Uma mensagem politicamente incorreta sobre a Covid-19

Qualquer mensagem que tranquiliza o caboclo quanto à essa pandemia de Covid-19 que estamos passando por ela é politicamente incorreta, por isso o título da postagem.

Recebi o link para visualizar um vídeo do canal Greg News no Youtube. Um excelente vídeo. No mesmo são deixadas algumas informações que leva à várias reflexões necessárias para que nós sujeitos comuns não tenhamos que ficar tão apavorados com o que é despejado de notícias oriundas da grande mídia em todos os seus canais de comunicação e pelas redes sociais na internet.

A primeira informação que cria impacto na verdade apavorante propagada pela grande mídia é: O número de testes para Covid-19 no Brasil é incompatível com a determinação do número de mortes pela doença. Ou seja: várias mortes foram consideradas por Covid-19 apenas pelos sintomas apresentados pelo então doente.

No caso de morte, penso que seria obrigatório o teste para se confirmar se aquele óbito pode ser acumulado na informação sobre a mortandade da doença no Brasil. Só pelos sintomas não é correta a prática, pois, a pneumonia pelas outras razões cresceram de casos no Brasil, talvez no mundo todo, desde o ano passado, conforme no próprio vídeo é apresentada a informação munida de fontes.

Tá, podem dizer que não tem o Brasil condições de fazer os testes. E os mortos pelo novo coronavirus não podem ficar aguardando para serem sepultados. Então, que seja registrado como morte por causa indeterminada, que é o padrão nos hospitais independente de haver caos na Saúde e, inclusive, conforme o vídeo, é o que estão registrando em certidões de óbito desses mortos. Porém, por algum motivo a mídia corre para aumentar o pânico das pessoas passando informação indevida.

E está acontecendo também de não emitirem atestados de óbitos e ainda impondo cremações em corpos alegando urgência em se destruir o vírus. Que urgência seria essa se não sabem por meio de testes se o cadáver possui o vírus?

Fica claro por esses questionamentos que estão engessando estatísticas sobre a pandemia no país. E só podemos imaginar que querem manipular a opinião pública ou aproveitar do pânico que conseguirem criar no público.

Agora vamos a algumas teorias de conspiração ou, se preferirem, alfinetadas com deduções incômodas na cúpula que quer nos enganar.

Recebi um outro vídeo em que uma moradora de Rondônia reclama que em seu Estado havia sido confirmadas até quando ela fez o vídeo apenas seis mortes por coronavírus e o governo regional queria gastar 9 milhões de reais com arrendamento de um hospital particular. Quero dizer aqui que a protagonista do vídeo se identificou como bolsonarista e faz em sua produção um apelo pró intervenção militar.

Com relação ao que ela relatou, fica evidente que com o cenário de caos na Saúde mantido, políticos e instituições médicas estariam aproveitando a condição favorável à locupletação supostamente sem vestígio. Um amigo meu me mandou vídeos mostrando a mesma informação sobre corrupção aproveitando a pandemia com relação à Fortaleza, Ceará.

Rondônia é um Estado que em vários registros contendo declarações sobre o mesmo pelo presidente da república, parece ser o Estado xodó de Jair Bolsonaro. Por lá, o governador é do PSL, partido que Bolsonaro utilizou para ser eleito e que hoje deixou a legenda.

Será que o Bolsonaro não tem essa informação grave relatada pela bolsonarista? Se tem, não o incomoda o indício de corrupção? E por que ele não divulgou isso em seu favor, já que parece ser ele no momento o brasileiro mais interessado em mostrar pra gente que a Covid-19 é só uma gripezinha? E pior: por que ele não intervém no assunto, caso ele o conheça? É um despropósito ele não conhecer. Só mesmo se for invenção da moça que fez o vídeo.

Será que a intervenção militar que a moça pede é contra o presidente? Ao que parece quem tá difícil de largar o osso e precisando mais do que todos de largar é ele.

Com relação à valas abertas em massa em vários estados do Brasil, aqui em Belo Horizonte, quando alguém me passou a notícia que no telejornal da Globo “MGTV” teriam sobrevoado o Cemitério da Paz e registrado que a prefeitura havia aberto mais de 300 valas sugerindo que fosse para enterrar mortos por coronavírus, duvidei na hora que fosse legítima a notícia.

Com o presidente da república, na ocasião, ganhando espaço em sua defesa contra os que querem sua queda, principalmente com os governadores e prefeitos afrouxando para voltar a abrir o comércio, caso nosso aqui de Minas Gerais, um número de circo do terror desses convence a população a aceitar sem choro ficar mais um tempo sem sair de casa.

E veio, primeiramente, à minha cabeça na ocasião enterros de indigentes, vagabundos, drogados, criminosos que teriam conseguido abater – pela Covid-19 ou não – durante o tempo em que as ruas estiveram livres das pessoas de bem e dos trabalhadores. Assim, elas não poderiam ser confundidas nas ações da polícia, como muito acontece!

Eu já havia entrado em contato com a especulação de que estavam usando a pandemia para higienizar as cidades. Em São Paulo, por exemplo, o foco dessa higienização seriam os ativistas do PCC. Ainda que tivessem que ir atrás deles onde a polícia saberia o local e cerrassem fogo, conforme os conspira dessa teoria pregam. Mas, me veio também a suposição de que enterrariam caixões vazios, por ser bem prático isso.

Para eu parar de me açoitar por ser tão cético, há poucos dias no Facebook alguém postou um link de reportagem que falava de enterros de caixões vazios e publicação de fotos antigas de sepultamentos em massa ocorrido em Manaus, Amazonas.

