crianças dentro de um jardim de infância? Isso pode até ser informado, a imprensa precisa rechear seus blocos e cadernos de notícias, mas não com o intuíto de aprisionar mentes a um fato que apenas deveria ser noticiado. Enterrado se possível!

Ficar chocado com a violência que ocorre em um meio distante ou encher-se de preocupação com as vítimas que mal se sabe se são realmente de carne e osso não é ganho nenhum. É tirar as pessoas do que estão fazendo e fazê-las perder tempo e dinheiro ou distraí-las para tapar ações nefastas, de politicos, empresários ou de burgueses, que a mídia é paga para tapar.

É deturpar informações e impregnar na mente do público, para que ele aceite, que em qualquer parte do mundo é dos círculos populares que saem as fatalidades mais grotescas e que por causa disso as pessoas devessem permitir ou continuar a permitir que a sociedade seja governada pelos entes dos meios mais sofisticados, pois, eles seriam mais pacíficos, controlados emocionalmente e entenderiam, em posição privilegiada, melhor a psique humana. Uma vez “eles” no governo, nós já sabemos o que acontece depois. Sem precisar que veículo de comunicação nenhum nos informe. Aliás, essa farra eles já não nos informam de maneira alguma!

Tecnologia da escravidão

Continuando a série que pretende formar um manual de engenharia social, vamos dar uma pausa na apresentação de técnicas e entrar numa reflexão que põe em xeque todo o modelo de sociedade cultivado no Ocidente. Mais precisamente o chamado American Way of Life (modelo de vida do americano).

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Você já parou para pensar sobre a função do desenvolvimento tecnológico? Inicialmente nos fazem acreditar que se desenvolve tanto tecnologicamente a sociedade pelo simples objetivo de lhe facilitar as tarefas cotidianas, facultando aos membros dela menos esforço para realizar essas tarefas e mais tempo para gastar com ócio.

O que eles fazem na prática é reduzir a necessidade de pessoas na produção, legando a sociedade, com isso, problemas de desemprego. Desemprego que não seria problema se em contrapartida o sustento das pessoas fosse provido pelo Estado. Mas, não é isso o que acontece.

O que acontece são as pessoas continuarem a precisar arcar com compromissos e esse arcar depender de dinheiro. Dinheiro que falta por não haver emprego, a forma tradicional de obtê-lo. A premissa do mercado aberto e da oportunidade para todos enveredarem em negócios próprios para não ter que contar exclusivamente com ocupações em empresas, se fosse absolutamente verdadeira não veríamos na competição mercantil tanta manobra para derrubar pessoas que buscam se virar autonomamente, como os mascates, as marginalizando e as colocando sob fiscalização seguida de repressão, sob a alegação de tirarem venda ou serviços das empresas, que pagariam impostos e gerariam emprego.

Essa gestão, então, é comprometida pelo excedente populacional que não tem condições de praticar o consumo por não ter trabalho e que não encontra oportunidade para trabalhar, devido à escassez de vagas no mercado e ao cerco ao empreendedorismo praticado pelo Estado sob demanda solicitada pelos grupos econômicos hegemônicos. Esse excedente, por sua vez, para os gestores deve ser eliminado.

Ocorre, invisivelmente e blindado pela atribuição de se tratar de teoria conspiratória as acusações que chegam ao grande público, o uso de táticas de controle populacional e de práticas de geração de demanda falsa ou inútil de consumo. O controle populacional visa eliminar populações inativas e a geração arbitrária de consumo visa a manutenção de empregos e de lucro para os empreendedores aceitos. O culto à futilidade e ao afazer desnecessário são imprescindíveis que façam parte do cotidiano do contingente de contribuintes do Sistema – idiotas-úteis, como Gramci chamou.

Para que tudo funcione, muita engenharia social é adotada. A saúde e o intelecto das pessoas são manipulados. Os hábitos e as crenças dos indivíduos são condicionados. São a debilitação salutar, a orientação intelectual deturpada e a manutenção de hábitos e crenças manejados que sustentam o modelo social. Cultivando essas instituições, as pessoas são carregadas até as iscas que o Sistema joga para fisgá-las. A mídia é a instituição que doutrina os costumes e os credos que não são pertinentes à Igreja. É quem arma as armadilhas para a indústria cativar e explorar seus operários e seus consumidores.

A indústria alimentícia fatura fornecendo veneno para os consumidores ingerirem e formando, com isso, doentes para a médico-farmacêutica. A do entretenimento, a do esporte e a da moda faturam emburrecendo, infantilizando, futilizando e alterando a sexualidade dos que se submetem a elas. A da droga, do tabaco e a do álcool recebem a tarefa de propiciar o caos que favorece a administração de indivíduos e as promessas que levam à cargos políticos. Os latifundiários ditam as regras para os meios fazendeiro e imobiliário. Os governos providenciam leis e gerenciamento para que essa elite oligárquica sempre consiga a adesão dos contribuintes do Sistema.

Cada grupo de fantoche alimenta um mercado criado para ele. O comportamento dos membros de cada grupo, minuciosamente pensados por psicólogos sociais em institutos específicos, resultam de matrizes de comportamento que são implantadas através da escola, da igreja, da mídia e até da família.

O meio militar assegura o andamento da carrugem tal qual exige o Sistema. E tem também a função de garantir a integridade da propriedade privada e os interesses do Capital. Engana-se o popular que acredita que a função da polícia é proteger a população. E que a do Exército é garantir a soberania nacional.

Todos os mecanismos corporativos, institucionais e políticos nesse complexo cooperam entre si por uma causa em comum: sustentar-se no poder e gozar seus membros, por gerações e gerações, de vida farta, cheia de regalias e garantida de jamais ter o status quo alterado. Incluindo os políticos, que, aparentemente, para estarem em seus postos são votados pelo próprio povo que eles manipulam.

