Antes que o Governo desabe – Pt.1

2019_07_01_21.06.18

Sou um cara que não votou em Jair Bolsonaro porque simplesmente um candidato tem que me convencer a votar nele e ele não conseguiu fazer isso. O que foi propagado como promessa de campanha do Bolsonaro – ou do PSL, como queiram – não me interessou nem um pouquinho. E eu já escrevi muitas vezes isso aqui no blog.

Mas, também sou um cara que sabe perder e que sabe avaliar o que o vencedor está propondo. O Messias nem tinha tomado posse ainda, mal acabara de ser eleito, e já sinalizava que ia me fazer queimar a língua. Daquele jeito que todo mundo gosta de queimar: obtendo vantagem com a queimadura. Acho que eu estou queimando mesmo são os dedos, pois, mais digitei contra o Bolsonaro do que falei.

E depois que o homem tomou posse e começou a mostrar as manguinhas – que nem mesmo quem votou nele pelo calor da emoção antipetista está gostando de vê-las -, aí é que eu botei fé mesmo.

Parece estarem mesmo dispostos a corrigir todos os problemas que assolam o Brasil e transformar o país numa potência em termos de desenvolvimento social. Doa a quem doer essa minha conclusão!

Esta é a primeira de uma série de postagens que vou publicar neste blog com o intuito de apresentar para o público leitor dele por que ando escrevendo essas coisas. Qual a minha visão dos planos do governo.

E quem avaliar positivamente minha análise e quiser seguir no meu levante pra não deixar o governo desabar, pelo menos não antes de deixar tudo implantado, basta compartilhar a opinião e deixar que a egrégora dela ganhe vida própria e saia por aí contagiando as pessoas para elas darem passos certos em direção à libertação.

Escrevo isso pelo seguinte, esperar que o lado derrotado se esforce para propagar qualquer risquinho de má conduta ou trapalhada do governo para por fim jogá-lo ao chão é algo inexorável.

Agora, lamentável é ver os que elegeram Jair Bolsonaro gastando tempo e energia com a mesquinharia de se sentir cada vez mais vingado contra os supostos inimigos de seu presidente.

Duvido da inteligência deles toda vez que os vejo compartilhar material chanfrinho e mentiroso produzido por um youtuber ou um viralista de rede social só pra eles propagarem. Desses que o produtor do material até goza quando vê dinheiro entrando com o giro de contador dos page-views no Youtube e com as inscrições em seu canal e com os compartilhamentos ou cliques em seus links postados no Facebook.

Às vezes nem do lado de quem propaga seus materiais esses oportunistas estão. Apenas conhecem bem a cabeça de bagre do bolsomimimion ou do esquerdopata e pra ganhar dinheiro com publicidade pessoal jorram nas interfaces de Whatsapp aquilo que bem sabem que seus alvos irão compartilhar.

O mesmo cara – ou grupo de caras – que faz material pra direitista propagar, faz pro esquerdista fazer o mesmo. Bobo é quem enxerga exclusividade e afinidade no que é só tática de marketing de comportamento social interessado em desviar focos para atender clientes.

A diferença é que o material de direita não tem credibilidade, pois, quando não é trabalho totalmente amador, que não deixa referência da informação pra ser consultado, é vídeo, até autêntico  – desses que é fácil conseguir gravar da TV Senado ou da TV Câmara -, só que editado. Com cortes e colagens para servirem a um propósito. Pra dar certa interpretação a quem se expõe a eles.

Já o material de Esquerda se vê citar fontes. E muitas vezes são veículos de informação de credibilidade alta da imprensa corporativa que dão autenticidade às informações.

Querendo ou não, uma TV  ou jornal O Globo, uma Folha de São Paulo ou uma Revista Veja são tradicionais, possuem registro, têm jornalistas formados e que precisam arcar com compromisso com a informação que propagam.

Ou seja: os supostos esquerdistas estão muito mais avantajados do que o mísero bolsonariano nessa guerra de informação e contra-informação.

