Damares Alves prova que Darwin estava errado: O homem vem é da anta

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CHARGE: Bolsonaro agradece a um representante
da maior parte do seu eleitorado. (FONTE: Facebook)

Parece que Bolsonaro deu um ministério trino desnecessário para um papagaio só pra ajudar a imprensa a tapar o que fica cada vez mais evidente: seu descompromisso para com o povo e a nação.

Damares Alves vai se afastando na liderança isolada da tabela de imbecilidades que ranqueia a explanada do novo governo.

Não digo que seja besteira a critica dela à Teoria da Evolução, de Charles Darwin, pois, pra ela estar ocupando o posto que ocupa, pra terem elegido Jair Bolsonaro, o homem só pode ter originado do cruzamento de um asno com uma anta.

Eu sei que asno não reproduz, mas, barro também não vira gente depois de modelado e assoprado. Já tentei fazer gente assim e não deu certo.

Deu certo foi transar sem camisinha com uma fêmea heterossexual que não toma anticoncepçional e que não concorda com o aborto. Dessas que juram que não, mas, também existem no meio esquerdista. E que ao contrário das mulheres do meio bolsonarista — as micheques da vida — estão acessíveis até à pés-rapados como eu.

Os machões pobretões que apoiam o bolsonarismo já já vão saber por que escrevi ‘isso daí’, pois, o feminismo não tá se deixando intimidar e as mulheres que aderem ao movimento – a maioria esmagadora da população feminina – já anunciaram que vão deixar muito homem desavisado privado de sexo só pra eles saberem com quem estão mexendo nessa onda de ataque ao feminismo.

Eles que tratem de ficar ricos e poderosos pra ter direito à companhia das mulheres que se orientam pela conduta propagada por Damares Alves em seu ministério da mulher. Pra ‘essas daí’ só carinho – carro carinho, apartamento carinho, presente carinho – não basta. É preciso ter cargo de poder ao lado dos ditadores que ocupam o atual governo.

Pois é, Charles Darwin, macaco não é burro! Considere o trocadilho. Por isso, Damares tá certa em fazer sua contestação à sua teoria sobre a origem humana e das outras espécies.

Pausa para pergunta: Deus teria feito do barro também os outros animais? E as fêmeas de cada um, teria sido tiradas das costelas de cada macho? Até dos invertebrados? Explica aí, escola sem partido!

Generalizo à espécie humana do mundo todo essa especulação criada à partir da fala de uma suposta doutora em biologia que reside nos trópicos porque a extrema-direita, que veicula essas bobagens, não está no poder só aqui no Brasil.

Estadunidenses, franceses, italianos são alguns dos grupos humanos que fizeram a besteira de botar no comando de seus países essa corja.

Enfim, o que piora a pérola da ministra e pastora evangélica é ter exposto em um vídeo de 2013 que a Igreja Evangélica perdeu espaço para a Ciência na Teoria da Evolução, que data de 1859. E que a instituição charlatã pós Darwin – a Igreja Evangélica – teria deixado pra lá o assunto, tendo a legítima, de todos os tempos, a Ciência, tomado conta.

A presunçosa ainda proferiu que a tal igreja é que deixou a teoria que a incomoda entrar nas escolas. Resta saber se ela vai querer retirar o conteúdo tachado de viés ideológico das escolas do mundo todo ou só do Brasil. Que poder sobe à cabeça, muito se sabe!

Ao que consta, a Igreja Protestante, que é o termo que a dona da gafe deveria usar, nunca teve espaço pra decidir versões sequer para o criacionismo. Apesar de Darwin ter sido protestante, depois ateu, depois protestante de novo.

Nem mesmo a concorrente Igreja Católica, praticamente dona da franquia do cristianismo, teve esse privilégio de dar as cartas quanto à origem do homem, já que a Biblia, que é de onde vêm as idéias do homem de barro e livro onde se encontra a doutrina moral cristã, é um compilado oriundo de livros apropriados indevidamente de outras culturas e modificados conforme as conveniências políticas do Império Romano.