E o efeito desse plano junto à população é sutil. Ninguém se vê fazendo o que foi planejado para ele fazer. Ninguém admite que faz exatamente o que está no algoritmo da matriz de comportamento implantada em sua mente. Todos pensam que são independentes, que possuem livre arbítrio.

Todos acordam, escovam os dentes, seguem para o lazer, para o ensino ou para o trabalho, fazem suas refeições e voltam à noite para casa, a fim de constituir um pouco de entretenimento e sofrer engenharia social na frente da TV, do computador ou do celular, praticar sexo e, por fim, terminar o dia em uma cama, após destinar orações conforme sua fé. E começar tudo de novo no dia seguinte, na hora determinada para começar.

E o mais incrível é que os escravos nesse ecossistema amam a servidão. Não ousam desejar provar do tipo de vida que o lado escravocrata leva. Não conhecem a sua força e muito menos sabem que quem pode mudar tudo isso são eles próprios. A única tormenta que sofre a elite comandante é imaginar que um dia a massa venha a saber disso. Por isso é que ela providencia tanta engenharia social para desviar sua atenção das verdades.

Manual de Engenharia Social

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Suponhamos que uma elite saiba que se um ambiente for colorido predominantemente com tons brandos de rosa e lilás, a prosperidade contaminará todos os que vivem nele. Os ambientes onde moram, trabalham ou passeiam os membros dessa elite possuiriam as características que lhes facultariam harmonia, prosperidade e poder.

E suponhamos também que esse grupo dá as cartas para os demais nas sociedades a que estão integrados seus membros. São eles os donos dos principais negócios e são eles que controlam a classe política. Portanto, eles ditam as regras para os mercados de consumo, de arrecadação de impostos e de trabalho. Eles estão por trás da economia de uma nação e do comportamento da população na sociedade. São eles quem determina os investimentos do Estado dentro e fora do país, exploram seus recursos naturais e tomam as principais decisões políticas que uma nação deve tomar e que dizem respeito a todos os habitantes dela, como por exemplo: participar de guerras ou vender empresas públicas e extensões de terra do território.

E essa elite só consegue dominar os demais habitantes da nação a que faz parte porque ela possui veículos de comunicação para doutrinar as pessoas. Em vez de usar a força, comandando as forças armadas da nação contra o povo, ela utiliza a didatização da informação para criar mecanismos culturais e por intermédio deles disciplinar os naçãos para a obediência e subserviência em seu favor. A chamada colonização cultural. Controle mental.

Vamos imaginar agora que houve um incidente. Aconteceu de um rebelde saído da elite ou um sensitivo saído do povo levar as informações preciosas para este. E porções deste de repente começaram a decorar seu ambiente com a coloração milagrosa. Árvores do tipo da quaresmeira foram plantadas junto à arborização viária, criando extensos pomares cor-de-rosa choque em determinadas épocas do ano. Postes de luz foram pintados pela metade de rosa e de lilás. Os muros e paredes externas das casas idem. Os automóveis mais vendidos para os populares passaram a ter essas cores. E tudo quanto é detalhe dentro de casa, como a roupa de cama por exemplo, entrou nesse clima.

E com isso alguns efeitos começaram a ser sentidos. Passou a haver menos violência; as pessoas passaram a conter sua ansiedade e com essa contenção passaram a se sentir mais felizes. Com a ansiedade controlada, o consumo foi disciplinado e reduzido ao necessário. Passatempos provocadores de desequilíbrios sortidos como os que costumavam se entregar os comunas foram deixados de lado. As comunidades estavam se limitando a trabalhar e a se reunir em eventos pacíficos, silenciosos e agradáveis, quando não estavam repousando. O repouso passou a ser sagrado.

O Esporte só servia à prática e jamais ao culto. Se vir sentado em uma arquibancada de estádio ou no sofá da sala a ver pela televisão atletas correndo atrás de uma bola passara a ser uma atividade imbecil demais para gente que persegue a prosperidade se dignar a fazer.

A tecnologia perdeu a graça. Voltar as coisas como eram e se voltar à produção artesanal, dando chance para todos trabalharem, era o que interessava à nova humanidade. Recuperar tudo o que fora substituído pelos longos anos de progressismo selvagem, irresponsável e desumano era urgente. Os aparelhos celulares, por exemplo, voltaram a ser somente telefones.

A religião deixara de ser um instrumento político de adestração de pessoas e passou a ser a crença espontânea e controlada em um criador que seria o responsável pelo flúido vital que corre no sangue e faz parte da respiração de todos os seres vivos, proporcionando-lhes sentir a existência e atuar nela com livre arbítrio. Deus deixara de ser uma personagem e voltara a ser uma energia. Gente que explorava a religião se viu nua.

O cotidiano nas cidades se transformava bruscamente, isolando-se do que era trivial. O trivial que proporcionava o caos necessário para que a antiga elite dominante pudesse ter sob controle as populações.

Com a contenção do consumo e povos praticando o comunismo (vida em igualdade), obviamente a elite poderosa não iria ficar parada à espera de constatar que um ente que antes lhe era servo passasse a ser um igual em termos de condição social. Era preciso fazer com que essa revolução parasse.

Primeiramente precisariam desenvolver uma técnica para novamente atingir a atenção das pessoas. E quando isso se fecundasse, prover à elas desinformação que as levasse ao ódio à coloração milagrosa era imprescindível. Promover nelas crenças em afirmações fraudulentas com relação a essa coloração, que as enchessem de razões para que elas a evitassem, idem.

Também era necessário manter os contingentes ocupados a maior parte do tempo com o trabalho. Tirar deles a educação e o acesso à informações combatentes do controle. Diminuir-lhes as horas de repouso e propiciar-lhes lazer devorador e entretenimento emburrecedor.

A alimentação artificial, que corrompesse a saúde, e o tratamento aos debilitados feito com uso de alopáticos destruidores de organismo seriam usados para enfraquecer os indivíduos. O culto à alimentação orgânica e à homeopatia teria que ser destruído. Sementes trangênicas e agrotóxicos teriam que chegar aos agricultores. Óleo de soja, margarina, gordura hidrogenada e refrigerantes seriam administrados aos hábitos alimentares. Hitler remoeria no túmulo se soubesse que apropriaram de todas as suas invenções criadas para matar sem dor.

