Sei que nada sou

Nossa, como é Drurys! Decidi não escrever mais em blog algum e nem em redes sociais e aqui estou eu quebrando isso. Já que não tem remédio… Mas é só desta vez!

Sei que nada sou, pois, não possuo estabilidade, estou sempre sofrendo transformações. Tudo o que acontece à minha volta é que me faz pensar.

E na minha mente não vão parar só o que observo, cheiro, ouço, toco. Há informações que são captadas pelo cérebro e que estão latentes aos meus sentidos físicos. Junta-se tudo isso no palco dela e forma-se a tempestade que observo, que me tira a concentração, dificulta meu poder de decisão, faz o caos tomar o meu ser, trazendo ansiedade, inconformismo, nervosismo, frustração por ser assim – como se eu fosse diferente de todos os outros seres humanos –, procrastinação, preguiça de terminar raciocínios e desenvolver ideias ou assimilar aprendizados, desmotivação para o passo consciente seguinte.

A maior parte do tempo, a maioria de nós está em piloto automático. E não tem essa de manter atenção plena, foco e outras balelas para se vir livre do caos e ser dono do próprio destino, que os chamados coach adoram lecionar.

A questão é que tudo isso é inevitável. Tanto as causas, quanto as reações. Faz parte da natureza, do materialismo, deste mundo, deste universo. Essa tempestade é tudo o que somos. Somos formados por ela. Não conseguimos nos livrar dessas influências como nos livramos de uma roupa que nos causa desconforto.

Somos o momento que estamos nele. Somos o que sentimos. A interação com o mundo nos emociona e consequentemente nos faz ter pensamentos que irão nos colocar no status do sentimento pertinente a eles.

E eu, como todo ser humano, estou sempre expressando sentimentos diferentes e itinerantes, que vão e voltam.

Somos a opinião que expressamos. É por ela que nos avaliam e nos rotulam. Por isso é bom ser aquela metamorfose ambulante, pois, se nos avaliarem mal após uma fala, quem sabe não melhore isso na próxima? Detalhe: nossos gestos também expressam a opinião que mantemos em dado instante.

E o que opino também está sempre mudando. A parte fixa da minha opinião, ou seja: as minhas convicções, esconde-se no meio da tempestade de pensamentos que me assolam a todo instante. E com isso, eu não consigo manter consistência no que propago.

O interessante é que isso se dá sem eu me contradizer. É como se sempre houvesse novidades no meu caminho, que me convencem que realmente nada sabemos e que o que sei é uma gota, sendo o Oceano o que ignoro.

É fato que isso tudo deva ser levado em consideração com relação ao meio material, ao que diz respeito ao Eu físico. O Eu Superior, que sobrepõe nossa mente e controla nossas ações, é constante e invulnerável ao que nos estimula fisicamente.

Cada vez mais, me distancio do ponto de partida, que já nem sei mais onde fica. E jamais chego a qualquer lugar. Me convenço, então, de que não existe a largada e nem a chegada, só o caminho. E esse caminho é você mesmo.

Essa trilha não é uma linha reta. É, sim, repleta de bifurcações. E como não se chega a lugar algum, quaisquer das ramificações que tomo – e faço isso automaticamente – é por onde eu deveria ir. De modo que não faço escolha alguma, simplesmente vou. E aquele que é realmente quem a gente é cuida do resto, ajeita tudo para que nos adaptemos para viver as experiências do ramo.

Não se paga pena pelas escolhas feitas, pois, não se escolhe nada. Simplesmente ocorre, às vezes, de sofrermos enquanto nos adaptamos ao rumo tomado. É até comum intuirmos coisas como “penei por ter tomado essa direção, mas, no final percebi que era a decisão certa”.

Eu sou caminho, a verdade e a luz
(João 14:6)

Quem contará nossa história?

Se coloque na pessoa de um ávido colecionador de revistas em quadrinhos. O que ele coleciona mesmo é a arte que essas revistas transportam, portanto, se esta estiver adaptada para um formato digital, o significado da coleção é o mesmo.

Um dia, você viu que a mais antiga das suas revistas se deteriorou por completo. Perda total. Mas você disse para si mesmo: “Por sorte eu a possuo em PDF”. E se sentiu aliviado.

Noutro dia, você quis reler as histórias do exemplar de papel que foi perdido e recorreu ao CD-Rom onde havia colocado o PDF do mesmo. Se viu sem condições de utilizar a mídia, pois, o leitor que havia em seu computador se estragara, não havia mais técnico que o consertasse e nem como comprar novo leitor, pois, o CD se tornara obsoleto com a chegada do pendrive e foi esquecido.

