Quem quer fechar igrejas é o Bolsonaro?

VOTE CONSCIENTE:

O marketing bolsonarista, para conseguir a reeleição de Jair Bolsonaro andou espalhando informação capaz de desencorajar pessoas religiosas de votarem no PT. Alegavam que em seu projeto de governo o PT estaria pensando em fechar igrejas.

A primeira medida a ser observada ao se entrar em contato com este tipo de informação é visitar o site do partido (meio mais rápido) e ver se a informação está explícita no local, como é obrigatório existir por exigência do TSE. Há também os órgãos oficiais de imprensa do governo, no caso, um deles seria o site do TSE.

É importante saber que nenhum órgão de imprensa corporativa, incluindo a Rede Globo, e nenhuma rede social na internet são órgãos de imprensa oficial. A informação passada por esses veículos de comunicação deve ser conferida nos locais oficiais.

E é importante saber que a internet é o meio mais frágil para uma informação ter credibilidade, devido à facilidade de massificação, suscetibilidade à erros e à rapidez para remoção que conteúdos podem sofrer.

Tomado esses cuidados, o próximo passo é conhecer sobre política. Políticos ou partidos não têm poder para por decisão própria fechar igrejas. É necessário discussão com o parlamento para apurar os motivos e mesmo que sejam válidos, as entidades afetadas possuem seus representantes no parlamento, que irão tentar evitar ações que as ameaçam.

Fechar igrejas equivale a fechar supermercados. São entidades assimiladas e aceitas pela sociedade há longas décadas, empregam e participam da economia do estado. Somente em casos investigados pela Polícia Federal e sob mandato do judiciário se fecharia igrejas, supermercados ou outras instituições. Mesmo assim, jamais se atingiria uma categoria de negócio um mandato de fechamento nesse escopo. Atingiria, sim, individualmente, igrejas, supermercados e outros negócios que sustentam práticas em desacordo com o que a lei determina para a categoria.

Quando aconteceu o fechamento de cassinos no Brasil, que é uma categoria de negócio, foi considerado que a prática da jogatina afetava a sociedade no geral. E na ocasião não havia garantia constitucional para se tentar evitar a medida.

Portanto, a não ser que o caráter do eleitor seja correspondente ao desse tipo de marqueteiro, não se deve deixar-se convencer a votar em candidatos que se valem de práticas que atacam, inescrupulosamente, a democracia e a fé popular.

De onde vem a atual bajulação da imprensa corporativa à Jair Bolsonaro?

IMPRENSA VENDIDA

Desde o começo da campanha eleitoral para presidente da república, Jair Bolsonaro se manteve com a mesma postura arrogante dos momentos preliminares e o mesmo discurso que tornou-o popular. A imprensa corporativa ignorou sua capacidade de fazer frente ao candidato dela, Geraldo Alckmin.

Evoluiu-se o tempo e mesmo tendo subsídio midiático a preferência de votos por Alckmin não batia sequer a por Marina Silva. E, ainda por cima, os veículos de comunicação hegemônicos se viram obrigados a preocupar com o quadro eleitoral, que mostrava Jair Bolsonaro enfrentando Fernando Haddad no Segundo Turno.

Isso podia piorar e piorou: Jair Bolsonaro era apontado como vencedor já no Primeiro Turno. Para os canais de comunicação, tantos os radiotelevisivos quanto os de imprensa escrita não ter segundo turno era um desastre. Significava redução na audiência esperada e de venda de exemplares que o evento Eleição política proporciona se estendido ao máximo possível o tempo de exploração do assunto. Passaram, então, os veículos a promoverem o PT para que o público eleitor de Jair Bolsonaro dispersasse e isso forçasse o turno final.

Nesse momento, em discussões entre populares, sempre que um esquerdista ou simpatizante cirúrgico de Haddad esfregava na cara de um eleitor do Bolsonaro notícias veiculadas pelos principais órgãos de imprensa sobre o seu candidato, este dizia: “é tudo mentira, calúnia, coisa de esquerdista para derrubar o homem bom“. Ele duvidava da mesma imprensa que outrora caluniou o PT e pôs Lula na prisão. E as mesmas táticas de moldagem de opinião e de assassinato de reputação estavam a ser usadas. Ou seja: Para ele, quando é conveniente o que publica essa imprensa é verdade; quando não: é calúnia, matéria paga.

Ocorreu que Bolsonaro ganhou. E a imprensa corporativa, por enquanto exceto a Folha de São Paulo, retornou ao modo padrão: destruir a imagem da esquerda. E anda bajulando Jair Bolsonaro e seus ministros escolhidos até agora. Os bolsonaristas, nos mesmos momentos de discussão mencionados anteriormente neste texto, agora se sentem confortáveis com o que diz essa imprensa. E soltam coisas como “eu não te falei que eu estava certo no meu voto e no que eu falava sobre as notícias tanto de um lado quanto do outro“. Tudo voltou ao normal era o que se podia responder para estes.

Entretanto, junto com a bajulação a imprensa PIG se vê obrigada a noticiar as barbaridades que Bolsonaro vem proporcionando ao seu eleitor. Seu não-eleitor já esperava pelo menos impacto. Só não sabia que seria tanto.

A essas novas o bolsonarista prefere se iludir e manter posando de quem não está arrependido do voto e que está confiante de que o merecedor do seu voto sabe o que está fazendo. Até se iludem dizendo para si e para uma plateia que os históricos dos ministros escolhidos pelo futuro presidente não são os que se conhece. Se fizerem uma cirurgia midiática nesses históricos para se convencer a opinião pública, para ele “tá valendo“. O importante é a satisfação ser mantida, mesmo que falsamente. Os bolsonaristas negam até mesmo imagens indubitáveis em vídeo com esses protagonistas de escândalos dando razão ao que é informado sobre bastidores registrados em mídias menos convincentes.

Bem, como sempre meus textos ficam grandes, mas, eu queria discorrer apenas sobre a bajulação da Globo. Por que ela ocorre? O que vale para todos os outros mecanismos de imprensa corporativa que estiveram do lado de Fernando Haddad e agora cooperam com as barbaridades de Bolsonaro.