A água potável receberia flúor e cloro sob a alegação fraudulenta de que livrariam a água de germes e trariam benefícios à saúde. O flúor destruiria a inteligência dos bebentes desse hídrico e o cloro acidularia os organismos, os tornando suscetíveis ao câncer.

O plástico e o alumínio seriam a matéria-prima dos utensílios domésticos, das embalagens dos produtos e dos brinquedos das crianças. Dariam cabo nas panelas de barro, de argila ou de louça. A dioxina correria nas veias envenenando aqueles que entrassem em contato com ela. O líquido quente em copos de plástico era um momento esperado para a absorção dela.

Soldados fortemente armados, dispostos a atirar para matar em quem estivesse cultuando o rosa-choque, não seria a soluçao. A elite precisava daquela gente viva para trabalhar para ela e para consumir nos mercados dela. Como era o normal que legava a ela sua supremacia socio-econômica. A solução era, sim, a engenharia social. Praticada remota e constantemente.

Os veículos de comunicação alinhados com essa elite poderiam difundir que a coloração milagrosa era um mal invisível. Mentiriam dizendo que pessoas estavam morrendo de uma estranha síndrome proveniente da exposição excessiva ao rosa-choque e ao lilás. Mostrariam na televisão atores simulando o fato fictício.

Diriam eles que cientistas gabaritados, detentores do Nobel e lecionadores das principais universidades do mundo, descobriram que a cor marrom tem forte influência na psique das pessoas para levá-las à prosperidade e ao bem-estar de maneira definitiva e não efêmera. Saberiam eles que a cor que eles trabalhassem traria o efeito contrário para a população. Diriam, para pincelar e obter simpatia, que o rosa ou o lilás tinham algum efeito nesse sentido, mas que ainda não era comprovado o fato ou até que ponto esse efeito seria realmente benigno. Proclamariam que o efeito dessas cores com relação as atitudes dos humanos tinha pouca duração. Que era passageiro e ilusório.

A indústria, sob alguma alegação fraudulenta, pararia de produzir itens pintados de rosa ou de lilás. A arborização viária seria trocada sob a falsa notícia de que abrigavam as árvores vigentes um inseto que estaria a causar um tipo desconhecido de doença viral. A necessidade de uma campanha de vacinação seria forjada para dar cobertura à desculpa esfarrapada sem qualquer base científica, nem mesmo nos moldes da ciência dessa elite.

Difamariam os mártires que levaram o conhecimento para o povo. Os levariam para a cadeia, para o desterro, para a clandestinidade ou para uma execução. Se livrariam deles e de sua capacidade de influenciar pessoas a seguirem suas orientações poderosas. Fariam as pessoas voltar a crer nos dogmas do Cristianismo, por exemplo, e associariam o nome desses mártires ao demônio ou à satanismo.

Infiltrariam membros da elite no meio do povo, os provendo de recursos para que eles se apresentassem de modo atraente aos cidadãos rompidos. E estes cuidariam de seduzir os desagregados com costumes torpes disfarçados que os levariam à ruína em médio prazo. Coisas como o American Way of Life.

Começariam sua campanha de aliciação de mente pelas crianças e pelos adolescentes. A parte mais suscetível para se perverter uma sociedade. O adulto eles precisariam infantilizar primeiro, então, com a ajuda das crianças um produto da mídia deles chegaria a estes e os captaria a devoção que abriria as portas para a re-colonização do rebanho perdido. E assim, o poder sobre as populações estaria recuperado e o segredo do uso da coloração milagrosa novamente arquivado.

Comente esta postagem se desejar a continuação do conto!

*Inspirado no livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

O cerco à opinião do anônimo

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IMAGEM: Techweez.com

Agora virou moda na televisão programas de entrevistas coletivas temáticas discutirem a liberdade de expressão na internet, que abrange todo mundo e não só as “celebridades” que são convidadas para participar ou têm aceitas a participação nesses programas. Ou seja: os bem-aventurados que realmente têm direito de manifestar sua opinião acerca dos assuntos não têm o umbigo afetado.

No geral criticam que o “povo”, que para bom entendedor se entende por “qualquer um que não seja da tchurma”, abusa quando entra em seu perfil numa rede social e posta fotos descabidas, mensagens irresponsáveis, agressões a pessoas públicas. Quanto a esta última preocupação, parece que esqueceram que a pessoa pública é causadora de modificação na vida daqueles que às vezes se expõem à ela até por ser inevitável. Modificação que quase nunca é para o bem.

Eu, por exemplo, tenho sérios acessos de repugnância quando sou obrigado (obrigado sim: se você está em um ônibus e alguém o invade com um celular tocando funk no viva-voz no mais alto volume, você perde completamente o seu direito de sossêgo e concentração) a entrar em contato com o que propõem certos artistas e outros elementos de vida pública. Eles produzem seus lixos, sabe-se lá com que objetivo, e os que eles conseguem catar pra fã replicam arrogante e irresponsavelmente e infernizam até o diabo.

O que eu vier a pensar desse cara eu vou pensar também do artista que ele venera. Aí, eu tenho que me conformar em ser oprimido? Não posso por da boca pra fora com alguém via Whatsapp e menos ainda postar no meu exclusivo perfil numa rede social?

Isso protege os que montam em cima da gente pra viver vida farta. É para o território ficar livre para o sujeito que tem sua opinião e faculdade de alienar e perverter um caboclo blindadas pelo regulamento que implicitamente diz: “se você não é famoso e nem participa da grande panela, não fala e nem escreve nada, pois, é pior para você“. Quando não é pela razão de a opinião cônscia de um anônimo expor um protegido do sistema e estragar os planos dele e dos grupos que ele faz parte.

