#NãoVaiTerGuerra

Nada melhor do que iniciar esta postagem remetendo à “Redemption song” do Bob Marley. A canção da redenção. Sim, pois, a missão deste post é libertar o povo das garras dos viralistas do Whatsapp.

Inventaram agora que Jair Bolsonaro convocou jovens de 18 a 26 anos e mais os reservistas para participar da missão dos Estados Unidos no Irã e da Terceira Guerra Mundial. Pode?

E isto espalhou um medo danado nos desavisados que não fazem outra coisa que não pregar o olho na tela do celular e fitar os dedos mexendo nela.

Tá cheio de criador de fakenews por aí que não perde a chance de testar sua capacidade de influenciar massas. Fazem isso de graça, por pura diversão. Vão ganhar dinheiro se alcançarem sucesso expressivo na investida, com você replicando os virais. Há muito político que compra o desserviço desses caras. Vale cargo público e dos bons o investimento neles. Fakenew elege e hoje não temos a menor dúvida disso!

Mas, vamos refletir um pouco no caso de ponta de verdade nisso. Conheça a opinião do Mago Anael, que alguém compartilhou comigo e eu fiz o mesmo após ter visualizado o vídeo.

“Não há nenhuma nação no mundo que possa enfrentar belicamente os Estados Unidos.
A China só está apoiando o Irã porque acha desproporcional o poderio bélico norte-americano perante o Irã, mas, o país não interessa por haver o conflito.
Os líderes das nações buscam provocar guerras por motivos que interessam somente a eles.
Nos Estados Unidos, a maioria da população não quer o confronto com o Irã, mas, basta que o Irã cometa um atentado em território estadunidense para que essa população, patriota que é, autorize seu governo a atacar o Irã e quem quer que o apoie”.

(Mago Anael)

O Mago Anael é bastante cônscio na minha opinião, curto bastante ele, e ele está certísssimo no que prega.

Entretanto, todos nós sabemos da baixa moral que têm os líderes de nações, principalmente os dos Estados Unidos. Para prosseguirem com os seus objetivos e forçarem seus povos a aderirem as decisões de seus estadistas, fazem uso de operações de falsa bandeira para o fim de engenharia social.

Criam, esses líderes, dentro de seu país, por exemplo, focando no caso, um atentado grave e colocam a culpa no Irã. A população, principalmente a dos Estados Unidos, que é nerd e alienada, não possui senso crítico, dissernimento, e vai logo assinando por seus líderes, tomada pela sensação de revanchismo lhe criada artificialmente, os tratados de viabilização de guerras.

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O melhor exemplo é recente. Interessado em atacar o Afeganistão e o Iraque, o Governo dos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, teria jogado aviões no edifício World Trade Center, e em seguida, claramente, implodido – em tempo recorde os preparativos – o prédio ao lado e jogou as torres atacadas engenhosamente no chão. Rapidamente culparam o Afeganistão pelo suposto atentado. E após atingir o objetivo com este pais, culparam também o Iraque.

Os que estabelecem as verdades para acreditarmos classificaram essa versão como teoria conspiracionista, mas, essa versão é muito mais mastigadinha e redondinha do que a que eles querem que engulamos. Concordam?

Torço para que a intelectualidade do estadunidense médio tenha crescido e ele não caia novamente nos truques que seus líderes armam junto a outros líderes mundiais para atingirem objetivos próprios, sendo que o cidadão comum mesmo não ganha nada por apoiar o terrorismo legitimado. Embora nos Estados Unidos o americano médio pense que ganhe.

E quanto ao boato sobre o recrutamento do brasileiro para a guerra, se eu estivesse na tal faixa etária eu simplesmente desertaria. Se o Governo deve obrigação aos Estados Unidos ou ao Irã, que vá sozinho cumprí-la. Eu não concordo com o fascismo dos norte-americanos e nem o atual nacional.

Aí me respondem: “Vão te buscar onde quer que você esteja“.

Certo! Será à força, ok!”

Mas, o que acontece se eu resisto? Sobrará para eles me matarem, não é mesmo? E se eu não resisto? Vou ser mandado para um front de batalha pra morrer, correto? Ou seja: Eu só tenho a morte como escolha. Só ganham Eles.

Morrer por morrer, escolho eu a causa. E não vai ser por lutar por motivo que eu não concordo ou por patrão que eu não tenho. O que eu faria eu já escrevi em outro post: “Ande sempre com uma capsula de cianeto no bolso“.

Nunca perca nossas postagens! Adquira o livro “Os meninos da Rua Albatroz” e aprenda a pensar fora da caixa!

Old pirates, yes, they rob I
Sold I to the merchant ships
Minutes after they took I
From the bottomless pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly

Won’t you help to sing
These songs of freedom?
‘Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
‘Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look?
Some say it’s just a part of it
We’ve got to fulfill the Book

Won’t you help to sing
These songs of freedom?
‘Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs
Redemption songs

(“Redemption songs”. Bob Marley)

Estados Unidos X Irã: A guerra que querem que você crie

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Estive conversando com duas amigas, ambas de religião protestante, e elas me pediram pra opinar sobre o noticiário que ronda o recente conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Elas se apresentaram muito preocupadas e o bafafá dado na imprensa de extrema-direita não passa de sensacionalismo e estratégia de recrutamento de adesões aos interesses sionistas capitaneados pelos Estados Unidos.

Me senti, então, na obrigação de escrever daquelas minhas teorias prováveis e fora da caixa, a fim de gerar um senso crítico e ajudar a tomar o procedimento mais adequado. Uma das amigas viu em algum veículo de comunicação corporativo ou dentro da própria igreja – que também são veículos de comunicação dos manipuladores de comportamento social – que o presidente Jair Bolsonaro estaria leiloando os brasileiros para lutarem em uma possível Terceira Guerra Mundial a favor de seu grande colonizador, os Estados Unidos, o que trouxe a ela muito medo, chegando a própria a me perguntar se o nosso Estado, Minas Gerais, corria o risco de ser bombardeado e destruído e chegou a se arrepender de ter votado no então candidado do PSL. Infelizmente, agora é “aceita que dói menos”.

