A diferença entre educar e estudar

Primeiro momento: No Facebook uma colega postou “A forma arrogante como algumas pessoas estudadas tratam pessoas que não estudaram demonstra que estudar não garante educação” e o algoritmo da rede achou que devesse a publicação aparecer no meu mural.

Pensei que pudesse ser a Rede tentando me fazer militar contra aqueles que pregam que o país não deve destinar verba às escolas públicas, então, reagi comentando: “É só no Brasil que estudar significa educar-se. Estudar nos outros países significa o que é: adquirir conhecimento. Rs!”. Coloquei o “Rs” de risadinha para que a colega não pensasse que eu estivesse querendo pagar lição de moral.

Segundo momento: Encontrei com um amigo professor em barzinho e no ensejo procuramos colocar nossas conversas em dia. À certa altura do bate-papo, a jukebox estava em volume exagerado e o professor perguntou se eu não toparia ir para outro boteco. Decaí porque eu tinha um compromisso naquele local. Fui até a dona do bar e solicitei que diminuísse o volume. Provavelmente por conhecer minha média de gastos no ambiente comercial recreativo, a proprietária atendeu ao meu pedido.

Nosso assunto então era questões da política brasileira. Surgiu oportunidade para expormos ideias sobre implantar o Liberalismo econômico e acabar logo com a guerra de interesses que disputam bolsonaristas, esquerdas e pessoas não necessariamente politizadas que opinam sobre os factóides políticos despejados pelos diversos canais de mídia existentes nas sociedades atualmente, entre eles as redes sociais na internet, como por exemplo o Facebook.

O professor me disse que o Brasil não está preparado para viver o Estado-mínimo. E eu lembrei que no sistema mixto de economias que define o regime econômico do país é que não dava para continuar, seria melhor implantar o socialismo de vez.

Concluímos, então, que o brasileiro não está pronto para os dois regimes. E o professor pontuou que o motivo seria a falta de educação do povo e que houvesse investimento pesado em educação seria possível optar por um ou outro sistema. Foi aí que falei para ele sobre meu comentário no post da colega de Facebook.

O professor discordou do meu comentário. Achava ele que devesse sim o país investir em educação. Nisso, procedi dizendo que teríamos que compreender a palavra “educação” do modo correto. Educar um indivíduo é torná-lo adequado para o convívio em sociedade. Isso quem faz em primeira instância é a família. As crianças recebem dos pais essas instruções. O governo, a mídia e as igrejas, com mais ênfase esses três, fariam o resto.

A parte do governo não se dá exclusivamente providenciando e gabaritando escolas. Na escola se vai aprender a ler e obter o conhecimento de diversas ciências positivas que ao longo do tempo o homem acumulou. Na escola também se aprende uma profissão e se capacita a trabalhar nela. Citei a medicina. Mas, têm que chegar à escola já educado, já tendo bons modos. E dei a informação que na faculdade eu tive professores que não tinham um pingo de educação ou que fossem bem menos educado do que eu. Isso torna verdadeira a reflexão na postagem de Facebook mencionada.

O Governo investir em educação é criar campanhas educativas e usar os outros instrumentos como meio de implementar essas campanhas. Em minha infância, tempos militares no Brasil, era comum se vir dessas campanhas em todas as instituições públicas e nos mais diversos produtos de mídia – por exemplo: na campanha do Dedinho, que visava incentivar a prática de esportes e ajudou o Governo Médici a implantar a disciplina Educação Física nas escolas, utilizaram revistas em quadrinhos que eram dadas nas escolas ou vendidas nas bancas; a campanha para criar a consciência de higiene e limpeza utilizou um personagem chamado Sujismundo, que foi parar em filmes para a televisão e em cartazes que se podia ver fixado até em estabelecimentos comerciais e interior de ônibus.

Ou seja: as escolas serviam de murais e porta-vozes para fazer chegar ao público pertinente a elas a mensagem do Governo para educar a população. Porém, isso sendo mais esperado de se ver nos estabelecimentos educacionais de ensino fundamental. As universidades poderiam no máximo dar apoio para relembrar esses deveres a seu público, que está nelas para se profissionalizar em alguma profissão e já tem que estar educado para os processos sociais – como não sujar as ruas, não fazer barulho em locais de uso comum das pessoas, como se proceder no trânsito.