E o papo da evasão de privacidade? Ou seja: “um ridículo qualquer achar que sua opinião é importante e tem que ser mostrada”. Achar que ela vai mudar o mundo ou que ela vai fazer diferença na vida dos outros. Que é como Eles dizem.

Isso é  o que as pessoas mais fazem na internet. Massageia o ego delas. As livra do stress. E elas não podem fazer isso porque incomoda um “bem-aventurado que tem espaço na mídia” porque ele acha que o qualquer deveria é estar a compartilhar a opinião dele, desse suposto célebre. Para eles o povo tem é que só pagar seu acesso a internet e dar atenção pros famosos. Tem nada que bancar a pseudo-celebridade ou o modelo de selfie não!

E a preocupação com essa tal liberdade que as pessoas ganharam para deixar de ser só público vai mais longe: esses que opinam na mídia gostam de advertir, de mandar recado olhando para lentes. Ameaçam mencionando leis que protegem os outros contra calúnia e difamação; de sofrer danos morais; de sofrer danos materiais. Rezam que essas leis funcionam, que elas já funcionaram para eles e que aqueles que sofrem de egocentrismo do anonimato devem tomar cuidado, pois, podem sofrer as consequências, mesmo se opinando mascaradamente e mesmo pelas leis e sistema jurídico do Brasil. Pode ser o Julian Assance mascarado que a perita Justiça brasileira o encontra e o pune.

E não é daquele jeito que todo mundo está acostumado a imaginar: Fazendo de testa-de-ferro um caboclo qualquer, criando um crime pra ele, pondo a mídia para expor à exaustão a imagem do sujeito selecionado e mandando o cara para o xadrez espetacularmente diante às câmeras e com isso criar a sensação de estar dando satisfação para a sociedade ou cumprindo com o que prometeu. Sendo que o único crime que o sujeito encarcerado teria cometido é o de ser anônimo e sem dinheiro para pagar um bom advogado que o faça dar a volta por cima e o feitiço virar contra o feiticeiro.

Essa preocupação toda, minha gente, quem não sabe qual é a procedência dela? Perda de espaço que os grandes veículos de comunicação vêm sofrendo. Quem dá trela para televisão, por exemplo, hoje em dia? Eu? Por que eu estou aqui escrevendo sobre algo que eu só poderia ter visto na televisão? Ora, não escrevi aí pra cima que você se expõe à todo tipo de lixo cultural até sem querer? Foi o caso.

E não é só a televisão que disputa com as redes sociais, com os blogs e outros veículos de comunicação democrática o direito de apresentar opinião. A internet te tira também de comprar jornal, de ouvir rádio, de ir ao cinema. Eu acho é pouco! E pra mim, podem cercear à vontade o direito do cidadão de manifestar sua opinião. O importante para mim é a absorção de informação. E mesmo se existir só “Eles” para informar, se conseguirem novamente o monopólio, eu venho sustentando minha vida de anônimo sem dar qualquer tipo de audiência para eles não é por abundar os canais de informação, é porque eu os desprezo mesmo, não fazem a menor diferença na minha vida.

A CIA por trás da alienação da Fé Evangélica

Jonestown Remains

James Warren queria montar um templo em Indiana. Se autointitulava missionário e militava pelos direitos civis. Ele era do tipo apocalíptico e acreditava que o mundo passaria novamente por uma ameaça nuclear. No caso uma hecatombe mundial. E não a experiência conhecida daquele início da década de 1960, na qual americanos guiando o B29 Enola Gay se dirigiram para Hiroshima no Japão, onde deixaram cair do avião uma Little Boy, a primeira bomba atômica a ser utilizada como arma de guerra, constituindo-se um estrago geosócioclimático sem precedentes, que não intimidou os algozes por trás do manche, que ainda disparariam outra bomba similar na cidade de Nagazaki, depois que núvens e fumaça fizeram com que os planos de alvejar Kokura fossem mudados. Era a retaliação feita aos japoneses por causa do episódio denominado “Incidente de Pearl Harbor”, hoje estipulado como uma operação de falsa bandeira operada pelos generais dos Estados Unidos para colocar o país na Segunda Guerra e viabilizar os propósitos de seu governo para a mesma. Causar destruição e reformar nações, endividando-as e criando-se um império era um destes.

Vôos altos explorando a fé humana pretendia alçar James. Numa edição da revista “Esquire”, de 1962, ele listara Belo Horizonte, em Minas Gerais, Brasil, como um lugar seguro para se viver havendo o mundo de sofrer a temida guerra nuclear que ele pregava e da qual buscava se precaver. Por lá imaginou fundar seu império religioso. Instalou-se em um bairro luxuoso da capital mineira e escondendo sua simpatia pelo comunismo buscou conhecer a gente humilde para lotar seu templo. Mas, a cidade precária dos recursos de que precisava o homem forçou sua evasão para o Rio de Janeiro. Os barracos dos morros com vista para a Serra do Curral em Belo Horizonte foram trocados pelas favelas com vista para o mar da então Cidade Maravilhosa, no Estado da Guanabara. Porém, as belezas tropicais do litoral brasileiro não foram suficientes para manter James Warren no Brasil. As reclamações dos pregadores que deixara em Indiana cuidando dos negócios falaram mais alto na decisão do missionário de voltar para os Estados Unidos. O sincretismo das religiões brasileiras, no qual os elementos e as doutrinas do cristianismo, por exemplo, aparecem de maneiras completamente distintas em mais de uma religião, lhe serviu de herança da pátria para tocar seus negócios.

James já havia conhecido a Guiana, colônia britânica, quando partira iludido para o Brasil. Uma locação para seu experimento social no pequeno país sulamericano poderia ter passado pela sua cabeça. Mas, foi em São Francisco que ele viu iniciar suas atividades como reverendo. O reverendo Jones. Sem qualquer ordenação na fé cristã ou compromisso com as pregações clássicas do Evangelho. Era o ano de 1967 e a comunidade que Jones formou levou o nome de Templo dos Povos.