Antes de qualquer coisa, faço uma pergunta: Por que quando o impasse era entre Coréia do Norte e Donald Trump não havia esse temor todo? O Irã não ameaça mais em termos de ataque com uso de armas nucleares do que os norte-coreanos. Os Estados Unidos não terão qualquer dificuldade se quiserem liquidar o Irã em uma batalha militar. A vantagem dos iranianos é tornarem a guerra inviável economicamente, uma vez que as tropas do país é especialista em defesa anti-aérea e em transformar o conflito em guerrilha. Se a guerra ficar cara, o Tio Sam arreda o pé. Não é de lutar pra perder dinheiro.

Bem, andando mais para frente, me choveu links para acessar esses vídeos hipócritas sensacionalistas que gente dessas próprias igrejas postam no Youtube e espalham pânico com desinformação da pior espécie. Gente que está a serviço de criar medo e estabelecer crenças nas pessoas, de maneira que a crença delas é que vão garantir o cumprimento da verdade imposta pelos virais.

Um desses vídeos veio enaltecer uma profecia descrita em Ezequiel 37, no Antigo Testamento, chamada “Guerra de Gogue e Magogue” combinada com outra chamada “Ossos secos”. Nações se aliariam para combater Israel. E como se não bastasse ainda viriam, como quem me indicou disse haver no conteúdo, aqueles terrorismos envolvendo o chip 666; redução de dois terços da população mundial. Eu nem perdi meu tempo acessando o vídeo e já fui teclando o que seria minha resposta ao produto audiovisual de quinta categoria.

Teclei:

O povo está se precipitando demais. Se todos ignorarem essas notícias, os
objetivos dos que as estão maquinando não serão cumpridos. Os Estados Unidos estão muito incomodados com o crescimento bélico do Irã. Esse crescimento garante ao país árabe grande produtor de petróleo a defesa em grande estilo dos seus interesses e sua liberdade comercial no campo em que é competitivo e depende dele para sobreviver como nação livre. Por isso, os Estados Unidos usam como estratégia os textos bíblicos, a fim de alcançar apoio dos que se deixam impressionar pelas pregações evangélicas. É só terrorismo informacional, nada mais. Se ninguém der bola, se as pessoas lerem o livro “A chave de Hiran”, por exemplo, para entender o tanto que a Bíblia é um livro interpretado conforme interesses dos que dominavam o mundo na época em que foi compilado e que hoje derrotados veem darem as cartas e manipularem a humanidade os judeus que em tal época eles perseguiam, o tiro sairá pela culatra.

A Bíblia não tem nada de sagrado e nem de profético. Qualquer suposta profecia propagada como a haver nesse livro pode hoje facilmente ser construída. Temos que sair das mãos dos judeus e parar de ajudá-los a controlar a realidade humana. Abaixo os interesses sionistas! Só vai haver Terceira Guerra Mundial ou Guerra de Gogue e Magogue se o povo não ficar esperto e ceder às armações dos judeus por trás dos Estados Unidos.

As últimas notícias no Brasil rondando o cristianismo o que temos?

Jair Bolsonaro eleva holofotes ao falso altruísmo judeu e aos interesses da comunidade judaica ao ponto de convocar o exército israelita pra resolver problemas de tragédias ambientais no Brasil, de dar pitaco na localização da embaixada brasileira em Israel e de estreitar relações do Brasil com países inimigos de Israel. Bolsonaro faz apologia, cessões e propaganda ufanista para os Estados Unidos, colocando inclusive o povo brasileiro à mercê do ianque. O papa bate na mão de uma mulher que o segurou agressivamente em meio a uma multidão e a reação do eclesiasta vira estardalhaço na mídia de direita, a mesma que está por trás desse sensacionalismo envolvendo EUA X Irã. O grupo Porta dos Fundos ganha destaque por postar em seu canal no Youtube uma história de Natal em que Jesus e seus discípulos são gays e isso assanha a ira principalmente da comunidade evangélica, que é atiçada também com a provocação alegando que se fosse no meio islâmico o insulto às personagens religiosas os atores e produtores do Porta dos Fundos iriam ser decaptados em praça pública em vez de terem apenas o repúdio do fiel contra seus atos, como a sugerir ser o cristão um bundão perante o muçulmano e quem sabe com isso fazê-lo reagir de forma a mostrar que também briga por seu Deus.

Ou seja: estão trabalhando a mente do povo para se voltar contra muçulmanos, para idolatrar os Estados Unidos. Eu sei que a Arábia Saudita é comparsa dos Estados Unidos nessa investida contra o Irã, mas, também sei que esse país árabe e muçulmano é vendido e dominado pelo Ocidente por meio das empresas petrolíferas.

A briga não tem nada a ver com religião. Se tiverem que interpretar como o
cumprimento de uma profecia bíblica, no caso a tal Guerra de Gogue e Magogue, estarão forçando a barra. Estarão usando os textos bíblicos para arrebatar adeptos à incursão indevida dos Estados Unidos ao Irã e a seus aliados – como a Rússia, a Coréia, a Venezuela – se aproveitando do fato de que o Irã é um país muçulmano.

O Golfo Pérsico, onde se situa o Irã, é o grande berço arqueológico onde se
encontra toda a verdade sobre os fatos propagados na Bíblia. O grande segredo do Cristianismo estaria em risco se tudo o que já se encontrou por ali de arqueologia bíblica tivesse a decifração exposta. O risco é de ser esclarecido de maneira que a massa entenda, pois, aos poucos capazes de se desprender da lavagem cerebral cristã basta ler o livro “A chave de Hiran”, onde todo esse material encontrado é decifrado e discutido de maneira bem contundente de modo a fazer o Cristianismo cair no chão. Por isso que estimulei a leitura no início dessa conversa. Poderia até não tirar o medo do surgimento de uma guerra mundial, mas, combater a estratégia de arranque de assinaturas em pró dela isso combateria. Teriam que partir pra outro assunto, de repente até admitir que o Capitalismo está esgotado.