Novamente, você disse para si mesmo: “Por sorte eu coloquei uma cópia em um HD externo. Fora até o local onde o dispositivo estava guardado e o tirou do lugar para plugar no computador via porta USB. Só não era mais prático estar apto a usufruir do material que você queria acessar do que se ele estivesse em seu formato original, o de revista em papel, que era só tirar do lugar e começar a ler.

Praticado seu consumo, você fez toda a operação para tirar do computador o drive de leitura e o guardar novamente. Nisso, você notou como ele era frágil. Um dia poderia cair, empenar, arranhar a região de leitura, derreter ao fogo. E aí você terá se despedido para sempre do exemplar de revista em quadrinhos tão amado.

E nessa hora você se pôs a pensar: “Por mais cuidado que eu possa ter, chegará um tempo em que nenhum dos itens de minha coleção estará disponível para eu desfrutar”.

E isso te fez herdar uma decepção, que chegou até a lhe motivar a dar de mão desde já de tudo o que havia colecionado. Desfazer o amor, o fascínio ou a obsessão pelos artigos lhe traria conforto e lhe pareceu ser algo inteiramente racional. Sem contar que lhe devolveria a liberdade. Quem se apega a qualquer coisa teme excessivamente perdê-la. E com isso, se torna aprisionado, refém dos próprios interesses.

Porém, uma luz surgiu no fim do túnel para evitá-lo de dar o próximo passo, que seria jogar a coleção em uma fogueira. Você se lembrou de uma reportagem que leu em uma revista, lá nos anos 1980, que informava sobre uma caverna na Suiça onde estariam guardadas, com o máximo de segurança, informações de tudo o que o homem fez. Se um dia algo advier de forma a deixar a humanidade individualmente sem seus registros, era só recorrer ao acervo protegido na caverna. Pelo menos o que for coletivo estaria arquivado nela. Haveria lá, ainda que em formato digital, uma cópia do exemplar da revista amada.

Entretanto, você também se lembrou de um documentário que por acaso viu no Youtube: “O mundo sem ninguém”. Conforme o documentário, se uma tragédia ocorrer na Terra, como um hecatombe nuclear, e dizimar da face dela o ser humano, em dez mil anos não sobrará nada para contar que um dia nós, humanos, existimos. E isso fez você voltar à estaca zero.

Mas aí você teve nova inspiração. E concluiu: “Ora, sem ter alguém para ler o exemplar, ele não precisa ser eterno”. E isso o aliviou de forma definitiva.

Se um dia o próprio planeta for varrido do Universo implacavelmente, de maneira que não só banirar-se dele o ser humano e sua consciência, sua capacidade de observar e de sentir a existência, mas também todo e qualquer ser vivo, sensciente ou não, todo e qualquer corpo material, incluindo as rochas, o Universo prosseguirá com sua expansão como se jamais, em qualquer tempo, tivesse existido o planeta Terra. O que se dirá do que havia dentro dele!

Fica então a pergunta: Qual o espaço que há no Universo para as preocupações humanas? Se refletirmos à fundo sobre isso, veremos que até as entidades divinas que as religiões pregam, como Jesus Cristo por exemplo, perderá completamente o significado se não houver alguém, com o imaginário tomado pela idolatria, pelo fascínio ou pela obsessão, para pensar a seu respeito ou para querer usufruir de seus deixados.

A vida é uma oportunidade única para contemplarmos o momento presente e obter dele experiências sem se importar com a durabilidade delas. Nada é eterno como uns dizem serem algumas coisas. Tudo é modificável. E só o que existe é o momento que chamamos de presente. E nele não cabe perder tempo com qualquer preocupação. Principalmente as que aprisionam a mente.

A diferença entre educar e estudar

Primeiro momento: No Facebook uma colega postou “A forma arrogante como algumas pessoas estudadas tratam pessoas que não estudaram demonstra que estudar não garante educação” e o algoritmo da rede achou que devesse a publicação aparecer no meu mural.

Pensei que pudesse ser a Rede tentando me fazer militar contra aqueles que pregam que o país não deve destinar verba às escolas públicas, então, reagi comentando: “É só no Brasil que estudar significa educar-se. Estudar nos outros países significa o que é: adquirir conhecimento. Rs!”. Coloquei o “Rs” de risadinha para que a colega não pensasse que eu estivesse querendo pagar lição de moral.

