O poder do “non sense”

A sátira é a forma com que quem não tem poder dá seu recado a quem tem

Imagine a seguinte situação: Uma caixa de sabão em pó guardada dentro de uma geladeira. Isso é completamente non sense, concorda? Não possui lógica, não faz qualquer sentido.

Mas, e se com isso alguém esteja querendo dizer algo? Se aquele a quem a comunicação deve chegar, captar a mensagem, então, ela não poderia ser melhor comunicada. Certo?

Nem sempre uma comunicação direta consegue dar seu recado. E às vezes, esse tipo de recado nem pode ser dado senão de forma simbólica.

Principalmente assuntos que se relacionam com vertente política. Quem segue a linha esquerdista tapa a cabeça para mensagens que não sejam de esquerda e vice-versa.

E quando a pessoa é poderosa, sequer acessível ela é. Utilizar de meios convencionais de se transitar mensagens é que não vão fazer efeito mesmo em se intencionando enviar algo para elas.

É nessas horas que se pode ver coisas como gente pelada segurando faixas de protesto em meio a uma multidão.

É até muito comum falarem “mas, que sem-noção” – outro jeito de se aludir ao non sense -, “o que que tem a ver ficar pelado pra falar de política”.

Mas, de outra forma, quem vai olhar para a faixa? Principalmente se for um homem ou uma mulher bem feios. E o corpo deles idem.

Assista o vídeo acima e se inspire a cultuar o non sense. Nem que seja pra se divertir e aliviar o stress. Se tornar criativo ou exercitar a criatividade. Se libertar mentalmente para estar apto ao sucesso em qualquer campo.

Veja bastante desenho animado. Principalmente aqueles em que uma personagem tenta capturar outra e arma um monte de planos que dão certos só contra ele. É cada coisa mais esdrúxula do que a outra.

Como por exemplo: o burro do dinheiro que a personagem gasta em suas tramas, que poderia ser usado para comprar o bicho já pronto pra ir pra panela.

E quando o sujeito possui uma bomba e espera eliminar sua caça com ela? A bomba explode na mão dele e mesmo com muito mais chance de se vir livre deste mundo, não acontece mais do que umas sujeirinhas na cara. Kkkkk!!! E espera que com sua presa seja diferente.

O revisionismo do Governo pode afetar a Bíblia

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O governo, além de tirar sociologia e filosofia da grade escolar, pretende fazer modificações na História. O Golpe Militar de 1964, por exemplo, passará a ser entendido como um esforço militar para deter a implantação do Comunismo no Brasil. Que mentira mais bonita, não? Que bravos heróis esse revisionismo da História nos traz.

No meio direitista, por conta própria, mas, seguindo o mestre, os direitopatas andam atribuindo a cunhagem do termo idiota-útil ao líder comunista Vladimir Lenin, quando a autoria mais aceita menciona Yuri Alexandrovich Bezmenov. E a aplicação do termo, conforme o mundo bolsomimimion, se refere exclusivamente àquele que participa de passeatas em favor de líderes esquerdistas.

Reflitamos: O que direitista entende de história, sociologia, antropologia, geopolítica, marxismo ou filosofia pra sair por aí querendo dar uma de revisor acadêmico? Ou melhor: eles entendem que têm que acabar com essas disciplinas para que o lado que eles combatem não volte a ficar maior. As disciplinas só não: as universidades também.

O brasileiro médio entrou em contato com o termo há uns cinco anos quando espalharam biografias perdidas ou proibidas na internet e entre elas estavam as de gente como Antonio Gramsci e Saul Alinsky. O teórico Gramsci chamava de idiota-útil não só o manifestante citado pelos direitopatas, mas, qualquer contribuinte. E Alinsky, ativista político estadunidense, formava legiões de idiotas-úteis em pró da derrubada do sistema em sua pátria. E quase conseguiu!

Um cara de pé em uma esteira de linha de produção em uma fábrica e que coloca peças de um produto no lugar e com isso ajuda enriquecer seu patrão enquanto ele próprio apenas ganha seu sustento é um idiota útil. Os grandes craques de futebol de hoje em dia não passam de idiotas-úteis. Nisso, quem não está no controle da sociedade está no rol de idiotas-úteis, massas de manobra. Lenin, sim, definiu o termo “esquerdismo” em seu livro “Esquerdismo, doença infantil do Comunismo”.

Mas, como esses “conserva dores” que estão em vitrine têm a obrigação de seguir os “dita dores” da informação deles, a verdade terá que ser modificada. Gente como Rodrigo Constantino e Olavo de Carvalho. Terraplanistas que acreditam que o Sol é que dá volta na Terra.

Aliás, não está errado isso, em todo o Universo, qualquer um dá a volta nos terráqueos. Entendeu? Riu? Então, vamos voltar ao assunto.