Então, eles usam esses episódios bíblicos, que não passam de linguagem cifrada para esconder os interesses judeus repassados através da Bíblia, longe do entendimento dos imperadores e da aristocracia greco-romana, durante o Império Romano, quando os judeus não tinham a liberdade e o poder que têm hoje pra recrutar pessoas,  as preparando ideologicamente para bradar contra quem quer que vá contra as crenças cristãs, alavanca de apoio às causas sionistas de dominação do mundo, escravização da humanidade gentia e estabelecimento de uma ordem mundial em favor dos judeus. Tudo que o verdadeiro Jesus Cristo, destampado categoricamente nas páginas do livro “A chave de Hiran” se opunha e por isso foi crucificado.

Então é isso! Se quiser se aliar a mim, copiar meu comportamento, é só ignorar essas notícias que te dão mastigadinhas pra recrutar você para causas obscuras.

Extraio do livro “Os meninos da Rua Albatroz” o trecho de um poema deixado nas páginas da publicação:

Tudo é questão de desejar a libertação
De buscar um mundo novo e de parar a escravidão
Não ler jornal, não ouvir rádio, não ver televisão
Filhos da Terra: saíam dessa prisão.

Tudo é questão de desejar a libertação
De buscar um mundo novo e de parar a escravidão
Não houve nenhum calvário, nenhuma ressurreição
Filhos da Terra: saíam dessa prisão.

Vaza Jato: Sai hacker, entra a NSA

*Clique nos links leva à reportagem-fonte do assunto.

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Hackeiam são nossos cérebros

No primeiro contato com a informação sobre os vazamentos protoganizados pelo The Intercept eu já desconfiei de que alegar que o material vazado fora produto de interceptação via hacker de mensagens digitais era providência de gestão do vazamento. Daria respostas mastigáveis para aqueles que duvidariam do descuido confessado por Sérgio Moro dos envolvidos com relação à delicadeza da conversa operada supostamente no Telegram e à nobreza dos conversantes.

Isso, é claro, desconsiderando do grupo dos “duvidadores” os que entendem pelo menos um pouco de desenvolvimento de sistemas informatizados e de espionagem digital. Estes ficariam no aguardo de outra justificativa, pois, “esta não cola”.

Ainda que criptografassem as mensagens para assim entrarem no banco de dados ou em arquivos Xml, por exemplos, nos servidores, existem decriptadores que podem ser usados pelos provedores por trás dos aplicativos de comunicação para decodificar o que estiver em seu poder.

A crença em que a senha que um usuário usa em um serviço autenticado só ele conhece é tão equivocada quanto a que reza que é seguro navegar anonimamente na Deep Web. Coisa que já foi discutida aqui em post.

Se comprometeram em sua defesa os acusados desde o princípio com a alegação de que um invasor conseguiu a proeza de invadir celulares contendo conteúdos de conversas trocadas entre juristas. Exatamente os juristas que se houvesse provas de que teriam existido tais diálogos entre eles uma reviravolta na história nos contada sobre a prisão de Luís Inácio da Silva e sobre a eleição de Jair Bolsonaro seria viável. E ajudaria a inaugurar a próxima fase de um grande plano.

Informalmente, já que não podiam mudar a versão oficial, apresentaram para os céticos desta uma alternativa para eles degustarem. E dentre outras coisas tirar de cabeça aqueles que apostavam em ser o Telegram – que negou a possibilidade de hackeamento – o informante do The Intercept. O que faria mais sentido, pois, o aplicativo de comunicação mesmo que sem autorização dos membros tem toda a possibilidade de visualizar e guardar as informações veiculadas e armazenadas em seu banco de dados e pastas de mídias.

E só bobo que pensa que tanto o Telegram, quanto os outros sistemas do tipo, entre eles o Facebook, não fazem isso. Esses instrumentos foram criados por organizações envolvidas com governos ou foram absorvidos por elas ou pelos próprios governos para o fim de controlar pessoas e maneiras de pensar, além de saber sobre o que comentam entre si os civis.

Tinham também que convencer aqueles que acreditavam que os próprios espionados teriam fornecido ou preparado o material para seguir com a trama pensada provavelmente pela CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. E, diga-se de passagem, frear o editor do Intercept, Leandro Demori, que em entrevista ao podcast Mamilos provocou bravio: “Quem está falando que foi hacker tem que investigar e provar”.

Se estiver na hora de libertar Lula ou se o escândalo tiver só o objetivo de tapar a atenção do público, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol de repente precisariam ser, vamos dizer assim, desmascarados. Para a segunda hipótese vem funcionando direitinho o objetivo e para a primeira teremos que esperar pelo julgamento de Habeas Corpus do Lula, que será em agosto.

A alternativa apresentada para a contenção dos especialistas em invasões de hackers e combatentes da versão adotada pelos atacados pela Vaza-Jato parecia mais satisfatória até para quem estivesse convencido da oficial. Poderia ser a verdade explícita, que estaria fadada a ser descartada, graças ao esforço para sustentação da justificativa inicial e combate à opcional.

Não devemos esquecer que conforme o que divulgou o The Intercept Brasil, as atividades ilícitas atribuídas à juristas e procuradores da Lava-Jato atingem a grande imprensa nacional, principalmente as Organizações Globo. O comportamento desta, que chega a ser citada em uma das mensagens vazadas em que o autor sugere contratá-la para uma operação e tem farta referência a uma reportagem do O Globo sobre o triplex atribuído ao Lula, parece corroborar a acusação.