E o presidente e seus assessores, sobretudo os de imprensa? Não dizem nada? Não interferem nessa guerra? Não instruem melhor seu militante? Nunca desmentem ou pelo menos contradizem contundentemente os ataques de seus opositores?

Parece estratégia isso, não? “Enquanto guerreiam se cegam, assim: governamos“. Inclusive os apoiadores do governo desde o início são cegados. Principalmente. Pois, são os menos capazes de entender os benefícios que oferecem as propostas no campo do Trabalho e da Economia.

Entendem só os sacrifícios que terão de fazer. E não gostam. Guerreiam contra o PT, o PSol e certos políticos para ocupar o tempo sem ter que pensar. É pra “doer menos”. A dor de quem milita sem conhecer bem a causa para a qual opera.

O presidente Jair Bolsonaro, esguio, em seu Twitter, que eu acompanho, está sempre postando algo do cotidiano e da agenda do governo. E ele faz isso com a maior naturalidade. Como se não sofresse rejeição alguma. Como se nada de perigoso para a continuidade da missão – como o caso Sérgio Moro, o ministro da justiça – estivesse acontecendo.

E muito do que ele posta interessa tanto a seus apoiadores, quanto a seus opositores. Tem muita coisa dos governos anteriores sendo continuada, sendo corrigida. E mantida a imagem que deu crédito a elas e a eles. Ou seja, tá havendo, no fundo, integração e não choque de transição de gestão.

Um exemplo que pode ser visto diz respeito às articulações com o Mercosul, bloco de comércio do qual participa o Brasil e na Era Lula foi muito honrosa para o país a participação. Espia:

eisoaijair

Então, se continuarmos a guerrear sem qualquer nexo, ficar de picuinha boba, com dorzinha de cotovelo ou cheios de repugnação doentia contra o outro, vamos acabar é perdendo o trem da história. Vamos perder a oportunidade que esse governo tem de fazer acontecer, finalmente, uma nação, que é o Brasil. Devemos aproveitar isso. Leia os demais textos desta série para eu me expressar melhor. Talquei?

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

E NUNCA PERCA NOSSAS POSTAGENS!

Meu amigo direitista

1Lembra, Pedro, aqueles velhos dias
em que os dois pensavam sobre o mundo?
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama de vagabundo

grevegeral14jun2019

14 de abril de 2019. Somente servidor público fez greve nesse dia. O transporte rodoviário não parou por serem as empresas privadas, facilmente passíveis de multas e os funcionários delas de demissões. O que não permitiu a muitos dos que foram trabalhar deixar de fazê-lo.

Já o metrô, por ser federal, não seguiu a mesma orientação. Acompanharam os metroviários: as escolas públicas, as UPAs e os postos de saúde, as agências de bancos públicos – que inevitavelmente tiveram que acatar também as dos privados –, sindicalistas, estudantes de escolas públicas universitárias e aspirantes às vagas delas. Assistentes sociais, gente de associações diversas, empregados de estatais. Artistas que de alguma forma também se beneficiam do sistema estatal deram as caras. Esses não trabalham mesmo, por isso puderam ir à farra.

Com a desculpa de estarem defendendo direitos de todos os cidadãos, soberania do Estado e até a Constituição, só gente que mama nas tetas da União, diga-se de passagem, protestou. Na verdade defendiam seu sagrado e autoconsolidado direito de continuar mamando. Por que motivo aceitar destinar prerrogativas e regalias só à classe política?

Afinal, mamam nas tetas do povo os políticos – de esquerda, de direita, conservadores, radicais –, inclusive os que compõem o Governo Bolsonaro, que foi quem facultou a greve geral para deter suas propostas imprescindíveis, porém, mal explicadas e mal difundidas, as quais tem-se que ter sensibilidade altíssima para analisá-las e entendê-las.

Conforme os compartilhamentos, o presidente babaca espalhou nos antros onde se encontram os babacas de seus admiradores um texto chamando de anti-brasileiros os que acharam por bem brigar pelo que eles consideram que contrariam seus interesses.

