Antes de partir

pha-10jul2019

Eu não li o livro do sociólogo, blogueiro e apresentador de TV Paulo Henrique Amorim, “O quarto poder: outras histórias“, por completo ainda, pelo simples fato de ser um livro bom demais pra eu ler assim com a pressa com que disponho. Mas, o pouco que li até agora me preparou horrores para sacar direitinho como a política mundial acontece sob a cortina de fumaça que a mídia bafora.

Eu às vezes pareço um louco alienado – inclusive pra mim mesmo -, tamanha é a minha dificuldade de acreditar que no hemisfério da imprensa corporativa – vulgo PIG – até a mais simples das notícias não tenha maquiagem alguma e nem qualquer ligação com um fato muito maior. Pra mim, o que não é o fato principal, é usado para tapá-lo ou enaltecê-lo. É o que será descartado enquanto o outro será esquecido.

Nesses últimos anos, em que me vi militando pelas esquerdas em busca de justiça social, pode ser que nas redes sociais os links que mais distribuí foram do blog “Conversa afiada”.

O termo PIG, sigla de Partido da Imprensa Golpista, criado por PHA, foi um dos que mais usei para qualificar veículos de comunicação e classificar articulações disfarçadas de reportagem.

Foi Paulo Henrique Amorim que me ensinou essas coisas. Não fomos apresentados, mas, ele foi por mim lido e visualizado através de seus vídeos com muita frequência. Guruzou-me, não nego!

Graças à pessoa benquista pela minha sede de saber que era esse jornalista, quanta informação secreta despachada por quem tinha credibilidade sairam da nomeação de hipótese vaga para mim e eu pude, inclusive, com bastante segurança, tecer algo da minha observação sobre elas e acertar a boa com curtidas de meus leitores?

Aquele arzinho crítico e sarcástico que PHA exalava em suas mídias de comunicação deixou de cabelo em pé não só o bispo bilionário dono da emissora de televisão onde trabalhava. Seus dedos vorazes por teclar denúncias de maneira que não dava pra não acreditar nelas – e muito menos não cobrar decência às autoridades – deveriam ser embalsamados agora que ele partiu devido a um maldito e fulminante infarte sofrido em casa no Rio de Janeiro, mesma cidade onde ele nasceu.

Eu não posso esquecer a grande exibição da crueldade humana que PHA cobriu em Ruanda, naquela primeira metade da década de 1990. As notícias póstumas sobre as manobras da esquerda para superar os militares nos anos precedentes da ditadura. O título de primeiro correspondente internacional da revista Veja.

Até mesmo suas confusões sucedidas de processos, ora por cutucar políticos e gente graúda de direita, ora de esquerda, serviram-me de inspiração e encorajamento para eu manter sem partido minha opinião. E melhor: As chacotas nos colegas desavisados: Como essa com a Sheerazade.

Tendo já tido desentendido gravemente com Lula, o acusado de ilegalidade e sendo posteriormente obrigado a se retratar, passou seus últimos anos com sua conversa afiada tentando tirar da prisão o ex-presidente da república esquisitamente feito prisioneiro. Tipo de atitude que me mostra o que devo chamar de compromisso com a justiça.

Eu quero aqui deixar minha solidariedade, meu reconhecimento de pessoa útil que foi e o meu adeus ao PHA do mundo material. Graças a seu pai espírita, PHA sabia que não se morre por completo. Sabia que ao morrermos um corpo etérico fica pelas redondezas dimensionais prestando suporte aos que ainda vivem. Que haverá sempre alguém que precisará de sua influência e que em a conseguindo receber o fará atuar neste mundo como se ainda estivesse nele. Como de fato estará nessas horas.

Pode esperar que eu necessitarei, amigo! E canalizarei suas emanações. Do modo que eu puder, seu trabalho continuarei. Simplesmente porque tem sido um dos que vinha me inspirando. É o meu trabalho também. E eu não posso parar por aqui. Esteja por perto. Mas, também descanse em paz!