Se bem que isso de mudar a teoria mais aceita não é problema para Damares. A História é contada pelo lado vencedor e se Damares quiser ela pode solicitar ao colombiano incumbido de ditar a educação para os filhos dos brasileiros uma alteração nos livros de História no que toca a evolução das espécies.

E nem precisará de referências bibliográficas para se consultar a integridade da informação se isso for feito, pois, Jair Bolsonaro aboliu a obrigação que até seus ancestrais da ditadura militar anterior faziam questão de haver nos textos didáticos. Pastora evangélica, ela pode muito bem se valer da tática usada pelos judeus-cristãos ao elaborarem a Bíblia.

O suposto livro sagrado não possui referências bibliográficas e conforme alguns maçons até o Antigo Testamento pode se tratar de contos de autoria egípcia, da nata dos faraós, dos quais Moisés teria se apropriado ao sair do Egito e cunhado uma teurgia para com ela dominar um povo e se tornar líder dele. Olha um bom motivo aí pra se tirar das mãos dos cientistas a explicação de onde viemos.

Daí teria surgido um deus que criou do barro o homem e a história humana ficou perdida e limitada à fé propagada por gente de carne e osso e inteligência superior para gente só de carne e osso.

A maçonaria saberia todos os segredos por trás da construção do cristianismo. Teria, inclusive, sido perseguida pela Igreja Católica no passado para que não revelasse os segredos que sustentavam o poder e a riqueza dos padres. Relatos dizem que Charles Darwin teria sido maçon. Para os mais sensaconalistas: um illuminatti.

Quanta informação! Até parece que estou reescrevendo “Os meninos da Rua Albatroz“!

Tá na cara que esse farol jogado em fala antiga da ministra pop-star é esquete do governo com a pretensão de abafar casos ou criar ambiente pra que intenções desprezíveis pela população sejam viabilizadas enquanto a massa se distrai imaginando o que postar nas redes sociais ou discutir dentro de grupos sobre a nova gafe do papagaio… Digo: da anta que lidera o ranking de ministros inúteis do atual governo.

A Globo, em seu Bom dia Brasil, deu essa noticia consumindo um largo espaço de tempo e as que foram dadas após ela, no mesmo bloco deste telejornal que de veneta entrei em contato e vi esse depoimento, foram esmagadas por ela.

Emendado e se dissipando como num efeito de suavização de som, com a audiência ainda assimilando o inútil sobre Damares Alves, ocorreu, sem farolete piscando, a fala do noticiário discorrendo sobre a preocupação do governo em tratar diferente – com regalias e prioridade – a previdência dos militares, com direito à representante da classe dizer que a própria é melhor do que as que abrangem nós outros profissionais. Amenizaram a notícia com um argumento de usar o governo – na discussão política – de medida contra fraude previdenciária cometida por civis, o que seria a explicação para o suposto déficit na previdência.

Mais apagado ainda se falou, logo após a ufanação aos militares, que ocorreu a prineira baixa do governo Bolsonaro. O presidente da Apex – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Alex Carreiro, pediu demissão do cargo. Não deram explicações da razão de um felizardo ter deixado a mamata pra lá. Até se falou sobre o fato de o sujeito não ter boa fluência em inglês. É um afronto à inteligência do telespectador. Eu aposto que o cara é honesto e descobriu coisas que ele teria que lidar com elas e preferiu pular fora, e você?

O mais curioso foi o telejornal Global abandonar a notícia e voltar a falar da Reforma da Previdência, dessa vez em tom comemorativo e contagiante pelo otimismo. Juraram que o mercado estava satisfeitíssimo com a agenda para a aprovação da reforma, que a Ibovespa fechou em alta e aquele blá blá blá todo típico das táticas de manipulação da audiência de jornalismo que só a TV Globo sabe fazer.