Considero suspeito de se tratar de busca de silêncio ou de limpeza de barra inclusive o vexame de audiência levado ao ar pelo Programa do Ratinho em que o apresentador, que apareceu como protagonista em uma notícia sobre dívida com a União, entrevista o juíz Sérgio Moro.

Dizer que o material publicado pelo The Intercept é falso e apresentar argumentos perturbadores contando com a ajuda de todos os envolvidos no caso, incluindo o The Intercept, estaria completamente ao alcance de uma cúpula. Fariam uma coisa dessas com o público depois do objetivo cumprido.

Segundo a tal versão para céticos e intelectos privilegiados, o procurador Diogo Castor de Mattos, ente de confiança de Deltan Dallagnol enquanto procurador da Lava-Jato, que receberia informações privilegiadas e com acesso a decisões antecipadas de Moro, teria vazado as mensagens de Deltan e Moro para se safar de uma “prensa” que Dallagnol estaria armando para o escritório de seus irmãos Analice e Rodrigo Castor de Mattos. A notícia de que Gilmar Mendes chamou a atenção para o fato de irmãos atuarem no mesmo processo pode ser confirmada.

Estes estariam a sofrer acusações de atuar em conjunto com o irmão procurador, que dentro do processo estaria a lhes repassar informações privilegiadas para o fim de extorquirem os reús da operação defendidos pelo seu escritório. Utilizariam o expediente das “delações premiadas” para faturar alto em cima de dinheiro oriundo de corrupção. O primo dos três, o subprocurador Maurício Gotardo Gerum, participaria do esquema revisando e endossando as sentenças baseadas nas acusações de Diogo, conforme alega a versão que o próprio MPF – Ministério Público Federal – diz ter sido espalhada pelo Whatsapp.

O descaramento teria sido tal, que o STF teria pedido publicamente que a Procuradoria-Geral da República investigasse a relação entre os irmãos, sob alegação de corrupção na operação lava-jato. Alguns acusados como João Santana e Palocci, teriam sido pressionados a rescindir contrato com o escritorio do advogado Roberto Batochio e forçados a “contratar” o escritório de Rodrigo Castor de Mattos.

Até Diogo pedir afastamento da força-tarefa da Lava Jato, em abril de 2019, alegando recomendação médica e sob as suspeitas de adversários da alegação de ter o esquema vindo à tona, o escritório de advocacia da família Mattos teria faturado mais de 30 milhões de reais, boa parte das atuações tendo passado a serem clandestinas, conforme, segundo a teoria, o ministro Gilmar Mendes teria tornado suspeito de pode ser uma razão não reconhecida.

Diogo e a advogada Anna Carolina Noronha, filha do presidente do STJ João Otavio Noronha, tiveram um atrito muito forte. Fato que foi noticiado. A advogada teria reagido a um artigo publicado por Diogo Castor de Mattos, que criticava o ministro do Superior Tribunal de Justiça. Os alvos dos ataques teriam passado a denunciar publicamente as irregularidades praticadas pela família Castor de Mattos.

Ainda conforme o texto da teoria, ao manchar a reputação da Operação Lava-Jato, Diogo e Rodrigo teriam sido pressionados e ameaçados por outros procuradores da operação. Teriam copiado todas as mensagens do grupo como forma de se proteger caso fossem “fritados” publicamente por seus pares da operação.

A ambição dos irmãos teria crescido com a possibilidade de participarem da gestão da fundação bilionária que Dallagnol e Castor estariam tentando criar com fundos da Petrobrás. Diogo estaria sendo investigado pelo polêmico acordo extrajudicial firmado pelo MP.

Após discussão com Dallagnol, que o teria acusado de ser o responsável por ter sido negado pelo STF o acordo da fundação, Diogo teria ficado acuado, ansioso e preocupado com o que poderia acontecer com ele e seus irmãos. Com medo de serem desmascarados e descartados, os irmãos teriam facilitado o arquivo para o intercept publicar. A ideia seria fazer ir parar os holofotes diretamente para as cabeças de Moro e Dallagnol em vez da de cada um deles.

Uma variante dessa teoria, reza que a motivação de Diogo teria sido retaliação por ter sido obrigado a pedir seu afastamento da Operação Lava-Jato, que aconteceu em abril de 2019, sugestivamente poucas semanas antes de o Intercept publicar seu furo de reportagem.

E é relevante o fato apontado pelo construtor dessa teoria de até o momento em que ela começou a circular o vazamento tenha prejudicado somente as principais figuras da operação. Sem, no entanto, vazar qualquer mensagem dos irmãos Diogo e Rodrigo, que fariam o “serviço sujo” por trás das delações premiadas e seriam o “elo frágil” que já estaria prestes a ser fritado.

O “ponto de virada” que teria levado Diogo a vazar as mensagens teria sido a reclamação disciplinar aberta contra ele pelo Dias Toffoli na corregedoria nacional do MP, após manifestação de Diogo publicada no site “O Antagonista”. Só encontrei a matéria em que o site combate essa atitude de Toffoli e a que acusa Toffolli de censurar grupos de Whatsapp de juízes. Se esses vazamentos do The Intercept levarem à libertação de Luís Inácio Lula da Silva, o site O Antagonista parece que não ficará muito satisfeito com a decisão.

O STF vem tentando fazer com que os adeptos desta versão a descartem. E no melhor estilo cinematográfico, enquanto Moro tenta criar uma cortina de fumaça sobre um hacker que nunca existiu, internamente começa uma nova “caça as bruxas” dentro da lava-jato. Todos começam a desconfiar de todos. Numa avalanche que ninguém sabe onde vai terminar.

Eis que ao tecer a respeito dessa teoria em uma página supostamente de esquerda no Facebook, uma suposição me apareceu como a resposta certa sendo soprada em minhas costas pelo calouro da cadeira de trás em uma prova de Vestibular.