Segundo momento: Encontrei com um amigo professor em barzinho e no ensejo procuramos colocar nossas conversas em dia. À certa altura do bate-papo, a jukebox estava em volume exagerado e o professor perguntou se eu não toparia ir para outro boteco. Decaí porque eu tinha um compromisso naquele local. Fui até a dona do bar e solicitei que diminuísse o volume. Provavelmente por conhecer minha média de gastos no ambiente comercial recreativo, a proprietária atendeu ao meu pedido.

Nosso assunto então era questões da política brasileira. Surgiu oportunidade para expormos ideias sobre implantar o Liberalismo econômico e acabar logo com a guerra de interesses que disputam bolsonaristas, esquerdas e pessoas não necessariamente politizadas que opinam sobre os factóides políticos despejados pelos diversos canais de mídia existentes nas sociedades atualmente, entre eles as redes sociais na internet, como por exemplo o Facebook.

O professor me disse que o Brasil não está preparado para viver o Estado-mínimo. E eu lembrei que no sistema mixto de economias que define o regime econômico do país é que não dava para continuar, seria melhor implantar o socialismo de vez.

Concluímos, então, que o brasileiro não está pronto para os dois regimes. E o professor pontuou que o motivo seria a falta de educação do povo e que houvesse investimento pesado em educação seria possível optar por um ou outro sistema. Foi aí que falei para ele sobre meu comentário no post da colega de Facebook.

O professor discordou do meu comentário. Achava ele que devesse sim o país investir em educação. Nisso, procedi dizendo que teríamos que compreender a palavra “educação” do modo correto. Educar um indivíduo é torná-lo adequado para o convívio em sociedade. Isso quem faz em primeira instância é a família. As crianças recebem dos pais essas instruções. O governo, a mídia e as igrejas, com mais ênfase esses três, fariam o resto.

A parte do governo não se dá exclusivamente providenciando e gabaritando escolas. Na escola se vai aprender a ler e obter o conhecimento de diversas ciências positivas que ao longo do tempo o homem acumulou. Na escola também se aprende uma profissão e se capacita a trabalhar nela. Citei a medicina. Mas, têm que chegar à escola já educado, já tendo bons modos. E dei a informação que na faculdade eu tive professores que não tinham um pingo de educação ou que fossem bem menos educado do que eu. Isso torna verdadeira a reflexão na postagem de Facebook mencionada.

O Governo investir em educação é criar campanhas educativas e usar os outros instrumentos como meio de implementar essas campanhas. Em minha infância, tempos militares no Brasil, era comum se vir dessas campanhas em todas as instituições públicas e nos mais diversos produtos de mídia – por exemplo: na campanha do Dedinho, que visava incentivar a prática de esportes e ajudou o Governo Médici a implantar a disciplina Educação Física nas escolas, utilizaram revistas em quadrinhos que eram dadas nas escolas ou vendidas nas bancas; a campanha para criar a consciência de higiene e limpeza utilizou um personagem chamado Sujismundo, que foi parar em filmes para a televisão e em cartazes que se podia ver fixado até em estabelecimentos comerciais e interior de ônibus.

Ou seja: as escolas serviam de murais e porta-vozes para fazer chegar ao público pertinente a elas a mensagem do Governo para educar a população. Porém, isso sendo mais esperado de se ver nos estabelecimentos educacionais de ensino fundamental. As universidades poderiam no máximo dar apoio para relembrar esses deveres a seu público, que está nelas para se profissionalizar em alguma profissão e já tem que estar educado para os processos sociais – como não sujar as ruas, não fazer barulho em locais de uso comum das pessoas, como se proceder no trânsito.

O professor concordou em partes com o meu apontamento quanto a investimento em educação, mas manteve sua opinião quanto ao motivo de não ser devidamente educado o povo para viver o minarquismo ou o socialismo propriamente ditos. Ele próprio citou que a solução seria pegar representantes de cada grupo social do Brasil e em um debate chegar ao melhor modo de realizar as implementações.

Nisso concordamos juntos sem resistência. E ilustrei minha adesão considerando o bar onde estávamos como a Sociedade. O interesse daquela sociedade era que todos nós, os consumidores do bar, estivéssemos satisfeitos em estar nela e jamais decidirmos ir para outra sociedade. O volume da jukebox, por exemplo, teria uma configuração que não incomodasse quaisquer dos usufruintes do local.

E o potencial de gasto de cada consumidor não seria o determinador dessa configuração, uma vez que por não se tratar de um local incondicional para se estar e ainda por existir concorrentes que provesse o mesmo lazer, quem fosse excluído da decisão, ou seja: quem não suportasse o decibel determinado, estaria livre para se retirar. E o interesse do proprietário é que ninguém se retire, quanto mais quem representasse consumo maior.