Estes têm total direito de brigar, já que não puderam fazer valer seus anseios através das urnas alguns e já que o governo não cumpre com as expectativas que tinham com o voto que deram nele outros. Por quê sujeitar-se à petulância de um governo de moral duvidosa e propagador de mentiras?

Insatisfação é efeito e não causa. E não é quem sofre mandos e desmandos da classe política quem provoca o surgimento das insatisfações.

No discurso bolsomimimion não pode faltar ofensas aos que Bolsonaro e seus capangas consideram seus inimigos. Por isso, nos ambientes dos conservadores, petistas, psolistas, pcdobistas recebem alcunhas nada amistosas e típicas de cristãos pregarem por aí. Lembremos que o bolsonariano é cristão acima de tudo e não admite que seu deus permite nomeação de inimigos e depósito de raiva contra eles.

De acusações sem provas à dizeres injustificáveis, num antro bolsonarista onde eu navegava à noite quando voltei do trabalho, os adjetivos tecidos para denominar os esquerdistas – termo usado no lugar de ‘grevistas’ – rondavam o que de pior um ser humano pode chamar o outro para simplesmente ofendê-lo e tentar conter sede de vingança e resignação contra algo que de repente nem para o ofensor é muito claro o que seja. O que de mais repugnante alguém pode desferir contra alguém a fim de cultuar ódio era propagado com adesões em silêncio, talvez por preguiça de teclar, no tal ambiente.

E enquanto em seus antros o rol de direitistas-conservadores babacas se esbaldavam insultando os que denominavam esquerdistas, o brasileiro médio – o mais afetado pela corrupção que assola o Brasil e o novo governo finge combater – seguiu para seu subemprego assalariado e trabalhou. Foi protestar trabalhando. Alguém tinha que fazê-lo e sempre quem faz é o brasileiro médio que trabalha no setor de iniciativa privada.

Esse cara, o brasileiro médio citado, é que garante o salário e as aposentadorias dos burgueses, dos políticos, dos servidores públicos, dos boas-vidas e dos pobres da Direita e daqueles que recrutam idiotas-úteis para suas causas e que qualificam entre outras coisas como comunista quem luta por justiça social.

E às vezes, o cara que o maltrata ao se voltar contra um militante de esquerda é alguém que um dia foi um grande amigo seu. Viveram juntos boas histórias, se amaram, foram companheiros de lutas em comuns e cultivaram gostos bem parecidos. É cruel demais ver o destino fazer isso com amigos. Colocar cada um para um lado devido à acepções ideológicas desenvolvidas por si próprio ou absorvidas de terceiros, muitas vezes entidades manipuladoras.

Um conhecendo o outro como ninguém. Sabendo que não se trata de alguém que rouba ou que já tenha roubado; que se trata de alguém que jamais matou um ser humano; que não faz uso de drogas ou que seja cachaceiro; que possui certa moral e boa índole; que não é corrupto. E ainda assim trocando farpas movidos por ideias propagadas ao vento para serem captadas pela multidão e arrancar dos captores obediência a elas sem que eles notem, no fundo, qualquer serventia que elas possam ter. Junto com elas a obrigação de combater os que preferiram captar as ideias oponentes.

Vendo o outro como um oposto, faz figurar a lei do “ele que venha para o meu lado”, “ele não era assim, pode muito bem se redimir se quiser voltar a ser meu amigo”. “tem que andar na linha para andar comigo”.

Que degradante ter que abrir mão de um modo de pensar tão somente para se manter amizades. Ainda por cima com ninguém sabendo quem está certo e com ambos podendo mudar de opinião ao longo do curso incerto que a vida traça. Quantos antipetistas hoje bolsonaristas votaram no PT no passado? Foram obrigados ou acreditaram, tal qual acreditam agora, que era a opção para si mais correta?

O que move as pessoas pelas trilhas que elas trilham é o coração e não a cabeça. Ideologias não são firmes como são as escolhas feitas pelo coração. São metamórficas, vivem sendo mudadas.

A bem da verdade, o sujeito esperto vai de acordo com os interesses que ele possa ter no que propõe quem está no comando. De acordo com as vantagens que ele enxerga.