Eu não sou tão ingênuo de atribuir à farsa tudo o que vem acontecendo desde março aqui no Brasil, embora é o que essas informações acima levam a crer. Mas, a história pode ser bem outra e bem mais mastigável por nós do gado.

Se o número de mortes por pneumonia cresceu no ano passado, vamos nos ater só ao Brasil, obviamente as autoridades de saúde sabiam que isso se agravaria e causaria um colapso no segmento se nada fosse feito para conter os casos simultâneos.

Se de repente o Brasil só tivesse 10.000 leitos em todo o país para atender enfermos de qualquer enfermidade que faz necessária a utilização deles, se 11.000 pessoas ao mesmo tempo se acometessem de pneumonia estaria declarado o colapso. Não precisariam de pandemia nenhuma para isso ser uma constatação e uma calamidade.

A quarentena para evitar que pessoas se contagiassem trafegando livremente nas ruas e a obrigação do uso de máscaras e outros equipamentos de proteção indivual quando sair à rua fosse necessário seriam medidas bastante prudentes para diminuir o risco de haver esse colapso.

Mas, se apenas noticiassem para as pessoas sobre um surto de pneumonia cuja ocorrência em massa levariam os hospitais a terem problemas para o atendimento e com isso haveria muitas mortes, o público não se tocaria.

Não abririam mão de seu lazer em locais públicos, em bares e eventos tumultuados, em shows, em partidas de futebol. E logo também viria à mente da população que o comércio correria risco de extinção se de repente por certa quantidade de dias ninguém saísse às ruas. O primeiro medo era de o emprego ir embora. Daí uma hipótese para a didática empregada.

A questão da economia e o trabalho sofrerem colapso parece existir só para nós sujeitos mais simples e dependentes de emprego ou trabalho informal. João Dória, governador de São Paulo, Romeu Zema, governador de Minas Gerais, Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, todos esses políticos poderosos, que estiveram à frente da adesão à quarentena, são grandes empresários. Obviamente eles levaram em conta o que aconteceria com suas empresas se adotassem a quarentena. Se o fizeram, é porque enxergaram saída para esse tipo de crise findo o prazo de contenção pública.

Concluindo, obedecer às decisões das autoridades públicas é um dever nosso. Vamos voltar à vida normal quando elas determinarem. Mas, exigir dessas mesmas autoridades explicações melhores sobre as decisões que elas tomam é um direito nosso. E isso é o que convoco todos a fazer.

Enquanto o presidente da república, Jair Bolsonaro, desfila na mídia em esquetes envolvendo informação de ele querer utilizar a Polícia Federal em seu benefício, há a demanda para a mesma PF de investigar a conduta de governantes e imprensa com relação à tudo que nos foi e nos é informado sobre o efeito dessa pandemia no Brasil. A CPI das fakenews tem muito o que analisar dessa conduta. Fica a dica para o presidente.

A.A.Vítor – Autor do livro “Os meninos da Rua Albatroz”, cujo capítulo “Planejadores do futuro sombrio” previu o momento atual. Sobre saúde e espiritualidade leia: “A magia que enriqueceu Tony”. Sobre empreendedorismo, relação interpessoal e sexo leia: “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Todo o mundo quer me amar”. Continue Lendo“D

 

Antes que o Governo desabe – Pt.1

2019_07_01_21.06.18

Sou um cara que não votou em Jair Bolsonaro porque simplesmente um candidato tem que me convencer a votar nele e ele não conseguiu fazer isso. O que foi propagado como promessa de campanha do Bolsonaro – ou do PSL, como queiram – não me interessou nem um pouquinho. E eu já escrevi muitas vezes isso aqui no blog.

Mas, também sou um cara que sabe perder e que sabe avaliar o que o vencedor está propondo. O Messias nem tinha tomado posse ainda, mal acabara de ser eleito, e já sinalizava que ia me fazer queimar a língua. Daquele jeito que todo mundo gosta de queimar: obtendo vantagem com a queimadura. Acho que eu estou queimando mesmo são os dedos, pois, mais digitei contra o Bolsonaro do que falei.

E depois que o homem tomou posse e começou a mostrar as manguinhas – que nem mesmo quem votou nele pelo calor da emoção antipetista está gostando de vê-las -, aí é que eu botei fé mesmo.

Parece estarem mesmo dispostos a corrigir todos os problemas que assolam o Brasil e transformar o país numa potência em termos de desenvolvimento social. Doa a quem doer essa minha conclusão!

Esta é a primeira de uma série de postagens que vou publicar neste blog com o intuito de apresentar para o público leitor dele por que ando escrevendo essas coisas. Qual a minha visão dos planos do governo.

E quem avaliar positivamente minha análise e quiser seguir no meu levante pra não deixar o governo desabar, pelo menos não antes de deixar tudo implantado, basta compartilhar a opinião e deixar que a egrégora dela ganhe vida própria e saia por aí contagiando as pessoas para elas darem passos certos em direção à libertação.

Escrevo isso pelo seguinte, esperar que o lado derrotado se esforce para propagar qualquer risquinho de má conduta ou trapalhada do governo para por fim jogá-lo ao chão é algo inexorável.

Agora, lamentável é ver os que elegeram Jair Bolsonaro gastando tempo e energia com a mesquinharia de se sentir cada vez mais vingado contra os supostos inimigos de seu presidente.

Duvido da inteligência deles toda vez que os vejo compartilhar material chanfrinho e mentiroso produzido por um youtuber ou um viralista de rede social só pra eles propagarem. Desses que o produtor do material até goza quando vê dinheiro entrando com o giro de contador dos page-views no Youtube e com as inscrições em seu canal e com os compartilhamentos ou cliques em seus links postados no Facebook.