O determinador seria, sim, um debate com a participação dos proprietários, funcionários e clientes do boteco. A melhor expressão do que é democracia é o debate.

Intervenção militar pró criminalização do comunismo

Protestam nas ruas de São Paulo. Pedem intervenção militar para criminalizar o Comunismo. Como seria isto: criminalizar o comunismo?

Criminalizar é tornar um crime um ato, por exemplo. Vai ver o desejo é esse. Mas, seria o criminalizado o praticante de atos comunistas? Será que estes que pedem em faixas essa criminalização sabem que atos seriam estes? Será que eles não praticam os mesmos?

Geralmente, quem sai em protesto nas ruas é motivado por um líder, geralmente um político. E ele move as pessoas à fazê-lo a fim de defender os seus interesses. Estes, na maioria das vezes não são claros para quem compra a ideia e a segue. Pra dizer a verdade: para quem se vende à eles.

A situação de desespero que vemos na política brasileira, com presidente da república lutando para não perder o posto e recrutando incautos para garantir por ele a manutenção do mesmo, é preponderante – chegando a ser obrigatório – o uso de persuasão psicológica para angariar adesões.

Os grupos que movem pessoas a pedir a tal intervenção militar tecem, com seus próprios argumentos, para aqueles que os apoiam o que seria o Comunismo. Fazem do regime vermelho um assombro pior do que o da pandemia, que não precisa que ninguém dê-nos uma versão sobre sua ameaça.

Só para deixar os militantes pró intervenção militar para criminalização do comunismo mais espertos, se você possui desejo de igualdade (ou seja: vida em comum ou comunismo). se você gostaria de ter dentro da sociedade as mesmas condições que o seu vizinho, que o seu patrão, que o presidente da república, então, você vai ter que parar com isso, pois, isso é um ato comunista.

E fora isso tem uma série de outros hábitos que com certeza você sustenta que são oriundos da ideologia comunista. O que dizem para você os que você anda seguindo para se agarrar à luta deles não é verdade.

A parte do Comunismo que você deveria combater, a filosofia econômica, nem de longe o Brasil corre perigo de sofrer mutação. Nosso destino parece ser o colapso econômico total devido à esse emburrecimento da população, que em vez de protestar em pró do Liberalismo Econômico que Paulo Guedes iniciou a implantação, protesta para que persistam os escândalos envolvendo o presidente da república, que parecem querer frear o liberalismo.

Daqui a pouco o ministro deixa o cargo também e aí, meu, só mesmo implantando a economia do regime vermelho para nos salvar. Se seus mentores te explicasse sobre o modelo de economia planificada talvez você saberia visualizar a grande solução que estamos deixando escapar não exigindo aceleração da aprovação dos projetos do Guedes.

E procure outra forma de manifestar que não seja protesto nas ruas carregando faixas contendo palavras de ordem, pois, isto também é um ato comunista.

Por que é temida a hora de partir?

Antes de dormir o chá de camomila e o exercício espiritual de alinhamento de chakras. A noite é tranquila e repleta de bons sonhos. Isso após a turbulência da experiência de quase-morte.

1Eu vou me embora / É chegada a hora / Não, não chore / Nem me faça chorar
O que é tristeza / O que é saudade / Me responda / Com justiça e não com lágrimas
E se lembrar de mim / Faça com o mesmo ardor / De uma canção feliz / De uma canção de amor

Eu não sei ao certo se isso é típico da velhice contemplar experiências de quase-morte. Tenho feito essas coisas constantemente nos últimos dez anos. E é o que me alivia o choque com minha realidade insípida, fracassada materialmente e a conflitar ideologicamente com o que percebo ser o que os donos do mundo tecem para a humanidade sujeitar-se. Idem o fato de a maioria das pessoas aceitar a submissão. E muitos de boca boa.

A morte me cairia bem nessas horas, não fosse o sentir-me preparado, com todos aqueles que sentirão minha falta ou que dependem de eu estar vivo amparados por eu ter estruturado minha partida.

2Depois que eu envelhecer / Ninguém precisa mais me dizer / Como é estranho / Ser humano nessas horas de partida

O corpo estendido na cama, pesado, totalmente relaxado após o alinhamento de chakras. Ausentes os sentidos até que o formigamento aparece junto com o sufoco. Uma pressão sobe peito acima. Vai até o topo da cabeça e parece que o cérebro expande devido a um vórtice que começa a girar dentro dele querendo sair para o espaço.

Uma dificuldade respiratória digna de um afogamento solavanca. Passagens da vida vêm à mente. Coisas que vivi, coisas que terceiros me fizeram vivenciar na imaginação. Tudo se passa como se tivessem sido a mesma experiência de observação. Daí se vê que somos todos um.