É por isso que eu, comunista autêntico – por desejar justiça social -, brasileiro mediano, trabalhei em vez de fazer greve ou ficar postando imbecilidades nas redes sociais da internet ou pelo Whatsapp. Afinal, tenho plena consciência do que se passa nos bastidores políticos do Brasil, como anda a economia e a moralidade do país e como as reformas propostas podem sanar os problemas mais urgentes.

O que vem depois é outro papo. Penso que inevitavelmente o comunismo. Capitalismo utópico ou talvez um novo regime em que o capital seja só uma maneira de administrar escambos. Então, pra quê ficar ufanando ou rechaçando regime político?

Quer acabar com o Capitalismo? Sature-o. Quer saturá-lo? Pague para ver as reivindicações do Governo Bolsonaro aprovadas. Quer dar adeus à ameaça do Comunismo? Apresente medidas que agradem a todos, sem serem impostas e sem criar elites.

E quer conservar amizades? Não milite a favor de políticos. Há tantas maneiras de se levar a vida e ao final dela o caminho é um só.

Não vale a pena perder amigos por causa de indivíduos que sequer conhecemos. São eleitos por nós, dão as cartas para nós, mas, sequer conhecemos. Não temos plena certeza de que são verdadeiros no que publicam quanto temos a respeito de um amigo ou de um ente bem próximo.

Temos que usar em nosso favor o provimento dos que dão as cartas. Às vezes fazendo o tiro sair para eles pela culatra. Sermos capazes de observar isso e de traçar metas com o que se tem. Mas, nada mais do que isso. Eles pra lá e nós pra cá!

2Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente em um está seu coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas, não me critique como eu sou
Pois, cada um de nós é um universo
E pra onde você vai eu também vou.

(1,2 Trechos da canção “Meu amigo Pedro”. Raul Seixas.)

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

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Vazamentos do The Intercept: Não é o que não pode ser

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Tenho transitado tanto em antros esquerdistas quanto direitistas. Isso se deve porque depois que, enfim, Bolsonaro apresentou seu projeto de governo e as medidas que tomaria junto à sua esplanada eu identifiquei vários benefícios em meu favor. Aprendi a olhar primeiro para o meu umbigo e depois seguir a boiada.

E entre as coisas que constatei vivendo entre os outrora opostos é que os direitistas são muito imbecis. É por isso que Bolsonaro lavou a égua com aquela campanha patife que fez para se eleger presidente da república.

E, então, o The Intercept apareceu para todos os lados. Antes, só nós da esquerda na época conhecíamos a versão tupiniquim do jornal inglês. E o diário fez isso em alto estilo, incomodando até a poderosa Organizações Globo, que teve que dá um tempo no possível plano tramado junto ao governo, que a obrigava a tocar quase diariamente no nome da Folha de São Paulo entre seus concorrentes do campo da comunicação e rebater os vazamentos que o jornal fazia, suspeitos de serem cuidadosamente contratados pelo governo federal junto ao Grupo Abril – e pode ser que continuará fazendo.

A Globo não ficou puta da vida por não ter sido ela a ter vazado os documentos que simplesmente ateiam fogo na cortina de ferro da moral e ética dos conservadores. Se ela possuísse os materiais teria que arquivar até seus patrões decidirem utilizá-los.

O que a deixa mais invocada é a fonte: um jornaleco eletrônico que anda mamando na vaga do Wikileaks. Que vem, pelo menos na internet, sendo mais lido do que monstros sagrados como o The Guardian e a BBC. Virou ícone da esquerda, mas, não está livre de servir à direita a exemplo de grandes mitos do passado como o site Opera Mundi.

Esta é uma das muitas alternativas entre as que nos faz imaginar que o que aparece de sopetão para o público mastigar pode não ser o que parece e ser até o que não pode ser.