Às vezes nem do lado de quem propaga seus materiais esses oportunistas estão. Apenas conhecem bem a cabeça de bagre do bolsomimimion ou do esquerdopata e pra ganhar dinheiro com publicidade pessoal jorram nas interfaces de Whatsapp aquilo que bem sabem que seus alvos irão compartilhar.

O mesmo cara – ou grupo de caras – que faz material pra direitista propagar, faz pro esquerdista fazer o mesmo. Bobo é quem enxerga exclusividade e afinidade no que é só tática de marketing de comportamento social interessado em desviar focos para atender clientes.

A diferença é que o material de direita não tem credibilidade, pois, quando não é trabalho totalmente amador, que não deixa referência da informação pra ser consultado, é vídeo, até autêntico  – desses que é fácil conseguir gravar da TV Senado ou da TV Câmara -, só que editado. Com cortes e colagens para servirem a um propósito. Pra dar certa interpretação a quem se expõe a eles.

Já o material de Esquerda se vê citar fontes. E muitas vezes são veículos de informação de credibilidade alta da imprensa corporativa que dão autenticidade às informações.

Querendo ou não, uma TV  ou jornal O Globo, uma Folha de São Paulo ou uma Revista Veja são tradicionais, possuem registro, têm jornalistas formados e que precisam arcar com compromisso com a informação que propagam.

Ou seja: os supostos esquerdistas estão muito mais avantajados do que o mísero bolsonariano nessa guerra de informação e contra-informação.

E o presidente e seus assessores, sobretudo os de imprensa? Não dizem nada? Não interferem nessa guerra? Não instruem melhor seu militante? Nunca desmentem ou pelo menos contradizem contundentemente os ataques de seus opositores?

Parece estratégia isso, não? “Enquanto guerreiam se cegam, assim: governamos“. Inclusive os apoiadores do governo desde o início são cegados. Principalmente. Pois, são os menos capazes de entender os benefícios que oferecem as propostas no campo do Trabalho e da Economia.

Entendem só os sacrifícios que terão de fazer. E não gostam. Guerreiam contra o PT, o PSol e certos políticos para ocupar o tempo sem ter que pensar. É pra “doer menos”. A dor de quem milita sem conhecer bem a causa para a qual opera.

O presidente Jair Bolsonaro, esguio, em seu Twitter, que eu acompanho, está sempre postando algo do cotidiano e da agenda do governo. E ele faz isso com a maior naturalidade. Como se não sofresse rejeição alguma. Como se nada de perigoso para a continuidade da missão – como o caso Sérgio Moro, o ministro da justiça – estivesse acontecendo.

E muito do que ele posta interessa tanto a seus apoiadores, quanto a seus opositores. Tem muita coisa dos governos anteriores sendo continuada, sendo corrigida. E mantida a imagem que deu crédito a elas e a eles. Ou seja, tá havendo, no fundo, integração e não choque de transição de gestão.

Um exemplo que pode ser visto diz respeito às articulações com o Mercosul, bloco de comércio do qual participa o Brasil e na Era Lula foi muito honrosa para o país a participação. Espia:

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Então, se continuarmos a guerrear sem qualquer nexo, ficar de picuinha boba, com dorzinha de cotovelo ou cheios de repugnação doentia contra o outro, vamos acabar é perdendo o trem da história. Vamos perder a oportunidade que esse governo tem de fazer acontecer, finalmente, uma nação, que é o Brasil. Devemos aproveitar isso. Leia os demais textos desta série para eu me expressar melhor. Talquei?

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

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Já tínhamos convicção, agora, temos também a prova

“Não temos provas, temos convicção”. Essa frase dita por Deltan Dallagnol ao indiciar Lula no caso que indevidamente lhe meteu atrás das grades fez muito efeito em 2016. Viralizou, deu origem à uma série de memes. Ironizando ou usando como bandeira para seus anseios odiosos, todo mundo se esbaldou com ela.

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O estrago que a frase fez na democracia do Brasil, no entanto, não foi nada engraçado. A convicção mudou de lado – os admiradores de Lula, ex-presidente do Brasil, acusado de corrupção, não tinham dúvidas de que ele era inocente –, porém, sem provas libertar alguém é bem diferente do que prender. Isso porque quem prende tem credencial de magistrado e isso costuma ser suficiente para que todo um sistema sucumba às decisões judiciais.

Eis que do hemisfério norte veio parar no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante, um salvador da pátria. A nação esquerdista estava prestes a ser exterminada. Totalmente desesperançosa, sofrendo abusos e ataques da ralé conservadora, que teve a irresponsabilidade de colocar no posto que foi de Lula um bárbaro disposto a promover todos os caprichos com que a elite burguesa brasileira quisesse se lambuzar.

Entre esses caprichos: surrupiar direitos do povo, dizimar inimigos e grupos étnicos e raciais à essa elite desprezíveis, desfazer de parte do território nacional e das riquezas do país. Enfim, rifar o Brasil.

Com um monte de gente sofrendo de hipnose coletiva dando seu aval para lastimáveis perdas de direitos, desde que isso significasse se vingar de esquerdistas. E da suposta roubalheira atribuída só ao PT mercantilizada ao público pela Grande Mídia.