O professor concordou em partes com o meu apontamento quanto a investimento em educação, mas manteve sua opinião quanto ao motivo de não ser devidamente educado o povo para viver o minarquismo ou o socialismo propriamente ditos. Ele próprio citou que a solução seria pegar representantes de cada grupo social do Brasil e em um debate chegar ao melhor modo de realizar as implementações.

Nisso concordamos juntos sem resistência. E ilustrei minha adesão considerando o bar onde estávamos como a Sociedade. O interesse daquela sociedade era que todos nós, os consumidores do bar, estivéssemos satisfeitos em estar nela e jamais decidirmos ir para outra sociedade. O volume da jukebox, por exemplo, teria uma configuração que não incomodasse quaisquer dos usufruintes do local.

E o potencial de gasto de cada consumidor não seria o determinador dessa configuração, uma vez que por não se tratar de um local incondicional para se estar e ainda por existir concorrentes que provesse o mesmo lazer, quem fosse excluído da decisão, ou seja: quem não suportasse o decibel determinado, estaria livre para se retirar. E o interesse do proprietário é que ninguém se retire, quanto mais quem representasse consumo maior.

O determinador seria, sim, um debate com a participação dos proprietários, funcionários e clientes do boteco. A melhor expressão do que é democracia é o debate.

Intimidando o Capitalismo

Comunista é o pseudônimo que os conservadores e saudosistas do fascismo inventaram para designar todo sujeito que luta por justiça social
(Érico Veríssimo, 1971, no romance Incidente em Antares)

maotsetung

Mao Tse Tung por Andy Warhol

Um jovem disse pro outro que não sabia o que valeu pra ele ter visto na escola filosofia e sociologia. Os amigos e amigas dele condescenderam. Estavam dando seu apoio à decisão do governo de tirar essas duas disciplinas da grade escolar. Fruto do combate ao eficiente pensamento comunista.

Como prova da abilolação que os absorviam, tiveram a audácia de dizer, apontando o dedo para o que chamaram de “esquerdinhas”, que “na China não tem essas disciplinas na grade escolar e o país é a maior potência do planeta”. Não citaram em que setor seria a China essa potência. A China de Mao Tsé Tung, pode?

Num ponto de ônibus, o primeiro da fila era um jovem de talvez vinte e poucos anos. Vestido até civilizadamente, mas, com linguajar, gesticulação e assunto de marginal.

O volume da prosa ruim do cara atingia todo o terminal de ônibus. Contava ele, sem pedir licença, para dois outros na fila, sujeitos típicos conservadores, que estava a um ponto de se vir livre de sua mulher. Comemorava até.

Depois chegaram outros dois sujeitos. A julgar pela aparência completa, incluindo vestes, cabelos e semblantes, bisca ruins também. Enturmaram com o primeiro. Distantes, mantinham a desinteressante conversa em alto e repugnante som.

O primeiro contou a nova sobre a separação. Deu detalhes do tipo: “a mulher estava me enchendo o saco e ainda veio com agressividade pra cima de mim”. Ao que os outros perguntaram: “não matou ela não”. E obtiveram como resposta: “Não, tenho que ficar pianinho porque estão na minha cola”.

Daí, o besta gritou feliz e foi parabenizado pelos outros dois bestas, que nem conseguia acreditar que ia ficar livre de usar o anel de compromisso que lhe apertava o dedo anular da mão direita. Para ele não importava trocar o anel por uma tornozeleira eletrônica.

Então, do nada começaram a falar sobre um lugar comum aos três. O primeiro, sempre em som evidente e perturbador, fez questão de dizer que conhecia bem o lugar e que vendia droga no tal. Frisava, sem qualquer temor, que vendia droga.

Para se tornar ainda mais repugnante, perguntou para os outros dois se eles pagaram passagem que nem bobocas para estarem ali dentro do terminal. Queria com isso relatar que impôs ao motorista do primeiro ônibus que utilizou para levá-lo até ali, que lhe deixasse entrar pela porta de saída, sair pela de entrada ou pular roleta. Virou herói para os outros dois, que não disseram nem que pagaram e nem que não.