Bolsonaro mandou recado, logo que iniciou a campanha eleitoral do segundo turno, para a imprensa em geral. Falou em cortar verba pública se eleito, falou em perseguição à liberdade de publicação, falou em fechar veículos. E a Folha de São Paulo levou a público a denúncia sobre o Bolsolão (Caixa 2 bancando fakenews destrutivos de imagem dos concorrentes de Bolsonaro).

Se a Globo quisesse, a campanha de Bolsonaro morreria neste momento. Relembrando o que teria dito o Ricardo Teixeira quando das denúncias de seu envolvimento em um esquema de corrupção na FIFA: “se não apareceu no Jornal Nacional, não me preocupa“. Só que a Globo não o fez. Se fazia de opositora do ex-capitão do Exército concorrente à presidência da república, mas, se calou. Por quê?

O mais interpretativo é que a Globo teria visto vantagem na vitória do PSL em vez do PT e só dava vazão para o PT ganhar por causa das declarações que ameaçava sua existência dadas por Bolsonaro. E de repente, com uma carta na manga, teria chantageado o ainda candidato do PSL para não entrar no rol dos veículos de comunicação que exploravam o escândalo.

O que Bolsonaro teria cedido nesta pressão? Tudo com relação à verba pública e liberdade de imprensa para a Globo comunicações e alguma coisa no campo do agronegócio, que também é interesse dos Marinho. Daí se explica a bajulação toda da Globo e desfazimento de informações pró PT que os veículos de comunicação da organização haviam liberado para promover Haddad. Procedimentos cirúrgicos de imprensa que faz bolsonaristas acharem que sempre estiveram com a razão.

Estar com a razão assim é muito fácil. Difícil é admitir que isso é uma baita corrupção e quem a protagoniza é o eleito deles. Mais uma razão para eu me orgulhar do meu voto contra. Votei contra a corrupção!

Adquira o livro “Os meninos da Rua Albatroz“. Obrigado pela ajuda!

O dia que o brasileiro abriu caminho para passarem com um rolo compressor sobre ele

Você sabe por que você ainda come frutas e legumes orgânicos, sem ou com o mínimo de agrotóxico, e não somente alimento sintético ou semisintético industrial? É porque a esquerda política brasileira te representava e impedia que a bancada ruralista e empresas como a Monsanto conseguissem aprovar os projetos de seus interesses.

Sabe por que você ainda pode beber água, mesmo que fluoretada, gratuitamente em alguns lugares e a sua conta de água não abala tanto o seu orçamento? É porque essa esquerda impede de seguirem em frente com sua astúcia os que estão por trás do interesse de privatizar empresas públicas como as companhias de saneamento, as hidrelétricas, as petrolíferas, os Correios.

Você sabe por que você ainda pode acessar a internet, bater papo pelo celular, ir às baladas, aos mais diversos shows e eventos artísticos e de entretenimento que se vê à compor a sua agenda de passatempo? É por que a Esquerda atua para que você tenha esses direitos, que são humanos. Esquerda se interessa por direitos humanos.

E quanto à liberdade que você tem na internet? Já ouviu falar do Marco Civil da Internet, não já? Que cuida da sua privacidade no ambiente http. É coisa de “esquerdopata”.

Sabe por que você ainda pode ser católico, espírita, umbandista, muçulmano, budista ou ateu e nao é obrigado a servir de fiel-trampolim de pastor numa igreja evangélica? Você não precisa ser extraditado, preso ou ter a morte decretada por não ser crente é porque a mesma esquerda aquietava o facho dos intolerantes e avarentos componentes da bancada evangélica, que também têm o rabo preso com o protestantismo dos Estados Unidos. É pra lá que vai o imposto que essas igrejas não pagam no Brasil.

Quanto ao Trabalho, as coisas já mudaram bastante, mas, se até a Dilma sofrer o impeachment você tinha mais direitos trabalhistas e mais segurança no trabalho e com a Previdência é porque a Esquerda estava no poder e tinha gente batalhando para aprovar leis em seu favor e vigiando para que nenhum direito fosse lhe subtraído, além de derrubar os projetos maldosos dos políticos desgraçados que são financiados por vigaristas principalmente do exterior. Acha que essa tal de Reforma Trabalhista não tentaram empurrar para ser aprovada enquanto o PT estava com o cetro na mão? Eles disseram entre si: “Temos que armar um golpe pra tirar essa esquerda do caminho senão o imperialismo não anda“. Com “imperialismo” eles não querem dizer “modernidade” como você foi instruído a pensar.

Eu poderia listar mais, mencionar sexualidade, negócios, turismo, consumo, mas, creio que você já entendeu o quanto foi necessário que essa cúpula que está no poder desde Michel Temer precisou fazer você de bobo pra esquecer a gratidão à esquerda e dar a eles o que eles queriam.

Te deram um motivo que eles próprios criaram: a corrupção que “Eles” praticam, e que você mesmo está vendo à cada nome que Jair Bolsonaro apresenta para compor seu ministério, e atribuíram ao PT.

Antes você já podia ver à cada nome que Michel Temer anunciava para ser seu ministro. Era pra você ter sido mais esperto e suspeitar que se corruptos chamavam tanto os esquerdistas de ladrões só podia ser pela razão de quererem tomar seus lugares. Antros de riquezas, cujos donos (nós) são fáceis de trapacear.

Você nunca percebeu que os ícones que eles colocavam pra você inspirar na opinião deles, gente como Regina Duarte, Carlos Vereza, Olavo de Carvalho, Roger do “Ultraje a Rigor”, saíam dos meios burgueses, mesmo se passando pelo contrário, e os perfis deles nada tinham a ver com o seu?

Precisaram tirar a esquerda da reta e você o fez. Me diz agora por que você o fez? O que está disposto a fazer para tomar de volta o que é nosso? O seu posto.

“Cortaram meus braços, cortaram minhas mãos
Cortaram minhas pernas num dia de verão
Num dia de verão, num dia de verão
Podia ser meu pai, podia ser meu irmão”

(Trecho da canção “1965 (Duas tribos), de 1989, da Legião Urbana. Renato Russo parecia preconizar este momento que vivemos em que os próprios beneficiários da gestão esquerdista foram capazes de vender suas conquistas para os verdadeiros larápios do Brasil em troca do nada que ofereceram os golpistas por trás de Michel Temer e de Jair Bolsonaro. O dia de verão ainda está por vir: 1º de janeiro de 2019.)