Glenn Greenwald é um dos três fundadores do The Intercept. Jornalista, advogado constitucionalista e autor de quatro livros entre os mais vendidos do New York Times na seção de política e direito. Ficou famoso ao levar à público as revelações de espionagem contra civis que Edward Snowden – aquele que avisou Dilma que o governo brasileiro e a Petrobrás estavam sendo espionados, tal fato viabilizou a implantação da Operação Lavajato – desferiu contra a NSA, a agência de segurança dos Estados Unidos. Na época como jornalista do The Guardian.

E talvez imbuído no espírito dos pássaros das fontes de água límpida, ele botou seu jornal para dar ouvidos a um anônimo, que fazendo uso da mais avançada das mais avançadas das tecnologias colocou Deltan Dallagnol para produzir a prova de que precisava o admirador do Lula para mostrar para todo o Brasil que era treta aquilo que Dallagnol chamava de convicção.

Pareceu até que gente graúda e provavelmente metida com as falcatruas desse sistema judiciário sentia o cheiro podre de sua própria podridão vindo à tona, numa velocidade estonteante, agredir o nariz de toda a nação, que não gostou nada do cheiro. Em meio a “não dar braços a torcer” e teimosias em sustentar adesões para não deixar dúvidas de ter estado errado e de ter Q.I. menor do que aqueles que criticava, crenças da ralé conservadora titubearam. E popularidades de políticos idem.

Trataram de arrumar casos para tapar as atenções o mais possível. A imprensa aliada dos verdadeiros corruptos cortou um dobrado para noticiar exuberantes tragédias e crimes acontecidos no mundo todo; dívidas astronômicas de célebres clubes brasileiros de futebol. E até o garoto Neymar teve seus 15 minutos de fama de estuprador introduzidos nessa cronometragem.

Sacrificaram segredos que viam guardando, desejando imensamente estarem a chamar todo o regimento do Corpo de Bombeiros para apagar uma guimba de cigarro acesa no meio do deserto. Acharam que ganhariam tempo para sair do pesadelo.

Mas, não funciona mais desviar a atenção do público por muito tempo com relação à política. Agora, todo brasileiro sabe o que realmente o afeta e por isso o fútil é logo descartado.

E assim, graças ao impávido, apaixonante e infalível The Intercept, um objeto resplandecente de comunicação, a conversa – sadia para os corruptos combatentes da corrupção – tecida num aplicativo de comunicação, o Telegram, foi apresentada de um modo bastante explícito para a platéia mantida longe da verdade dos fatos sobre a prisão do Lula. Quiçá também sobre a eleição de Jair Bolsonaro. E com isso, as esquerdas foram reanimadas e estão de volta à luta, companheiros.

Fatos muito turvos começaram a ficar muito claros. Como, por exemplo, por que o STF – Supremo Tribunal Federal –  ou o TSE – Tribunal Supremo Eleitoral – não chamou o VAR (alusão ao árbitro de vídeo) para consultar as imagens da facada no mito em Juíz de Fora.

Afinal, se um forte candidato à reeleição fora tirado do páreo, um agredido por um nominado integrante do PSol – partido de esquerda – se torna para a grande massa manipulável a melhor opção.

O esfaqueador, o tal do Adélio, pra não ser prejudicado por ter cumprido o único papel na trama que daria alguma coisa desagradável para alguém fora providentemente considerado maluco e provavelmente, enviado pelo Judiciário amigo, cumprirá pena em um manicômio paradisíaco. Quem sabe chegará também nas mãos do Intercept a verdade sobre esse fato, não é mesmo? Torçamos unidos, nós que não somos trouxas!

Como Greenwald disse, pode até ser que não cáia o juíz investigador Sérgio Moro, o algoz fabricado pela CIA, agência de inteligência dos EUA, que teria condenado Luís Inácio Lula da Silva sem provas e orquestrando a parte acusadora e que virou herói nacional para um monte de babacas por estar em evidência no comando do sensacionalismo barato chamado Operação Lava-Jato.

Mas, as coisas não continuarão como estavam, sabendo-se que se de repente você precisar da Justiça contra uma parte muito forte, como um patrão, por exemplo, atrás de compensações vindas de quem pode dar, o juíz poderá ser o seu acusador. A realidade não é o seriado “Justiça Final”. Lembra?

A verdade vindo à tona vai provocar consequências grandiosas para a Esquerda. A dificuldade para o Governo Bolsonaro atingir seus objetivos vão aumentar. E as esquerdas podem cogitar, já em 2022, voltar para o posto após o término do governo indevidamente eleito, que terá sido, a partir do baque sofrido por seu ministro da justiça, em banho-maria.

Não sou ingênuo de pensar que o PT colherá novamente louros ou que Lula retornará ao posto de presidente da república. Mas, personalidades competentes e com grande credibilidade a esquerda poderá colocar na disputa pelo cargo. Eu aposto na dobradinha Flávio Dino/Jandira Feghali e deixa o pau cair a folha.

E aquilo que nesse momento se revelou aos povos
Surpreendeu a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando era o óbvio
(Trecho, adaptado, da canção “Um índio”. Caetano Veloso.)

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

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Bolsonaro defendendo a liberdade de imprensa: Me engana, eu gosto!

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A margem para a teoria conspiratória começa com o caso em que um amigo do presidente, o comediante Danilo Gentili, teve uma suposta condenação em primeira instância de seis meses de prisão com base em censura de opinião levada ao público em um programa de televisão, mesmo que de baixa audiência o programa entre os que presam entretenimento de nível e são capazes de se opor a certos pronunciamentos.

Neste caso, os desavisados manifestaram-se contra a condenação, mesmo concordando com a opinião que enaltece que o comediante teria cometido abuso em seu humor idiota contra a deputada Maria do Rosário do PT gaúcho, conhecida inimiga – pelo menos política – do atual presidente da república. Segue o que seria a trama que coroa a divagação conspiracionista desta vez.