3Um vento frio assobia / Me arrepia / E me faz lembrar / A hora que eu nasci
E a calmaria rígida / Vislumbra a morte que eu nunca vi

Então, vem a hora da decisão. Sinto que se eu não frear a sensação não será só uma experiência fora do corpo. Sinto que irei fraquejar e poderei não voltar para Malkut. Deixarei de ser observador neste mundo. Passarei a ser um dos que observam quem observa.

4É o fim da picada / Depois da estrada começa uma grande avenida / E depois da avenida / Existe uma sorte, uma nova saída / São coisas da vida / E a gente não sabe se vai ou se fica

E é nesse ponto que bate o ainda ser humano. As responsabilidades vêm à tona na memória física da gente. Tem os desamparados para amparar. Sua saúde ainda é de ferro, as finanças não fizeram chegar pra você a miséria, a intolerância com a imperfeição dos outros você já é capaz de conter a depressão que isso traz. Para que o desespero em partir?

Escolho voltar. Retomo o objetivo de durar o mais possível no plano material. E a recompensa pela decisão sábia é o prazer enorme que a prática de quase-morte me dá toda vez que eu a contemplo. Talvez eu o faça só por isso.

TEXTOS INCINDENTAIS
1 e 3 – Estrofes da música “Toda a nossa vontade”. Lobão, Sob o Sol de Parador. 1989.
2 e 4 – Estrofes da música “Coisas da vida”. Rita Lee. Entradas e bandeiras. 1976.

Depois da missão cumprida

Assisti o vídeo de despedida do Fusca, produzido pela agência Johannes, a pedido da Volkswagen, e veiculado nos Estados Unidos.

A animação ao estilo Andy Warhol possui apelo emocionante e fecha com uma apoteótica ascensão do Fusca ao reino de onde veio, o da imaginação, tendo “Let it be” dos Beatles tocando ao fundo.

Com todos nós acontece o mesmo com o advento da morte: voltamos ao reino onde todas as coisas são imaginadas. O reino da criação.

Lá está o eu superior de cada um de nós, que é a consciência por trás da nossa observação e da nossa mente. Ela faz parte de uma consciência maior, que concebe tudo o que há no universo que desfrutamos e se divide em consciências individuais para o fim de usufruir, observar, captar sensações provocadas pela sua própria concepção.

Deve ser qualquer coisa surrealíssima essa situação de existência, na qual se coexiste diretamente com seres e objetos de todos os tempos. Tempos que já se foram e que estão por vir. Idem os objetos.

Um paraíso onde os viventes nele desfilam em formas diversas, incluindo a de inteligência ou energia pura. Em cores, sabores, cheiros, texturas e melodias oníricas, espirituais. Sem qualquer dependência temporal ou espacial. Onde tudo é flúidico, a nitidez não é importante e os limites da física são extrapolados.

Tudo é presença nesse lugar, vamos assim dizer. E é possível uma presença definida como a de um ser humano atravessar uma parede e seguir seu curso. Voar a altura impressionante e rumar em queda livre a um mar de rochas.

É isso o que nos espera após a morte. E por causa disso, em vez de aflição e medo do pós-morte deveríamos sentir é anseio. Lutar, é claro, o mais que puder para se manter vivo o máximo de anos aqui na Terra. Mas, dar de mão completamente de toda programação mental que recebemos sobre a morte e que nos faz viver mais limitados do que já nascemos predestinados a ser.

O poder avassalador de transformar a realidade que o orgasmo tem

Todo orgasmo faz surtir algum efeito no experimentador. Saúde, prazer, alegrar células e fazê-las trabalhar melhor, equilíbrio mental ou emocional, expansão dos sentidos, experiências espirituais.
Magos utilizam o orgasmo para operar na realidade. Seria possível para eles fazer modificações no meio externo em seu benefício com as energias do prazer sexual.
Essa proposição seria maravilhosa e estaria ao alcance de todos os humanos se o conhecimento do modo de operar fosse de domínio geral. Entretanto, soa fantasioso demais alguém mudar o curso de sua história, quiçá de outras pessoas também, bastando estar em transe orgasmático.

Como saber se temos ímpeto de empreendedor?

Empreendedor é aquela pessoa que tem uma idéia, uma vontade ou uma intenção e se vale de métodos para atingir o objetivo. Pode ser lançar um produto ou enveredar em um negócio, comprar um objeto ou conquistar alguém.

Em negócios, particularmente, a pessoa empreendedora necessita ter mais algumas características, que a torna única, pois dos outros tipos de empreendedorismo todos nós temos um pouquinho, e entre elas a de ser dona do seu nariz.