Eram danosos para o cidadão de Minas Gerais aqueles tempos em que cheio de intenções para com o estado difíceis de serem interpretadas, o governador Newton Cardoso sofria o massacre da imprensa que opunha-se ao seu governo. Graças a ela, ficamos todos nós daquela época com a opinião formada quanto à capacidade intelectual debilitada do político pmdebista, vulgo Porcão. Pejorativo que foi lhe atribuido também pelos opositores. O jornal “O Estado de Minas” chefiava os marrons.

Tendo herdado o aparato estatal absolutamente comprometido com o pagamento do funcionalismo: 113% do orçamento eram direcionados à folha dos funcionários de Minas, tal qual herda hoje Jair Bolsonaro o cetro federal, Cardoso se viu necessitando realizar cortes no orçamento público. Um dos primeiros atos de Newton Cardoso como governador foi a exoneração de mais de trinta mil funcionários fantasmas.

E, naquela circunstância, tal qual acontece hoje, os servidores públicos – que votaram em peso no ex-prefeito de Contagem, MG – se transformaram na esquerda. E se embrenharam a recrutar idiotas-úteis inclusive no meio privado. Gente que nada tinha a ver com o peixe por não ser funcionário público e que estaria era ganhando com os resultados que o governador colhesse, impelidos pelo marketing político de terceiros apoiou a luta pessoal dos beneficiários do sistema estatal.

E tal qual os direitistas desavisados de hoje, os daquela época ajudaram a esquerda servindo de massa para manobrar a causa dos jornais e bancos estatais, que estavam na mira de corte de verbas – os primeiros – e privatizações, que acabaram ocorrendo.

Essa massa criou, então, um mito: a burrice de Newton Cardoso. E várias piadas bem criativas. Algumas foram parar em programas de televisão de cadeia nacional.

No caso atual, a soberba que nos exibe Jair Bolsonaro faz a gente imaginar que ele leve à sério o título de Messias, o qual ele tem desde menino. Fazer o verbete “comunista” virar significado de “vagabundo” deve estar entre as exigências destinadas aos organizadores do dicionário Aurélio. Pode ser que ele não se contente com o campo nacional e queira também dar pitaco na Bíblia.

E aí, emprestando de uma piada contra o Newton Cardoso, “cristão” vai designar um cristo grandão; encíclica, uma bicicleta de uma roda só; epístola: pistola para atirar em perfis de redes sociais na internet.

Não tem essa de ‘dar a outra face’, bateu, levou de volta”. Nesta passagem relatada em Lucas 6:29, a protagonista da história sem dúvida seria Maria do Rosário, conforme essa divagação. “vende tudo o que tens e me segue”: “Ô louco, isso é coisa de comunista, ou seja, de vagabundo”. O Mar Vermelho que Moisés teria abrido terá que mudar de cor. E por aí vai!

O fato de apesar de a Bíblia ser profundida como um livro inspirado por Deus, portanto, não pode haver dúvida e nem despautério, o Rei Saul ter morrido uma vez, mas de três formas diferentes, duas sendo assassinado e uma cometendo suicídio, pode impelir o Coiso a exigir: “Não tem essa de morre-não-morre, arrume uns caras bons de serviço, põe uma metranca na mão deles na história e acaba logo com esse rei”. E ainda se pode esperar por um “rei que procura necromante é bandido; e bandido bom é bandido morto”.

Mas, a necessidade maior de revisionismo bíblico nos novos tempos, que destacarão a pedagogia da Escola Sem Partido, está na crucificação de Jesus. Como todo cristão sabe e até ateus sabem, Jesus foi crucificado entre dois ladrões. E o bom ladrão, apesar da passagem não deixar isso claro, é apresentado tanto na cultura artística cristã quanto na profana, como o que está à esquerda do Cristo, causando uma difamação à lateral direita. Mas, nada que uma ordem bem ao estilo bolsonarista não resolva: “Tá errado isso daí, bota o vagabundo na esquerda, talquei”.

A palavra mais abominável do vocabulário brasileiro

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IMAGEM: Designerd

Que tal a gente eleger aqui neste blog a palavra mais detestada pelos falantes do português do Brasil?

A minha sugestão é “cobra”. Quando cobra se refere ao reino animal descreve um animal traiçoeiro, asqueroso e peçonhento. Todo mundo sente gastura só de ouvir falar seu nome. E se for vítima da peçonha dele pode até advir coisas piores.

Quando tempo do verbo “cobrar”, figura no imperativo e significa que alguém vai nos levar dinheiro ou exigir responsabilidade. Nenhuma e nem outra coisa a gente se sente muito confortável quando fazem isso se referindo a nós.