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”, que também foi inspirado nesta música e traz reflexões sobre como foi formada a cabeça do brasileiro das gerações pós Golpe de 1964.

O que é que estava errado e fez você votar em Jair Bolsonaro?

No Facebook, um esquerdista postou seu repúdio contra a vitória de Jair Bolsonaro. Não era o motivo o seu partido ter sido superado pelo adversário. Era a forma como Bolsonaro se apresentou para receber voto e o que ele ofereceu em troca. Nada ou o pior possível. De coisas desinteressantes até o que nada tem a ver com política. Soluções que não são da alçada de governantes providenciar.

E o cara que comprou essa candidatura o fez pelo simples fato de ser a chance de o PT sair fora do posto e ele, sem saber ao certo o porquê, se sentir vingado, aliviado, com a autoestima recuperada, podendo novamente confiar na classe política.

Ele podia conferir o mesmo propósito votando no Ciro Gomes, mas não, ele achava que o certo era votar em mudança e Ciro Gomes já era veterano e por causa disso presa fácil para o marketing do Bolsonaro caracterizá-lo como mais do mesmo e tirar-lhe a preferência. E ademais, este marketing foi parar nas igrejas evangélicas e por lá o nome de Deus passou a ser Jair Messias Bolsonaro. E ai do fiel que não votasse nele!

Daí, um bolsomimion comentou a postagem com um “o importante é que o PT se fudeu”. Nas entrelinhas ele quis dizer: “Bolsonaro pode fazer o que quiser fazer, a única proposta que me interessava, antes de ele ser empossado já está cumprida”. Deram ao Capitão (ou capetão, sei lá) um cheque em branco assinado. Na verdade um bloco de recibos pra ele dar àqueles que comprarem as estatais brasileiras, a Amazônia, o Pré-Sal, a água, os direitos trabalhistas dos brasileiros.

O alienado eleitor teve que ler em resposta à sua explanação de satisfação por pouca coisa: “Você pensa que o bando que entrou não vai roubar tendo mais oportunidade pra isso do que teve o PT, né”. Ao que o bolsomimion respondeu: “Se ele falhar, a gente tira ele do posto”.

A gente quem?”, “Vocês?”, “Você não acha que a esquerda vai se unir a vocês, como vocês se uniram aos golpistas pra pedir impeachment para a Dilma, pra ajudá-los a sair do apuro, acha?”. Disparos de indagações sofreu o bolsomimion. “Vocês contaram com a grande mídia pra tirarem a gente, acha que esses veículos de comunicação vão estar a vontade pra fazer o mesmo pra derrubar a cúpula da qual fazem parte os próprios proprietários dos veículos? Com o Collor foi assim porque ele foi sinistro; Se esquece que tem militar na jogada pra que um golpe parlamentar seja bem sucedido assim, sem se sofrer uma chegada no cantão vendo canos de fuzis nas fuças”.

O bolsomimion afinou. Disse: “temos que esperar pra ver, quem sabe dá tudo certo e você fica sofrendo por precipitação”. “O que significa ‘dar tudo certo’ pra você”, com esta pergunta o bolsomimion tomou uma sinuca de bico. E a resposta ele ficou devendo, pois, não voltou no post nem mesmo sendo mencionado.

É porque eles não tinham argumentos. Acreditaram no que colocaram para eles acreditarem, sobre a tal roubalheira que “só” o PT cometeu, e se esqueceram do resto.

O bolsomimion que comentou na postagem tem sua casa própria, quitada. Tem seu carro do ano e ainda tem uma moto. E gasta gasolina todo dia até pra ir na casa do vizinho do lado.

Tem sua mulher, que se veste muito bem; tem seu filho, para o qual não falta nada do que uma criança média costuma pedir. Celular de ponta, videogames, notebooks e desktops. A casa toda equipada com eletrodomésticos do mais útil ao mais desnecessário. E tudo de primeira!

Tem a cota do clube do coração, bilhete de cadeira cativa no Mineirão. Assinatura de TV a cabo, internet banda larga. Todo fim de semana tem programa pra ir com a esposa ou com a família. Quando não: não deixa de ir a um boteco ou de encher num supermercado o carrinho de carne e bebida e chamar a galera pra um churrasco em seu quintal sem pedir vaquinha. E olha que a galera dele, como a de todo mundo ainda, compartilha do alto padrão de vida dele.

Não sei sobre escolaridade, mas, se este bolsomimion não possui é porque não quis, não lhe interessou estudar, fazer faculdade ou cursos tecnólogos. Mas, um bom trabalho e um bom salário, isso ele ainda possui. Reserva na poupança: maravilha! Em mais de uma caderneta, diga-se de passagem.

Se não faz turismo com frequência, se não conhece o interior de um avião ou se não fala inglês ou francês, novamente eu digo: é porque é canguinha. O cara tem toda a condição! E até arma, com porte e tudo, o cara tem à disposição.

E toda essa bonança ele conquistou nos áureos anos de PT. Assim como a maioria dos brasileiros. A bem da verdade ele só ficou um pouco apertado quando Michel Temer fez por onde dar um safanão no PT, ventilando sobre a suposta roubalheira que o partido roubou supostamente sozinho, e tomar seu lugar. Mas, aí a coisa arruinou foi pra todo mundo. Bolsomimion e coxinha nenhum sofreu sozinho. E… Não era o PT o vilão.

Se dar tudo certo com Bolsonaro no poder significa manter o padrão de vida que o PT havia dado, pra que correr risco colocando um maluco – e militar ainda por cima – na camada mais alta da hierarquia do Poder no Brasil?

E o pior: com o cara fazendo propaganda de tudo que pensava fazer estando no posto. Não mentiu em nada e pra ninguém. Se ele quiser fechar o Congresso ele pode. Deram aval pra ele com o voto. Ninguém votou sem consciência de que ele intencionaria fazer isso. Até pôs um general como vice pra ficar mais clara a intenção.

