O lado humano do Coronavírus

coronavirus

Uma amiga minha me enviou um áudio cujo conteúdo falava que o prefeito de Belo Horizonte falou em reunião com alguns vereadores e secretários da Educação que nos próximos dez dias o quadro da epidemia de Covid-19 em Belo Horizonte iria agravar. Falou em alta taxa de casos e de mortes. Minha amiga estava apavorada, então, usei toda a minha habilidade de escritor para tentar tranquiliza-la.

Eu havia postado no Facebook que o terror que a Grande Mídia propaga sobre a Covid-19 é mais letal do que a própria doença. E perguntei se alguém tinha a mesma imprensão que eu de que a TV Globo veicula informação sobre o caso como se estivesse de plantão cobrindo um dia de eleição para presidente da república no Brasil.

Quando a gente se submete à tensão, à alta taxa de medo e de adrenalina, nosso sistema imunológico desregula. Fica fácil patogêneses se desenvolverem e destruir nosso interior. Não é por acaso que a orientação “calma, relaxe” é pronunciada como se estivessem nos dando um remédio.

Quanto menos a gente assimilar esse tipo de informação é melhor porque a mente da gente é que produz a realidade. E talvez, esses que fazem esse pânico todo querem isso mesmo, que a gente dê forma ao caos. Em vez de dar ouvidos a eles, pense em si e comece a providenciar que sua imunidade seja forte para encarar o vírus.

Melhora-se a imunidade diminuindo a exposição aos aparelhos eletrônicos e suas emanações radioativas que desestabilizam as células do nosso corpo. O celular hoje é o principal deles, mas, temos também que apagar a luz elétrica. Devemos alimentar só de orgânicos, fugir do alimento industrial, com suas substâncias químicas agressoras, seus transgênicos e seus agrotóxicos.

Beber água saudável, sem fluor e cloro. Aplicar hemoterapia. Andar descalço com os pés direto na terra ou pisando em uma superfície relaxante. Acordar e dormir cedo. Dormir sob treva total para atrair a produção de ocitocina. Ter bons sonhos. Se expor ao Sol.

Fazer exercícios físicos e de respiração ritmada. Meditar. Praticar yoga e mudras. Procurar ter pensamentos nobres, que arrancam-nos sorrisos sem motivos. Relaxar. Ter orgasmos com ou sem parceiro. Orar quanticamente; pronunciar mantras. Ouvir sons agradáveis em frequências de 528Hertz.

É bem capaz de você não ter ouvido falar nada sobre hinduístas e ou budistas estarem sendo afetados pelo Coronavírus. Pode ser que se tornará o contrário agora que publiquei essa informação e o lobby do terror sobre o vírus perceber que isso pode estragar o plano.

Ignore as notícias sobre a epidemia e simplesmente atribua para si que está tudo bem, que já passou. Caso tenha contabilizado mortes de gente conhecida, não dê o crédito ao vírus, dê à Deus. É ele quem põe e quem tira. E sempre o faz sabendo. Não é como o homem, que faz supondo que sabe o que fez.

Vai ver já há vacina pra essa doença e eles que são financiados para propagar o pânico estão imunizados. Falam que o vírus foi manipulado em laboratório. Sempre que fazem isso, antes de alastrar eles produzem o antídoto. A ideia é vender o antídoto, vai dar certo se não o tiverem?

Mas, as nações só vão pagar por ele se estiverem num quadro de emergência, de catástrofe social. É o que estão providenciando. Que nem foi há algum tempo com a Gripe Suína H1N1. Nunca se tinha visto uma vacina ser anunciada tão rapidamente.

Talvez queiram que morra um pouco de pessoas para controlar a quantidade de gente que há no planeta. Querem que sejam velhos, pois, aposentados dependerão mais do Estado, mesmo que por pouco tempo. Todas as previdências do mundo estão falidas. E tem que haver uma população ativa, de pessoas jovens e saudáveis, para continuar a fazer a roda girar.

Eles parecem segurar algumas informações para garantir que esse quadro de emergência ocorra. Na China, a maioria dos velhos que morreram por causa da Covid-19 eram fumantes. E que o tabagismo tem relação direta com os piores quadros da doença. Logo, cuidar de fortalecer o sistema imunológico pode ser o suficiente para derrotar a crise. Se você for fumante, terá que fazer o sacrifício de parar de fumar.