Sim, o sujeito empreendedor não pode ficar à espera de decisões acontecidas em reuniões de terceiros para ver sua idéia, vontade ou intenção em ação. Falar que seres assim são bastante inteligentes é redundante.

[CONTINUE LENDO EM: http://sellyourfish.blogspot.com/2013/01/como-saber-se-temos-impeto-de.html]

A mão que balança o berço da imprudência

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IMAGEM: Cardosinho Blog

As cenas e falatórios patéticos a que Jair Bolsonaro se digna expor na mídia parece estratégia. As repercussões são previsíveis. Parte do povo fica indignada, querendo que o presidente da república seja responsabilizado pelo que fez ou disse. A outra parte fica se sentindo representada pelos abusos e insandices do habitante temporário do Palácio da Alvorada, o presidente imprudente.

Por outro lado, tudo que o Governo Bolsonaro até agora fez de suas obrigações está num nível de aceitação alto. Isso é que talvez blinde o presidente e o deixa à vontade para permitir os esquetes que nos são oferecidos de bandeja através da imprensa e redes sociais na internet.

Seja verdade ou meia-verdade (vídeos editados ou cortados por exemplo) ou seja mentira, um posicionamento com relação ao que foi publicado sobre sua pessoa é o mínimo que se espera de o presidente tomar.

Daquilo que é feito de inverdade pelo bolsonarista – e não pelo Bolsonaro -, o presidente não se posiciona a tomar providências, chamar à responsabilidade os órgãos propagadores. Ele não dá satisfação nem para o seu seguidor. E nem o seu seguidor cobra dele, acha é bom ele não se pronunciar contra os ataques.

E isso tem aquela cara de conspiração, de conchavo entre atacantes e atacados. Ou então de apoio comprado. Todas as partes ficam protegidas de arcar com o que torna público e leva quem consome à loucura. O povão é o único que realmente toma partido, faz análises, cria crenças em supostas notícias, se indigna, se divide, sofre consequências.

Houve manifestação em Brasília no dia 03 de maio de 2020. Militantes pró manutenção de Jair Bolsonaro no cargo protestaram contra o STF, Rodrigo Maia, Globo, eu e você porque não entramos nesse clube.

As imagens do evento remetem à suspeita de protesto comprado. Feito por gente que por alguns cobres está à disposição para o ofício de protestar. Se fizerem escaneamentos minuciosos, eu não admiro se encontrarem uma ou mais carinhas presentes em protestos pró Lula, “Fora Temer”, “Liberte o Zé Dirceu”.

O presidente bam-bam-bam apareceu na rampa para acenar para os manifestantes. Teria dito que não sofrerá queda porque as forças armadas estariam ao seu lado. Diversos veículos de informação de esquerda apareceram na segunda-feira dizendo que o site UOL teria propagado que os militares retrucaram dizendo que eles não são malucos de entrar em uma aventura contra a democracia aplicando um golpe de intervenção.

Quanto a esse assunto sobre os militares, o Google, na busca por essa manchete não listava o site UOL em posição nenhuma na primeira página de resultados quando pesquisei. E nem o UOL apareceu responsabilizando os que o deram como fonte de uma notícia que pode ser falsa ou deturpada.

Mais uma aplicação do número “vocês dão o fato e falam que fui eu que o passei, se me vierem chamar atenção, digo que quem disse que eu disse o que disseram foi outro“. Todo mundo fica protegido de ser responsabilizado e também de ter que dar explicações por não ser visto responsabilizando.

Bom, esse tipo de apoiador do Bolsonaro a gente consegue entender. Tá defendendo o leitinho das crianças. Esse não tem que se queixar de nada. É até bom que tudo fique como está, com o presidente sendo estrela do Jornal Nacional nas reportagens sobre o mundo-cão da política brasileira.

Agora, o cara que não recebe incentivo nenhum para defender o Bolsonaro, este seria digno ele se incomodar com os esquetes que o presidente participa. Qualquer pessoa de bem se indigna com alguém fazendo publicamente descaso com a dor da população tão somente para se divertir. Se divertir, pois, como ele pode estar contendo seus adversários ou dando volta por cima com as atitudes imbecis que se deixa ser visto nelas?

Esse bolsonarista está buscando defender uma pessoa e não um governo. Ele talvez esteja otimista com o que o governo vem fazendo e deve ter em mente que o Bolsonaro é que sustenta os projetos de leis em andamento. Se ele cair, a casa cai toda. Não vê que isso é um ledo engano.