Idem se ele quiser exterminar índios e quilombolas, vender a Amazônia pro Tio Sam, entregar o Pré-Sal pra Exxon-Mobil ou para a Shell. Se todas essas péssimas ideias forem concretizadas, duvido que elas façam melhorar o quadro social um quinto do que o PT melhorou! Pode corrigir enchendo os comentários de links para reportagens que me provem que Bolsonaro prometeu algo que justificasse o voto nele sim.

Eu indico o livro “Os meninos da Rua Albatroz” para quem quiser aprofundar nessa política atual brasileira.

Eleição presidencial 2018: Eleição ou experimento social?

Não é possível que se vá eleger um candidato com tanta falta de qualidade como Jair Bolsonaro. Os brasileiros não podem ter caído tanto assim em perda de bom senso e de civilização.

E não é mesmo: aqueles que votarão em Bolsonaro fingem não se preocupar com as particularidades dele ou com o que ele prega em público. E até mesmo com o fato de o cara se recusar a comparecer em debate. Fato que se ampara no episódio da facada falsa, na minha opinião, para usar o álibi do atestado médico que não justifica a não ida.

O que está por trás disso, na minha opinião, é o fato de que os que votarão em Jair Bolsonaro são eleitores do PSDB. Teriam recebido informações extras em canais especiais, que os deixaram a par de algum tipo de golpe.

Esses eleitores saberiam que quem vai governar por trás do PSL é o PSDB. O tirano, conforme o marketing escolhido para sua aparição em campanha eleitoral, vai apenas a público fazer pronunciamentos do que houver sido estabelecido pelos tucanos e partidários de partidos coligados para ele pronunciar.

Foi provado em 2014 que o eleitor do PSDB não consegue mais, por meios normais, eleger ninguém. Então, manobraram para que uma parte dos eleitores da Dilma se recusasse a votar no PT novamente. E é essa parte que vai viabilizar a burrice desses eleitores tucanos.

Não descartando, é claro, a divulgação de pesquisas falsas e corrupção das urnas eletrônicas para garantir votos manipulados em favor de Bolsonaro. A pesquisa falsa trabalharia no sentido de o eleitor não questionar o resultado se este tiver que ser gerido.

A estranha falta de votos de Geraldo Alckmin e Marina Silva no Primeiro Turno deixa suspeitas astronômicas do emprego de voto-útil. O tucano e a candidata da REDE teriam destinado seus votos para o PSL quando viram que não superariam Fernando Haddad. Eu não estaria me arriscando a ser chamado de louco por escrever esta postagem se tudo tivesse dado certo para Ele ou para Ela. Ou até para o Ciro Gomes. A Eleição correria normal.

As políticas de entreguismo e privatismo e caça de direitos de trabalhadores que Bolsonaro propaga são todas condescendentes com os interesses dos tucanos. O resto: xenofobia, homofobia, apreciação por ditadura e facismo, guerra contra o Comunismo, luta pela moral e bons costumes, defesa da família é só propaganda de falsa moralidade a fim de angariar incautos seguidores e tática para formatar o caráter das pessoas que aderirem seu discurso ao caráter que será necessário o indivíduo assumir para aprovar tudo o que ele prega e que com certeza intencionam pôr em prática. Parece que os que ele recruta não estão tendo dificuldade nenhuma para se formatar. Incluindo, até com mais facilidade, os cristãos.

E a bobagem de misturar religião com política para arrematar o frágil eleitor fundamentalista religioso foi tática que o próprio PSDB inaugurou na política brasileira com José Serra concorrendo à presidência. Ecumenismo vem aí. Nação protestante, sem ninguém com força pra protestar, idem. Arma para as pessoas talvez tenha a ver com o incentivo à violência que essa opressão e arrogância vai gerar às minorias, aos intelectuais e aos esquerdistas.

Essa blindagem faz com que o suposto eleitor do Bolsonaro concorde em aceitar o governo de gente envolvida na mesma corrupção que ele atribui ao PT para não votar no partido. Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique, fora os caras do PMDB, incluindo o Grande Arquiteto Dessa Usurpação: Michel Temer, todos eles são ou já foram notícia nesse escopo.

Foi ensinado a esses eleitores propagar que Lula governaria por trás do Haddad exatamente pra disfarçar a idiotice de se conformar com corruptos por trás do candidato administrado como ficha limpa dando novamente as cartas para o país. Voto em mudança? KKKKKK!

E alguns esquetes como a mídia corporativa – mundial até – parecer ir contra Bolsonaro ou o mesmo falar que gostaria que FHC tivesse sido morto pela ditadura militar ou Geraldo Alckmin alegar que apoiará o PT no Segundo Turno são só estratégias para desviar suspeitas dessa parceria. Ou de golpe eleitoral.

Estratégia marxista que para Fernando Henrique imaginar sem ter que consultar o Olavo de Carvalho é bastante simples. Se o suposto ateu-comunista aristocrata fosse um pouquinho mais velho se desconfiaria até que ele tenha sido membro da Escola de Frankfurt. Do Clube de Roma, conforme fontes até seguras, dizem que ele é.

E Clube de Roma novamente no Poder: caminho livre para os tóxicos do agronegócio e para o Codex alimentarius. E: redução populacional. Essa massa que vai votar nessa corja não vai gostar de ver isso em prática!

É só depois aqueles que lá vão dar aval para essa tirania operar não vir falar que não sabiam o que iam fazer com seu voto porque “eles” deixaram tudo registrado pra provar pra esses eleitores que foi tudo divulgado. Estava todo o mundo a par.

Isto não é uma eleição, é um experimento social. E Haddad só ganha se o experimento, que iniciou com a produção do ódio ao PT e à esquerda política brasileira, falhar. Ou seja: a referida massa que votou em Dilma em 2014 e caiu nesse golpe acordar.

Lembro que tudo isso aí é a minha leitura dessa insandice que presenciamos acontecer no meio político e eleitoral brasileiro.

Depois não vá dizer que Bolsonaro te enganou

Dizer que Jair Bolsonaro não é corrupto está cada vez mais controverso com o que vem aparecendo de fatos que estavam de molho ou escondidos, mas, mentiroso com o seu eleitor, isto eu contesto.

Um amigo meu, a filha dele faz faculdade pública. E ele vai votar no Bolsonaro. Na hora que chegar pra ele a informação que ele vai ter que pagar a faculdade dela porque a mesma deixou de ser pública, não adianta reclamar do voto porque todas as barbáries que Jair Bolsonaro diz que vai fazer ele deixa registrado que falou, que não mentiu pra ninguém.