Os vazamentos injetados na marra na cabeça do público não só tiram dos olhos dele as pimentas mansas que a mídia corporativa espreiava, como o Caso Queiroz, A prisão do João de Deus, as travessuras ilícitas de Flávio Bolsonaro no país das maravilhas, a crise do Cruzeiro Esporte Clube e o mais recente tapume de besta jorrado para vendar a população para esta não entender a parte operativa da política canalha que faz o Governo Bolsonaro junto ao STF e ao que resolveu chamar de Centrão para assim viabilizar seus projetos – digo de passagem “bons projetos”: O suposto estupro protagonizado pelo já não mais garoto Neymar. Esta chatice, por ser tão fútil, cansou logo.

O The Intercept nos grupos de Whatsapp direitistas é de propriedade do Jean Willys, assim como a Oi é do Lulinha. Se por lá contarem que o proprietário é um bilionário dos Estados Unidos, Pierre Omidyar, fundador do E-Bay, a ilusão deles quanto à integridade incorruptível do hoje ministro da justiça Sérgio Moro e do coordenador da força-tarefa da Operação Lava-jato Deltan Martinazzo Dallagnol estará perdida.

Por isso preferem eles se manterem imbecis e acreditarem no que informam os textinhos de whatsapp que viralizam em seus antros, cujas fontes nem mesmo eles sabem de onde são. Sequer procuram saber se procedem, se têm embasamento científico, se suportam debates o que vomitam nas interfaces do aplicativo de comunicação instalado nos smartphones deles.

A grande ameaça que representa as denúncias feitas supostamente por um anônimo ao The Intercept é o fim de uma série de peças teatrais. Entre elas a prisão do Lula. Mas, vai saber se não é isso mesmo o que o governo quer ou precisa que viabilize e de repente o tal vazamento é tão orquestrado quanto foram os muitos que divertiram os antipetistas até a providente prisão – o que fica claro nos prints de conversas de chat divulgados – do ex-presidente do Brasil?

“Lula Livre” é importante para fazer o povo aceitar as reformas que aí aguardam pela implantação. Libertar o homem para ajudar nisso, sem ter que dar o braço a torcer, é uma das coisas que pode ser. Por que não? Hora de acabar com uma prisão providencialmente indevida, que não vai ter jeito de durar a vida toda. A la Nelson Mandella, Lula pode ser o cara que Bolsonaro precisa. Isto pode ser!

Porém, há alguns baques a serem remediados: o bolsomimimion ficará uma ararara ao ver indiscutivelmente revelado que foi feito de massa de manobra para eleger um governo que em nada se diferenciaria do petista em termos de manipulação social. E que estaria só arrumando a casa, a pedido do próprio PT. E que pra isso foi preciso forjar a prisão política do Lula, senão ou ele ou o Haddad ganhariam. Com ele, bolsomimimion, podendo ter dado o seu voto. De repente até a facada no mito estaria a um passo de ser decifrada.

Esses últimos acontecimentos indigestos envolvendo o governo, que levaram os bolsomimimions a odiar o STF e o tal do Centrão – que conta em sua essência inclusive com gente do DEM, o partido hegemônico na esplanada do presidente -, tornaram esses dois figurões álibis perfeitos para preparar o público para aceitar medidas ainda mais enérgicas. E timing é com essa corja de pseudos direitistas-conservadores-radicais-esquerdistas que estão alinhados até o pescoço no grande golpe para salvar o Brasil sem que ninguém tenha que sofrer sequelas como deveria.

Até se esquecem que o STF foi seminal para a eleição de Jair Bolsonaro. Por que agora aparece como figura comprometedora e infiel? O que pode ser isso?

Nada mais solucionador do que a alegação de terem sido hackeados telefones celulares de políticos ilustres da Lavajato. Mas, será que os que sofreram a suposta ação de um hacker não temeram essa possibilidade quando transitavam informações que deveriam serem passadas somente verbalmente, direto no ouvido do outro e em linguagem codificada, quanto mais tendo sido aprisionados em gaiolas, por esse mesmo pessoal, por essas mesmas vias, diversos pássaros?