Futebol: Hipócritas X Céticos – O jogo mais esperado do ano

Copaamerica2019

Eu até parei de postar críticas ao Futebol baseadas no meu ceticismo, na minha sensibilidade para analisar fatos, bastidores e partidas e tirar das verdades propagadas sobre o futebol as mentiras.

Estavam me chamando de paranóico, conspiracionista, alienado insistente, só porque o time que criei, o Céticos Futebol Clube, cresceu muito na preferência dos internautas.

Mas, enfim, a TV Globo não se preocupou com o dinheiro que perde remexendo o ralo da latrina que ela conhece muito bem e expôs o Cruzeiro de Minas Gerais.

As postagens que me desgastei publicando no Twitter deixavam a teoria toda mastigadinha quanto à suspeitas de haver muita sujeira em campo onde se vê um grande entrar. Era só seguir a trilha, que quem pode chegar perto do esterco constataria o fedor.

Postei muito sobre resultados duvidosos de não terem sido combinados, andamentos programados de partidas, lances preparados, possíveis títulos comprados, contratações estranhas, ações de lobistas e de agentes de jogadores.

Se aprofundarem nesse lixão que assola o time da Toca da Raposa em primeiro lugar, vão ficar encurralados outros clubes, gente das imprensas – rádio, TV, jornais, sites -, árbitros, CBF, FIFA, patrocinadores, políticos. Empresas que fizeram negócios para viabilizar a Copa 2014.

Se Bolsonaro quer aparecer passando um pente fino em tudo quanto é setor propagador de corrupção no Brasil, eis um forte candidato: o mundo do futebol. A gente de bem conta com isso. No mínimo, no mínimo vão parar com a poluição sonora e aérea que os foguetórios comemorativos de besteirol geram.

E se o Bolsonaro precisar de um empurrão para apertar o cerco nesse campo (sem trocadilho), eu dou: Foi Lula quem trouxe a Copa pra gente sediar e ficar arruinado.

Que a Copa 2014 acabou com o Brasil e o brasileiro tá pagando a conta até hoje ninguém duvida. Em Belo Horizonte, terra do Cruzeiro, isso é visibilíssimo. Não é à toa que vivem produzindo grandes eventos no Mineirão, idas anuais dos grandes times da cidade para a Libertadores, conquistas suspeitas de Brasileirões. E outras produções mais.

A merda que o PSDB fez com a BWA para a reforma dos estádios de Belo Horizonte e com outras empreiteiras que cuidaram da infraestrutura na cidade e adjascências ainda não parou de feder. Tem que serem quitadas as dívidas pra isso parar.

Só forçar o Galo voltar a jogar no Mineirão parece não estar ajudando muito porque o atleticano tá menos bobo e anda faltando aos jogos onde o querem como massa de manobra.

Tentativa de arrecadar dinheiro dentro dos estádios ou de frente para telões em bares e lares e de arrumar hóspedes para hotéis e restaurantes construídos para a Copa e que hoje minguam clientes é o mais fácil de se deduzir serem essas operações.

Tem hora que os grandes clubes das capitais do Sudeste e do Sul vão jogar entre si em Brasília, Cuiabá, Manaus só pra socorrer esses elefantes brancos construídos para o evento da FIFA e largados de mão a seguir por sequer ter nessas localidades um Clássico capaz de encher pelo menos uma fileira de assentos nos monumentos.

A conta da Copa só fez piorar quando para destruir a imagem da Dilma e tentar tirá-la do posto democraticamente inventaram de o Brasil perder de 7 a 1 para a Alemanha. No mesmo Mineirão. Eta sina de contribuinte de operações clandestinas essa arena tem!

Não deu certo, a associação só funcionou com os que já haviam caído em outros golpes desse comando obscuro manipulador da opinião pública, e a Dilma acabou sendo eleita novamente.

Tiraram ela no golpe do impeachment e para passar mel na boca do brasileiro padrão – o apaixonado por futebol canastrão – colocaram ele pra comemorar em casa a conquista da primeira medalha olímpica do Brasil no esporte. E acreditando ele que aquela vitória justamente sobre a Alemanha na final foi armada coisa nenhuma. Prêmio consolação de luxo!