Jones se dizia profeta, clarividente e capaz de realizar milagres. Em nada se diferenciava dos atuais pregadores pentecostais. Pregava ele a cura pela fé e tinha como doutrina maior o medo de uma guerra nuclear. A qual o reverendo vivia a fazer previsões. Que obviamente era o elemento de expectativa que alimenta todas as religiões. A volta de Jesus alimenta a cristã tradicional. Profecias que jamais se cumpriam, mas que sempre encontravam justificativas do malogro e a igreja de Jones ganhava cada vez mais adeptos. Afro-americanos pobres em geral. Os números de fiéis que Jones propagandeava superavam astronomicamente os reais. E assim ele dava segmento ao seu “Socialismo apostólico”, que rejeitava a Bíblia sob a acusação de se tratar de um manual escrito por brancos para justificar a sujeição das mulheres e a escravidão negra.

Jones, com isso, já empregava a tática do aumento das estatísticas em seu favor para alavancar mais simpatizantes para o seu império recém criado. Que serviram bem para arrancar doações dos seguidores e de pessoas influentes. O missionário vendia também suas vestes e objetos pessoais. Sua igreja enriqueceu, embora o fundador militasse contra o capitalismo. Já possuía a própria rádio e a própria gravadora de discos.

Então, se viu que intensificando ao extremo a devoção religiosa das pessoas era possível se tornar um ídolo concorrente de Deus, arrancar doações vultosas e penetrar na mídia fonada com temas e artistas gospel oferecendo concorrência ameaçadora ao sistema secular de música. Se viu também a grande predisposição que pessoas cooptadas pela fé religiosa têm para adquirir tralhas que lhes viessem sob a alegação de terem sido usadas pela entidade messiânica ou espiritual cultuada de uma seita ou de terem sido usadas pelo próprio líder religioso profusor das crenças advindas da doutrina de uma religião. O terreno para a formação de verdadeiros impérios materiais por pastores que pedem em nome de um salvador que pregava a pobreza estava preparado.

Conspiracionistas diziam que Jones recebia financiamento da CIA, que era agente da CIA, para promover seu experimento, cujos resultados seriam acumulados possivelmente nos manuais Kubark da organização de espionagem. Manuais que tratavam de técnicas de controle mental.

Mas, a CIA teria querido mais. Ela queria saber o ponto de ruptura da devoção religiosa. Queria saber o extremo a que se predisporia um indivíduo dominado por seus pregadores. Queria saber se eles aceitariam se suicidar em nome de uma fé. E após a instituição plantar a desconfiança e a discórdia dentre os dirigentes do Templo dos Povos, Jones se desligou do comitê administrador e foi para Guiana levando primeiramente sua família para depois levar seu rebanho. Lá, em um terreno arrendado, no ano de 1974, Jones fundou sua cidade ideal, a comunidade denominada Jonestown. Na localidade de Port Kaituma, próximo à fronteira com a Venezuela, o culto ao horror da “Rainbow Family” brotava.

1977, os primeiros 50 residentes de Jonestown chegaram vindos de São Francisco. No mesmo ano a igreja Hearing conseguiu responsabilizar a CIA pelos danos causados a pessoas expostas a seus experimentos no projeto MK Ultra de controle mental. Jones enfrentava o fisco guiano contra a isenção de impostos conservada pela igreja e suspeitava que a perseguição proviesse dos Estados Unidos, o qual era combatido com a acusação de ser este país e seu regime econômico o anticristo.

Suspeitas de ameaças físicas e extorsão moral aos viventes de Jonestown e de sequestros de crianças filhas de ex-membros que desertaram do templo caíram sobre o reverendo. Seguiu-se acusações de tortura psicológica, com privação de sono e de alimentos, tal qual mandam os manuais Kubark da CIA – e até mesmo o mini-manual do Carlos Marighella; exigência de entrega à igreja de propriedades e mais 25% da renda de cada membro da seita; o fanático passou a interferir na escolha dos membros quanto ao casamento e também na vida sexual dos quais; isolava dos pais suas crianças. E ainda abusou das técnicas de propaganda nazista para dar ao mundo falsa percepção favorável ao movimento e seu líder. Jones não jogava para perder. Vivia arriscando. Como gostava de dizer o viciado em LSD, a droga que a CIA administrava em seu projeto MK Ultra: “A gente não sabe quando é o dia da nossa sorte, portanto, temos que jogar todos os dias“.

O auge da decadência chegou para Jones quando Timothy Stoen, um ex-membro da comunidade em Port Kaituma, acusou o fanático religioso de manter  seu filho, John Victor, sob custódia forçada da igreja. Stoen teria apelado para um congressista democrata norte-americano, Leo Ryan. Ryan se deslocou para a Guiana, onde foi recebido com festa. Presenciara ele as condições de vida suportada na comunidade perdida no meio da floresta. A emissora de TV NBC o acompanhou para testemunhar a miséria e investigar as acusações recaídas sobre Jones. A comunidade viu desertores se unirem à comitiva do estadista norte-americano.

Jones não deixou por menos e não se contentou em apenas chamar de traidores os desertores. Naquela tarde de 17 de novembro de 1978, Ryan foi atingido por um ataque desferido com faca, o que apressou-lhe a retirada de Jonestown. Na pista de pouso de Port Kaituma, guardas que faziam a segurança de Jim Jones alvejaram o avião encarregado de levar Leo Ryan e sua comitiva de volta ao país natal. Larry Layton, um dos seguranças do fanático de Indiana, teria sido o autor dos disparos que decretou o fim da linha para Ryan, que se tornou o primeiro e único congressista dos Estados Unidos a morrer durante o cumprimento do dever. Junto a ele, morreram também três repórteres e uma ex-integrante do culto. Larry alegou ter sofrido lavagem cerebral para chegar a tanto.