O lado bom do coronavírus é que ele está fazendo as pessoas mudarem os hábitos nocivos que elas vêm mantendo e o Sistema não interfere porque alimentou a todos nós com uma ideia falsa do que é democracia e as religiões a propagação falsa do que é amor ao próximo. Pode ser que “corôa”, tradução de “corona” para o espanhol, seja uma alusão a algum rei que aguardavam sua vinda.

Talvez as autoridades querem que os hábitos inúteis da população sejam varridos. Hábitos que essas mesmas autoridades criaram ou deixaram serem criados em nós. Talvez, o jeito de fazer seja esse à base de choque. Sem uso de guerra militar. Todos juntos, aliados e adversários, por um bem comum: Salvar o planeta e a humanidade.

Nós brasileiros pudemos ver nas eleições 2018 que esse método funciona. Jamais conseguiriam tirar o PT da cabeça do povo se não tivessem criado o antipetismo. E jamais conseguiriam fazer as pessoas votarem em um candidato e partido novo se não houvesse alguém com discurso completamente contrário aos que eram de praxe os políticos discursarem. E jamais esse candidato, se ganhasse, conseguiria implantar as necessárias medidas radicais, enérgicas e inaceitáveis que foram aprovadas se antes de entrar para o comando esse cara tivesse se comprometido com o trivial de promessas de sempre. E nesta empreitada estavam juntos atuantes esquerdistas e direitistas. E só os eleitores, o alvo do negócio, achando que havia um pé-de-guerra entre eles.

Talvez queiram que a economia planetária ajuste alguns preços. Ou mude o status quo de fornecedores no mundo. Talvez queiram tirar os petroleiros de dar as cartas em todos os mercados. Mudar o combustível padrão por outro sustentável e democrático. Pôr um fim na mineração do solo no planeta e converter em plástico ou resina todos os utensílios de metal.

Talvez queiram priorizar a alimentação do que a produção de futilidades entretenedoras. Grãos em detrimento da carne. E com isso acabar com a fome dos humanos. E com a matança de animais. O planeta é de todos.

Talvez queiram que as pessoas experimentem trabalhar em casa, se adequem a essa modalidade de trabalho e a confirme. Que parem de poluir a natureza saindo com seus automóveis nas ruas e contribuindo com o Aquecimento Global. Reduzindo gastos para o empregador e fazendo o emprego voltar. Resolvendo até as questões de insatisfação com o trabalho, as lutas de classe, e do trabalho-escravo.

Talvez queiram que deixemos esse modo de vida nefasto que levamos. Que leva em consideração o consumismo, o Capital, o excesso de uso da tecnologia, o excesso de preocupação com o fútil e com a diversão. Excesso de absorvição de informação banal. Excesso de comunicação, de culto à droga, ao álcool e à perversão sexual. Dar de mão de um modo de vida que faz todo mundo se esquecer de ter tempo para a família, para cultuar e cuidar da natureza, para viajar em busca de prazer e espiritualidade em vez de diversão, transgressão e drogas tão somente.

De repente, até as religiões vão se encontrar, eliminar as divergências, aceitarem co-existirem. Inclusive com os ateístas. Quem sabe o homem perceberá que Deus é maior do que qualquer religião. E que não crer em Deus é uma espécie de experiência. O mesmo que dizer para o pai: “deixe-me tentar levar a vida sozinho, se eu precisar de você não é sensato que vá me desamparar se és meu pai“. Após esta vida o que acontecerá ao crente acontecerá ao ateu. E não há qualquer racionalidade na expectativa de haver punição por ter preferido ser uma ou outra coisa.

Talvez tudo não passe de um experimento social. Sob controle, mas com data de validade. Que dá jeito no consumismo, na criminalidade, na gravidez inconsequente, no stress urbano, no narcotráfico, na degradação do meio-ambiente, na falta de perspectiva de vida e de solidariedade. E por que não dizer: no desemprego e na falta de busca por saúde, educação e espiritualidade nos níveis corretos?

Talvez Chico Xavier errou por um pouco só a Data Limite. O que ele previu é o que está acontecendo: sem alternativas, a humanidade vai se amar e se consertar. Eu não tenho religião, mas eu acho que há a mão de Deus nisso. A forma que foi possível pra ele atender de uma só vez as aspirações de todos os seres humanos pode ter sido essa. O medo de um ser minúsculo fruto das invencionices humanas. Talvez dessa vez o homem pare de brincar de Deus. E passe a viver – feliz – como homem.