E ainda em 2019, a campanha para pagar a conta continua descaradamente. Copa América disputada no Brasil. Jogos em vários estados. Participação de seleções da Ásia.

O que é que tem a ver seleções asiáticas em torneio das Américas? Nada. Talvez os olhos puxados dos peruanos ou os dos chilenos. Mas, é a Ásia um continente onde gostam muito de futebol, têm os asiáticos dinheiro para sair em turismo pra acompanhar sua seleção e o calendário local do futebol por lá não concorre com o do evento, como ocorre com o europeu. Morou?

Por que não times da África? Sim, por lá existem times que dão partidas muito mais interessantes de serem jogadas contra os sulamericanos. Mas, é a pobreza da população  africana que impede essa melhora na qualidade do certame. Esta Copa América é uma operação caça-níquel e não um torneio. Sacou?

Hipocrisia, eu quero uma pra viver
(Hino do Hipocrisia Futebol Clube)

Que enfiem o petróleo no c…

obama-sanctions

IMAGEM: Kikacastro

Vamos entender o que é a crise na Venezuela que estão repercutindo à revelia na grande mídia brasileira enquanto você perdoa os deslizes do Flávio Bolsonaro e não vê a Reforma da Previdência ser aprovada.

O país é o que mais reserva de petróleo tem no mundo. Isto faz com que as grandes petroleiras, através do Governo dos Estados Unidos, se interessem em controlar o país, que consideram se tratar de um povo muchacho, negro, cultura inferior e que não merece ser dono da principal riqueza da Atualidade.

Desde Hugo Chavez, o povo venezuelano vem brilhantemente mostrando ao mundo que não vai ceder sua riqueza e nem se deixar ser escravizado pelos larápios imperialistas yankees. E a ferro e fogo defende seu território, sua soberania e seu orgulho da avareza e soberba norte-americana.

Então, os imperialistas elegeram um fantoche como presidente da república venezuelana, forçaram o reconhecimento rápido dessa presidência ilegítima, que nem fizeram no Brasil com Michel Temer, e forjaram uma crise interna no país, se valendo principalmente de embargos econômicos, para derrubar o governo não aliado do chavista Nícolas Maduro.

E com a ajuda da grande mídia mundial, cunharam uma imagem para ser vendida da Venezuela, a qual sugere ao incauto que acredita em trabalho de pseudosjornalistas haver na nação extrema pobreza e necessidade financeira e filantrópica. Que nem por anos e anos fizeram com Cuba.

Com essa imagem falsa ou forjada, os escravocratas imperialistas tentam arrancar, na base da comoção imbecil, adeptos à sua obscura luta. E a gente tá vendo que eles são bons estrategistas e marqueteiros e conseguem o que querem. Logo logo, com a ajuda dos comovidos altruístas, capachos dos Estados Unidos, viventes do mundo todo, os magnatas do petróleo vão pondo a mão no tesouro da Venezuela.

E aí, com o golpe se sucedendo, essa ajuda some, junto com a crise forjada. E a imagem da Venezuela, num estalo de dedos, mudará para outra, parecida com a de Porto Rico, posto avançado yankee. Mais tarde: para uma Cuba de Fulgêncio Batista. Uma Nicarágua de Anastasio Somoza. Um Chile de Pinoquet. Uma Argentina de Péron. Um Brasil de Castelo Branco a João Figueiredo. E todas aquelas ditaduras rendidas aos Estados Unidos que a história da América Latina nos conta.

História que Jair Bolsonaro, pai e educador de Flávio Bolsonaro, quer tirar das escolas não é por acaso. Afinal, os mesmos truques usados pela CIA para instalar aquelas ditaduras estão em uso nos países onde os EUA instalaram presidentes fantoches e estão de olho em seu território e riquezas.

E não é à toa também que a pedagogia de Paulo Freire – que ensina a raciocinar e a entender armações de grandes engenheiros sociais – é jogada para escanteio ao comando de um ministro colombiano que acha que o importante pra educação é o aluno cantar o Hino Nacional Brasileiro antes de entrar pra sala de aula.