Eu havia postado por lá o link para a reportagem do site da Carta capital: “LAVA JATO: Telegram diz que não há indícios de invasão por hackers”. Ao que gerou a conversa abaixo.

  • Alguém delatou? [escreveu uma mulher]
  • Sim, o departamento de justiça dos Estados Unidos. O bobo útil [Sérgio Moro] não é mais necessário,agora vem o descarte. [escreveu um homem]
  • Camarada, penso que nem você. Já tá rolando que o delator é o ex procurador de justiça da força-tarefa da Lavajato, mas, eu não acho que foi exatamente ele. Tem mais coisa. [escrevi]
  • Me corrija, por favor: São 25 procuradores da lava jato. Tem um que é agente da CIA. Ele tem todos os docs e áudios. Simplesmente ele passou para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que por sua vez passou para o inimigo do Moro. Advinha quem é? [o homem novamente]
  • Por favor, me conte esse segredo! Rssss [eu]
  • Sempre que você fabrica uma doença, você produz também o antídoto. Foi o que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez. Entregou para quem? O repórter do Intercept [Glenn Greenwald]. Não há hacker, só a NSA mesmo.
  • Tudo a ver! Valeu! Falo disso na postagem Já tínhamos convicção, agora, temos também a prova.

De fato, trabalhando para o The Guardian, Glenn Greenwald foi quem levou a público os rumores publicados por Edward Snowden, ex-funcionário da NSA. Seu relato jurava que a agência de segurança dos Estados Unidos estaria espionando o mundo todo através de um aplicativo chamado Prism. A Operação Lava-Jato teria surgido disso.

  • Eu até lembrei do episódio em que o Snowden avisou Dilma sobre as invasões da NSA à Petrobrás, ao governo brasileiro, que culminaram na viabilização da Lavajato, lembra?
  • Sim, vdd.
  • O segredo pra mim está desvendado. E a barricada que o Facebook faz pra proteger essa informação, cuidando por exemplo pra não reagirem à postagem que linquei aí em cima, me convence completamente disso. É sim a NSA por trás disso. Se foi a CIA que preparou Moro em 2009, conforme o wikileaks, para comandar operações jurídicas no Brasil, sob alegação de se tratar de combate ao terrorismo, aí deram origem à Lavajato com base em informações colhidas pela NSA dentro da Petrobrás e dentro do Governo brasileiro.

Para resumir essa teoria conspiracionista eu deixei na conversa o link de um vídeo postado no Youtube. E a partir disso não houve mais comentários na postagem. Suspeito de que o Facebook teria a inibido.

Essa coisa toda faz pensar que estamos sendo inundados por uma chuva de informações falsas. E enquanto cada um tece sua versão da verdade lhe aceita ou se ancora em alguma versão fabricada por terceiros, o governo brasileiro – talvez orquestrado pelos regentes do capitalismo no mundo – segue sua agenda, tentando vencer a oposição que sofre para implantar as soluções que precisa dar urgentemente ao quadro financeiro, social e político brasileiro.

Artificialização da realidade nacional que temos sido submetidos a ela desde antes do início da era petista. Passa pelo impeachment indevido de Dilma Rousseff – com a suposição de ter sido um plano em que até o próprio PT estaria junto com o PSDB e o PMDB entre os articuladores –, o atentado mal explicado sofrido por Jair Bolsonaro em campanha eleitoral (assista os dois vídeos “A facada no mito”: vídeo 1 e vídeo 2), e desemboca na série de factóides que vêm fazendo com que o público desvie sua atenção para eles e o governo ganhe pelo menos tempo.

Coisa que o general Santos Cruz, recém demitido do governo Bolsonaro, criticou em uma entrevista, de maneira bem cônscia, na qual chamou de “show de besteiras”, alegando serem invenções, tais factóides. Eu diria que os vazamentos publicados pelo The Intercept poderia ser uma delas.

A gente não sabe se buscam nossa soberania, se há inimigos maiores, que afligem tanto os radicais quanto os moderados e os conservadores, esquerdistas e direitistas, a classe empresarial brasileira. Não é nenhum absurdo imaginar que todos nesse palco estariam juntos em nome de um ideal em comum. Todos mesmo. Incluindo Lula e Bolsonaro. E nós, aqueles a quem estariam protegendo desses inimigos, não participamos das ações de defesa.

Até concordo que se procedessem com candidaturas normais na eleição passada não conseguiriam tirar de cabeça o eleitor de votar no PT e repetiria-se 2014. Mas, tenho certeza que a maioria dos eleitores que votaram no Bolsonaro votaria em outro candidato melhor apresentado. Eu estaria nessa maioria.

Creio que tenha sido, sim, armação as informações que colocavam nas pesquisas em que o PT aparecia na ponta na preferência dos eleitores, mesmo ainda com a possibilidade de Lula concorrer. Era, pra mim, tática para viabilizar a chegada por via democrática à presidência da república o candidato que chegou. Com o aval do eleitor para pôr em prática toda a insandice que ele propagou em campanha eleitoral e que simplesmente sumiu de seu discurso e de sua agenda agora que ele se encontra no posto. Portanto, fomos, sim, manipulados. E pelos dois lados.

Para o bem do Brasil inventaram prisões políticas, candidato caricato que vence eleição para presidente da república, preocupações malucas como guerra contra a Venezuela sem motivo justificável. A grande mídia, a imprensa corporativa do mundo todo, atuaria como atores nessa trama. Sabendo de tudo e fingindo noticiar fatos espontâneos surpreendentes. Fingindo concorrência e preocupação com o fato de veículo de comunicação ter sido o protagonista de certo noticiário, quando os fingidores saberiam que a Ordem decidiu que seria quem cumpriria tal papel.

Há quem diga que para manterem dentro das acepções democráticas as ações pró implantação das medidas necessárias para corrigir o país é que esses esquetes de notícia surgem. Até mesmo para viabilizar uma intervenção militar constitucional, que é o que penso que vá acontecer depois desse episódio legado ao The Intercept ser o protagonista e tendo como vilão da história o ministro da justiça do governo Bolsonaro. Não pode ser simples assim livrar o Brasil das supostas garras da China e da Russia. Outra providência que alegam estar por trás desse panorama confuso que vivemos.