Link para a edição completa do telejornal, se ainda estiver lá: https://www.youtube.com/watch?v=9xm7Xu0zCrY (copie e cole na barra de navegação)

Talvez tenha até a ver o golpe de apresentação de informação com a suposta ameaça de Jair Bolsonaro querer acabar com o BV – Bonificações por Volume -, que são bonificações dadas pelo governo aos organismos de imprensa de acordo com seus alcances de público. O fim do BV pode significar o fim do domínio da Globo no meio midiático.

Se não é nenhuma tática do Jair para fazer o público pensar que a Globo tá pianinho com ele quando ela na verdade está só fazendo acontecer as notícias conforme a pauta estabelecida pelos marqueteiros dele, acabar com o referido domínio favorece mais ao público do que acabar com o atual governo. Esse se acaba sozinho e a Globo não elegerá mais ninguém. Será o fim do emburrecimento e o homem poderá ter novamente vindo do macaco.

Contribua para que o seu inimigo cometa os erros que ele quer que você cometa

Esta postagem, porque me sinto apressado para expor a opinião que é tecida nela, também está sendo antecipada. Logo publicarei a segunda parte da série “A necessária trajetória do brasileiro até o fascismo”, cuja primeira parte foi muito acessada.

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Desde a campanha eleitoral vemos Bolsonaro se ancorar em táticas de manipulação de opinião. No primeiro momento, essas táticas eram usadas para que ele conseguisse se eleger. Agora, parece que seu governo depende de enganar ou distrair o público para que suas medidas sejam implantadas.

Primeiramente, quero expor uma visão própria sobre o trabalho das imprensas. A corporativa, que é a hegemônica ou a que mais aparece, noticia de acordo com sua demanda. Ela é paga para noticiar. E a alternativa, também chamada de imprensa livre, busca sua visibilidade, que lhe gera receita com base principalmente na doação feita por leitores, oriunda da natureza de militância amiga que ela ostenta, se opondo ao que é noticiado pela outra, sabendo ela que é o que aqueles que a contratam querem que o povo pense e repercuta.

Para continuar a dissertação, crio aqui uma convenção para ficar fácil de entender as personagens envolvidas nessa trama. Simpatizado é aquele com quem um grupo receptor de informações simpatiza. E antipatizado é o oposto, é aquele a quem esse grupo combate, repele, quer ver sair do caminho. O primeiro é o mocinho e o segundo é o vilão.

E lembro que o complexo empresarial brasileiro, limitando às grandes corporações de toda sorte, seus proprietários comungam na mesma fraternidade e que dentro desta fraternidade eles tomam as decisões de como cada um vai proceder dentro de seu mercado e qual papel irá cumprir quando um teatro tiver que ser armado para que ações de contorno de crises ou nomeações para cargos públicos tiverem que ser desferidas contra a sociedade. Os donos dos grandes veículos de comunicação também são membros dessa sociedade restrita, que também agrega políticos e militares.

Esses que contratam a grande imprensa para fazer trabalho de moldagem de opinião é que são o foco dos jornalistas independentes. O ataque destes aos veículos hegemônicos de comunicação é chamado de ataque indireto, pois, quem eles querem atacar, os contratantes das informações despejadas pelos hegemônicos, não aparecem, se mantêm invisíveis por trás da cortina com a qual essa imprensa lhes cobrem.

É importante também verificar que tem hora que a grande imprensa – ou noticiadores de direita – publica conteúdos que interessam à oposição de seus clientes. Parece até que os veículos estão do lado dela, fazendo denúncias contra seu cliente. Vimos muito disso durante a campanha eleitoral, quando, por exemplo, a Globo se fazia de combatente da candidatura de Jair Bolsonaro. Mas, é bom não cair nesta, pois, não passa de estratégia que favorece os combatidos.

Essa estratégia estranha pode ter vários objetivos. Se fazer parecer do lado do oprimido é se infiltrar no meio dele. É se fazer de amigo e conquistar sua adesão. Dar o que uma pessoa gostaria de receber é tudo que se precisa operar para cooptá-la, trazê-la para o seu lado, colocá-la sobre o seu comando. Ter toda condição de discipliná-la e aos poucos fazê-la mudar de ideia quanto a um ponto de vista.