É como versou em música o Renato Russo: “depois de vinte anos na escola, não é difícil entender todas as manhas do seu jogo sujo“. Pra que correr o risco de ver a estrofe se completar com “Não é assim que tem que ser. Vamos fazer nosso dever de casa e aí então vocês vão ver suas crianças derrubando reis e fazer comédias no cinema com as suas leis“?

Se não tivesse funcionado no Brasil a prisão do Lula e a consequente eleição do representante yankee para a Presidência da República, uma hora dessas era para cá que estaria vindo a ajuda humanitária junto com solidariedade vagabunda que parte de cada coração manipulado pelos globalistas mercenários. E o petróleo a ser assaltado receberia a companhia do nióbio, do grafeno, da selva amazônica… Coisa que já é rotina por aqui porque o grosso da população não tem consciência política e é presa fácil para as trapaças da grande mídia e dos políticos.

E todas essas notícias golpistas que a Rede Globo, principalmente, injeta na sociedade local, achando que é todo mundo que tá acreditando no que seus pseudojornalistas e âncoras idiotas vomitam e defecam, se refeririam a um país que se situa no coração da América, em um ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. Cujo povo atende ao gentílico brasileiro.

Eu não contribuo com esses golpistas. Quero mais é que os Estados Unidos se fodam. E o governo brasileiro também. Idem a Rede Globo. Que enfiem o petróleo no c…

A fome na Venezuela é negra, oleosa e bate é na barriga de gringo de cartola

petroleovenezuelano

Na minha opinião, os Estados Unidos são o país mais ladrão e corrupto do mundo e o Brasil, pelo menos esse do Governo Bolsonaro, o mais trouxa. E não poupo aquele brasileiro que não se preocupa em se informar e por isso vira presa fácil desse sistema em que vive, acreditando no que lhe fazem parecer ser a verdade dos fatos e tomando parte na história dando seu apoio cego, de gente ignorante.

Os Estados Unidos são ladrões porque querem se apropriar de tudo o que pertence aos outros. A bola da vez é o petróleo da Venezuela. O Tio Sam tá inseguro quanto ao que é de direito exclusivo dos venezuelanos ser explorado por um povo comandado por um chefe de estado que saca muito sobre a fragilidade que é o capitalismo e a importância que tem os donos do petróleo no mundo na distribuição de cartas.

Infiltraram moleques no meio do povo venezuelano e colocaram para aparecer na frente das câmeras – exatamente de quem? Dos imperialistas – da imprensa golpista mundial para fazer parecer que há gente passando fome na Venezuela, precisando de remédio, de outros donativos. Que há gente insatisfeita com o governo de Nicolas Maduro e quer que as outras nações ajudem a depô-lo. Tudo simulação. Coisa de forças-tarefas da CIA, que tanta história de corrupção de pessoas rendeu à geopolítica.

Tem gente passando fome pertinho do Tio Sam: os haitianos. Por que essa gentileza deles em acabar com os problemas socioeconômicos dos venezuelanos não se reverte para o Haiti? Ah, porque lá não tem petróleo pra se assaltar, né mesmo?

Se o desgraçado e ladrão do Trump é tão misericordioso realizando campanhas solidárias para tomar a Venezuela pé-ante-pé, por que então ele quer murar o México para evitar que famintos entrem em seu país? Conta outra babaca, pra quem tem inteligência!

E o fantoche, capacho de gringos, Governo Bolsonaro? O Brasil com tantos problemas, incluindo o de fome da própria população, e o pau-mandado do presidente eleito sob financiamento e manobra do Tio Sam, na minha opinião básica, para ajudar os EUA a convencer o mundo de que a Venezuela precisa de ajuda vem com onda de querer enviar para os vizinhos do norte remessas de donativos, entre eles comida – podre por sinal – e remédios.

Ora, se a Venezuela estivesse mesmo tão carente de medicamentos, gente competente como os médicos cubanos já estariam lá. Sem participar de qualquer golpe pra viabilizar a apropriação indevida que querem fazer no país também hispânico.