Eles mesmos produzem catástrofes, escândalos e com eles confundem ou distraem a opinião pública; eles mesmos consertam tudo. Também manipulando a opinião pública. O estrago da, na minha opinião, personagem Sérgio Moro, que conforme o Pravda dedicou sua carreira a perseguir Lula, vem sendo remediado do modo que podem. A revista Exame, por exemplo, publicou que um hacker teria se passado pelo juíz, usando suas iniciais, SFM, no dia 4 de junho de 2019, e pelo Telegram teria enviado o que seriam as mensagens divulgadas pelo The Intercept.

Sustentar a versão que aponta um hacker como informante dos vazamentos que comprometem Moro e Dallagnol é importante para se safarem dessa.

O certo é que quer acreditemos no que querem que acreditemos, quer não, o que têm para nós depois que os números da conspiração se esgotarem é o que será nos dado. Estamos sujeitos às articulações de gente que tem poder suficiente para moldar nossa realidade.

O melhor a fazer é se tornar adepto do niilismo e deixar que tomem as decisões. Se estas doerem ou ocasionarem perdas insuportáveis, reagir a elas conforme o poder que se tenha para reagir. Um niilista é infalível no boicote. Sendo indiferente, se sobrevive.

Bem, este texto é uma espécie de desabafo. Quero dizer às autoridades que orquestram a realidade da humanidade, que sem alternativas eu me submeto a ela, mas, deixo claro que não sofro manipulação. Sou niilista ao extremo. E meu ceticismo me permite aceitar qualquer teoria, por mais absurda que pareça, como ser a verdade. A qual sempre me será indiferente. Irei de casa para o trabalho e do trabalho pra casa todos os dias do mesmo jeito. Não ganhando nada durante esse expediente, mas, em compensação: sem contribuir com qualquer coisa.

E penso que não preciso escrever mais a respeito do assunto tecido. Escrevo isto pra mim mesmo, eu sei. Só ficarei na torcida por um país melhor. Qualquer novo factóide, pra mim é só complemento. É mais episódios da série. Se eu continuar escrevendo a respeito eu virarei um disco arranhado repetindo a mesma faixa. Prefiro discursar sobre o que na minha opinião pode ser aproveitado dessas propostas que o governo tem rebolado para implantar.

Gastarei um tempo a mais apenas, na próxima postagem no caso, para tecer sobre o quanto perdemos deixando que a mídia, sobretudo as mídias sociais, nos informe e nos mova a se meter a informar.

Vazamentos do The Intercept: Não é o que não pode ser

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Tenho transitado tanto em antros esquerdistas quanto direitistas. Isso se deve porque depois que, enfim, Bolsonaro apresentou seu projeto de governo e as medidas que tomaria junto à sua esplanada eu identifiquei vários benefícios em meu favor. Aprendi a olhar primeiro para o meu umbigo e depois seguir a boiada.

E entre as coisas que constatei vivendo entre os outrora opostos é que os direitistas são muito imbecis. É por isso que Bolsonaro lavou a égua com aquela campanha patife que fez para se eleger presidente da república.

E, então, o The Intercept apareceu para todos os lados. Antes, só nós da esquerda na época conhecíamos a versão tupiniquim do jornal inglês. E o diário fez isso em alto estilo, incomodando até a poderosa Organizações Globo, que teve que dá um tempo no possível plano tramado junto ao governo, que a obrigava a tocar quase diariamente no nome da Folha de São Paulo entre seus concorrentes do campo da comunicação e rebater os vazamentos que o jornal fazia, suspeitos de serem cuidadosamente contratados pelo governo federal junto ao Grupo Abril – e pode ser que continuará fazendo.

A Globo não ficou puta da vida por não ter sido ela a ter vazado os documentos que simplesmente ateiam fogo na cortina de ferro da moral e ética dos conservadores. Se ela possuísse os materiais teria que arquivar até seus patrões decidirem utilizá-los.

O que a deixa mais invocada é a fonte: um jornaleco eletrônico que anda mamando na vaga do Wikileaks. Que vem, pelo menos na internet, sendo mais lido do que monstros sagrados como o The Guardian e a BBC. Virou ícone da esquerda, mas, não está livre de servir à direita a exemplo de grandes mitos do passado como o site Opera Mundi.

Esta é uma das muitas alternativas entre as que nos faz imaginar que o que aparece de sopetão para o público mastigar pode não ser o que parece e ser até o que não pode ser.

Os vazamentos injetados na marra na cabeça do público não só tiram dos olhos dele as pimentas mansas que a mídia corporativa espreiava, como o Caso Queiroz, A prisão do João de Deus, as travessuras ilícitas de Flávio Bolsonaro no país das maravilhas, a crise do Cruzeiro Esporte Clube e o mais recente tapume de besta jorrado para vendar a população para esta não entender a parte operativa da política canalha que faz o Governo Bolsonaro junto ao STF e ao que resolveu chamar de Centrão para assim viabilizar seus projetos – digo de passagem “bons projetos”: O suposto estupro protagonizado pelo já não mais garoto Neymar. Esta chatice, por ser tão fútil, cansou logo.

O The Intercept nos grupos de Whatsapp direitistas é de propriedade do Jean Willys, assim como a Oi é do Lulinha. Se por lá contarem que o proprietário é um bilionário dos Estados Unidos, Pierre Omidyar, fundador do E-Bay, a ilusão deles quanto à integridade incorruptível do hoje ministro da justiça Sérgio Moro e do coordenador da força-tarefa da Operação Lava-jato Deltan Martinazzo Dallagnol estará perdida.