E depois, o eleitor dele concorda com que ele não vá em debate na televisão, mais um motivo pra se autocolocar alienado e não poder reclamar depois.

E a gente, eleitores do Haddad ou os amantes da democracia aliados, estamos nos esforçando pra mostrar material pros eleitores do Bolsonaro, nos quais seu candidato fala o que vai fazer em cada campo de atuação de um presidente da república – e até onde não é da sua alçada operar -, quem é o herói dele, qual foi o voto dele nos projetos em que participou da aprovação no Congresso.

Não terão direito de vir com onda de que seu candidato traiu eles, os eleitores do Bolsonaro, porque os votos que ele deu no Congresso são coerentes com tudo que ele fala que vai fazer se eleito.

Se ele votou, por exemplo, “sim” para a Reforma Trabalhista, então, se ele falar em acabar com férias e com o Décimo Terceiro estaria sendo completamente coerente com esse voto.

E outra: se você trabalha como funcionário público e perder o emprego ou a estabilidade porque o sistema que abrange a repartição onde você trabalha deixou de ser público, a prerrogativa é a mesma.

HORA DE FICAR ESPERTO OU MORRERÁ NA PRAIA ESSE ELEITOR, MESMO COM O CANDIDATO NÃO FICANDO NO SEGUNDO TURNO.

“Combater a violência acabando com os direitos humanos”, como assim?

Ainda tentando entender como os eleitores de Jair Bolsonaro entendem a mensagem dele, tentarei discorrer algo sobre o que ele expôs à imprensa hoje, 22 de outubro. Disse ele que é preciso combater a violência para que a economia cresça. Conexão total, vocês não acham? O cara é um expert.

E pra completar, o cara disse que é preciso acabar com os direitos humanos. Disse assim, sem qualquer restrição. Ou seja, se o humano tem direito à água, ele vai acabar com ela; se à moradia: idem. Parece até que Jair Bolsonaro e seus rebentos não são humanos – se me falarem que são reptilianos eu acredito, embora deva haver a classe dos burrilianos e eu acho que eles pertencem a ela. Ou então, o ditador vai tirar da reta da sua caça de direitos aqueles de seu interesse, como é comum em uma ditadura.

Levando pra parte filosófica, aquela em que Leandro Karnal deu uma patada no mito, se um sujeito é humano e se o direito que se quer acabar é inerente a um humano, então, não é da alçada de um presidente da república exterminar esse direito. Pra quem é cristão, eu imagino que Deus é que teria essa missão.

O que Bolsonaro quer na verdade, o que dá pra entender do que se passa na imensa cabeça de bagre dele, é definir ele mesmo o que é e o que não é direito humano. Por exemplo, conforme ele, criminoso não tem que ser julgado, não tem que ter seu crime indiscutivelmente atribuído a ele, com todas as provas – se bem que pro tirano se o cara for o Lula não precisa ter provas mesmo se o Coiso entendesse de Direito. Suspeito ou flagrado de crime, conforme Jair, não tem que ter setenciado anos de reclusão pra tentar recuperação e reintegração na sociedade. Pra ele, se o cara deu azar de entrar como suspeito em um crime, foi confundido com um assaltante por ser negro, índio ou nordestino, já era. Vira bandido mesmo não sendo e vai pro paredão de fuzilamento.

Tudo bem quanto aos zumbis que tiveram a mente lavada por Jair Bolsonaro- essa é que é a grande habilidade do infame – e vão votar no monstro aceitarem isso, sem medir que eles próprios podem estar numa suspeita de crime e que ele, Jair Bolsonaro, vai estar pouco se lixando pra eles, mas, convenhamos: no que isso reduz a violência, como o messias dessa gente prevê?

Quem for se policiar de jamais cometer ato violento – lembrando que bater em mulher é ato violento mas aqui não vale porque Jair Bolsonaro parece considerar isso um direito do homem (“h” minúsculo pra não ser confundido com “humano”) -, já faz isso sabendo que se cometer vai ter direito à julgamento, encarceramento, uns falam que pensão prisional, reintegração na sociedade. Ou seja (de novo): Esse cara, com a atual regalia, já evita o máximo fazer uso dela. Se existe mesmo essas regalias todas, quem evita cometer crimes não se interessa por elas ainda que fossem melhores.

E o cara que não teme cometer ato violento, não é a falta de regalia que vai impedí-lo, pois, o que o leva a cometer são problemas oriundos de forças maiores do que ele, como as psicopatias, a fome, o desemprego e outros fatores que levam a pessoa ao desespero e à pratica de violência até sem ter noção do que faz. É aí que a questão da violência tem que ser focada. O combate deve estar nesses escopos.

O mundo das drogas e a criminalidade gratuita, visando enriquecer – aqui entra até quem banca fakenews com caixa 2 de campanha política -, são os casos que faria jus a preocupação com a redução de regalias para criminosos – que não tem nada a ver com direitos humanos – para que essa moçada entre na linha.

Porém, nem que seja isentar das regalias os enquadrados em crimes de certos tipos, qual é a dificuldade de fazer uma política educativa e coercitiva que cerque o crescimento e a manutenção desses problemas que também só existem por causa da desigualdade social e da dificuldade de inclusão?

O drogado mantém o narcotráfico. Ele acaba colaborando com a violência porque ele vai roubar ou matar em função da droga. Mas, a camada do narcotráfico que tem contato com os drogados é formada por pessoas que não encontram nem estímulo e nem oportunidade para trabalhar decentemente e acabam indo parar onde elas são aceitas e sabem que vão poder arcar com seu sustento e dos seus, apesar dos pesares.

Se os dessa camada – os traficantes – encontram outra opção de trabalho, mesmo que informal, seus clientes e seus chefes não vão se encontrar. Ou seja: o produto não chegará ao consumidor. Podem até arrumar um jeito para um comprar do outro, mas, já se estaria resolvendo o problema eliminando a figura do traficante – sem dar um tiro – e dificultando o contato entre os donos dos negócios no narcotráfico.

Jair Bolsonaro não tem projeto pra gerar emprego que substitua essa opção de trabalho, por isso é que profere as máximas estultas que se vê por aí.