Naquele mesmo dia, após o evento mortal envolvendo o congressista norte-americano, os 909 habitantes da comunidade Jonestown foram convencidos a ingerir suco de uva misturado com cianeto e sedativos. As famílias foram orientadas a deitarem-se juntas e 304 crianças beberam primeiramente o veneno. Todos achavam que não morreriam, pois, recebiam durante as reuniões denominadas “Noites brancas”, que Jones promovia na comunidade, um placebo que o reverendo os enganava com ele, alegando ser veneno, o que fazia a comunidade acreditar que era imune a ele.

Ao pronunciamento de seu líder, que, conforme gravação deixada e encontrada pelo FBI, mas que não se sabe se a informação procede não como providência da Guerra Fria existente então entre Estados Unidos e União Soviética, os alienados fiéis debatiam-se enquanto Jones informava que o êxodo que teria sido negociado com a União Soviética para a comunidade não mais aconteceria, devido ao assassinato cometido pelos zeladores da segurança de Jones.

O suicídio coletivo seria proveniente de declarações de Jones sobre haver agências de inteligência supostamente conspirando contra o Templo. “Vão atirar em alguns dos nossos bebês inocentes”, “Vão torturar nossos filhos, torturar alguns dos nossos membros, torturar nossos idosos”. “É um suicídio revolucionário”. “Parem com essa histeria! Este não é o caminho para as pessoas que são socialistas ou comunistas morrer. Este não é jeito que nós vamos morrer. Devemos morrer com um pouco de dignidade”. “Não tenham medo de morrer”. “A morte é apenas uma passagem para outro plano”. “É uma amiga”. “Nós não cometemos suicídio; cometemos um ato de suicídio revolucionário para protestar contra as condições de um mundo desumano”. Encerra-se a gravação e se deu o massacre que não poupou seu protagonista, Jim Jones, que em uma cadeira de praia foi encontrado morto com um tiro na cabeça. Não se sabe ao certo se vítima de uma bala auto-infligida, conforme declarou o legista guianense Cyrill Mootoo, ou se teria solicitado a alguém o tiro. Na autópsia do corpo havia níveis altos do barbitúrico letal para seres humanos Pentobarbital.

Após os eventos de condenações, se especulou que ex-membros da seita e mais a viúva de Jones, que sobreviveu junto ao filho ao massacre, teria destinado, como herança, todo o patrimônio da igreja ao PCUS – Partido Comunista da União Soviética. Porém, o que se extrai de verdade da herança desse episódio é a proliferação de igrejas protestantes que empregam táticas similares às empregadas em Jonestowm. Como a condução dos fiéis ao extremo da devoção; sua exploração moral e financeira e fidelidade às doutrinas aprendidas, incluindo a adoção de atitudes de alto risco em nome da congregação. Essas igrejas, que tornam fundadores em milionários, proliferam e invadem os países  – evangelizando a população e a tornando predisposta à submissão ao mais esperto – sob o financiamento, direto ou sob uso de prepostos, dos Estados Unidos. Daí a dificuldade de não se duvidar se não havia mesmo um acompanhamento da CIA nesse evento em vez de um convênio de Jones com a União Soviética, como se faz acreditar, parecendo ser pela razão de afastar suspeitas.

FONTE DAS INFORMAÇÕES: Wikipédia.

*Essa história também é explorada no livro “Os meninos da Rua Albatroz“.

Em vez de Gripe Suína, por que não vacinarmos contra os suínos do PIG?

tabloide

Os jornais do PIG – Partido da Imprensa Golpista – são pagos para noticiar. Ou seja: se você  e um grupo de passageiros forem assaltados dentro de um ônibus e o noticiar detalhado disso intimidasse os malfeitores em suas próximas ações criminosas, se não rolar uma vaquinha boa para passar a grana para os larápios do PIG, necas de providências. Com as carteiras das vítimas dentro dos bolsos dos bandidos aguardando o desmanche, como levantar a grande verba “publicitária” para destinar aos jornais? Publicitária, sim, pois, notícia no PIG é publicidade.

Quem precisa pagar o PIG para noticiar alguma coisa o faz porque tem dificuldade de adesão pelo público o que ele quer que seja divulgado. Geralmente, eles querem com isso angariar lucro ou infectar um grande número de pessoas de certa classe social com algo que vai lhes dar algum retorno. Imediato ou futuro.

Deixar as pessoas preparadas para um atentado à saúde, como a infertilização, ou predispostas aos ataques de um agente patogênico, visando redução populacional, por exemplo, são o propósito atrás de certas campanhas que vemos estampadas nas manchete dos veículos de comunicação puramente comerciais. É extremamente suspeito esse tipo de atitude. Tanto de quem pede o noticiário, quanto de quem noticia. Devemos ter medo disso!

O Super Notícia, jornaleco de Belo Horizonte, ao custo de 25 centavos, cheio de sensacionalismo e distribuído próximo dos locais onde pedestres costumam precisar de algo que lhes ocupe o tempo de uma jornada, como nos pontos de ônbus, é um bom veículo de comunicação do PIG para fazer parir golpes contra a opinião pública.

Na primeira página do de hoje, 11 de janeiro de 2017, se lia “CORRE CORRE DE VACINAS”. Lido de longe, é óbvio que eu sequer pego num lixo desses, passou pela minha mente que as pessoas estivessem correndo de vacinas. Mas, por se tratar de um PIG, logo imaginei que pudesse ser o contrário: As pessoas correndo para se vacinar antes que as vacinas acabassem. Estava mais de acordo com a foto providencialmente tirada para ilustrar a campanha. Qual foto didática mostrava o que seria compatível com o ato de correr para vacinar-se. Quem não é vacinado contra esse tipo de coisa, desculpe-me pelo trocadilho, entra logo em desespero achando que se não se vacinar contra o que quer que seja, se não entrar logo naquela fila, entra pelo cano.