Por isso preferem eles se manterem imbecis e acreditarem no que informam os textinhos de whatsapp que viralizam em seus antros, cujas fontes nem mesmo eles sabem de onde são. Sequer procuram saber se procedem, se têm embasamento científico, se suportam debates o que vomitam nas interfaces do aplicativo de comunicação instalado nos smartphones deles.

A grande ameaça que representa as denúncias feitas supostamente por um anônimo ao The Intercept é o fim de uma série de peças teatrais. Entre elas a prisão do Lula. Mas, vai saber se não é isso mesmo o que o governo quer ou precisa que viabilize e de repente o tal vazamento é tão orquestrado quanto foram os muitos que divertiram os antipetistas até a providente prisão – o que fica claro nos prints de conversas de chat divulgados – do ex-presidente do Brasil?

“Lula Livre” é importante para fazer o povo aceitar as reformas que aí aguardam pela implantação. Libertar o homem para ajudar nisso, sem ter que dar o braço a torcer, é uma das coisas que pode ser. Por que não? Hora de acabar com uma prisão providencialmente indevida, que não vai ter jeito de durar a vida toda. A la Nelson Mandella, Lula pode ser o cara que Bolsonaro precisa. Isto pode ser!

Porém, há alguns baques a serem remediados: o bolsomimimion ficará uma ararara ao ver indiscutivelmente revelado que foi feito de massa de manobra para eleger um governo que em nada se diferenciaria do petista em termos de manipulação social. E que estaria só arrumando a casa, a pedido do próprio PT. E que pra isso foi preciso forjar a prisão política do Lula, senão ou ele ou o Haddad ganhariam. Com ele, bolsomimimion, podendo ter dado o seu voto. De repente até a facada no mito estaria a um passo de ser decifrada.

Esses últimos acontecimentos indigestos envolvendo o governo, que levaram os bolsomimimions a odiar o STF e o tal do Centrão – que conta em sua essência inclusive com gente do DEM, o partido hegemônico na esplanada do presidente -, tornaram esses dois figurões álibis perfeitos para preparar o público para aceitar medidas ainda mais enérgicas. E timing é com essa corja de pseudos direitistas-conservadores-radicais-esquerdistas que estão alinhados até o pescoço no grande golpe para salvar o Brasil sem que ninguém tenha que sofrer sequelas como deveria.

Até se esquecem que o STF foi seminal para a eleição de Jair Bolsonaro. Por que agora aparece como figura comprometedora e infiel? O que pode ser isso?

Nada mais solucionador do que a alegação de terem sido hackeados telefones celulares de políticos ilustres da Lavajato. Mas, será que os que sofreram a suposta ação de um hacker não temeram essa possibilidade quando transitavam informações que deveriam serem passadas somente verbalmente, direto no ouvido do outro e em linguagem codificada, quanto mais tendo sido aprisionados em gaiolas, por esse mesmo pessoal, por essas mesmas vias, diversos pássaros?

E por que cargas d’água um hacker, suposto esquerdista, só apresenta esse material agora, dois anos depois de algumas dessas mensagens que não tomaram o cuidado de apagar terem sido trocadas? É tudo providente demais, não? Não parece coisa planejada para vazar e de acordo com certo cenário se viesse? Que talvez sabiam que fatalmente viria.

Tinha mesmo cacife pra isso o tal anônimo que chegou ao The Intercept? Será que andou pegando consultoria com Kevin Mitnick? Ou será que a gente consegue ser mais esperto do que a Globo e suspeitar que os próprios donos das conversas disponibilizaram – de repente até criaram de última hora – o material em determinado timing e para cumprir determinado propósito?

É claro que se isso está entre o que pode ser, a Globo e todo o PIG estariam contratados para pagarem de inocentes e nos enganar como sempre. Ou então, gente, o próprio Telegram é que seria o informante.

Golpe militar à vista. Isto pode ser? Pra mim pode. Como eu já escrevi em outras postagens, a oposição que esse governo está sofrendo, que vem organizando massas para fazer minar suas implantações é completamente invisível. Consegue fazer com que eleitores bolsonaristas se oponham às já inadiáveis implantações do governo. Invisíveis, que fazem isso pensando neles próprios. E que são os verdadeiros desinteressados no avanço que as aprovações dessas reformas proporcionarão à sociedade brasileira.

Pra frear esse pessoal, só com intervenção militar. E se Moro, o STF, o Centrão e outros pontos fortes do Governo Bolsonaro caírem, as armas sobem. Para o bem do país, felizmente! Eu apoio! Não é nenhuma estranheza o JN dar uma pala exclusiva para o general Hamilton Mourão pronunciar-se a respeito da questão e enaltecer Sérgio Moro como um jurista aceito por certa maioria que ele levantou por conta própria só pra não deixar de aparecer.

Mas, nada disso pode ser o que está em jogo. Não lhe parece óbvio, escritor: o jornal foi o escolhido para receber uma denúncia anônima que pode fazer o PT voltar ao posto. Temos que condenar o jornal e dizer que tudo o que ele revela é mentira.  É pura teoria de conspiração essa sua. Não pode ser, não é o que não pode ser. O que não pode ser que não, é o que não

pode ser que não é
o que não
pode ser que
não é.

Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é

(“O que”. Titãs. 1986)

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz“.

NUNCA PERCA AS NOSSAS POSTAGENS!

 

O revisionismo do Governo pode afetar a Bíblia

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O governo, além de tirar sociologia e filosofia da grade escolar, pretende fazer modificações na História. O Golpe Militar de 1964, por exemplo, passará a ser entendido como um esforço militar para deter a implantação do Comunismo no Brasil. Que mentira mais bonita, não? Que bravos heróis esse revisionismo da História nos traz.

No meio direitista, por conta própria, mas, seguindo o mestre, os direitopatas andam atribuindo a cunhagem do termo idiota-útil ao líder comunista Vladimir Lenin, quando a autoria mais aceita menciona Yuri Alexandrovich Bezmenov. E a aplicação do termo, conforme o mundo bolsomimimion, se refere exclusivamente àquele que participa de passeatas em favor de líderes esquerdistas.