O atual presidente da república é famoso pela sua rejeição e traquinagens contra a imprensa. “Se você quer ser bem falado, derrube a imprensa” ensinaram os marxistas culturais. Porém, estamos num país que por mais que Bolsonaro e sua gente pense que a maioria é burra, isto lá não é verdade. A maioria é intelectualizada e de esquerda, sabe fazer oposição. Logo, para não cair aos pés da imprensa, o presidente viu-se a necessitar minimizar sua imagem de Trump dos trópicos, banindo suas atividades anti-imprensa.

Nada melhor, então, do que pegar um bode expiatório, pode ser o chefe do STF, Dias Toffoli, e criar um factóide o envolvendo. Alguns aliados indesconfiáveis do Governo, como suspeito serem o site O Antagonista ou a revista digital Crusoé, publicariam ataques contra ministros. E o factóide seria usado para que o Judiciário se veja com a missão de defender a liberdade dos políticos, encenando com isto uma operação visando sanção de lei censurando jornalistas, seguida de caça a tuiteiros.

Toffoli abriria um inquérito para inibir ataques ao órgão que preside, emitindo mandatos de prisões e viabilizando operações policiais em casas de usuários do Twitter no Brasil. Decisão que teria sido tomada pelo ministro Alexandre Moraes.

A ação mexeria com os brios dos encarregados de parecer serem defensores da Constituição de 1988 e um deles apareceria numa quarta-feira, tipo 17 de abril, chamando de “censura” e “retrocesso” a decisão de Moraes ao determinar a remoção de conteúdos jornalísticos, que a própria Globo, junto com a Folha de São Paulo, teriam noticiado serem verdades as acusações de ligação de Toffoli à Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, que teriam sido transformadas em fakenews pelos magistrados. O papel de moralizador da questão e vigilante da Constituição teria sido exercido pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Um tempo é dado para o povo absorver o cenão montado e a TV Globo aproveitaria para inclusive fazer ganhar mais adesão à causa contra a Venezuela, exibindo em um telejornal de meio de tarde um quadro que coloca a Noruega em primeiro lugar como país em que há mais liberdade de imprensa e o Brasil em centésimo quinto, só perdendo na América do Sul para a temível Venezuela.

Após a grande mídia fazer o merchandising e cumprir a parte dela: ventilar a suposta perseguição e impressionar as massas com a audácia de juristas que pode afetar toda a população brasileira, o magistrado nomeado paladino, pode ser, por exemplo, o Moraes, revogaria a própria decisão e apareceria atando as mãos do promotor da censura à imprensa, Tofolli, que chegaria a ter cogitado para efeito de ibope um impeachment. Moraes esperaria a sua populista e quase crística atitude também ser ventilada para o público. É fácil no Brasil fabricar falsos heróis.

Para coroar, o presidente impopular também por causa do seu relacionamento com a imprensa apareceria nas redes sociais em uma live, vestido a la Collor de Mello com uma camiseta demagógica e demagogicamente acompanhado por um tradutor de libras, parabenizando, após usar sua credenciada imagem de presidente para promover ações do filho Eduardo, a atitude do ministro Moraes, confessando não saber muito o que acontece em seu governo ao usar as palavras “parece que” para se referir à revogação, e aproveitando também para fazer merchan das famigeradas grandes igrejas evangélicas.

Isso tudo, obviamente, sendo ventilado com louros e glamour pelo jornalismo subsidiado pelo governo, melhorando sua imagem com a imprensa de toda sorte e ainda ajudando o borburinho a tirar as atenções da aprovação da Reforma da Previdência. Por mim tá tudo bem, mas, eu gostaria de não ser tratado como caduco.

 

LINKS PARA LER OS FATOS

https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2019/04/18/interna_politica,1047389/bolsonaro-parabeniza-moraes-por-derrubar-censura-a-reportagens.shtml

LEIA: “Os meninos da Rua Albatroz“. Aprenda a construir opiniões críticas contundentes.

Damares Alves prova que Darwin estava errado: O homem vem é da anta

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CHARGE: Bolsonaro agradece a um representante
da maior parte do seu eleitorado. (FONTE: Facebook)

Parece que Bolsonaro deu um ministério trino desnecessário para um papagaio só pra ajudar a imprensa a tapar o que fica cada vez mais evidente: seu descompromisso para com o povo e a nação.

Damares Alves vai se afastando na liderança isolada da tabela de imbecilidades que ranqueia a explanada do novo governo.

Não digo que seja besteira a critica dela à Teoria da Evolução, de Charles Darwin, pois, pra ela estar ocupando o posto que ocupa, pra terem elegido Jair Bolsonaro, o homem só pode ter originado do cruzamento de um asno com uma anta.

Eu sei que asno não reproduz, mas, barro também não vira gente depois de modelado e assoprado. Já tentei fazer gente assim e não deu certo.

Deu certo foi transar sem camisinha com uma fêmea heterossexual que não toma anticoncepçional e que não concorda com o aborto. Dessas que juram que não, mas, também existem no meio esquerdista. E que ao contrário das mulheres do meio bolsonarista — as micheques da vida — estão acessíveis até à pés-rapados como eu.

Os machões pobretões que apoiam o bolsonarismo já já vão saber por que escrevi ‘isso daí’, pois, o feminismo não tá se deixando intimidar e as mulheres que aderem ao movimento – a maioria esmagadora da população feminina – já anunciaram que vão deixar muito homem desavisado privado de sexo só pra eles saberem com quem estão mexendo nessa onda de ataque ao feminismo.