Tal mudança se faz oferecendo aos cooptados notícias falsas ou duvidosas sobre o simpatizado ou sobre o antipatizado, que proporcionam ao receptor reflexões que podem, sutilmente, sem que ele perceba, fazê-lo mudar de opinião.

Na minha opinião, até a Folha de São Paulo se fazer de perseguida pelas equipes de Bolsonaro é suspeito. Pode ser que seja típico da jogada mencionada. O atual presidente da república pode ter sido instruído a eleger dentre os irmãos de fraternidade um órgão forte de imprensa como adversário para com isso facilitar a implantação de seus interesses. A Folha seria quem joga iscas no aquário onde se encontram pescadores que querem pescar seu cliente. Iscas que ela sabe que ele facilmente consegue escapar delas. Muitas vezes, material que ela recebe dele para publicar.

Alguns dos interesses possíveis de terem facilitada a implantação com os golpes midiáticos são espúrios. Logo, se o público receber a notícia de um órgão jornalístico tido como oficial e de grande credibilidade devido à sua história e preferir confiar nos demais com a mesma atribuição, que se mantiveram na neutralidade ou a omitir a informação prestada pelo suposto companheiro desagregado, o governo não teria mentido ou enganado o público não tendo prestado a informação da medida que teria adotado. Teoricamente teria apenas deixado a imprensa mais acessada do que o diário oficial à vontade para noticiar e o público teria tomado sua decisão de modo totalmente voluntário.

Os outros órgãos jornalísticos se mantendo na neutralidade de opinião ou omitindo o que o órgão marginalizado ou em perseguição informa é uma excelente tática para colocar como duvidosa uma informação oficial. Sem se correr o risco de perder a credibilidade de seu conteúdo para com o público os que praticam essa imparcialidade gerida e sem atrapalhar os planos do cliente, no caso o governo.

Discorrido, então, sobre o comportamento duvidoso dos organismos de comunicação e sobre a fragilidade da integridade das notícias que são nos impostas, vou discorrer sobre os objetivos das informações que nos chegam.

Já mencionei que ora intencionam desinformar – prestar informação falsa, sofismática – e com isso induzir o público a cometer erros úteis e ora intencionam desviar a atenção para que assuntos importantes passem despercebidos ou, quando é necessário que a informação seja conhecida e aderida, sejam passados no limiar da percepção.

Um exemplo de indução ao erro útil: O grupo contratador prepara ataques em uma localidade – reais ou não e com vítimas verdadeiras ou não – e a imprensa joga holofote em demasia no caso, deixando a população em pânico, sujeita a aceitar qualquer proposição de medida que a devolva a sensação de tranquilidade.

No caso dos ataques ocorridos no Ceará nessa primeira semana do ano de 2019, uma sugestão que o grupo controlador daria seria intervenção militar no Estado ou na cidade específica. Poderia também o grupo sugerir medida mais federal, como a aprovação da Lei Antiterrorismo, que tira as liberdades individuais das pessoas e autorizam o Estado a entrar onde bem entender, sem a necessidade de mandatos, ou prender quem quer que seja, não necessitando sequer se tratar de alguém suspeito.

Outro exemplo desse tópico, mas que também serve para distrair o público, é o Caso Queiroz, o motorista dos Bolsonaro que teria efetuado depósitos supostamente indevidos na conta corrente de Michelle Bolsonaro, a esposa do presidente da república.

O Caso Queiroz segue com a imprensa – todas elas – botando lenha para que todos os interessados na queda do presidente repercutam as supostas evidências de corrupção. É tudo muito mastigadinho, facílimo de deglutir, mas, a distância que mantém o Judiciário do caso não dá segurança nenhuma de que o que informa a imprensa é íntegro. A acusação de isso se dever à arrendamento do poder é facilmente combatida com o argumento de não existir registro de inquérito ou elementos jurídicos suficientes para se iniciar um processo. Quem vai fazer esse registro com base em notícia de imprensa? Quem vai fornecer esses elementos?

