Coronavírus: O tratamento ao alcance de todos

*Caso você goste do que vai ler, compartilhe para que chegue às autoridades e aos empreendedores dos setores de saúde e informática para que possamos passar pela pandemia sem muitas dificuldades. Se não houver lobby para que as dificuldades temidas existam, a sugestão a seguir é solução verossímil.

Reflitamos:

O pânico maior sobre a Covid-19 que fazem no Brasil é por faltar estrutura hospitalar. A maior defasagem seriam leitos para os enfermos ficarem sob observação médica.

Certa vez, uma prima minha foi picada por uma aranha. No Pronto Socorro deram pra ela um AAS e ela ficou em repouso por cerca de oito horas, quando recebeu alta e foi embora. Olhavam ela de uma janelinha de hora em hora. Quando necessitava, mediam pressão, consultavam respiração, botavam um termômetro debaixo do braço dela. Nada que um leigo não consiga fazer, bastando seguir videoaulas no Youtube ou consultar aplicativos instalados num smartphone.

A mesma coisa ocorre com o quadro pior da Covid-19, que é a ocorrência de pneumonia. A maioria dos atacados por pneumonia ficam em leitos de hospitais tomando remédios e em repouso sob observação médica.

A pior das doenças é a falta de informação. Logo, pra eu escrever este texto fui atrás de explicações sobre o que é a pneumonia. Eis, então, prints do que pesquisei, já com a fonte embutida:

O que e pneumonia

Irritado com a minha situação de tosse que persiste há várias semanas, me felicitei quando alguém num grupo do Whatsapp me poupou a pesquisa para saber com que tipo de enfermidade eu devo estar. Tá aí o jpeg postado:

Execelente - sintomas de gripe alergia e covid19

Estou com alergia. Segue o baile!

Hoje temos a internet, que parece ser mais democrática do que os próprios sistemas de transporte e o de saúde públicos: todo mundo tem acesso. E todo mundo tem também em casa sistemas de vigília por câmeras de vídeo ou webcam em computadores ou smartphones, que levam imagens até um centro receptor.

Qual a dificuldade que há em enfermos ficarem no leito de suas próprias casas com alguém lhe dando os remédios conforme a receita de um médico – que pode, inclusive, ter sido dada pela internet mesmo, através de consulta mediante uso de webcam – e o leito estando sob observação de médicos e outros profissionais de saúde à distância por uma câmera instalada em um centro receptor, que pode ser uma sala situada em um posto de saúde ou um hospital, público ou privado?

Teletratamento

Basta haver um site onde pessoas com sintomas doentios entrem e façam cadastro para receber consulta médica e reservar uma sala de vídeo – que em sites há mais capacidade do que em NOCs (Network Operation Center – Centro de Operações de Rede) ou salas de recepção de imagens – para que o médico responsável acesse e faça inspeção para verificar o andamento do tratamento. Educação à distância ocorre assim. Conversamos uns com os outros assim e, ainda, de longe vigiamos nossas casas assim.

Siteteletratamento1

Siteteletratamento2

Ocorrendo urgência, o SAMU já saberá onde ir, traçará sua rota e chegará até com mais rapidez e já levando o material necessário.

Essa ideia nem é tão difícil de ser pensada. Resta saber se o lobby por trás dos hospitais vai deixar ser desenvolvida e implantada. Para cercar isso eu sugiro que os sites sejam de hospitais e os cadastrados seus pacientes e acionariam seus planos médicos para pagamento do tratamento em caso de entidade privada.

Inclusão social e mídia televisiva

Televisão tem apenas visão no nome, mas, carrega também áudio e textos em seu conteúdo. Deveria ser telemídia ou teleaudiovisor o nome do aparelho para ficar bem referidas suas funções.

Na verdade, não é muito prático se preparar programas de televisão para cegos, utilizando-se, por exemplo, áudios descritivos que descrevem as cenas e as vestimentas e trejeitos das personagens nelas. Pois, fica mais demorada e cara a produção e perde a dinâmica. Cegos, para se ser mais sensato, deveriam ter um canal de TV específico, só para eles, ou, então, utilizar-se apenas do rádio. Havendo, para que isso ficasse mais completo, estações com programas de TV adaptados para que o deficiente visual consiga interpretar uma cena,por meio da audição, tal qual ela é vista na produção original.

Só que isso sendo mercadologicamente possível, reduziria os cegos a só se valerem desse entretenimento e meio de angariar informação em ambientes individuais. Em casa por exemplo. E se um cego estiver em um ambiente coletivo, junto a pessoas que enxergam, onde o entretenimento maior é feito por meio de aparelho televisor, ele ficaria se sentindo excluído?

Colocar legendas para explicar ao surdo o que as personagens de um show de TV estão falando também fica ruim para quem conta com os dois sentidos em questão. Mesmo sendo retratáveis as legendas. Mas, pelo menos há mais saídas para essa situação. Para evitar ou diminuir o uso de legenda na cena, as falas podem ser inseridas em balões tal qual é feito nos quadrinhos. O que não faz perder tanto a dinâmica e dá até uma certa expressão artística. Só que quando essa estratégia é padrão nas produções, se torna cansativo. Outra saída é as personagens se comunicar por meio de mímicas conhecidas pela linguagem de libras. E há também a possibilidade de se fazer leitura labial, desde que a forma de falar fosse facilitadora desse tipo de leitura.

Preocupar com a inclusão social na utilização de entretenimento e na absorção de informação por meio de mídia televisiva é algo importante, pois, na maior parte das conversas que temos, em algum momento nos referimos à televisão.