Minha conclusão final quanto a essa teatralização de um fato fictício que se quer que torne verdadeiro no dia seguinte ou após a leitura de um pasquim foi: Tanta gente informada pelos desmanteladores de informação evitando vacinas, se a dose de alienação for alopática (perdão) o efeito será colateral: ninguém vai comparecer no posto médico. Então, partiram para a homeopatia: usaram e abusaram da Lei da Subliminaridade para criar dois convencimentos que favoreceram dois propósitos de duas instituições ou mais. Um, o de vender exemplar do jornalóide, outro: o de se aderir a vacina, o que faz com que o laboratório farmacêutico ou o lobista de remédios fature em cima do Governo, que estará dando satisfação à sociedade quanto à alguma questão epidemiológica inventada para surtir um efeito e criando a imagem de tutor caprichoso da sociedade.

Ora, bolas! Se a gente não crescer como leitor vamos continuar analfabetos. E pior: infertéis, cancerosos, diabéticos ou portador de outra doença, de tanto tomar, pasmem, vacina.

Esquerda, Direita, o que são isso?

esquerdadireita

Apesar do sucesso da postagem no Twitter, sofri severas críticas no Facebook por ter apresentado em jpeg uma caraminhola que duvida da integridade da ida do Internacional de Porto Alegre, clube de futebol, para a Segunda Divisão do Brasileirão. Não, não esqueci-me de que o Futebol (com f maiúsculo) no Brasil é intocável e que qualquer opinião que vai de encontro às crenças das pessoas perante a ele arranca represálias. Fi-lo porque qui-lo.

Alguns questionaram até minha imagem de esquerdista, alegando que o que eu postava era preocupação e argumentos conflitantes com a própria. Outros imaginaram que eu dava uma justificativa que amenizasse a queda do clube em questão, que fará sua estreia na divisão que todo ano espera que a CBF arrume um time grande, preferencialmente inédito, para torná-la viável, além de atingir outros objetivos. Coisa que não faz qualquer sentido, pois, não sou gaúcho e nem morador do Rio Grande do Sul e sou torcedor de um clube do meu estado, Minas Gerais. E tudo isso sem me dar direito de réplica: todas as críticas possuíam o comentário bloqueado para respostas. É até por isso que estou aqui discorrendo sobre isso. Aqui é meu e escrevo o que quero (rs)!

Bem, na minha opinião, a ideia de distinção de linha ideológica com uso de nomes de laterais vem do comportamento que se toma diante a uma causa, não necessariamente política. Contestar causas mercadológicas e midiáticas, que são as que encaixam minha crítica mencionada, é o que mais me move a ser “do contra”. Sim, esquerdista é “do contra” sim. Aquilo que não cabe uma oposição aniquiladora ou que não incomoda não cabe esquerdismo.

Tudo quanto é procedimento que tomamos a favor de uma causa é procedimento conservador, conserva a manutenção da verdade estabelecida para a causa. Convencionou-se chamar de comportamento de direita. Aquele que vai na tangente da causa a apoiando. O que rebela, contesta ou apresenta versões com relação à causa para serem apreciadas ou debatidas, vai na contramão de direção, portanto, é esquerdista.

Esquerdismo não é necessariamente “usar uma camiseta com a cara do Ché e com um buraquinho nela onde havia uma estrelinha do PT”, como muito bem disse em música os compositores da banda Pedra Letícia, bradando contra o vício da plateia de casas de shows de sempre estar a pedir que os músicos toquem Raul. Olha que atitude mais esquerdista, pois, toda banda quer tocar música do Raul Seixas para cativar o público e garantir uma audiência.

Disseram que eu ter publicado opinião estranha relacionada ao futebol fazia com que o veículo onde publiquei a mesma perdesse credibilidade, mas, tal qual o Pedra Letícia, eu não me importo com isso, afinal, publico ali o que eu penso. E dizer o que pensa é outra atitude esquerdista. Mascarar a opinião para agradar uma plateia e colher vantagens com o aumento desta já não é. Sinto desapontar! Ainda mais que eu não ganho nada com o que publico. Nem com o que agrada aos outros.

Noutra vez eu opinei noutro grupo esquerdista no Facebook sobre a minha rejeição ao sistema de cotas usado para entrada na faculdade federal no Brasil. Dispararam contra mim me chamando de falso esquerdista. No mesmo lugar publicaram a opinião sobre o assunto de uma filósofa bastante cultuada nos ambientes petistas. A opinião dela, que eu não conhecia até então, era idêntica à minha. Se o sujeito que publicou, que era um dos que me apontaram o dedo na cara, tivesse publicado antes o link para o vídeo, eu o teria compartilhado em vez de redigir um comentário. Olha quanta inocência ao criticar!

Bem, até na Bíblia, na minha opinião, essa ideia de ser “do contra” se relacionar com a esquerda está simbolizada. Na suposta crucificação de Jesus, o messias teria sido crucificado entre dois ladrões. Um mau e o outro bom. E o bom ficou à esquerda do messias. “Bom ladrão”: quer oposição à lógica fundada de que roubar é errado e que quem faz isso é mau maior do que esta? Pra mim essa é uma alusão inspiradora que diz que desde que a intenção seja boa é válido qualquer ato que não faz parte da natureza humana e por isso não é da jurisprudência de Deus e sim do homem. Eu já expliquei por aqui que roubar é um desses atos.

Mas, como assim, suposta crucificação de Jesus? Que esquerdismo é esse?

Já expliquei por aqui também isso. Não existe comprovação cabal desse fato. Mas eu só discorro sobre isso em meus veículos de comunicação. E até que essa comprovação apareça, de uma forma que não caiba mais ser do contra, assim como no caso da contestação da integridade da queda do Inter no Brasileirão ou do próprio Futebol brasileiro e mundial, minha opinião será mantida onde quer que eu seja livre para expressar. E sem que eu trave o direito de resposta.

“A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando é expressa por um liberal. Do contrário ela não prevalece”
(Adap. de Marquês de Maricá)

Idiota-útil todos somos, procuro não ser só idiota para não estar sozinho

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Sair pode significar ficar; e ficar: trabalhar.