Cada vez que o sujeito expelia pela boca sua idiotice, mais ele fazia se sentirem ameaçados e inseguros as pessoas de bem que sem chance de evitar o ouviam.

Num outro dia foi no corredor de um call center. Era um feriado e as ligações davam muita trégua. Como se sabe, o predomínio de homossexuais e drogados nesses ambientes é total. E que os assuntos que eles comentam são de nível duvidoso e em tom para chamar bem a atenção, o que satisfaz o ego deles.

No momento observado, queriam intimidar a platéia formada por trabalhadores que não tiveram a alternativa de não se submeter à confissões sórdidas e prosas ruins enquanto praticam sua atividade laboral. Foram obrigados a ouvir o mesmo naipe de conversa que tecia o causador de insegurança do primeiro cenário esboçado.

Esse tipo de comportamento intimidador tem financiamento político. E o objetivo de deixar instável e amedrontada a sociedade. É tática de recrutamento político e manipulação de comportamento social.

Só funciona dentro do Capitalismo essa tática. O destruindo, qualquer seja a ideologia do praticante. Inibe o consumo, pois, a insegurança faz com que a população evite sair de casa.

Se arranca com essas táticas pessoas para aderirem propostas que prometem dar um basta nesses tipos de sujeitos, não importando o meio, ou propostas que dão a sensação de que a democracia está evoluindo para o “tudo pode”, “não dá nada pra ninguém a contravenção ou a falta de ética”.

São estes apenas dois entre os muitos exemplos do que se pode conseguir em se aplicando esse golpe nos desavisados. Golpes que prosperam principalmente quando não se pode contar nas escolas com disciplinas que abrem a mente e fazem com que se tenha condições de decifrar articulações políticas como a citada. Disciplinas como sociologia e filosofia por exemplo.

Se vacinar contra isso é fazer como um dos que aguardavam o ônibus fez. O comunista enfiou fones no ouvido, ligou o rádio de seu celular, a lotação apareceu e ele deixou passar, pegou a próxima. Deixou que aqueles imbecis falassem apenas entre si, onde nenhum efeito surtiria.

Diferente deles só mesmo os incautos que se incomodavam com a conversa chata e não tiveram a esperteza de boicotar a viagem. Correram estes, inclusive, risco de serem assaltados pelo trio dentro do veículo.

Esse tipo de coisa a Direita gosta de associar à Esquerda. Mas, tanto uma quanto outra lateral política aplica no povo a estratégia pragmática, que gera resultado bom para quem não tem competência para administrar.

Quem deseja o bem social e qualidade de vida, segura e livre de exposições indesejadas, deve tomar atitudes que patrocinam, mesmo que sutilmente, pelo exemplo, a doutrinação nessa direção. E cobrar descência das autoridades da nação quanto ao foco na administração pública, sem uso de manipulação social.

É missão dos governantes educar as pessoas a se comportarem de maneira a não oferecer perigo umas às outras. Se fizerem isso, protegerão, automaticamente, a propriedade privada e os direitos humanos. E sem precisar, na gestão, desviar o foco da vontade do povo e gastar dinheiro em combate ao Comunismo.

Que nada tem a ver com os cânceres que realmente assolam o Capitalismo e ainda assim recebe associação dos defensores deste à tudo quanto é coisa ruim. Tão somente porque iguala as pessoas o pensamento comunista. Havendo igualdade, não há maldade.

A ameaça que o Comunismo oferece ao Capitalismo é bemvinda perto da que no Capitalismo os cidadãos oferecem a si mesmos.

Na prática, o transporte não é público só no nome

Há certas coisas que possuem a designação de público e na prática não o são. O transporte público é um deles. Se temos que pagar passagem e atravessar catracas para validar a entrada na lotação, então, não é público. E isso causa um grande desastre social, pois, muita gente fica indignada com a situação de ver uns pagarem a tarifa e outros não. Além de ter que lidar com a questão de a designação de transporte público ser mantida apenas para favorecer a especulação do setor por empresas privadas, pois, se a designação fosse privada a evasão não poderia acontecer com o oba-oba que acontece, uma vez que estaria-se dando razão para os pagantes entrarem na folia, já que os que ganham com o negócio aparentariam se contentar em ganhar só sobre quem não rebela.