Tirando votos de Jair Bolsonaro

Estava eu bebendo cerveja em um bar, numa periferia de Belo Horizonte, onde bebia um grupo de velhotes aposentados – o mais novo deles tinha sessenta e quatro anos –, com o burro na sombra e com a vida sossegada, presa a uma rotina imutável que resumia a estar dentro de casa e a dar voltas pelo bairro, parando em algum estabelecimento recreativo de vez em quando, geralmente o bar onde eu estava, só mudando alguma coisa dela quando a precisar resolver algo que não se resolvia no próprio bairro ou quando a querer visitar alguém. Nem turismo ou coisa assim os caras faziam para aproveitar melhor o dinheiro mensal da aposentadoria e, quem sabe, curtir direito os dias restantes de suas passagens pela Terra.

Sequer comprar alguma coisa nova os caras compravam. Tinham de tudo. O máximo que cogitavam fazer nesse sentido era experimentar as maravilhas que se podia fazer com um celular, que eles ouviam até mesmo de outros velhos a respeito delas, e, com isso, ser necessário investir em bons aparelhos que dessem conta do rojão.

E estava super chato o ambiente. Todos nele votariam em Jair Bolsonaro no Segundo Turno da eleição presidencial de 2018. Os proprietários do bar, também eleitores do ex-capitão do Exército, vez ou outra faziam uma média na mesa dos velhotes por causa da condescendência no voto.

E havia uma corte formada por pessoas de várias faixas etárias, moradores do bairro de periferia, tanto da parte melhor da localidade quanto das mais paupérrimas, gente simples e sem muita instrução e que ainda ajudava a compor, mesmo os desempregados ou os à espera do primeiro emprego, a população ativa da nação.

Essa gente era abordada pela gangue de eleitores do Bolsonaro e se deixava seduzir por ela. Os membros dela confirmaram no Primeiro Turno o voto lhes arrendado e estavam por cumprir também no segundo a promessa feita aos velhotes, os quais essa plebe admirava por causa da segurança que eles passavam de quem sabia o que fazia, tendo em vista a vida de aposentados playboys que levavam.

A maioria destes falsos playboys confessou que votou na Dilma em 2014 e propagava profunda amargura por isso. Mas, a audiência deles não possuía bom dissernimento político para observar isto e levar em conta em suas análises: os caras viraram a casaca, portanto, eles erravam também.

Um dos aposentados, que eu já conhecia, me convidou a unir-me a eles na mesa que ocupavam, mas, eu recusei, alegando querer ficar sozinho um tempo. O sujeito já conhecia minha opinião e ideologia e não fez qualquer cerimônia em me evidenciar por causa dela e me desprezou em público. “O único aqui que vai votar no PT”, “Não aprende, quer ser roubado outra vez”, disse em voz alta puxando risos dos demais.

Nisso, um dos plebeus achou que eu estivesse sendo deselegante ou passando uma imagem de superioridade por ser diferente, e decidiu me causar um desrespeito, elevando a mim palavras dignas de serem entendidas como insultos ou imposição de opinião. Coisa que quem pensa em votar em Fernando Haddad não aceita, pois, sabe muito bem que é livre pra votar em quem quiser.

Me levantei e fiz de palanque os arredores da mesa que eu ocupava. Olhei primeiramente para o sujeito que me abordou sem gentileza, mas, me dirigi para toda a corte dos bolsonaristas e comecei a pregar para ela em tom de palestra.

  • Vocês são pobres, a maior parte é negra e jovem, ainda trabalham, demonstram gostar de variar de eventos recreativos, pode ser que alguns estudam. E se orientam com um bando de velhos cujo perfil é bem diferente dos de vocês?

Quem vocês acham que tem mais a oferecer para vocês, o Bolsonaro ou o Haddad? Vocês ainda dependem de trabalho, não possuem um valor mensal depositado pelo Governo nas contas de vocês. Já devem ter ouvido falar que há uma possibilidade de a democracia que vivemos ir para o espaço se Jair Bolsonaro virar presidente da república, vocês dependem dessa democracia. A maioria de vocês nasceu nela e não sabe o que é viver numa ditadura onde tudo é escasso para o pobre.

O que vai valer para esses velhos se Bolsonaro ganhar não vai valer para vocês. E, ademais, para eles qualquer que seja o vencedor, nada lhes é mudado significativamente. Continua tudo como está. Já vivem dentro de casa mesmo. Saindo no máximo pelos arredores do bairro e voltam pra casa logo ao anoitecer ou no máximo oito da noite.

Eles dizem que votaram na Dilma em 2014 e se arrependeram, mas, no que o voto deles nela foi crucial tanto para eles quanto para ela? Em nada. Não fez para eles nenhuma diferença. Já eram aposentados e levavam a vida que levam. E continuou assim.

Se a liberdade vier a cair, caso Bolsonaro vença, o uso da internet, a comunicação pelas redes sociais, culto ao videogame e jogos on line, tudo isso sofrerá mudança, ficará restrito, vigiado. Vocês sentirão esse cerceamento e desejarão furar o bloqueio.

No que furarem, serão penalizados, transformados em transgressores ou, em outras palavras, bandidos. E “bandido bom é bandido morto”, não é o lema?

Vocês gostam de barulho, passam com carro barulhento para lá e para cá. O som automotivo com o volume no talo. Música que propaga letras rebeldes. Às vezes é o próprio celular o propagador dessa barulheira. Acham que isso vai continuar assim?

Querem continuar com a algazarra que fazem quando comemoram a vitória do time que torcem no futebol? Querem se manter esbanjando futilidades? Cada vez mais tatuados e cheios de piercing. Com o cabelo parecendo um repolho.

Querem continuar podendo dançar no meio da rua, à meia-noite, incomodando quem passa e quem dorme, os passinhos de funk que costumam dançar?

E os que estudam? Já viram como Bolsonaro disse que vai ser no ambiente escolar e até fora dele? Cabelos cortados, barbas aparadas, sem uso de babilaques e roupas estravagantes. Nada de afetuosidade entre casais tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. E se for homossexual, a repressão será ainda maior.