A.A.Vítor – Autor do livro “Os meninos da Rua Albatroz“, cujo capítulo “Planejadores do futuro sombrio” previu o momento atual. Sobre saúde e espiritualidade leia: “A magia que enriqueceu Tony“. Sobre empreendedorismo, relação interpessoal e sexo leia: “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Todo o mundo quer me amar“.

Sigam em frente; e que Deus vos acompanhe!

Mudança de vida ao alcance de todos

A maioria esmagadora dos humanos quer mudar de vida. Faz de tudo para obter informações sobre como fazer isso. E o que consegue é sempre informações complicadas, que exigem realização de verdadeiros rituais para funcionarem. Vai saber se funcionarão mesmo!

Mas, será que tem que ser assim? Será que não existe um método que permita haver mudanças por esforço próprio na própria realidade, sem ter que se sujeitar a rituais complexos? Algo digno do que entendemos por magia pura e simples: pensar e obter logo em seguida?

Há algum tempo, eu me encontrava à beira de cair no sono e me veio uma proposta. Todos nós temos programado em nossas mentes um padrão de pensamentos. Fui atiçado a indagar para mim mesmo: “E se eu mudasse esse padrão arbitrariamente“. Mudar por mudar, simplesmente mudar. Eu forçaria meu cérebro a realizar sinapses cerebrais que não lhe são natas ou que não lhe são frequentes, com isso eu o faria desenvolver-se, expandir-se, aprender a criar alternativas e responder rapidamente. Sabia lá eu o que significaria isso!

A primeira ideia que me veio envolvia o sentido do olfato. Estamos acostumados com os aromas, os bons cheiros, como os de perfume. Uma atitude radical como enfiar a mão em um punhado de estrume e cheirá-la foi o que de imediato me ocorreu.

Imaginei que haveria um curto-circuito na minha mente, pois, ela está programada para recusar tanto essa atitude de enfiar a mão no interior de uma plasta de estrume, quanto a de após isso cheirar a mão. Meu órgão controlador da minha moral teria que adaptar-se à minha decisão, uma vez que tudo ocorreria conforme a minha vontade.

Eu estaria, com isso, dominando a minha vontade. E a minha mente estaria a produzir uma realidade diferente da habitual para me atender. Isso não deixa de ser uma mudança na minha experiência, que eu iria ter que julgar como boa ou má. E se possível sem sofrer qualquer influência de conceitos já implantados em meu ser, os quais dizem que eu devo julgar com o máximo de repugnância o fato descrito.

Eu experimentaria, então, o que é ser livre. Uma sensação de poder, proveniente do bem-estar inevitável de ser experenciado quando se vê a ser capaz de burlar regras, tomaria conta de mim. E esta seria a mola propulsora que faria, a partir de então, dominar a única responsável por, através de meu cérebro, me dar os meus dias: a minha mente.

E assim venho procedendo. Não cheirando estrume na mão, é claro! Mas, fazendo, dentro das precauções necessárias, o que normalmente eu não faria. E venho conquistando uma força interior que é o que vai me levar a conquistas interessantes. Não rejeitando, obviamente, a possibilidade de não estar a haver melhora alguma na minha realidade, pois, é apenas sensível a detecção de novas experiências vividas e o conceito de melhora é proveniente de conceituações previamente implantadas por terceiros na psique da sociedade. Uma batalha contra essa conceituação acontece. E é saindo vitorioso dessa batalha que se reconhece mudanças na vida.

A vida é o produto dos nossos paradigmas ou crenças. E é mudando esses paradigmas e crenças que criamos independência de viver. E passamos a viver o que queremos e não o que querem os outros.

O Sol perto dos olhos

Ninguém é inútil, pois, neste exato momento, em alguma coisa, estamos substituindo algo ou alguém. Por exemplo: Quem está desempregado substitui no banco de espera por uma vaga alguém que conseguiu um emprego. É a vez dele de se por à disposição dos empregadores, quando estes precisarem substituir um funcionário.

Um homem de negócio não pode substituir ou ser substituído nesse exemplo, mas, dentro do campo dele a mesma analogia se segue. O atual diretor de uma empresa substitui seus antepassados. O pai falecido ou aposentado, que criou o negócio depois que deixou de ser empregado de alguém que o teve de substituir quando ele se transformou em um concorrente, pode ser o substituído. Nisso acontece mais substituições. Quando, por exemplo, uma empresa engole seu concorrente ela o substitui.