Um sujeito contou em público que estava indo para o trabalho e entrou em um ônibus que o deixaria em uma estação dentro de um shopping em Belo Horizonte. Um circular que vai de um bairro de Vespasiano para a Capital. Do tipo que transita sem cobrador. O motorista faz a vez desse profissional desempregado por motivos capciosos dos administradores do transporte coletivo de Minas Gerais.

Teve o sujeito que driblar os que ficam amontoados no espaço que antecede a roleta para chegar até a própria e passar o seu cartão corporativo para pagar a tarifa. Ao fazê-lo, viu na tela da maquininha registradora a mensagem de que ele estava com saldo insuficiente para concluir a operação. Ele não entendeu a razão de estar com saldo insuficiente, a empresa para a qual ele trabalha sempre faz em dia as recargas, e insistiu algumas vezes mais, até que foi convencido de que teria que consultar a carteira e pegar algum dinheiro para passar para o motorista. No que fez isso ele se viu em apuros: os dois reais que restavam-lhe do movimento de abre e fecha de porta-notas durante a semana não o ajudariam a se livrar da inadimplência.

Eram cerca de nove da manhã e provavelmente a casa lotérica do bairro já estava aberta e nela ele poderia sacar algum dinheiro de sua conta corrente e reabastecer sua carteira, além de dispor-se do que precisasse para efetuar ao motorista da próxima lotação o valor da passagem. Com receio de o condutor-cobrador da lotação pensasse que se tratava de apenas mais um a dar o golpe do cartão sem saldo para permanecer antes da roleta e descer pela porta da frente sem pagar a passagem, truque comum entre os vigaristas que cabulam as tarifas nos ônibus, o sujeito  avisou ao condutor o ocorrido, lhe pedindo autorização para descer pela porta da frente perto da casa lotérica a que foi obrigado a se dirigir.

O motorista lhe concedeu o pedido, mas ficou cabreiro. Quis saber por que ele não seguia a viagem até o destino e deixasse de pagar a passagem, como muitos fazem, tanto intimidando os condutores, quanto de maneira amistosa. O sujeito fez-lhe então uma explicação bastante motivacional.

– Qual a imagem que se faz de quem cabula passagem? É a de um vagabundo, um malandro, um marginal, respondo eu. Inevitavelmente eu vou ser visto assim. E eu não sou nenhuma dessas coisas e nem gostaria que me vissem assim. Se eu ajo da forma que age um vagabundo, mesmo que por motivo de força maior, corro o risco de atrair situações que me levam a agir novamente dessa forma e de acostumar-me com isso. Contudo, irei me tornar um fracassado, do tipo que nunca poderá realmente pagar uma passagem de ônibus. Não irei crescer, pois, só as pessoas que não se importam com os atos que cometem os marginais é que não os veem com essa imagem ruim, aniquiladora. Essas pessoas também são marginais, fazem as mesmas coisas que fazem os marginais. Tenho pretensões maiores para a minha vida. Quero um dia não mais ter que utilizar ônibus. E não é estando rodeado de marginais, por serem iguais e me tolerarem, que vou conseguir subir na vida. As pessoas que poderão me ajudar a subir podem estar dentro de um ônibus em que eu estiver e ao me vir fazendo essas picaretagens vão me avaliar mal e desistir de prestar a ajuda. Imagem é tudo!

Terminado seu discurso, que deixou muitos ao seu redor invocados e ao mesmo tempo reflexivos, o salto do ônibus dado pelo sujeito se sucedeu. Pegou na casa lotérica o dinheiro que precisava e foi em busca de ponto de ônibus para pegar outra lotação.