Os militantes de Bolsonaro, orientados pelo marketing dele, andaram espalhando para todas as imprensas, incluindo a Globo, fatos falsos que atacavam o presidente e seus auxiliares ou familiares e depois eles próprios desmentiram esses fatos, levando o público a desencorajar-se de acreditar na imprensa sob a alegação de conspiracionismo de oposição. O objetivo era exatamente este. Só que é ser ingênuo demais achar que a Globo cairia nessa jogada antiga e propagaria os fakes, senão por condescendência – acordo, melhor dizendo.

Quando chegar o momento, Queiroz vai aparecer e tudo será contundentemente explicado, Bolsonaro se fará de vítima, associará a propagação de fakenews às esquerdas, atacará o uso de tática de marxismo cultural para iludir o público, pedirá para que as pessoas não deem atenção para a mídia e procurem ajudá-lo a consertar o país, que é o que interessa a todos. E todos que aparecem como personagens nessa história sairão ilesos e com seus objetivos alcançados.

Outros possíveis fakes ou esquetes – esquete é quando se trata de um cenão ou uma gafe que repercute, por exemplo, como as cometidas por Damares Alves em seu discurso de posse – que vêm se propagando e distraindo a atenção das pessoas do movimento no Congresso são: A prisão do João de Deus; o suposto descontentamento de Bolsonaro com seu ministro da economia; a suposta censura ao Coaf.

Informações que a imprensa corporativa quer que passe no limiar da percepção são enterradas, dadas quase no rodapé, nas páginas dos jornais ou são exibidas sem busca de emoção do telespectador, em blocos intercalados entre dois com característica inversa (cheios de sensacionalismo), nos noticiários do rádio e da televisão.

Já o que querem que vire crença e repercuta recebe tratamento de notícia de capa. É tratado como matéria especial e incondicionalmente arrancam alterações emocionais de quem se expõe a ela. De acordo com o que for repercutido serve de feedback e o noticiador do fato deixa claro para o seu cliente seu poder de alcance.

Portanto, conforme este texto, desconfie sempre do que ganha destaque demais e vira febre na mídia, geralmente de indignação. Indignar o público é tática para viabilizar intenções. Proceder de modo contrário é se transformar em massa de manobra, ou seja, contribuinte da cúpula, que trabalha de graça e que às vezes atira no próprio pé.

Da’mares’ usa azul no nome, e aí?

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IMAGEM: Manifestação da Trident sobre a nova era de Damares Alves.

“A liberdade é azul”, “A igualdade é branca” e a “A fraternidade é vermelha”
(Do filme “Trilogia das Cores”, de 1993)

Não tem como deixar pra depois. Eu ia falar sobre o liberalismo econômico ou o fim do trabalho escravo e da exploração do patrão com o fim da Justiça do Trabalho (o quê?). Quem sabe sobre a violência urbana ou o que vem a ser realmente esquerdismo. Provar que Jair Bolsonaro é de esquerda e não sabe (como assim???); dar um “ulala” para a iminente libertação do Lula. Mas, infelizmente, Damares Alves conseguiu me fazer interromper a série “A necessária trajetória do brasileiro até o fascismo” pra eu falar sobre a frase dela.

A pastora evangélica deu a sua primeira de tantas gafes que ainda irá nos proporcionar. Ela sim, podemos dizer, vai querer nos mostrar que direito é o mano em seu ministério trino três vezes desnecessário.

É até engraçado, pois, Bolsonaro queria dar exemplo reduzindo ministérios e quer provar que as questões do trabalhador podem ser resolvidas no ministério da justiça, que eu também acredito que sim, e ignora que também não o podem as questões relacionadas à mulher, à família e aos direitos humanos.

O que ele queria era agradar um amigo que ficou de mal dele, dando-lhe um cargo  de ministro, o ex-senador Magno Malta. Ou então usar o poder de seu cargo para pagar dívidas pessoais para com um cabo eleitoral. Mas, o Oscar foi para a secretária do também pastor evangélico, Damares Alves.