Tenhamos em mente agora um homem que iniciou um negócio inovador. Alguém que não engoliu concorrente algum, ele simplesmente pôs no mercado algo que não existia. A quem ele substituiu? Ilustremos, para chegar a essa resposta, com o cenário que mostra o dia-a-dia de uma comunidade onde precisam os moradores ir a um ribeirão com latas d’água na cabeça para buscar água. O empreendedor da história inventou um meio da água ser transportada por um duto coletor até uma grande caixa d’água, de onde os moradores recebem o líquido por meio de dutos distribuidores.

Ele substituiu um método, mas prevalece a analogia: “estamos sempre substituindo algo ou alguém“. Enquanto fizermos assim somos úteis. Quando não somos capazes de aparecer com um aparato inovador para modificar um jeito de fazer as coisas, facilitando-as, então, temos que ser capazes de nos por à disposição de alguém que precisará de quem o ajuda a operar o negócio que criou.

O que não se pode fazer é ficar parado, à espera de uma luz que apareça no final de um túnel. Assim estamos substituindo o ocioso e inerte que deixou a vaga para se transformar em um substituto em ação. O problema é que nessa condição de ficar à espera não se sabe o tempo que se pode permanecer nela.

A luz é algo que queremos sempre alcançar. Mas, infelizmente, o que tanto queremos enxergar nos cega quando está muito perto. É uma ironia isso. E há outra particularidade da luz que não interessa à pessoas que se põem em ação: a luz quando chega até nós traz-nos o passado. Sim, o que vemos brilhando no céu já passou. Está vindo em nossa direção e se chegar até nós algum dia estará mais velho ainda. E só nos depararemos com um passado levemente mais recente caso nos enveredarmos a ir em direção à ela enquanto ela vem até nós. Encontraremos com o passado do mesmo jeito. E o passado não nos ajuda a modificar as coisas pra ninguém e também não nos coloca à disposição de um empregador para que nos utilize porque estes estão sempre com questões inéditas para resolver.

Enquanto nos dignamos a apenas contemplar a luz e torcer para que dela venha alguma ideia que nos faça chegar à nossa própria fórmula do sucesso, as outras pessoas vivem o sucesso que podem viver substituindo outras ou se pondo à disposição para substituir. Ou seja: sendo útil. É preciso fazer essa reflexão, aquele que prioriza esperar em vez de agir, antes que o Sol o cegue os olhos por ter se aproximado bastante. As melhores ideias que surgiram às melhores cabeças que já existiram e que se transformaram em coisas de grande utilidade ocorreram enquanto seus mentores substituiam alguém, exercendo uma função, ou se punham à disposição para fazê-lo. E o momento que o Brasil vive requer que hajam bastante pessoas que pensam e agem assim.

A palavra mais abominável do vocabulário brasileiro

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IMAGEM: Designerd

Que tal a gente eleger aqui neste blog a palavra mais detestada pelos falantes do português do Brasil?

A minha sugestão é “cobra”. Quando cobra se refere ao reino animal descreve um animal traiçoeiro, asqueroso e peçonhento. Todo mundo sente gastura só de ouvir falar seu nome. E se for vítima da peçonha dele pode até advir coisas piores.

Quando tempo do verbo “cobrar”, figura no imperativo e significa que alguém vai nos levar dinheiro ou exigir responsabilidade. Nenhuma e nem outra coisa a gente se sente muito confortável quando fazem isso se referindo a nós.

Cobra só é bacana quando a gente é quem faz uso do verbo cobrar para tentar botar uma corja formada por cobras, como a de políticos, para rastejar. Aí, sim, a palavra “cobra” começa a ficar mais amigável.

E você? Tem alguma sugestão de palavra para a gente montar um dicionário de vocábulos desprezíveis da Língua Portuguesa? Sugere aí nos comentários e apresente seus motivos.

Perca dinheiro, mas não perca venda

Um sujeito, num sábado antes das nove da manhã, entrara num shopping que ele costuma frequentar. Tendo visto que a loja de bomboniere onde diariamente compra alguma coisa estava fechada, ignorou a lanchonete onde de vez em quando compra pão de queijo e entrou em uma pastelaria, decidido a fazer um lanche diferente do trivial. Viu dentro dela um cartaz que anunciava uma promoção. Por dois reais, um pastel e um copo com refresco podia ser comprado. Ele estava com pressa para pegar uma lotação.