Eles que tratem de ficar ricos e poderosos pra ter direito à companhia das mulheres que se orientam pela conduta propagada por Damares Alves em seu ministério da mulher. Pra ‘essas daí’ só carinho – carro carinho, apartamento carinho, presente carinho – não basta. É preciso ter cargo de poder ao lado dos ditadores que ocupam o atual governo.

Pois é, Charles Darwin, macaco não é burro! Considere o trocadilho. Por isso, Damares tá certa em fazer sua contestação à sua teoria sobre a origem humana e das outras espécies.

Pausa para pergunta: Deus teria feito do barro também os outros animais? E as fêmeas de cada um, teria sido tiradas das costelas de cada macho? Até dos invertebrados? Explica aí, escola sem partido!

Generalizo à espécie humana do mundo todo essa especulação criada à partir da fala de uma suposta doutora em biologia que reside nos trópicos porque a extrema-direita, que veicula essas bobagens, não está no poder só aqui no Brasil.

Estadunidenses, franceses, italianos são alguns dos grupos humanos que fizeram a besteira de botar no comando de seus países essa corja.

Enfim, o que piora a pérola da ministra e pastora evangélica é ter exposto em um vídeo de 2013 que a Igreja Evangélica perdeu espaço para a Ciência na Teoria da Evolução, que data de 1859. E que a instituição charlatã pós Darwin – a Igreja Evangélica – teria deixado pra lá o assunto, tendo a legítima, de todos os tempos, a Ciência, tomado conta.

A presunçosa ainda proferiu que a tal igreja é que deixou a teoria que a incomoda entrar nas escolas. Resta saber se ela vai querer retirar o conteúdo tachado de viés ideológico das escolas do mundo todo ou só do Brasil. Que poder sobe à cabeça, muito se sabe!

Ao que consta, a Igreja Protestante, que é o termo que a dona da gafe deveria usar, nunca teve espaço pra decidir versões sequer para o criacionismo. Apesar de Darwin ter sido protestante, depois ateu, depois protestante de novo.

Nem mesmo a concorrente Igreja Católica, praticamente dona da franquia do cristianismo, teve esse privilégio de dar as cartas quanto à origem do homem, já que a Biblia, que é de onde vêm as idéias do homem de barro e livro onde se encontra a doutrina moral cristã, é um compilado oriundo de livros apropriados indevidamente de outras culturas e modificados conforme as conveniências políticas do Império Romano.

Se bem que isso de mudar a teoria mais aceita não é problema para Damares. A História é contada pelo lado vencedor e se Damares quiser ela pode solicitar ao colombiano incumbido de ditar a educação para os filhos dos brasileiros uma alteração nos livros de História no que toca a evolução das espécies.

E nem precisará de referências bibliográficas para se consultar a integridade da informação se isso for feito, pois, Jair Bolsonaro aboliu a obrigação que até seus ancestrais da ditadura militar anterior faziam questão de haver nos textos didáticos. Pastora evangélica, ela pode muito bem se valer da tática usada pelos judeus-cristãos ao elaborarem a Bíblia.

O suposto livro sagrado não possui referências bibliográficas e conforme alguns maçons até o Antigo Testamento pode se tratar de contos de autoria egípcia, da nata dos faraós, dos quais Moisés teria se apropriado ao sair do Egito e cunhado uma teurgia para com ela dominar um povo e se tornar líder dele. Olha um bom motivo aí pra se tirar das mãos dos cientistas a explicação de onde viemos.

Daí teria surgido um deus que criou do barro o homem e a história humana ficou perdida e limitada à fé propagada por gente de carne e osso e inteligência superior para gente só de carne e osso.

A maçonaria saberia todos os segredos por trás da construção do cristianismo. Teria, inclusive, sido perseguida pela Igreja Católica no passado para que não revelasse os segredos que sustentavam o poder e a riqueza dos padres. Relatos dizem que Charles Darwin teria sido maçon. Para os mais sensaconalistas: um illuminatti.

Quanta informação! Até parece que estou reescrevendo “Os meninos da Rua Albatroz“!

Tá na cara que esse farol jogado em fala antiga da ministra pop-star é esquete do governo com a pretensão de abafar casos ou criar ambiente pra que intenções desprezíveis pela população sejam viabilizadas enquanto a massa se distrai imaginando o que postar nas redes sociais ou discutir dentro de grupos sobre a nova gafe do papagaio… Digo: da anta que lidera o ranking de ministros inúteis do atual governo.

A Globo, em seu Bom dia Brasil, deu essa noticia consumindo um largo espaço de tempo e as que foram dadas após ela, no mesmo bloco deste telejornal que de veneta entrei em contato e vi esse depoimento, foram esmagadas por ela.

Emendado e se dissipando como num efeito de suavização de som, com a audiência ainda assimilando o inútil sobre Damares Alves, ocorreu, sem farolete piscando, a fala do noticiário discorrendo sobre a preocupação do governo em tratar diferente – com regalias e prioridade – a previdência dos militares, com direito à representante da classe dizer que a própria é melhor do que as que abrangem nós outros profissionais. Amenizaram a notícia com um argumento de usar o governo – na discussão política – de medida contra fraude previdenciária cometida por civis, o que seria a explicação para o suposto déficit na previdência.