Cobra só é bacana quando a gente é quem faz uso do verbo cobrar para tentar botar uma corja formada por cobras, como a de políticos, para rastejar. Aí, sim, a palavra “cobra” começa a ficar mais amigável.

E você? Tem alguma sugestão de palavra para a gente montar um dicionário de vocábulos desprezíveis da Língua Portuguesa? Sugere aí nos comentários e apresente seus motivos.

Futebol entre políticos

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INTERPRETANDO A CHARGE:

Como gostam os políticos de esbanjar, o jogo acontece em uma obra faraônica: o gigante e luxuoso estádio Mané Garrincha. A partida acontece na surdina, sem ingressos vendidos. Mas, os chatos militantes esquerdistas conseguiram entrar e teimam em não deixar as arquibancadas, alegando ser o monumento um espaço público. Eles darão o testemunho do que só eles virão a saber, pois, embora faturando com o direito de geração e transmissão de imagens, a TV Globo trabalha em off e de maneira a esconder do público o que ocorre na partida. A mando do patrocinador: um pool de empresários e políticos. O que irão publicar os que  clandestinamente presenciaram a reuniãozinha pró corrupção, digo: a partida, será muito fácil de transformar em paranoia ou intriga de esquerdista para manchar a imagem dos bons mocinhos da direita tupiniquim. Para o público televisivo: tá na tela da Globo, virou verdade!

O jogo é entre o CBF – Corruptos Brasileiros Futebolistas – e o poder do capital estrangeiro, representado pelo time dos EUA. Vê-se a bandeira de suas nações nas chuteiras de seus jogadores. A bola não é a tradicional. É formada por um bolo de notas de dólar e de euro. Os gringos as chutam para o gol. Porém, o time do CBF só tem goleiro. E eles vão até o meio de campo para interceptar a bola. Quem fica na área esperando esta chegar acaba sobrando, pois, os goleiros do meio de campo não deixam passar uma. E nem recolocam a bola em jogo depois que as agarram. Metem-as debaixo dos braços ou desmontam-as e as enfiam nos bolsos de seus uniformes compostos por sapatos, gravatas, ternos com o paletó que leva em qualquer lado do peito o escudo do partido que representam.

O CBF é uma seleção. Ou melhor: uma coligação. Há políticos, digo: atletas, do DEM, do PP, do PSB, PMDB e principalmente do PSDB, que é quem mais teve atleta convocado para essa seleção. No banco de reservas todos ficam loucos para entrar. Não tem limite de substituições e todos eles sabem que vão entrar pelo menos para ganhar a propina… digo: o bicho. A regra é clara.

O juiz é do STF. E já no início da partida ele expulsa os políticos do PT, do PSol e do PCdoB que foram para o evento sem ser chamado. Eles não foram convidados por causa da mania de querer jogar limpo. Iam querer marcar em cima, exigir cartão vermelho para os adversários, além de achar que quem tem que jogar é quem o torcedor quer ver em campo. Essa mania de achar que é o povo que escolhe! Para que não haja impedimento em nenhuma das jogadas dos gringos, a coligação preferiu impedir a Esquerda de participar da sessão… do evento. Fora isso, a preocupação do juiz é tirar de campo os torcedores… digo: militantes esquerdistas, que gostam de invadir campo para protestar contra a atuação do time do Congresso Nacional quando este faz corpo mole e deixa os gringos chutar toda hora. Tem meganha da Polícia Federal preparado para dar safanões nos mais exaltados.

Apesar do jogo não sair do zero a zero, pois, nem os gringos conseguem passar a bola pelos doleiros, ops: goleiros, do CBF, nem estes distribuem a bola para fazê-la ir parar no fundo  de investimentos sociais… ops: do barbante, para a alegria da galera, o jogo tá bom para os políticos. Mas, o empate favorece os gringos. O título será deles nesse caso. Tá valendo a Petrobrás, o Pré-Sal, a Amazônia Brasileira, a Caixa Federal, o Correios, o nióbio, os direitos trabalhistas do pobre trabalhador. Os políticos podem ficar com as bolas como prêmio de consolação.

Incapacitados, então, de promover uma ação mais ostensiva contra a corrupção dessa exibição esportiva, melhor dizendo: pelada política, a torcida vaia e satiriza da arquibancada cantando, para os males espantar, uma canção da Vanderleia, dos tempos da Jovem Guarda. E fim de resenha esportiva.

Você pode entender os ensinamentos de Jesus abrindo uma garrafa de cerveja

Calma! Leia primeiro e depois você crítica ou esbraveja-se!

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A porcaria da mini-Brahma agora não dá mais para tirar a tampinha só com a mão. Sei lá o que deu na Ambeve para ela tirar essa praticidade da garrafinha de 300 ml do líquido precioso que nasceu lá na Mesopotâmia e que era oferecido aos deuses em tempos de celebrações.