Já dentro do ônibus o sujeito observava a corrupção que é praticada até mesmo por pessoas que até pouco tempo batiam panelas para exigir moralidade dos políticos. Além das que ficam na parte anterior à roleta à espera de descer pela porta da frente e das que andam com cartões magnéticos vazios ou com defeito para forçar um álibi para não pagar a passagem, marmanjos e moçoilas pulavam a catraca ou arranjavam meio de atravessar a região através da cadeira que antes era ocupada pelo cobrador. Crianças com mais de seis anos passavam debaixo da roleta. Tinha os que o motorista abria as portas traseiras para eles entrarem ou os que entravam por esta porta nos momentos de desembarque. E entre os poucos que pagavam a taxa havia os que passavam de dois na catraca, um empurrando o outro até o giro dela se completar.

O ápice do absurdo apareceu quando um senhor de idade ficara de pé perto do sujeito pagante. Este ocupava uma cadeira de cor cinza, que não é reservada aos prioritários. Muitos  passageiros olhavam para ele esperando que ele fosse educado e compreensivo e cedesse o lugar para o idoso. Mas, nisto o sujeito era igual a todo mundo: Não aceita desaforos. Tanta gente que pulou a roleta e estava sentada, e em cadeiras de cor amarela ainda por cima, por que ele, pagante, iria ceder o lugar? Ficou para alguém que também pagara a passagem fazer o que nem ele e nem os marginais fizeram.

Eu acredito que as prefeituras devessem imaginar um jeito de tornar o transporte realmente público. Evitaria essas situações que são desconfortáveis para quem é honesto e colabora com o sistema. Deviam priorizar a preservação de pessoas assim. E até estimular. Na prática, já que a evasão atinge grande patamar e pode-se dizer que só aqueles que possuem cartões empresariais é que seguem a rotina normal de pagamento da condução, a tarifa é aberta. Passe livre. Na marra, mas livre. Fica tudo nas costas dos empresários e os que exploram o setor de transporte urbano são postos a ver navios.

Sei que não é bem assim, mas critico o modelo, que permite o questionamento da idoneidade dos administradores públicos, pois, se já se ficasse conhecido que há a necessidade de pagamento da condução só para o trabalhador, porque ele ganha do empregador o vale-transporte, a indignação de uns e até mesmo a insegurança existente nos ônibus, que parte dessa corrupção, acabariam. As viagens seguiriam tranquilas e ninguém teria dificuldades sequer de atravessar a roleta porque há obstáculos de não pagantes entre ela e a entrada do ônibus.

Sei lá, de repente, se as prefeituras que passam por esse problema na administração do transporte coletivo descontassem do usuário o valor do transporte em algum insumo municipal que ele não tenha como cabular, seria uma solução.

Tenho em mente o IPTU. Se de repente no IPTU fosse implantado um valor que subsidiasse o transporte público de cada bairro, os moradores de cada casa, independente da quantidade de moradores, receberiam cartões de transporte que os permitiram utilizar por um ano, livremente, as linhas de ônibus que servem o bairro onde o imóvel se situa e também as que os levassem a outros bairros.

Cada morador da residência, incluindo as crianças, teriam o seu cartão. IPTU atrasado: sem cartões até regularizar; residências que não quisessem o provento implantado em seu imposto predial e territorial urbano, idem. Esses últimos, nessa situação teriam que comprar cartões para utilizar os coletivos.

Somente as linhas mananciais que levam o usuário de um terminal de ônibus até o centro da Capital, como o MOVE no caso de BH, é que seguiria o modelo tradicional de se comprar cartões em bilheterias. Cabulação de passagem em estações de BRT também acontecem, mas, assim como nas estações de metrô, com muito menos facilidade. A evasão pode ser controlada.

As entradas e saídas dos ônibus poderiam ser na frente dos mesmos. Os engenheiros do setor conseguem resolver isso. Ao entrar, o passageiro passaria o cartão na leitora. A mesma se prostaria antes da cabina do motorista. Ao descer, novamente se passaria o cartão para liberar a porta de saída. Dessa forma, quem quisesse entrar ou sair teria que portar um cartão válido. Que ele receberia ao aderir o sistema de cobrança integrada ao IPTU ou comprando um cartão de transporte, qual compra poderia ser estendida aos lojistas que trabalham com venda de cartões telefônicos ou recebimento de contas. Seria até uma forma de alavancar negócios para pequenos comerciantes.