Mais apagado ainda se falou, logo após a ufanação aos militares, que ocorreu a prineira baixa do governo Bolsonaro. O presidente da Apex – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Alex Carreiro, pediu demissão do cargo. Não deram explicações da razão de um felizardo ter deixado a mamata pra lá. Até se falou sobre o fato de o sujeito não ter boa fluência em inglês. É um afronto à inteligência do telespectador. Eu aposto que o cara é honesto e descobriu coisas que ele teria que lidar com elas e preferiu pular fora, e você?

O mais curioso foi o telejornal Global abandonar a notícia e voltar a falar da Reforma da Previdência, dessa vez em tom comemorativo e contagiante pelo otimismo. Juraram que o mercado estava satisfeitíssimo com a agenda para a aprovação da reforma, que a Ibovespa fechou em alta e aquele blá blá blá todo típico das táticas de manipulação da audiência de jornalismo que só a TV Globo sabe fazer.

Link para a edição completa do telejornal, se ainda estiver lá: https://www.youtube.com/watch?v=9xm7Xu0zCrY (copie e cole na barra de navegação)

Talvez tenha até a ver o golpe de apresentação de informação com a suposta ameaça de Jair Bolsonaro querer acabar com o BV – Bonificações por Volume -, que são bonificações dadas pelo governo aos organismos de imprensa de acordo com seus alcances de público. O fim do BV pode significar o fim do domínio da Globo no meio midiático.

Se não é nenhuma tática do Jair para fazer o público pensar que a Globo tá pianinho com ele quando ela na verdade está só fazendo acontecer as notícias conforme a pauta estabelecida pelos marqueteiros dele, acabar com o referido domínio favorece mais ao público do que acabar com o atual governo. Esse se acaba sozinho e a Globo não elegerá mais ninguém. Será o fim do emburrecimento e o homem poderá ter novamente vindo do macaco.

Contribua para que o seu inimigo cometa os erros que ele quer que você cometa

Esta postagem, porque me sinto apressado para expor a opinião que é tecida nela, também está sendo antecipada. Logo publicarei a segunda parte da série “A necessária trajetória do brasileiro até o fascismo”, cuja primeira parte foi muito acessada.

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Desde a campanha eleitoral vemos Bolsonaro se ancorar em táticas de manipulação de opinião. No primeiro momento, essas táticas eram usadas para que ele conseguisse se eleger. Agora, parece que seu governo depende de enganar ou distrair o público para que suas medidas sejam implantadas.

Primeiramente, quero expor uma visão própria sobre o trabalho das imprensas. A corporativa, que é a hegemônica ou a que mais aparece, noticia de acordo com sua demanda. Ela é paga para noticiar. E a alternativa, também chamada de imprensa livre, busca sua visibilidade, que lhe gera receita com base principalmente na doação feita por leitores, oriunda da natureza de militância amiga que ela ostenta, se opondo ao que é noticiado pela outra, sabendo ela que é o que aqueles que a contratam querem que o povo pense e repercuta.

Para continuar a dissertação, crio aqui uma convenção para ficar fácil de entender as personagens envolvidas nessa trama. Simpatizado é aquele com quem um grupo receptor de informações simpatiza. E antipatizado é o oposto, é aquele a quem esse grupo combate, repele, quer ver sair do caminho. O primeiro é o mocinho e o segundo é o vilão.

E lembro que o complexo empresarial brasileiro, limitando às grandes corporações de toda sorte, seus proprietários comungam na mesma fraternidade e que dentro desta fraternidade eles tomam as decisões de como cada um vai proceder dentro de seu mercado e qual papel irá cumprir quando um teatro tiver que ser armado para que ações de contorno de crises ou nomeações para cargos públicos tiverem que ser desferidas contra a sociedade. Os donos dos grandes veículos de comunicação também são membros dessa sociedade restrita, que também agrega políticos e militares.

Esses que contratam a grande imprensa para fazer trabalho de moldagem de opinião é que são o foco dos jornalistas independentes. O ataque destes aos veículos hegemônicos de comunicação é chamado de ataque indireto, pois, quem eles querem atacar, os contratantes das informações despejadas pelos hegemônicos, não aparecem, se mantêm invisíveis por trás da cortina com a qual essa imprensa lhes cobrem.

É importante também verificar que tem hora que a grande imprensa – ou noticiadores de direita – publica conteúdos que interessam à oposição de seus clientes. Parece até que os veículos estão do lado dela, fazendo denúncias contra seu cliente. Vimos muito disso durante a campanha eleitoral, quando, por exemplo, a Globo se fazia de combatente da candidatura de Jair Bolsonaro. Mas, é bom não cair nesta, pois, não passa de estratégia que favorece os combatidos.

Essa estratégia estranha pode ter vários objetivos. Se fazer parecer do lado do oprimido é se infiltrar no meio dele. É se fazer de amigo e conquistar sua adesão. Dar o que uma pessoa gostaria de receber é tudo que se precisa operar para cooptá-la, trazê-la para o seu lado, colocá-la sobre o seu comando. Ter toda condição de discipliná-la e aos poucos fazê-la mudar de ideia quanto a um ponto de vista.

Tal mudança se faz oferecendo aos cooptados notícias falsas ou duvidosas sobre o simpatizado ou sobre o antipatizado, que proporcionam ao receptor reflexões que podem, sutilmente, sem que ele perceba, fazê-lo mudar de opinião.

Na minha opinião, até a Folha de São Paulo se fazer de perseguida pelas equipes de Bolsonaro é suspeito. Pode ser que seja típico da jogada mencionada. O atual presidente da república pode ter sido instruído a eleger dentre os irmãos de fraternidade um órgão forte de imprensa como adversário para com isso facilitar a implantação de seus interesses. A Folha seria quem joga iscas no aquário onde se encontram pescadores que querem pescar seu cliente. Iscas que ela sabe que ele facilmente consegue escapar delas. Muitas vezes, material que ela recebe dele para publicar.