Detalhe: ele vai acabar com a escola pública. Inclusive com as faculdades. E com o sistema público de saúde também. E vocês dependem de tudo isso. Esses velhotes não. E faz todo o sentido Bolsonaro acabar com o sistema público de Ensino, Saúde e de outros setores, pois, ele prega o liberalismo econômico e demonstra ter vínculo com investidores que representam o Capital.

E quem trabalha? Vai aguentar ficar sem férias, sem dia de descanso remunerado, sem décimo terceiro, sem licença maternidade? Sem aposentadoria? Bolsonaro vai continuar do ponto que Michel Temer parar.

Vocês precisam se orientar conforme os seus interesses e não os dos outros. Analisem se o perfil de vocês é o mesmo de quem os tenta recrutar. E ainda, pra complicar, o candidato que vocês querem ver na presidência não vai à debates na televisão para esclarecer essas coisas para vocês.

Esses homens tentam motivar o ódio ao PT para que vocês fidelizem o voto ao Bolsonaro, mas, já repararam que todas as informações que levam a esse ódio são suspeitas?

A gente só sabe sobre a tal roubalheira do PT pelas informações que são nos trazidas pela imprensa corporativa. Essa imprensa ganha para informar. Tudo pode não passar de informações falsas para que tomemos exatamente a atitude que nos leva a dar aos que pagam essa mídia informativa para nos enganar o que eles querem.

No fundo, damos tiro no nosso próprio pé, tirando para escanteio quem de repente está é nos protegendo e nos dando condições de igualdade com essa gente que fica oculta atrás dos fatos. E o pior: colocando no posto mais importante da nação quem ela quer que seja colocado.

Se houve mesmo essa roubalheira, se prenderam os ladrões, já se perguntaram cadê o dinheiro da apreensão? Por que esse dinheiro não é compartilhado, já que dizem que te pertence?

Se esse dinheiro te pertence e é te dado na forma de benefício social, ou seja: o Governo investindo esse dinheiro em educação, saúde, transporte públicos, coisa de país socialista que capitalistas desprezam mas usam em parlatório para motivar pessoas à luta contra os inimigos deles, enquanto supostamente o PT roubava, vocês ficaram sem benefícios sociais? Ficaram sem FIES, sem Prouni, sem Pronatec, sem Minha Casa Minha Vida, sem Bolsa Família, sem Fome Zero? Não, né mesmo!

Então, a suposta roubalheira em nada afetou vocês. O PT arcou com seus compromissos para com vocês. Se o rombo nos cofres públicos existiu, o dinheiro furtado não era o de fazer esses investimentos e sim excedente que só quem o administra é que sabe que ele existe. E o canalha que denunciou o roubo só o fez porque certamente afanava dele também e ficou de fora da partilha em alguma vez e por isso quis se vingar dos colegas ladrões.

Feita a conscientização, quando eu apenas justificava o meu voto, exatamente o sujeito que me levou à explanação movida por estouro de paciência é que veio me dar razão e dizer que não havia pensado em nada disso.

Rapidinho aconteceu o alarido típico de multidão refletindo. Pelo menos umas vinte pessoas que ouviram o discurso se tornou, no ato, condescendente com o meu voto.

Nisso, o velho que me fez o convite para ir para a mesa dele fez uma tentativa de sustentar os votos que junto com os seus companheiros recrutara àquela corte. Lembrou para a corte que eu sou comunista. Como eu estava prontificado para discursar a esse respeito também, me pus a fazê-lo.

  • Sou comunista sim! Não nego! Mas, há uma diferença muito grande entre Comunismo e comunista. Talvez vocês tenham que ter medo do primeiro, já que levam uma vida cheia de futilidade e de consumismo.

E com relação a Comunismo, eu só deveria ser confrontado se eu estivesse desejando implantar isso no Brasil. Eu sequer tenho condição pra isso. Individualmente, ninguém tem.

E mesmo um partido político comunista que chegue ao poder, implantar o comunismo em uma nação depende de tantos fatores que, no caso do Brasil, antes de qualquer um deles ser efetivado a intenção já cai por terra, dado o fato de vivermos em uma democracia pluripartidarista.

São muitos ideólogos discutindo no Congresso, cada um representando um grupo social. E que isso permaneça assim. Um partido comunista no poder em um sistema assim só diferencia dos demais no sentido de manter sistemas públicos e de aproximar o pobre do rico.

É bem melhor do que estar no poder um partido militar ou um tirano ditador. Dentro de uma democracia, um ditador pode usar a própria para exigir ditadura, mas, dentro de uma ditadura não se consegue exigir democracia. Se dermos corda para o Bolsonaro corremos enormemente esse risco. Para que arriscar?

Agora, comunista diz respeito a hábitos. É possível viver dentro do capitalismo tendo hábitos comunistas. Exceto, é claro, os hábitos que vão de encontro com o regime. Estes são automaticamente eliminados do comportamento do comunista, pois, são previstos em leis e estas inexoravelmente têm que ser cumpridas. O resto não. Se eu não quiser ser consumista ao extremo eu não sou obrigado a ser.

Observem essas garrafas das cervejas que tomei. Vou pagar por elas. Não vou “dar o cano” e nem pedir alguém para pagar pra mim. Enquanto eu as tomava eu me mantive quieto nesta mesa e sem incomodar ninguém. Todos os meus atos comunistas são assim: não incomodam ninguém. É bom para donos de estabelecimentos como este ter clientes assim, não acham?

Não tenho tatuagens, nem piercings, não vou a baladas, não vejo televisão, não ouço rádio e nem leio jornais, não me importo com a moda, compro o necessário para eu viver. Talvez meu luxo esteja apenas em beber cervejas em botecos de vez em quando.

Olhem meu celular como ele é atrasado em relação ao que o mais simples de vocês têm – apresentei meu Samsung Galaxy 5. Eu nem uso Whatsapp pra se ter uma ideia. Não me faz falta não usar.

Gosto de música e filmes antigos. O meu carro tem mais de dez anos de uso e eu não me importo em trocar por um do ano se ele ainda me atende.

Esses são meus hábitos. E podem ser considerados comunistas por rejeitarem o consumismo e a absolescência planejada que o Capitalismo exige. Porém, em nada afetam vocês ou quem quer que seja. Daí, vocês jogarem fora o futuro de vocês só porque quem os alertou do erro que estão para cometer é chamado de comunista é uma atitude muito pequena. E muito arriscada.