Reflitamos: O que direitista entende de história, sociologia, antropologia, geopolítica, marxismo ou filosofia pra sair por aí querendo dar uma de revisor acadêmico? Ou melhor: eles entendem que têm que acabar com essas disciplinas para que o lado que eles combatem não volte a ficar maior. As disciplinas só não: as universidades também.

O brasileiro médio entrou em contato com o termo há uns cinco anos quando espalharam biografias perdidas ou proibidas na internet e entre elas estavam as de gente como Antonio Gramsci e Saul Alinsky. O teórico Gramsci chamava de idiota-útil não só o manifestante citado pelos direitopatas, mas, qualquer contribuinte. E Alinsky, ativista político estadunidense, formava legiões de idiotas-úteis em pró da derrubada do sistema em sua pátria. E quase conseguiu!

Um cara de pé em uma esteira de linha de produção em uma fábrica e que coloca peças de um produto no lugar e com isso ajuda enriquecer seu patrão enquanto ele próprio apenas ganha seu sustento é um idiota útil. Os grandes craques de futebol de hoje em dia não passam de idiotas-úteis. Nisso, quem não está no controle da sociedade está no rol de idiotas-úteis, massas de manobra. Lenin, sim, definiu o termo “esquerdismo” em seu livro “Esquerdismo, doença infantil do Comunismo”.

Mas, como esses “conserva dores” que estão em vitrine têm a obrigação de seguir os “dita dores” da informação deles, a verdade terá que ser modificada. Gente como Rodrigo Constantino e Olavo de Carvalho. Terraplanistas que acreditam que o Sol é que dá volta na Terra.

Aliás, não está errado isso, em todo o Universo, qualquer um dá a volta nos terráqueos. Entendeu? Riu? Então, vamos voltar ao assunto.

Eram danosos para o cidadão de Minas Gerais aqueles tempos em que cheio de intenções para com o estado difíceis de serem interpretadas, o governador Newton Cardoso sofria o massacre da imprensa que opunha-se ao seu governo. Graças a ela, ficamos todos nós daquela época com a opinião formada quanto à capacidade intelectual debilitada do político pmdebista, vulgo Porcão. Pejorativo que foi lhe atribuido também pelos opositores. O jornal “O Estado de Minas” chefiava os marrons.

Tendo herdado o aparato estatal absolutamente comprometido com o pagamento do funcionalismo: 113% do orçamento eram direcionados à folha dos funcionários de Minas, tal qual herda hoje Jair Bolsonaro o cetro federal, Cardoso se viu necessitando realizar cortes no orçamento público. Um dos primeiros atos de Newton Cardoso como governador foi a exoneração de mais de trinta mil funcionários fantasmas.

E, naquela circunstância, tal qual acontece hoje, os servidores públicos – que votaram em peso no ex-prefeito de Contagem, MG – se transformaram na esquerda. E se embrenharam a recrutar idiotas-úteis inclusive no meio privado. Gente que nada tinha a ver com o peixe por não ser funcionário público e que estaria era ganhando com os resultados que o governador colhesse, impelidos pelo marketing político de terceiros apoiou a luta pessoal dos beneficiários do sistema estatal.

E tal qual os direitistas desavisados de hoje, os daquela época ajudaram a esquerda servindo de massa para manobrar a causa dos jornais e bancos estatais, que estavam na mira de corte de verbas – os primeiros – e privatizações, que acabaram ocorrendo.

Essa massa criou, então, um mito: a burrice de Newton Cardoso. E várias piadas bem criativas. Algumas foram parar em programas de televisão de cadeia nacional.

No caso atual, a soberba que nos exibe Jair Bolsonaro faz a gente imaginar que ele leve à sério o título de Messias, o qual ele tem desde menino. Fazer o verbete “comunista” virar significado de “vagabundo” deve estar entre as exigências destinadas aos organizadores do dicionário Aurélio. Pode ser que ele não se contente com o campo nacional e queira também dar pitaco na Bíblia.

E aí, emprestando de uma piada contra o Newton Cardoso, “cristão” vai designar um cristo grandão; encíclica, uma bicicleta de uma roda só; epístola: pistola para atirar em perfis de redes sociais na internet.

Não tem essa de ‘dar a outra face’, bateu, levou de volta”. Nesta passagem relatada em Lucas 6:29, a protagonista da história sem dúvida seria Maria do Rosário, conforme essa divagação. “vende tudo o que tens e me segue”: “Ô louco, isso é coisa de comunista, ou seja, de vagabundo”. O Mar Vermelho que Moisés teria abrido terá que mudar de cor. E por aí vai!

O fato de apesar de a Bíblia ser profundida como um livro inspirado por Deus, portanto, não pode haver dúvida e nem despautério, o Rei Saul ter morrido uma vez, mas de três formas diferentes, duas sendo assassinado e uma cometendo suicídio, pode impelir o Coiso a exigir: “Não tem essa de morre-não-morre, arrume uns caras bons de serviço, põe uma metranca na mão deles na história e acaba logo com esse rei”. E ainda se pode esperar por um “rei que procura necromante é bandido; e bandido bom é bandido morto”.

Mas, a necessidade maior de revisionismo bíblico nos novos tempos, que destacarão a pedagogia da Escola Sem Partido, está na crucificação de Jesus. Como todo cristão sabe e até ateus sabem, Jesus foi crucificado entre dois ladrões. E o bom ladrão, apesar da passagem não deixar isso claro, é apresentado tanto na cultura artística cristã quanto na profana, como o que está à esquerda do Cristo, causando uma difamação à lateral direita. Mas, nada que uma ordem bem ao estilo bolsonarista não resolva: “Tá errado isso daí, bota o vagabundo na esquerda, talquei”.