A atrapalhada ministra entrou para a história dos memes com a frase “menino veste azul e menina veste rosa” proferida em um discurso. Querendo ela dizer que o Brasil, com o novo governo, entrou em uma nova era. Como se nunca no país aos bebês meninos se destinassem as mamadeiras e chupetas na cor azul e rosa as mesmas coisas para as meninas. Até no livro “Os meninos da Rua Albatroz” isso aparece bem lembrado.

Com isso ela moveu uma multidão a manifestar a sua gozação contra a frase infeliz. Vamos ver muito disso com essa turma de subproduto do Youtube nos governando nesses quatro anos por vir. E Damares vai dar trabalho para os outros no ranking. Mal veio essa e ela já emendou outra criticando a regra do Sisu que diz que filhinho pode estudar longe da mamãezinha.

O que me irritou foi vê-la tentando se redimir da trapalhada. Proferiu um “Eles falam que menino não nasce menino e menina não nasce menina”. “ELES QUEM?”. Gritei irritado de frente para a TV. Esperei resposta dela, mas, não veio. “As esquerdas, você quis dizer”. Continuei conversando com a televisão.

Sem conhecimento de causa e sem principio ético, levantando falso testemunho, como não deveria quem se diz cristão afinco levantar, ela expôs sua psicologia das cores da sexualidade sem apresentar embasamento científico. Usando de política pra moldar a opinião do público e jogá-lo contra os adversários. Coisa que faz quem não sabe ao certo o que propõe ou que propõe o que se for analisado por uma razão não poluída pela desinformação que as igrejas espalham jamais seria aceito pelas massas.

“Outubro rosa”, campanha contra o câncer de mama; “novembro azul”, contra o câncer de próstata. Entendeu?

Entendi que você de alguma forma está querendo vincular a imagem dos LGBT ao câncer. Seria a homossexualidade um tipo de câncer? É isto que você quis dizer? Seria isso assunto da disciplina de biologia da escola sem partido?

“Os homossexuais já podem adotar, e nós não queremos mudar isso. Nenhum direito adquirido vai ser violado pelo governo Bolsonaro, que isso fique claro.”

Que fique claro que ele não tem direito de violar direito algum. Nem mesmo armando onda de violência urbana para instituir lei antiterrorismo para acabar com as liberdades individuais e sair prendendo quem ele achar que deve.

“Meu filho vai vestir rosa”. “É você quem vai obriga-lo a não vestir”, “Se ponha no seu lugar”. A revolta nas redes sociais se alastrou e todo mundo desabafou.

Tiraram sarro até mesmo aqueles conservadores que depois que viram que quebraram a cara com o voto que deram, andam dando força para que os esquerdistas saiam dos esconderijos e iniciem a clássica oposição que só eles sabem fazer e corrijam com ela a cagada que esses conservadores fizeram na urna em vez de fazer em casa antes de sair para votar.

O fato de você ocupar um cargo que te dá acesso fácil, ou de repente direito, a um microfone e exposição na midia pra você ofender quem você quiser sem ter que lidar com tréplica na mesma proporção, ministra, não garante que o que te incomoda devido à sua dificuldade de compreender o mundo vá ser resolvido levando outras pessoas ao mesmo para que você não se sinta sozinha. Monte sua zona de conforto com quantos imbecis forem, mas, tracem um círculo no chão e não ultrapassem a linha.

Todos que tentam dar as cartas para as pessoas que consigo dividem o mundo só conseguem morrer cheio de companhia. É aquela história da galinha que acompanha pato.

Eles quem? Cite o nome dos bois. Consigo te dizer que são bois que pastam nos mesmos pastos que você. Estão de todos os lados, forçando a barra para que haja o preconceito e a resistência a ele.

Se existiu kit gay ou mamadeira com bico em forma de um pinto (não tenho essa de dizer ‘isso daí’ não) é esse pessoal que age nas sombras que inseriu no imaginário popular através das bocas de gente como você e esses seus aí. Gente que está infiltrado, colhendo resultados, em todos os meios. Inclusive no seu. Sem trocadilhos!