Interessado, o sujeito entrou na fila do caixa, onde o operador registrava o pedido de duas mulheres de meia idade, vestindo estampadas camisas e saias longas e apertadas, em um único tom de cor e com fecho eclair na traseira. Ambas as vestimentas bem anacrônicas. Uma delas cantava um gospel da igreja que frequentava, ao mesmo tempo que conversava com a amiga e o caixa, e fazia suas melancólicas e incontinentes reverências à Deus Pai Todo Poderoso e a Nosso Senhor Jesus Cristo, que pra ela devem ser a mesma pessoa.

— O que vai querer, senhora? — disse o moreno alto e forte trajando peças de salgadeiro.
— Três pasteis e um refresco. Copo de 500 ml.
— Seis reais. — disse o caixa.
— Quanto?! — perguntou espantada a mulher pagante.
— Tá errado! — Refutou a protestante assumida.

O homem olhou para a servente de balcão e pediu a ela para confirmar o preço do refresco de 500ml. “Um e oitenta”, ela respondeu. “Cinco e cinquenta”, ratificou o operador. “Eu não disse? Passo aqui e compro isso umas três vezes na semana”. Pontuou a crente e voltou a cantar e a fazer suas irritantes reverências.

Provalvemente ela se tocou que havia sido dura com o rapaz e achou-se no dever de bajulá-lo, embora o negro não demonstrasse qualquer alteração de estado de espírito.

— É você mesmo que faz o pastel, moço?

Ele respondeu que sim com a cabeça, mantendo o foco na calculadora que operava.

— Você é um abençoado! É muito bom o seu pastel.  Isso é unção. É unção de Deus, do ungido.

E seguiu com aquele bla bla bla de crente que não se governa e acha que qualquer estabelecimento que entra é igreja.

Nisso, o sujeito interessado numa promoção da lanchonete, segurando uma nota de dois reais e percebendo que a pasteleira tinha poucos pasteis prontos e que ia precisar fritar mais, decidiu ir até ela tentar um atendimento fiado.

— Posso pedir primeiro e pagar depois? — quis dela o que perguntou.

E indecisa a mulher respondeu:

— Vou pegar para você. Você quer essa promoção de dois reais? Qual o sabor do suco? Aguarde eu atender o pessoal que chegou primeiro.

O sujeito se sentiu aliviado com a promessa de atendimento, ao olhar para o caixa e verificado que ainda estaria na fila, na mesma posição, se não tivesse tomado a iniciativa que tomou.

Porém, a atendente de balcão fez que ia pegar o pedido dele várias vezes, realizando em seguida o atendimento de outros clientes. Numa das vezes, quando finalmente ela ia atender o sujeito, ela voltou atrás, pois, chegou até o balcão a cantarolante crente exaltadora da sua fé e pagadora de sermão em assuntos que não são de seu respeito. Ela pediu para embalar os três pasteis e que fosse lhe entregue o suco. A servidora da lanchonete pediu mais um tempo para o sujeito que só queria comer um pastel e estava com o dinheiro certinho na mão. Era toma lá, dá cá!

Mas, por mais que ele facilitasse a coisa, a balconista não percebeu que ele estava com pressa e muito menos que ela o ofendia, dando prioridade para pessoas que por mais que tivessem entrado no estabelecimento antes dele, atrasavam o atendimento dos funcionários da lanchonete e buscavam um privilégio que não tinham, pois, em um comércio, enquanto pagantes todos os fregueses são iguais. Não aguentando mais a fome, a pressa e o descaso sofrido, o sujeito foi embora, só ouvindo a crente informar à balconista, que estava de costa, que o moço foi embora.

O apressado, então, entrou na loja que devia ter entrado antes para não passar o que passou, foi direto para o caixa e pediu uma ficha para pegar com a balconista um pão de queijo. Foi vapt e vupt. Ele entregou os dois reais que já segurava, levou ao balcão a ficha e saiu do estabelecimento comendo o pão de queijo, que tinha o sabor de alma lavada.