E por que cargas d’água um hacker, suposto esquerdista, só apresenta esse material agora, dois anos depois de algumas dessas mensagens que não tomaram o cuidado de apagar terem sido trocadas? É tudo providente demais, não? Não parece coisa planejada para vazar e de acordo com certo cenário se viesse? Que talvez sabiam que fatalmente viria.

Tinha mesmo cacife pra isso o tal anônimo que chegou ao The Intercept? Será que andou pegando consultoria com Kevin Mitnick? Ou será que a gente consegue ser mais esperto do que a Globo e suspeitar que os próprios donos das conversas disponibilizaram – de repente até criaram de última hora – o material em determinado timing e para cumprir determinado propósito?

É claro que se isso está entre o que pode ser, a Globo e todo o PIG estariam contratados para pagarem de inocentes e nos enganar como sempre. Ou então, gente, o próprio Telegram é que seria o informante.

Golpe militar à vista. Isto pode ser? Pra mim pode. Como eu já escrevi em outras postagens, a oposição que esse governo está sofrendo, que vem organizando massas para fazer minar suas implantações é completamente invisível. Consegue fazer com que eleitores bolsonaristas se oponham às já inadiáveis implantações do governo. Invisíveis, que fazem isso pensando neles próprios. E que são os verdadeiros desinteressados no avanço que as aprovações dessas reformas proporcionarão à sociedade brasileira.

Pra frear esse pessoal, só com intervenção militar. E se Moro, o STF, o Centrão e outros pontos fortes do Governo Bolsonaro caírem, as armas sobem. Para o bem do país, felizmente! Eu apoio! Não é nenhuma estranheza o JN dar uma pala exclusiva para o general Hamilton Mourão pronunciar-se a respeito da questão e enaltecer Sérgio Moro como um jurista aceito por certa maioria que ele levantou por conta própria só pra não deixar de aparecer.

Mas, nada disso pode ser o que está em jogo. Não lhe parece óbvio, escritor: o jornal foi o escolhido para receber uma denúncia anônima que pode fazer o PT voltar ao posto. Temos que condenar o jornal e dizer que tudo o que ele revela é mentira.  É pura teoria de conspiração essa sua. Não pode ser, não é o que não pode ser. O que não pode ser que não, é o que não

pode ser que não é
o que não
pode ser que
não é.

Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é

(“O que”. Titãs. 1986)

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz“.

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O revisionismo do Governo pode afetar a Bíblia

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O governo, além de tirar sociologia e filosofia da grade escolar, pretende fazer modificações na História. O Golpe Militar de 1964, por exemplo, passará a ser entendido como um esforço militar para deter a implantação do Comunismo no Brasil. Que mentira mais bonita, não? Que bravos heróis esse revisionismo da História nos traz.

No meio direitista, por conta própria, mas, seguindo o mestre, os direitopatas andam atribuindo a cunhagem do termo idiota-útil ao líder comunista Vladimir Lenin, quando a autoria mais aceita menciona Yuri Alexandrovich Bezmenov. E a aplicação do termo, conforme o mundo bolsomimimion, se refere exclusivamente àquele que participa de passeatas em favor de líderes esquerdistas.

Reflitamos: O que direitista entende de história, sociologia, antropologia, geopolítica, marxismo ou filosofia pra sair por aí querendo dar uma de revisor acadêmico? Ou melhor: eles entendem que têm que acabar com essas disciplinas para que o lado que eles combatem não volte a ficar maior. As disciplinas só não: as universidades também.

O brasileiro médio entrou em contato com o termo há uns cinco anos quando espalharam biografias perdidas ou proibidas na internet e entre elas estavam as de gente como Antonio Gramsci e Saul Alinsky. O teórico Gramsci chamava de idiota-útil não só o manifestante citado pelos direitopatas, mas, qualquer contribuinte. E Alinsky, ativista político estadunidense, formava legiões de idiotas-úteis em pró da derrubada do sistema em sua pátria. E quase conseguiu!