O petróleo pode até não ser nosso, mas a água é

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IMAGEM: Esquerda.net. Clique para conhecer esta campanha: link!

Na semana que passou, nós brasileiros e terráqueos fomos assustados com duas notícias veiculadas por esses sites sensacionalistas que gostaríamos de nos consolar acreditando estarem noticiando a mais pura mentira, mas que infelizmente o que eles noticiam tem sempre um fundo de verdade.

A primeira dizia que enquanto os noticiários davam conta, exaustivamente, da eleição histórica à presidência dos Estados Unidos e o brasileiro espontaneamente se cegava com o histórico Brasil X Argentina jogado no Mineirão, no Congresso Nacional os vendilhões políticos brasileiros, vulgo deputados sem escrúpulos, votavam a entrega do Pré-Sal para os gringos. O grande sonho dos norte-americanos de nos tomar a Petrobrás e o petróleo está prestes a ser concluído.

A segunda fala sobre a água não só do Brasil, mas do mundo. Conforme o site Pensador Anônimo, o atual presidente da Nestlé, o austríaco Peter Brabeck-Letmathe, teria declarado que a água não é um direito humano e que deveria ser privatizada, até para que seja preservada. Ele sustenta – reproduzindo um trecho da reportagem do site – que os governos devem garantir que cada pessoa disponha de 5 litros de água diária para beber e outros 25 litros para sua higiene pessoal, mas que o resto do consumo teria que ser gerido segundo critérios empresariais.

A Nestlé é conhecida por sua ganância e vontade de controlar o mundo, partindo do meio alimentício. Seu presidente se faz de preocupado com a situação da água no mundo só para angariar os frágeis ativistas ambientais de frente de TV ou de tela de notebook. Muito se sabe que seus produtos, além de não serem nutritivos, como promete a empresa, são nocivos à saúde. Servem de suporte à indústria médico-hospitalar-farmacêutica levando para ela doentes, principalmente diabéticos, cancerosos e portadores de Alzheimer. É claro que nada disso é divulgado como oficial para não estragar as permissões para veicular os venenos da empresa. Na verdade o que corre o risco de ser estragado é a aceitação do público.

Os donos da Nestlé fazem parte de uma das famílias que governam o planeta e que têm poder para tapar tudo, patentear tudo e fazer circular tudo, ainda que causador de problemas de saúde para o consumidor. É na declaração sobre a água que propaga esse pessoal que vamos confiar e dar aval para ele nos tornar dependentes da empresa dele, cujo faturamento tem 8% respondido pela água engarrafada e ele quer fazer aumentar isso?

Os produtos da Nestlé, mesmo os desidratados, levam água em suas constituições e nos processos de industrialização deles muita água é desperdiçada. Como um sujeito desses pode estar preocupado com o perdularismo que supostamente pratica o indivíduo comum por achar que tem direito a água e que ela é gratuíta?

Eu sei é que aqui no Brasil podem até privatizar a água, mas, diferentemente do petróleo, o povo vai anarquizar e não vai deixar barato. Será um festival de pessoas pondo a boca para cima para engolir o que cair da chuva enquanto enche tambores, cavando cisternas, enfiando e tirando latas nos rios. Vai ser até melhor porque aí se pega água pura, sem o veneno do flúor e do cloro que as companhias de saneamento injetam em seus mananciais e distribuem para nossas torneiras. É só ferver e por no filtro de barro a que for usar para beber e pronto: tá limpo!

Eu já faço parte desses procedimentos só pelo simples fato de boicotar a água fluoretada. Assim como boicoto, há muitos anos, os produtos da Nestlé. Se depender de mim, por falta de consumidor para seus produtos inúteis, esse tal presidente da companhia não vai conseguir o que quer. #ForaNestlé #BoicoteANestlé

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” faz reflexão sobre a água fluoretada e duras críticas à Nestlé em alguns capítulos. Leia-o e aprenda a se defender de golpes como o informado nesta postagem.

O texto expressa a minha opinião!