Aí, né, bebum como eu sou e seco para tomar uma cerveja, ao constatar essa dificuldade tive que correr atrás de abridor de lata. E numa festa, por mais que você conheça a casa dos seus pais e sabe onde fica qualquer coisa, o abridor de lata – ainda mais em uma situação dessas – é que não vai ficar no lugar mesmo.

Estando na cozinha silenciosa e incapacitado de utilizar o utensílio apropriado para abrir garrafas, entrei em desespero. Desespero porque eu não sou o Magyver para arrancar tampinha de garrafa com um isqueiro e já não sou tão jovem e com a dentição tão boa para utilizar os dentes. O jeito era ir até onde estava a bagunça na casa, onde tinha gente escutando funk na maior altura, para ver se alguém sabia onde estava o abridor ou se alguém poderia me dar uma forcinha e liberar pra mim o líquido da garrafa.

Me lembrei que da outra vez que isso aconteceu – na casa da minha mãe sempre tem festa -, o namorado da minha sobrinha tirou pra mim a tampinha de um mesmo vasilhame. Bastou um garfo, um movimento distinto e alguns segundos para ele me livrar do sofrimento. Pensei em procurá-lo para repetir-me o número.

Só que bateu-me um sentimento de impotência. Poxa, se ele consegue, eu também consigo! Jesus, conforme a Bíblia, ensinou isso pra gente quando tentou ensinar Pedro a andar sobre as águas. É uma questão de confiança, que na Bíblia traduz-se por fé.

A gente acostuma com a anatomia das coisas e é por isso que a gente não consegue resolver as situações imprevisíveis de uma forma que não a que consideramos natural. Tem hora que essa forma natural não é viável, então, temos que recriar. Utilizar o princípio usado no modo original de se fazer uma coisa e adaptá-lo em outro objeto. Você não atinge resultados diferentes fazendo a mesma coisa. Dizia Einstein. E nem o mesmo resultado se atinge de uma única maneira. Isso sou eu que estou dizendo!

O princípio utilizado pelo abridor de latas é o da alavanca. Você firma a garrafa para um lado e o impulso dado pelo abridor ou pelo garfo ou pelo isqueiro do McGyver para o lado contrário é que vai fazer com que a tampinha se solte, desde que haja uma força maior que a da resistência da tampa no gargalo da garrafa.

De repente, comecei a achar que se eu conseguir abrir uma tampinha resistente de uma garrafa sem uso de um abridor eu também conseguirei andar sobre as águas. Por que o princípio de andar é o mesmo tanto para a terra quanto para a água ou para o ar. A diferença está no apoio para os passos. O ar ou a água não oferecem uma resistência para sustentar nossos passos como a tampinha oferece à alavanca para proteger o gargalo da garrafa. No entanto, uma condição distinta exercida pela alavanca consegue romper com isso. E a força a mais exercida por ela é que determina tudo.

Quem sabe é assim que se caminha sobre as águas: Um movimento distinto no andar e uma força maior que faz anular a da gravidade, transformando a água em uma esteira que é só passar por cima. Desconfio que essa força, no caso, é a da vontade. Que foi a que faltou para mim e eu acabei indo mesmo procurar o namorado da minha sobrinha para me quebrar novamente o galho. PS: Ele acabou foi por quebrar o casco. Força demais, Mônica!

Quando a aplicação da Lei das Palmadas é devida

O livro “Os meninos da Rua Albatroz” faz crítica ou apologia a alguns instrumentos de repressão ou a métodos disciplinares do tempo da Ditadura Militar no Brasil e da Atualidade. Portanto, cabe aqui, no tópico “Registros do Livro”, o conto que segue.

Estavam mãe e filho numa estação de ônibus. O menino era daqueles levados e elétricos. Ia e voltava de um ponto ao outro da estação num pique só. Não aguentando mais ter que vigiar seu rebento, a mãe parou o próprio e disse pra ele: “Se você cair e machucar você vai apanhar”.

Aí, sabe como é nosso subconsciente, né? Recebeu sugestão, se programou. Depois que a programação é feita vem a execução. Duas ou três voltas a mais e o garoto se arrebentou no chão.

A mãe, então, tirou o filho do local e desceu-lhe uma surra. Ali mesmo, em frente a testemunhas. Ela nem teve a preocupação de verificar se o garoto machucou-se. Foi logo tirando o tamanco, subindo-o e descendo-o na bunda do pirralho.

Estaria eu preocupado com a Lei das Palmadas? Tô nada! É que a mulher não cumpriu com o que prometera. O menino só deveria apanhar se ele caísse e se machucasse. Até então ela só verificara a primeira condição. A segunda ficou por conta das tamancadas.