Pra esse cara, se rola um impeachment ou uma renúncia não é o Mourão quem vai assumir, seria o Lula. Só pode! Ou, se o Mourão ou outro assumir, os ministros não serão mantidos e ou o que está em votação e que estamos doidos pra ver aprovado será engavetado.

Isso é o tipo de atitude de cidadão que não tem consciência da sua força na missão de exigir finalização de projetos publicados e aderidos pela população ou da sua importância no processo eleitoral. Ele sofre de idolatria, tem o Bolsonaro como ídolo e sofre de Síndrome de Estocolmo. Em vez de nacionalismo, patriotismo, cônscio de seu dever de cidadão como o Bolsonaro propaga ser e como deveria ser quem o segue.

Se realmente o bolsonarista se interessa pelo que Bolsonaro fez e estaria fazendo – quem fez e está fazendo é o conjunto, que inclui a esplanada, as câmaras, o senado e até o STF – o foco dele deve ser na manutençaõ disso. Isso não se defende blindando as besteiras que um imbecil com faixa de presidente da república desfila na mídia.

Pelo contrário, faz é derrubar toda essa estrutura. Os supostos inimigos de Bolsonaro já demonstraram serem mais fortes do que ele. E se quiserem, para punir os que insistem em mantê-lo no posto, derrubam tudo quanto é projeto que passar pela câmara, pelo senado, pelo STF. Ou seja: punirá todo mundo.

E aí, ó, bau bau para os ganhos com que vêm nos fazendo sonhar o ministério dos transportes, da economia e trabalho. Até o da agricultura, a musa do veneno terá carta branca para esquecer os agrotóxicos se Bolsonaro cair.

Quando o então ministro Sérgio Moro apresentou o pacote anti-crime na íntegra, que gerou polêmica no Congresso, você bolsonarista bradou, xingou, ofendeu qualquer um que fosse contrário à aprovação do pacote. Me lembro muito bem disso!

O grupo que quer derrubar o Bolsonaro mostrou sua força e fez mudanças na ideia apresentada por Moro. Seu presidente permitiu, não foi? E você não socorreu o Moro, na época ele ainda era seu herói. Você não foi nas ruas protestar. Seria porque o Moro não estava pagando para isso?

Se Bolsonaro cair e tiver que haver outra eleição, é muito simples de lidar com isso. Basta escolher alguém do meio militar para continuar com a estrutura que aí está querendo mostrar serviço. Com certeza o Mourão montará uma chapa.

Você acredita que a Esquerda ou um outro, talvez um PMDBista ou um tucano têm mais a simpatia do povo, não é? Lamento, mas, se for assim, só confirma que a eleição do messias foi fajuta. Se não foi forjada, foi imposta por meio de táticas psicológicas que afetou quem votou nele. Afinal, a ideia propagada é a de que queriam gente nova, partido novo, votaram por mudanças. Não foi isso?

Agora, se for o Mourão a dar sequência, qual o medo de seguir com ele no comando do barco? Não confiam no militar experiente o quanto confiam no amador fanfarrão? Tira-se a desvantagem dele é se baseando em suas polêmicas aparições em público?

Então, não querem ver esse país crescer. Estaremos estagnados enquanto esse showman e seu clã estiverem empacando o cargo de presidente da república.

Deixe de vaidade, de orgulho ferido, de dor-de-cotovelo e teimosia. Até mesmo o cara de quem você ouviu “eu te avisei” está à espera de você sair da lobotomia que você sofreu e enxergar a realidade. Dar o braço a torcer e fazer o que é certo: lutar para que essa situação política se resolva logo para que possamos retomar o rumo que lá íamos tomando.

Eu sou um cara que não votou no Bolsonaro porque ele não apresentou nada que me fizesse votar nele. Ele apresentou foi o contrário. Mas, como muitos como eu, quando seu governo iniciou a gente deu o braço a torcer e virou apoiador.

Agora, você não quer que a gente continue a apoiá-lo dados esses cenões que ele protagoniza, quer? A gente não é maluco, né? Temos total consciência de que quem nos seduziu politicamente foi o ministério que Bolsonaro formou.

Estes, com exceção, no meu caso, do paranoico Ernesto Araújo, o blogueiro que acha que o nazismo era um movimento de esquerda, que não há aquecimento global e que a pandemia é um plano comunista, uma turma boa vai lutar para mantê-los.

A.A.Vítor – Autor do livro “Os meninos da Rua Albatroz”, cujo capítulo “Planejadores do futuro sombrio” previu o momento atual. Sobre saúde e espiritualidade leia: “A magia que enriqueceu Tony”. Sobre empreendedorismo, relação interpessoal e sexo leia: “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Todo o mundo quer me amar”.

