A farsa por trás das recusas de jogadores

anelkadrogba

Começa as temporadas do futebol e os clubes precisam dar satisfação para suas torcidas de que as férias acabaram e por isso a diretoria está com o status “mãos à obra” ativado; preparar notícias para serem comentadas na mídia e colocar o nome do clube na boca dos que dão atenção para ela; e, por fim, arranjar um nome de peso para que o torcedor seja convencido de que vai valer a pena investir desde já no pacote de Pay-per-view e no cartão Sócio Torcedor, que são mais baratos antes das temporadas começarem, pois, seu time de alienação… ops: de coração estará competitivo e fará belas partidas e trará conquistas, nem que seja os torneios caça-níqueis que nem o tal do idiota Torneio da Primeira Liga.

Porém, a maioria dos times está quebrada (não tem cacife para pegar e trazer para o Brasil jogador europeu ou que joga na Europa e que não é brasileiro), ou é mais visibilidade para o jogador atuar até na China do que no Brasil, ou o jogador tem medo de vir morar nesse país onde para se ter liberdade de andar pelas ruas é preciso estar escoltado, ou outro dos tantos motivos pertinentes que eles alegam aos dirigentes que os sondam (quando sondam mesmo) e fica só dito nos bastidores conhecidos pelos cartolas dos clubes e das federações, pelos lobistas do esporte e pela nata da imprensa esportiva.

Pode ter certeza de que o que vêm enjoadamente noticiando sobre a recusa do marfinense Drogba de jogar no Corinthians de São Paulo cai em uma dessas premissas. Mas, custa pouco para eles (é lógico que eles pegam em grana até nessa hora) fazerem de conta, até quando for preciso, que foram procurados pelo clube brasileiro, que seria uma honra atuar pelo Timão do Brasil, mas que por motivos particulares ele prefere ficar na Europa. E até postura vergonhosa por parte do recusado faz parte do show.

E a outra recusa famosa da atualidade, o francês Anelka, que não quis jogar no Atlético Mineiro, passeia pela mesma tática de enganação. E enquanto essas mentiras sobre tentativa de contratação são alimentadas pela mídia, jogadores meia-boca vão sendo contratados para os torneios, que caso o time não chegar a lugar nenhum quanto a eles, as torcidas permanecerão mansas, gastando dinheiro com o clube e com a mídia, marcando presença nos estádios e de frente para a TV ou para o rádio, comprando jornais dia de segunda-feira, achando que houve um esforço fenomenal das diretorias dos clubes que torcem em dar a elas o melhor que podiam.

E assim manca… ops: caminha o futebol.

Olimpíadas do Exército

Para reforçar a campanha que utilizava a revista “Turma do Dedinho”, o Governo Militar lançou em 1970 as “Olimpíadas do Exército”, que ocorria cada ano em uma capital brasileira  e a edição de 1971 foi realizada em Belo Horizonte. Assista ao vídeo que foi utilizado para tecer as informações contidas no capítulo 2 do livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

*Observação: Apesar de o capítulo 2 do livro apresentar projetos do Governo Militar, embora sem tecer opinião a favor ou contra, o livro não tem postura definida com relação à experiência vivida pela população brasileira nos idos que são mencionados no livro. Mais adiante, informações que destacam o outro lado ideológico que seduzia a população do mundo em tal época também serão apresentados, de igual forma, sem tecer opinião contra ou a favor. Cabe ao leitor do livro estabelecer a sua opinião. O livro tem essa intenção de providenciar ao leitor visões fora das subsidiadas para que ele próprio faça julgamentos a respeito de cada assunto tratado na publicação e aplique o aprendizado nos dias de hoje.