Alguns dos interesses possíveis de terem facilitada a implantação com os golpes midiáticos são espúrios. Logo, se o público receber a notícia de um órgão jornalístico tido como oficial e de grande credibilidade devido à sua história e preferir confiar nos demais com a mesma atribuição, que se mantiveram na neutralidade ou a omitir a informação prestada pelo suposto companheiro desagregado, o governo não teria mentido ou enganado o público não tendo prestado a informação da medida que teria adotado. Teoricamente teria apenas deixado a imprensa mais acessada do que o diário oficial à vontade para noticiar e o público teria tomado sua decisão de modo totalmente voluntário.

Os outros órgãos jornalísticos se mantendo na neutralidade de opinião ou omitindo o que o órgão marginalizado ou em perseguição informa é uma excelente tática para colocar como duvidosa uma informação oficial. Sem se correr o risco de perder a credibilidade de seu conteúdo para com o público os que praticam essa imparcialidade gerida e sem atrapalhar os planos do cliente, no caso o governo.

Discorrido, então, sobre o comportamento duvidoso dos organismos de comunicação e sobre a fragilidade da integridade das notícias que são nos impostas, vou discorrer sobre os objetivos das informações que nos chegam.

Já mencionei que ora intencionam desinformar – prestar informação falsa, sofismática – e com isso induzir o público a cometer erros úteis e ora intencionam desviar a atenção para que assuntos importantes passem despercebidos ou, quando é necessário que a informação seja conhecida e aderida, sejam passados no limiar da percepção.

Um exemplo de indução ao erro útil: O grupo contratador prepara ataques em uma localidade – reais ou não e com vítimas verdadeiras ou não – e a imprensa joga holofote em demasia no caso, deixando a população em pânico, sujeita a aceitar qualquer proposição de medida que a devolva a sensação de tranquilidade.

No caso dos ataques ocorridos no Ceará nessa primeira semana do ano de 2019, uma sugestão que o grupo controlador daria seria intervenção militar no Estado ou na cidade específica. Poderia também o grupo sugerir medida mais federal, como a aprovação da Lei Antiterrorismo, que tira as liberdades individuais das pessoas e autorizam o Estado a entrar onde bem entender, sem a necessidade de mandatos, ou prender quem quer que seja, não necessitando sequer se tratar de alguém suspeito.

Outro exemplo desse tópico, mas que também serve para distrair o público, é o Caso Queiroz, o motorista dos Bolsonaro que teria efetuado depósitos supostamente indevidos na conta corrente de Michelle Bolsonaro, a esposa do presidente da república.

O Caso Queiroz segue com a imprensa – todas elas – botando lenha para que todos os interessados na queda do presidente repercutam as supostas evidências de corrupção. É tudo muito mastigadinho, facílimo de deglutir, mas, a distância que mantém o Judiciário do caso não dá segurança nenhuma de que o que informa a imprensa é íntegro. A acusação de isso se dever à arrendamento do poder é facilmente combatida com o argumento de não existir registro de inquérito ou elementos jurídicos suficientes para se iniciar um processo. Quem vai fazer esse registro com base em notícia de imprensa? Quem vai fornecer esses elementos?

Os militantes de Bolsonaro, orientados pelo marketing dele, andaram espalhando para todas as imprensas, incluindo a Globo, fatos falsos que atacavam o presidente e seus auxiliares ou familiares e depois eles próprios desmentiram esses fatos, levando o público a desencorajar-se de acreditar na imprensa sob a alegação de conspiracionismo de oposição. O objetivo era exatamente este. Só que é ser ingênuo demais achar que a Globo cairia nessa jogada antiga e propagaria os fakes, senão por condescendência – acordo, melhor dizendo.

Quando chegar o momento, Queiroz vai aparecer e tudo será contundentemente explicado, Bolsonaro se fará de vítima, associará a propagação de fakenews às esquerdas, atacará o uso de tática de marxismo cultural para iludir o público, pedirá para que as pessoas não deem atenção para a mídia e procurem ajudá-lo a consertar o país, que é o que interessa a todos. E todos que aparecem como personagens nessa história sairão ilesos e com seus objetivos alcançados.

Outros possíveis fakes ou esquetes – esquete é quando se trata de um cenão ou uma gafe que repercute, por exemplo, como as cometidas por Damares Alves em seu discurso de posse – que vêm se propagando e distraindo a atenção das pessoas do movimento no Congresso são: A prisão do João de Deus; o suposto descontentamento de Bolsonaro com seu ministro da economia; a suposta censura ao Coaf.

Informações que a imprensa corporativa quer que passe no limiar da percepção são enterradas, dadas quase no rodapé, nas páginas dos jornais ou são exibidas sem busca de emoção do telespectador, em blocos intercalados entre dois com característica inversa (cheios de sensacionalismo), nos noticiários do rádio e da televisão.

Já o que querem que vire crença e repercuta recebe tratamento de notícia de capa. É tratado como matéria especial e incondicionalmente arrancam alterações emocionais de quem se expõe a ela. De acordo com o que for repercutido serve de feedback e o noticiador do fato deixa claro para o seu cliente seu poder de alcance.

Portanto, conforme este texto, desconfie sempre do que ganha destaque demais e vira febre na mídia, geralmente de indignação. Indignar o público é tática para viabilizar intenções. Proceder de modo contrário é se transformar em massa de manobra, ou seja, contribuinte da cúpula, que trabalha de graça e que às vezes atira no próprio pé.