E enquanto comia andando, o homem discorria sobre a situação. O caixa foi um dos responsáveis pela perda da venda, já que não conseguiu conduzir o atendimento, deixando que clientes sem noção do que é uma fila de atendimento a congestionasse por motivos pessoais e torpes. Mas, com certeza ele pôs a culpa na servente, a responsabilizando de não ter tratado logo de atender o rapaz.

A servente, por sua vez, deve ter esquivado da culpa alegando que ganhava tempo para não atender sem pegar a ficha, temendo se tratar de alguém que iria pegar o lanche e saltar fora. Justificativa incoerente, pois, o rapaz segurava visivelmente os dois reais à espera de entregá-lo assim que o pedido viesse. E também ela poderia ter respondido “só com ficha” à pergunta se poderia receber o pedido e pagar depois. Assim o rapaz não perderia seu tempo se não quisesse ou pudesse esperar o desenrolar do atendimento no caixa. A culpa voltaria para o operador deste setor.

Ainda divagando o sujeito imaginou a hipótese de ambos, operador de caixa e operador de balcão, terem imaginado que era sem efeito o ocorrido, pois, eram apenas dois reais que eles estavam perdendo. Só a amiga da mulher causadora do tumulto, a crente, gastara cinco reais e cinquenta centavos. Se isso tiver acontecido, pensava ele, terá sido uma grande exibição de falta de tino para os negócios.

Claro! Ainda mais nos dias de hoje, com essa recessão “Temer”osa! O rapaz entrou no recinto porque o achou com boa aparência. Viu um cartaz anunciando uma promoção, na certa gostara do preço e das opções inclusas. Faltava ele receber o atendimento e experimentar os produtos. Os quais ele avaliaria e teriam peso sobre a sua fidelidade ao local de consumação de relação comercial da área alimentícia.

Muito poderia decorrer disso. O cliente poderia consumir mais logo ao acabar de degustar ou poderia voltar ao estabelecimento nos dias que se seguissem, tal qual ele faz com estabelecimentos vizinhos àquele, e comprar novamente. Ele poderia indicar para amigos, que tal qual em um sistema de marketing multinível poderiam alavancar novas vendas para o estabelecimento. Não foram só DOIS reais que foram perdidos. Foi UMA venda. Uma única venda é suficiente para se deixar de ganhar ou até mesmo perder muito dinheiro.

Mesmo que o negócio não seja seu, lute pelo seu cliente. Faça o máximo para atênde-lo. Nem sempre atender significa deixar o freguês satisfeito, tendo conseguido o que foi procurar. Um ensinamento que coloquei no livro “Contos de Verão: A casa da fantasia“, que ensina a conquistar pessoas e a vender, é: Os clientes voltam quando não são atendidos, se forem respeitados, por acharem que o estabelecimento é tão bom que é muito disputado. E quem ele avalia é o servidor e o produto e não a empresa. O servidor, mais tarde, de tanto receber boas avaliações, se vier a montar o próprio negócio poderá contar com os clientes do próprio patrão.

Somos todos iguais quando queremos

“SE ALGUÉM PARECE OU SE SENTE SUPERIOR A VOCÊ,
É PORQUE VOCÊ O CRIA.”

Temos mania de achar que os outros são mais espertos do que a gente. E no entanto, esses outros não são tão mais brilhantes do que nós. São apenas mais confiantes. E a confiança deles transborda e vem em nossa direção, nos intimidando.

E é aí, quando a humildade e reconhecimento de fraqueza nos baixa, é que vem a nossa reverência que aparece até para quem nos observa junto àquele que damos toda a nossa submissão.

O que faz com que alguém pareça ou se sinta superior a você, não são os atos dele, são os seus. Você o promove se resignando e prostando de cabeça baixa diante ao ente que você considera superior.

Deixe disso e passe a pensar que todos somos iguais, pois, somos realmente. Todos estamos na mesma linha da existência, existindo sob as mesmas condições. Portanto, a partir de agora, passe a pensar que você só é inferior a você mesmo, pois, você é magnífico demais para que alguém possa estar acima de você. Mesmo você.

FELIZ NATAL 2016!
sellyourfish

Se te causo repugnação, posso te fazer me amar

Uma garota chegou até mim e me perguntou se eu só tinha a camisa que eu vestia. Eu repliquei perguntando a razão de ela me perguntar isso. Ela treplicou com um “não é por nada, é porque te vi ontem com essa mesma camisa”. Aí, para fechar a sequência, eu comentei: “isso quer dizer que você repara em mim, te chamo atenção”.