A audiência voltou a se interessar pelo que propus, paguei a conta e me mandei pra casa. É melhor sair por cima. Vai que os velhotes decididos a votar em Jair Bolsonaro resolvem partir para o bolsonarismo – vulgo ignorância – e apontam armas para mim, como tem se ouvido relatos de pessoas que entraram em discussões desse tipo e se saíram melhor do que seus oponentes simpatizantes do candidato do PSL?

Convido você a completar as informações assistindo ao vídeo abaixo:

 

Não debater na televisão é apostar em fakenews

ministro-fakenew

Não há um só estudioso tentando provar que os OVNIs (Objetos voadores não identificados) não existem. Há, sim, muitos tentando comprovar o contrário. Da mesma forma, não há quem tente provar que Jesus não existiu. Há quem se esforce, inclusive cientistas, em provar o contrário. Ser cético, então, é situar-se em uma zona confortável, nenhum cético precisa provar a segurança da hipótese que defende.

Essa analogia pode ser empregada de modo reverso, conforme o que temos visto, nas campanhas eleitorais até agora. Nenhum candidato, ou suas equipes de marketing, tenta provar que é o melhor e sim por que o adversário não o é.

Porém, em vez de provas, como as arqueológicas que evidenciam cabalmente a hipótese nos casos pertinentes à História: fakenews. Fatos noticiosos falsos a respeito da vida pública e privada do adversário. Se os eleitores forem se amparar no material de guerrilha que andam jorrando nas redes sociais para ele consultar ele está lascado. Por essa razão é que me autocomprometi a desmantelar muitos deles aqui no blog.

E parece que as redes sociais não permitem material fidedigno passeando nos murais. Tentei postar alguma coisa assim e esperei que o que postei fosse alastrar, virar material campeão de compartilhamentos, mas, encontrei foi censura, inibição da visualização do material para que o mesmo não fosse conhecido e cultuado. Eu, que estava dando trela para a guerrilha entre simpatizantes de cada candidato, parei com isso imediatamente, pois, descobri que se você posta algo que você vá ganhar com a postagem, nem que seja notoriedade, a rede te impede. Pode ser que se você pagar a rede pelo sucesso, aí sim, seu material siga o curso esperado.

A verdade é que material que conscientiza, fatalmente atrapalha a guerra. Se você posta algo definitivamente aniquilador da campanha de um dos políticos ainda em disputa, a tendência é aqueles que estão convencidos do voto voltar atrás na sua decisão. E aí param de reagir a marketing de guerrilha e param de dar movimento nos murais. As redes faturam com esse movimento, como já explicitei aqui. Esse interesse que toda a Mídia tem é totalmente antidemocrático e ao meu ver criminoso. Mas, passa batido e ninguém observa. Se observa: não reclama.

O melhor a fazer, aqueles que compreendem a situação que me incomoda, é avaliar a coerência que cada facção política tem com a sua ideologia que professa. Ideologia de esquerda tende a manter programas de esquerda e vice-verso. Essa postura é só o candidato do PT que sustenta. Um exemplo: manter públicos sistemas educacionais e de saúde e em vigor benefícios sociais alcançados pelo trabalhador.

O PSL não passa firmeza quanto à sua linha ideológica e para piorar dá desculpas para não debatê-la na televisão, veículo de comunicação estendido à maioria da população, por essa razão o melhor para oferecer discussão pública. E o que se vê de supostas intenções do candidato do partido para seu governo é muito confuso e fragilizado devido à natureza de fakenews que tem o material que as difundem.

Tem material que diz que Jair Bolsonaro se prepara para acabar com o Ensino Público, o que atinge também a faculdade pública, muito cortejada pela população. Isso faz sentido por se tratar do que será um governo que mantérá relações condescendentes com o Tio Sam, Estados Unidos, país onde não há faculdades públicas por ser voltado para o liberalismo econômico. E há material que diz o contrário, diz haver a continuação da modalidade, porém, havendo restrições para que uma vaga nas escolas seja alcançada mediante comprovação de pobreza por parte do aspirante. Imagine que loucura: manter todo um sistema público de Ensino e correr o risco de a quantidade de alunos a merecer a matrícula ser inferior ao gasto do sistema.

Eu, por ser militante do PCdoB há longas datas, não tenho dificuldade para me defender desse quadro e fazer minha escolha. É indiferente para mim que o adversário de Fernando Haddad vá à TV mostrar o que tem para oferecer sua candidatura. Eu prefiro apostar no que já teve experimentada e aprovada a aplicação e o candidato que vai à TV dar seu parecer a respeito diz pra população que haverá continuação.

Temos que admitir que o fakenews ainda não é possível de ser veículado em transmissões ao vivo de redes de televisão. Ou você é ou você não é o que faz parecer; ou você tem ou não o que dizer. É preciso coragem e preparo por parte do candidato que respeita o eleitor e vai à debates, sem priorizar veículo de comunicação. Priorização que, inclusive, é repudiada em códigos legislativos.

Voltar a ser feliz

Vamos colocar o alforje
de batalhador
Vamos imprimir a vontade
do eleitor

Vamos deixar a tristeza
e voltar a ser feliz [2x]

Vamos devolver os direitos
do trabalhador
Vamos combater os golpes
contra o empregador
Vamos promover o crescimento
deste país
Basta ingressar no movimento
“Voltar a ser feliz”

Vamos deixar a tristeza
e voltar a ser feliz [2x]

Vamos virar aliados
pela democracia
Lutar lado a lado
com sabedoria
Vamos corrigir o passado
e libertar o Brasil
Com intolerância ZERO
e irreverência MIL

Vamos deixar a tristeza
e voltar a ser feliz [2x]

Ninguém pregando o ódio recupera
o tempo que nossos erros nos levou
Somente com união é que se gera
a prosperidade que outrora se levantou
Basta coragem, não temer a dor
Senso de bondade, senso de valor
O cetro do poder
a mão não deve trocar
Pois quem o avariou
é que pode consertar
tempo de espera, eu não acredito
não deixem que promessas
sejam lhe vendidas.

Dê chance ao amor
Seja quantas for
Mas nunca ao ódio