E esse negócio de conflito na fronteira? Será que a gente nunca viu esse truque, essa operação de falsa bandeira que é colocar gente pra simular conflito e obrigar a população mundial a exigir intervenção no local onde os donos querem mais é que os invasores, incluindo os denominados rebeldes, sumam de seu território e os deixem em paz?

Não foi essa mesma manobra de opinião pública que aconteceu na Colômbia em 1964? Quando preocupado com o avanço do socialismo proporcionado pelas FARC nesse país os Estados Unidos introduziu grupos para provocar brigas entre os ruralistas colombianos e os socialistas, ocasionando uma guerra civil que se tornou a maior da América do Sul. Depois que o povo ficou brigando entre si, o Tio Sam, novamente pé-ante-pé, saiu de fininho e ficou só esperando a carnificina para ir lá buscar o que queria sem ter que enfrentar oposição ou mal julgamento de todo o estrangeiro.

Tá na hora de ficar mais esperto. Quem tem dificuldade em enxergar essa verdade, está com a opinião moldada e quer um basta nessas notícias, deveria pelo menos pressionar para que o governo brasileiro se atenha aos problemas do Brasil. Governar para os Estados Unidos, pra que tiraram o Temer? Não votaram por mudanças?

E esse governo incompetente também tem que tomar safanão do seu agora arrependido eleitor – como estou dando risadas desse arrependimento no Facebook -, exigindo que ele aprenda a apresentar proposta que interesse a população e aja como adulto, deixando de tratar como criança o povo pra ver aprovado, na base de golpe, tudo o que quer aprovar – em benefício dos filhos de uma pauuuuta dos Estados Unidos. Chega de fakenew, presidente. Já deu com o que propagaram para iludir os bobos que o elegeu.

E essa imprensa golpista, essa Rede Globo… ah, disso não é preciso mais comentar. O estrume do âncora número um do JN acha que a gente não vê o compromisso do telejornal fracassado em viabilizar a crença nessa historieta produzida para bobo dar moral, que é a tal situação caótica da Venezuela.

De pensar que o Brasil poderia estar no lugar que a Venezuela toma nas manchetes dos jornais do mundo hoje. Só não está porque por aqui o povo não tem a consciência política que tem o venezuelano e sucumbiu ao golpe yankee de lançar uma candidatura que representasse os interesses norte-americanos e colocá-la pseudodemocraticamente na presidência da república no lugar do Lula, que até conseguiram colocar em uma prisão para que os planos não fossem estragados.

Na Venezuela, o mesmo golpe não deu certo. Financiaram o fantoche do Juan Guaidó, mas, lá eles não conseguiram colocar Maduro na prisão. Por isso o golpe dado no brasileiro não funcionou contra o venezuelano. Como o Tio Sam não sabe perder, estamos vendo o circo que armaram cheio de números de palhaços para depor Nícolas Maduro. O mesmo circo que armaram para prender e manter preso o Lula.

A propósito: Lula livre dificulta bastante os objetivos do Tio Sam não só na Venezuela, mas, também em toda a América Latina. E o nobel do homem vem aí. Podes crer!

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”
Che Guevara

Jornalistas dão as notícias produzidas para o jornal vender e não as que você precisa saber

Você não precisa de âncora de telejornal para te dar notícias porque você não precisa de notícias. Não precisa mesmo. Se anunciarem para você que o José Wilker faleceu, a primeira coisa que você fará é procurar em uma região do seu cérebro o registro de onde você conhece essa pessoa e resgatá-lo. Por você conhecer ou já ter ouvido falar dela é que será acionado em você o interesse de saber mais a respeito da morte dela, do contrário você passaria pela sala sem dar a menor atenção.