Ela saiu pelos cantos com ar de que eu não lhe disse boa coisa, pois, o que eu atraía dela era sua repugnância. Entretanto, seria pior se eu não atraísse nada. O primeiro passo com ela, fazê-la ter olhos para mim, eu já havia dado. E ainda obtido feedback oficial com ela vindo até mim. Qualquer outra coisa que eu quisesse atrair nela, obter dela, cabia a mim trabalhar.

A gente que quer se destacar na multidão só tem que descobrir a forma de dar o primeiro passo e conseguir ser observado. Daí descobrimos em que somos fortes, competitivos, capazes de influenciar. Não importa se essa coisa seja algo negativo, importa é o que você fará com ela.

A História está cheia de casos em que essa tática foi voluntária ou involuntariamente empregada. Há pessoas que por terem cometido crimes foram evidenciadas perante a sociedade. Seu julgamento ou o cumprimento da pena a que se submeteram foram usados para que essas pessoas dessem a volta por cima e passassem a ter a admiração de muitos que antes disso haviam ficado impressionados com o ato criminoso cometido e se lançado à rejeição do criminoso qualquer fosse o assunto em que ele fosse noticiado.

Utilize essa reflexão em seus empreendimentos!

O poder da palavra “gostaria”

doacaosuperm

Se tem uma coisa que não tenho paciência para fazer é postar na internet tudo quanto é fato que acontece comigo. Me sinto um velho adolescente. Só por isso. E também um prestador de contas. Mas, esse eu vou quebrar o protocolo para falar de uma coisa bastante interessante que é o poder das palavras. Poder de persuasão, poder de transformação, poder de tudo.

Eu comprava um artigo em um supermercado, item único que me custou R$3,39. E, na hora de passar no caixa para fazer o pagamento, dei R$5,00 para a atendente. Ela se preparava para me voltar o troco, mas fez uma pausa, tendo reparado que havia uma sobra em centavos além dos um real. E me fez a pergunta: “Você gostaria de doar esses sessenta e um centavos para o Hospital do Câncer”. Como que hipnoticamente eu respondi “claro, que sim”. Ela, então, fez outro registro no caixa e me deu a notinha, a qual declarava o valor da doação.

Eu estou sempre fugindo de doar qualquer coisa. Não acredito na intenção das pessoas e nem acho que seja problema meu levantar fundos para qualquer que seja a instituição. Mas, ela usou a palavra “gostaria”. E em tom educado. Aí, foi diferente. Diferente de perguntar “quer fazer uma doação” e me permitir raciocinar se eu quero fazer algo que eu não estava com intenção de fazer naquele momento. Eu queria comprar uma lata de cerveja e só. Diferente de “vamos aproveitar e participar do bolão da Megasena” que os atendentes das lotéricas falam e que te deixa aborrecido por que não te dão na frase uma escolha e sim uma sugestão quase que obrigando sua acatação. Diferente dos chatos telefonemas da LBV ou do Criança Esperança, que podem acontecer a qualquer hora do dia e que de tão estratégico o texto da fala eletrônica não isenta ninguém de imaginar que seja gente rica pedindo dinheiro para dar pra gente pobre. Desconfiável, não?

Mas, ela falou “gostaria”. Ela me deu a chance de decidir. Ela me perguntou se eu teria gosto em fazer uma doação. Me apresentou uma causa nobre. Me fez perceber que o valor era irrisório e que eu tinha condições de doá-lo. Não veio com os 10, 15, 30 reais do Criança Esperança. Essa é a abordagem mais apropriada para se conseguir algo de alguém. Muito melhor do que a que faz aquele que te assusta ao mostrar suas feridas ou o seu sofrimento quando pede esmolas nas calçadas ou dentro dos ônibus. Esses, jamais irão poder contar com o poder da palavra “gostaria”, pois, há a necessidade de ser humilde para usá-la. E você nunca está sendo humilde quando apresenta seus problemas para ganhar algo de alguém, pressupondo que este seja melhor do que você e está em condições de te ajudar, por isso ele não tem que decidir nada, já está tudo decidido por ele. Isso é extorsão.

E, então, leitor, foi útil esta leitura? Gostaria de ajudar a divulgar o meu blog compartilhando-a?

Mais sobre o poder das palavras no livro “Contos de Verão: A casa da fantasia“. Aproveite a black friday no site.