As abominações que se vê em comentários dados em postagens publicadas no Facebook em apoio ao ex-presidente Lula. O comentarista quis chacotear a audiência, até seu comentário: unânime, simpática ao texto de uma publicação que junto veiculava um vídeo contendo a resposta do Lula a um jornalista do New York Times que lhe perguntou sobre o que o ex-presidente achava das acusações que sofrera por parte de seus inimigos e da atuação supostamente financiada do juiz Sérgio Moro. Se referiam ao episódio da escuta telefônica com posterior entrega do material a um órgão de comunicação do PIG. Aquele grampo que para a Globo, diferentemente do atual envolvendo Michel Temer, era democracia propagar e não crime como o de agora.

Naquela de se vir como um infiltrado no ambiente anti-tucano e querendo executar o trabalho para o qual o cara foi encarregado de fazer, achando que só tinha coelho na toca, o mesmo molhou veneno em uma cenoura e a balançou para a plateia ir buscar. Disse ele que era uma oportunidade para que os insanos adversários de opinião provassem o gosto da sabedoria e deixassem a condição de idiotas-úteis.

Deixara um link e um convite para o acesso. Quem se dispusesse a visitá-lo ia saber, através de dados “inquestionáveis”, como o PT quebrou o Brasil. Pairava no ar a esperança de o link ser acessado pelos dali e de que em se submetendo ao material didático provavelmente sofismático o curioso sofresse uma espécie de epifania, que fosse, paulatinamente, legar uma reprogramação mental em pessoas intelectualizadas e espertas, pró PT, cujas reuniões em antros no Facebook acontecem fortemente e  ameaçam categoricamente os planos de uma elite conservadora, perita em uso de táticas de engenharia social para corromper o pensamento coletivo, para a qual o viralista estaria a serviço. Deve ele ter espalhado seu veneno em vários redutos esquerdistas naquela rede social da internet e noutros locais mais.

Eu não acessei. Mas imagino que o conteúdo pseudo informativo seja composto de uma série de dados estatísticos de produtividade e de gastos públicos, levantados livremente, sem compromisso com a verdade e difíceis para qualquer cidadão comprovar a veracidade, por gente que quer ver a imagem do PT tão repugnante quanto a do Capeta sugere ser. Envolvidos em um texto metricamente redigido para enganar. Capaz de criar até ao mais atento dos consumidores de informação deixada à deriva com ar de estarem a tentar afundá-la, o convencimento de que as acusações propagadas pelo hoax são terminantemente indubitáveis.

Mais atento, então, estaria quem desconfiasse da infame prática de marketing de guerrilha. Simplesmente porque o sujeito citou Gramsci ao prometer esvair-se da condição de idiota-útil quem se dignasse a perder seu tempo assistindo o viral na página lincada, que de quebra ganharia visitação massiva. Talvez o plano fosse esse. Foi Gramsci que cunhou o termo ao instituir sua filosofia de combate ao sistema. Referia-se ele com o termo àqueles cuja parte no sistema é contribuir empurrando a roda para que ele gire. A parte formada por quem está nele em busca de proteção contra a falta de dignidade e não de liberdade para agir sem ter que se dignar a dar um braço para usufruir de uma vida realmente digna.

Gramsci pregava que se pode apoderar de um sistema desestabilizando culturalmente a população ou destruindo sua economia. O sujeito convidava a assistir um vídeo que argumentaria contundentemente que o PT teria feito isso com o Brasil, economicamente falando. O golpe orquestrado pela ala política conservadora do Congresso Nacional brasileiro para afastar o Partido dos Trabalhadores do posto de governante legítimo da nação teria o objetivo de salvar o que ainda restava dessa economia arrasada. A resistência que parte dos que não caíram no golpe e ainda apoiam o partido esquerdista – como os que se reúnem em antros físicos e virtuais para celebrar sua vertente ideológica e arquitetar planos para a recuperação do posto perdido anti-democraticamente – precisa ser derrubada e a opinião destes conquistada. Utilizar métodos gramcianos como estratégia para se atingir a meta pouco importa. São só ossos do ofício… digo: da hipocrisia.

Entretanto, ninguém que é ideologista corre para pegar cenoura balançada e volta com ela devorada sem ter antes a cheirado bastante. Procedendo assim, no mínimo se veria o que um pescador quer de um cardume. Cada simpatizante de um partido ou de um regime político verifica o que lhe compreende antes de aderir a luta do próprio. Ele quer saber o que ganhará com a sua lealdade. É isso que é ser um idiota-útil. Se você enche suas mãos de calo ajudando a empurrar a roda das engrenagens do sistema para ganhar só o que comer e nada mais você é um tremendo idiota. E poderá estar sozinho.

O que vem depois de uma economia destruída? Desinteresse de colonizadores por achar que não têm o que explorar e que há muita miséria para sanar. Reconstrução, muita reconstrução. E o melhor de tudo: liberdade e direitos iguais para os que sobraram para reconstruir o país arrasado. Sem a presença dos glutões direitistas, que fogem para as metrópoles a que se acostumaram a reverenciar e prestar serviços em busca de vida melhor como um idiota-útil local.

Se a verdade existe no título do tal material para o qual o prestante buscava uma audiência, quebrar economicamente o Brasil teria sido uma estratégia petista para a redenção do povo, expulsão dos inimigos do sistema e reconstrução da nação, a tornando uma nação independente e respeitada, como aconteceu com o Japão. Vamos expulsar os vendilhões direitistas e fazer pra gente um país de respeito. É melhor do que ficar procurando justificar as razões de um caos quando o caos exige gasto de tempo com solução para ele. A minha escolha é ir atrás de solução, por isso não me dignei a ver o viral.

“Aonde fica a saída?”, perguntou Alice ao gato que ria.
“Depende”, respondeu o gato.
“De quê?”, replicou Alice;
“Depende de para onde você quer ir…”
(Alice no país das maravilhas. Lewis Carroll)