E, no exemplo, caso você seja abduzido pela TV você perceberá que conhece o falecido porque assiste telenovelas, do contrário não o conheceria. Constatarás que construíram uma celebridade, um local para essa celebridade ser levada ao conhecimento de muitas pessoas e meios de levar pessoas a celebrar esse local. E que é só por isso que o esquema alavancador de atenções funcionou. O lugar, no caso: a televisão. Aqueles que não foram captados por essa técnica de persuasão estão fora do círculo dos que darão importância para qualquer informação dada pelo âncora do telejornal do veículo de comunicação. Para esses a notícia exemplificada sequer existe. Existiria para eles também se ela fosse de importância cabal para qualquer pessoa, independente dessa ter sido capturada por qualquer processo. Com mensagem importante acontece isso.

Tá, e as outras notícias? O âncora não dá só esse tipo de notícia, ele também passa outras informações. Aí, pergunto para você: consegue citar alguma das que são programadas para ele dar que inexoravelmente convença de que precisamos mesmo dela? E, mais ainda, que tenhamos que tomar conhecimento dela por meio do âncora do telejornal? Não. Suponho. Para entender isso, vamos falar do liquidificador. Como? Do liquidificador? Aquele eletrodoméstico que tenho na cozinha? Sim. Ele mesmo. Ele serve para eu explicar minha tese.

Já ouviu falar das viagens espaciais? Por que elas são feitas? Qual a importância que elas têm para você e no que elas te ajudam? É difícil dar uma justificativa, não é? Parece que gastam aquele rio de dinheiro à toa. Como disse o Elton John em música: “Eu não sei explicar para que toda essa ciência, mas sei que é minha semana de trabalho que paga“. E todos nas nações que possuem programas espaciais – para dizer a verdade até nas que não possuem – precisam contribuir para esse capricho arrogante.

Desafiar o deus que os próprios progressistas construíram, demonstrar superioridade de nação sobre nação, curtir uma aventurazinha pelo espaço sideral e inspirar produções cinematográficas e literatura de ficção científica parece ser a utilidade das explorações do espaço. De prático parece que não tem nada. A não ser, é claro, que essa história não esteja sendo devidamente contada. A não ser que tenha um pormenor que não sabemos. Coisas como levar material daqui da Terra para outros lugares no espaço, a fim de providenciar uma fuga de uma elite para lá devido a uma hecatombe por vir; quem sabe: sustentar alguma civilização extraterrestre em algum desses lugares.

A gente pensa que não há outro planeta habitável na nossa galáxia ou que na Lua não existe água ou ar porque nos é chegado assim na forma de notícias. Dadas por esse mesmo pessoal do jornalismo. Depois é que estas vão parar nos livros que temos que dar fé por não termos a menor condição de provar algo contra. Nós apenas rebatemos o que nos dizem. Nós não temos condições para ir além da estratosfera e verificar o que dizem. Nem material e nem financeira. E ver de perto é que tem que ser feito para se dar crédito. Maldito o homem que acredita no homem, não é? Mas, o papel do reles contribuinte é dar fé sem questionar, não é? A resposta que vai ser considerada certa em um exame é a que os donos da verdade mandam te dar e pronto! Se você errar não passa na escola, no concurso, sabe lá se você vai ter emprego caso não concorde com a verdade estabelecida.

Então, essa volta toda foi para eu dizer para você que existe sim uma justificativa para a pergunta que eu fiz: “Qual a utilidade da exploração do espaço“. E não é uma justificativa, a que eu vou mencionar, do tipo que você tem que acreditar sem poder comprovar. Pelo menos diretamente não depende da sua boa vontade de constituir crença. No caso, mais uma, né?

O liquidificador que você tem na cozinha, caso você seja um ser humano médio, só foi possível de estar no seu armário e te servir quando você precisar dele graças aos projetos espaciais. Precisavam resolver um problema para que fosse possível as viagens tripuladas. Dizem! Um problema logístico de compartimento para a alimentação e mecânico de consumo dela. A quantidade de alimento a ser levado nas naves que carregam pessoas tem que ser compatível com a disponibilidade de espaço e de peso para armazenamento, além de ser possível a utilização pelos astronautas do habitáculo, considerando as limitações do traje espacial. O processo de defecação também requer especialização. E como! Precisaram inventar algo que tornasse o alimento líquido ou pelo menos pastoso. Logo apareceu o salvador da pátria, o qual chamaram de liquidificador.