Um cara de pé em uma esteira de linha de produção em uma fábrica e que coloca peças de um produto no lugar e com isso ajuda enriquecer seu patrão enquanto ele próprio apenas ganha seu sustento é um idiota útil. Os grandes craques de futebol de hoje em dia não passam de idiotas-úteis. Nisso, quem não está no controle da sociedade está no rol de idiotas-úteis, massas de manobra. Lenin, sim, definiu o termo “esquerdismo” em seu livro “Esquerdismo, doença infantil do Comunismo”.

Mas, como esses “conserva dores” que estão em vitrine têm a obrigação de seguir os “dita dores” da informação deles, a verdade terá que ser modificada. Gente como Rodrigo Constantino e Olavo de Carvalho. Terraplanistas que acreditam que o Sol é que dá volta na Terra.

Aliás, não está errado isso, em todo o Universo, qualquer um dá a volta nos terráqueos. Entendeu? Riu? Então, vamos voltar ao assunto.

Eram danosos para o cidadão de Minas Gerais aqueles tempos em que cheio de intenções para com o estado difíceis de serem interpretadas, o governador Newton Cardoso sofria o massacre da imprensa que opunha-se ao seu governo. Graças a ela, ficamos todos nós daquela época com a opinião formada quanto à capacidade intelectual debilitada do político pmdebista, vulgo Porcão. Pejorativo que foi lhe atribuido também pelos opositores. O jornal “O Estado de Minas” chefiava os marrons.

Tendo herdado o aparato estatal absolutamente comprometido com o pagamento do funcionalismo: 113% do orçamento eram direcionados à folha dos funcionários de Minas, tal qual herda hoje Jair Bolsonaro o cetro federal, Cardoso se viu necessitando realizar cortes no orçamento público. Um dos primeiros atos de Newton Cardoso como governador foi a exoneração de mais de trinta mil funcionários fantasmas.

E, naquela circunstância, tal qual acontece hoje, os servidores públicos – que votaram em peso no ex-prefeito de Contagem, MG – se transformaram na esquerda. E se embrenharam a recrutar idiotas-úteis inclusive no meio privado. Gente que nada tinha a ver com o peixe por não ser funcionário público e que estaria era ganhando com os resultados que o governador colhesse, impelidos pelo marketing político de terceiros apoiou a luta pessoal dos beneficiários do sistema estatal.

E tal qual os direitistas desavisados de hoje, os daquela época ajudaram a esquerda servindo de massa para manobrar a causa dos jornais e bancos estatais, que estavam na mira de corte de verbas – os primeiros – e privatizações, que acabaram ocorrendo.

Essa massa criou, então, um mito: a burrice de Newton Cardoso. E várias piadas bem criativas. Algumas foram parar em programas de televisão de cadeia nacional.

No caso atual, a soberba que nos exibe Jair Bolsonaro faz a gente imaginar que ele leve à sério o título de Messias, o qual ele tem desde menino. Fazer o verbete “comunista” virar significado de “vagabundo” deve estar entre as exigências destinadas aos organizadores do dicionário Aurélio. Pode ser que ele não se contente com o campo nacional e queira também dar pitaco na Bíblia.

E aí, emprestando de uma piada contra o Newton Cardoso, “cristão” vai designar um cristo grandão; encíclica, uma bicicleta de uma roda só; epístola: pistola para atirar em perfis de redes sociais na internet.

Não tem essa de ‘dar a outra face’, bateu, levou de volta”. Nesta passagem relatada em Lucas 6:29, a protagonista da história sem dúvida seria Maria do Rosário, conforme essa divagação. “vende tudo o que tens e me segue”: “Ô louco, isso é coisa de comunista, ou seja, de vagabundo”. O Mar Vermelho que Moisés teria abrido terá que mudar de cor. E por aí vai!

O fato de apesar de a Bíblia ser profundida como um livro inspirado por Deus, portanto, não pode haver dúvida e nem despautério, o Rei Saul ter morrido uma vez, mas de três formas diferentes, duas sendo assassinado e uma cometendo suicídio, pode impelir o Coiso a exigir: “Não tem essa de morre-não-morre, arrume uns caras bons de serviço, põe uma metranca na mão deles na história e acaba logo com esse rei”. E ainda se pode esperar por um “rei que procura necromante é bandido; e bandido bom é bandido morto”.