É claro que você entendeu o questionamento implícito que eu coloquei nessa justificativa e com certeza está prestes a apresentar suas questões. Como este texto não é interativo e você não vai usar os comentários para que os outros que lerem também discutam ou saibam das questões, eu farei tudo.

Colocar o liquidificador no mercado como uma invenção que só foi possível graças às expedições espaciais que as populações ajudam a pagar sem saber o retorno que dão pode justificar a causa do gasto abundante de dinheiro. Exceto se pensarmos: eu moro na Terra, não preciso me trancar em um cúbico e ter dificuldade de locomoção para comer. Posso comer até pelado e não preciso preocupar com espaço e peso na minha residência para guardar o que eu for comer. Aliás, eu não preciso sequer de formar uma dispensa e guardar mantimentos nela. Faço isso porque fui institucionalizado a fazer.

Outra questão é: não preciso preocupar com a minha digestão. Se eu tiver que cagar mole ou duro (não resisti à chulice), meu banheiro ou meu vaso sanitário é compatível com o que vier. E o sistema de saneamento também. Para que eu preciso de liquidificador se não preciso de comida liquefeita? Por que não economizar esse dinheiro e continuar não concordando em ter que pagar essa paranoia científica de levar gente para o espaço?

Fico feliz se você chegou a essa conclusão. Se é que leu até aqui! Mas, se fores um ser humano médio, há de concordar que ainda assim tens um liquidificador em algum lugar na sua cozinha. Não tem? Isso anula todos esses argumentos. Como pode? Se acalme, acho que tenho a resposta para isso também.

Precisam trabalhar a sua cabeça para que você encontre a necessidade e a aceitação para usar os artefatos que vira e mexe eles inventam. Acham que será vendável, então, precisam lhe criar crença. Por isso eu usei o advérbio “diretamente” quando falei de crença aí para cima. Precisam criar um “way of life“, implantar na psique dos indivíduos colonizados e a sociedade aderir. Tem que haver a sensação de ganho ou de conforto. De modernidade ou de prosperidade. Prosperidade é igual a acumulação de matéria? Muitos acham que sim. Principalmente pastores evangélicos. Condicionados a achar, convenhamos!

Outra coisa que precisam criar é hábitos que só serão possíveis de se satisfazer se houver a presença indelével do objeto que querem instituir. Na nossa história, a partir de então, as pessoas poderão consumir sorvetes, bolos, massas e outros derivados da cultura do liquefeito ou do pastoso. Até então você jamais precisou desses supérfluos. A forma natural de comer uma fruta ficou para o passado. Em pouco tempo, nem mesmo a banana, que ainda tiram a casca e comem, come se faz desde os cavernosos, conservará o formato de ser comida.

E é impossível resistir a essa jogada, pois todos os produtos usados nos argumentos que endeusam o liquidificador são terminantemente gostosos. Não dá para ficar sem eles. Fomos viciados neles. Todo produto industrial tem como premissa principal ser gostoso muito mais do que ser nutritivo. Senão não vende. A maioria nem é nutritiva: falam que é na embalagem, falam que tem aprovação de nutrólogos e do órgão que registra os produtos, mas é porque é tudo farinha do mesmo saco, aparceirados pelo lucro, e ganham com a sua crença e com o seu consumo. Aonde que refrigerante seria um produto aprovado por órgão de saúde se este for mesmo sério? Hein, Anvisa? Cadê a OMS nessa questão? É por isso que você tem um liquidificador à sua disposição na sua cozinha. Você é facilmente institucionalizado pelo sabor. Você, eu e todo ser humano que mora no Ocidente pelo menos. A instituição do sabor alavanca o capitalismo. Eu discorri sobre isso no livro “Os meninos da Rua Albatroz“.