Mas, a necessidade maior de revisionismo bíblico nos novos tempos, que destacarão a pedagogia da Escola Sem Partido, está na crucificação de Jesus. Como todo cristão sabe e até ateus sabem, Jesus foi crucificado entre dois ladrões. E o bom ladrão, apesar da passagem não deixar isso claro, é apresentado tanto na cultura artística cristã quanto na profana, como o que está à esquerda do Cristo, causando uma difamação à lateral direita. Mas, nada que uma ordem bem ao estilo bolsonarista não resolva: “Tá errado isso daí, bota o vagabundo na esquerda, talquei”.

A velada censura nas redes sociais

censura-algemas

IMAGEM: Observatório da imprensa

Câmara quer punir quem fala mal de político na internet
(Site Congresso em foco, 29/08/2015 11:12)

Quando eu li essa notícia na época, eu não acreditei que fosse pra valer. Meu costume é o de só acessar sites tocados por jornalistas livres ou no máximo esquerdistas. Do pessoal conservador da imprensa corporativa não me interessa suas mentiras ou maquinação da opinião pública.

E mais ou menos dessa época para cá eu vinha colhendo louros em matéria de repostagem de material jogado na internet em sites, blogs e redes sociais, e de textos que eu mesmo escrevia, no formato “minha opinião”, em meus veículos de comunicação pública (blogs, fan pages e grupos em mídias sociais).

Teve uma vez que eu me superei e consegui 500 curtidas e cento e tantos compartilhamentos de uma postagem que eu mesmo escrevi e espalhei em um grupo anti políticos de direita. Foi o início do auge, pois, embora o marco mais notável de reações do público em meus trabalhos tenha sido este, de então para cá, a média de visitações e reações ao que eu fazia (escrever ou compartilhar) era algo em torno de 100 arranques de atenções por dia. O conteúdo: sempre política. Pau em políticos, mídia, empresas, além de reflexões inovadoras, que ainda vêm para mim por meio de sensibilidade mediúnica.

Me senti um influenciador digital e vi nisso um futuro. Até tô escrevendo um livro com colagem das postagens. Publicarei quando o tema “Operação Lava-Jato” estiver dando sinal do fim da novela. Parece estar próximo isso, com o recém espetáculo da prisão de Eike Batista acobertando a votação da homologação das delações da Odebrecht.

Porém, de uns dias, talvez semanas, para cá, alguém apagou minha luz. Na verdade apagou a luz de todos os veículos que eu acompanhava, no Facebook principalmente, que faziam oposição ferrenha ao Governo Temer e aos grupos que lhes dão sustentação, principalmente as organizações Globo. Parece que colocaram uma mordaça na boca de todo mundo para pararem de expor verdades e um tean zu, instrumento de tortura chinês para quebrar os dedos das mãos, para pararem de escrever. As reações aos meus textos foram inibidas e as visitações aos meus instrumentos de publicação deles minguam.

Com relação às páginas e grupos que eu seguia, as mesmas tiveram sumidas de minhas notificações e mural as publicações recentes. Se eu quiser ver o que postam, tenho que ir buscar nos próprios perfis, grupos ou páginas. E o mesmo acontece para quem dessas páginas que quiser ver o que posto em meus canais.

Tudo indica que, de uma forma velada, a censura cobiçada pelos políticos da reportagem a que se refere a manchete que inicia este post está em vigor. E os instrumentos que omitem a comunicação entre aqueles que não têm papas na língua, não devem e não temem os políticos, foram silenciosamente arregimentados. Chegando ao ponto de ter sido cegada e calada a importante oposição que os grupos molestadores da sociedade vinham sofrendo e a invisibilidade herdada à grande mídia, que estava lhe começando a incomodar, pois, pelo menos entre os esquerdistas, o acesso à informação é destinado exclusivamente à imprensa livre, não corporativa, e a amadores que expõem opinião muito mais palatável do que expõem os grandes veículos de comunicação. Que só querem viabilizar golpes contra a própria audiência deles.