Bom, uma coisa é certa: tudo que é gostoso é ruim. Como assim? Você já procurou saber o mal que o refrigerante faz? E não é só o refrigerante, também o chocolate, o sorvete, a pizza, os biscoitos recheados ou não, a bala, o doce, o pastel. Tudo isso é gostoso e faz mal para a saúde. E em pouco tempo. São eles os maiores responsáveis pelo câncer, pelo diabetes, pela dificuldade de os aidéticos se virem livres do vírus que os matam. Açúcar, glúten, aspartame, dioxina, flúor, sódio, acidulantes e outras coisas é que derrubam o sistema imunológico humano. Sem essas coisas: sem flavor refrescante, sem o sabor que vende e que no slogan é “que alimenta“. E também: sem saída da prateleira do supermercado.

E a comida pastosa ou liquefeita facilita ainda mais a absorção desses “desnutrientes” pelo organismo. Aí eles dizem: “Não tem nada não, graças às viagens espaciais podemos contar com equipamentos de ressonância magnética, sondas, chapas de raio X, tomógrafos, radioterapia, isso tudo cuidará de curar as pessoas, olha que maravilha!“. Mas é mentira. Nada disso, nem os remédios ou coquetéis, te livra realmente de um mal desses e quando livra causa outro, afeta outro órgão que pode estar sadio. E sem contar que essas doenças nem existiriam não fosse o avanço tecnológico que precisam inventar costumes e necessidades para justificá-lo. A gente sai da linha de defesa que a natureza nos disponibiliza e desajusta o organismo. Baixamos a guarda dele, nos colocamos à mercê de doenças que se aproveitam do corpo acidificado. Isso eles não gostam nem que falam ou que escrevam.

A gente tem que crer que é a evolução do homem que fez aparecer novas doenças e pronto. Quem nos cria crenças do tipo tem diploma, estudou em escola de medicina credenciada, realizou pesquisas, ganhou Nobel, é reconhecido pela ONU e por outras instituições norte-americanas e o que mais for preciso para criar convencimento à base de extorsão psicológica. Ou seja: o homem evolui para a imperfeição, já que não muda sua anatomia desde que surgiu e adquire novas doenças. De forma alguma a culpa é do progresso em nosso benefício.

Continue curtindo minhas postagens. Eu sou o A.A.Vítor, autor do livro “Contos de Verão: A casa da fantasia“, no qual pode ser encontrado mais dessas coisas. Na forma de conto, ok? Adquira!

E caso você precise entrar em contato com serviços de SAC e sujeitar-se a uma série de inconvenientes além de ficar pendurado na ligação e caso você queira receber gratuitamente dicas e consultoria antes de rumar para uma compra ou fechamento de contrato, acesse este projeto: http://www.tripletas.com.br.

Ramiro da Cartucheira

O capítulo 2 do livro “Os meninos da Rua Albatroz” faz uma referência ao perigoso bandido Ramiro da Cartucheira. Se tratava de um ladrão cruel, serial killer, natural de Jaboticatubas, Minas Gerais, município próximo à cidade de Santa Luzia. Ramiro era notícia toda semana nos jornais impressos e no rádio. Muito do noticiário era forçado, havia o intuito de explorar, até esgotar-se, a audiência que estava dando colocar medo na população valorizando um criminoso que ainda não havia sido capturado. Ou sim, havia sido capturado, mas rendia mais dizer que ainda estava a ser procurado. Ou sequer existia o fato, mas a publicação exaustiva sobre qualquer assunto faz com que o mesmo se torne uma verdade na mente dos que se expõem à informação e ao veículo comunicador. Desde aquela época, 1974, a imprensa já agia valorizando mais os números de audiência e respectivas vantagens comerciais, como venda de exemplares no caso da mídia impressa, e iludindo aquele que dirigia sua atenção aos produtos informativos que era lhes impostos. Em nada isso mudou se observarmos a grande imprensa nos dias de hoje. Verifique o link a seguir para saber mais sobre o meliante: O Desmanipulador: Ramiro da Cartucheira

Ficha do bandido
Ficha policial do bandido Ramiro da Cartucheira

*A imagem pertence ao blog O Desmanipulador