Uma mensagem politicamente incorreta sobre a Covid-19

Qualquer mensagem que tranquiliza o caboclo quanto à essa pandemia de Covid-19 que estamos passando por ela é politicamente incorreta, por isso o título da postagem.

Recebi o link para visualizar um vídeo do canal Greg News no Youtube. Um excelente vídeo. No mesmo são deixadas algumas informações que leva à várias reflexões necessárias para que nós sujeitos comuns não tenhamos que ficar tão apavorados com o que é despejado de notícias oriundas da grande mídia em todos os seus canais de comunicação e pelas redes sociais na internet.

A primeira informação que cria impacto na verdade apavorante propagada pela grande mídia é: O número de testes para Covid-19 no Brasil é incompatível com a determinação do número de mortes pela doença. Ou seja: várias mortes foram consideradas por Covid-19 apenas pelos sintomas apresentados pelo então doente.

No caso de morte, penso que seria obrigatório o teste para se confirmar se aquele óbito pode ser acumulado na informação sobre a mortandade da doença no Brasil. Só pelos sintomas não é correta a prática, pois, a pneumonia pelas outras razões cresceram de casos no Brasil, talvez no mundo todo, desde o ano passado, conforme no próprio vídeo é apresentada a informação munida de fontes.

Tá, podem dizer que não tem o Brasil condições de fazer os testes. E os mortos pelo novo coronavirus não podem ficar aguardando para serem sepultados. Então, que seja registrado como morte por causa indeterminada, que é o padrão nos hospitais independente de haver caos na Saúde e, inclusive, conforme o vídeo, é o que estão registrando em certidões de óbito desses mortos. Porém, por algum motivo a mídia corre para aumentar o pânico das pessoas passando informação indevida.

E está acontecendo também de não emitirem atestados de óbitos e ainda impondo cremações em corpos alegando urgência em se destruir o vírus. Que urgência seria essa se não sabem por meio de testes se o cadáver possui o vírus?

Fica claro por esses questionamentos que estão engessando estatísticas sobre a pandemia no país. E só podemos imaginar que querem manipular a opinião pública ou aproveitar do pânico que conseguirem criar no público.

Agora vamos a algumas teorias de conspiração ou, se preferirem, alfinetadas com deduções incômodas na cúpula que quer nos enganar.

Recebi um outro vídeo em que uma moradora de Rondônia reclama que em seu Estado havia sido confirmadas até quando ela fez o vídeo apenas seis mortes por coronavírus e o governo regional queria gastar 9 milhões de reais com arrendamento de um hospital particular. Quero dizer aqui que a protagonista do vídeo se identificou como bolsonarista e faz em sua produção um apelo pró intervenção militar.

Com relação ao que ela relatou, fica evidente que com o cenário de caos na Saúde mantido, políticos e instituições médicas estariam aproveitando a condição favorável à locupletação supostamente sem vestígio. Um amigo meu me mandou vídeos mostrando a mesma informação sobre corrupção aproveitando a pandemia com relação à Fortaleza, Ceará.

Rondônia é um Estado que em vários registros contendo declarações sobre o mesmo pelo presidente da república, parece ser o Estado xodó de Jair Bolsonaro. Por lá, o governador é do PSL, partido que Bolsonaro utilizou para ser eleito e que hoje deixou a legenda.

Será que o Bolsonaro não tem essa informação grave relatada pela bolsonarista? Se tem, não o incomoda o indício de corrupção? E por que ele não divulgou isso em seu favor, já que parece ser ele no momento o brasileiro mais interessado em mostrar pra gente que a Covid-19 é só uma gripezinha? E pior: por que ele não intervém no assunto, caso ele o conheça? É um despropósito ele não conhecer. Só mesmo se for invenção da moça que fez o vídeo.

Será que a intervenção militar que a moça pede é contra o presidente? Ao que parece quem tá difícil de largar o osso e precisando mais do que todos de largar é ele.

Com relação à valas abertas em massa em vários estados do Brasil, aqui em Belo Horizonte, quando alguém me passou a notícia que no telejornal da Globo “MGTV” teriam sobrevoado o Cemitério da Paz e registrado que a prefeitura havia aberto mais de 300 valas sugerindo que fosse para enterrar mortos por coronavírus, duvidei na hora que fosse legítima a notícia.

Com o presidente da república, na ocasião, ganhando espaço em sua defesa contra os que querem sua queda, principalmente com os governadores e prefeitos afrouxando para voltar a abrir o comércio, caso nosso aqui de Minas Gerais, um número de circo do terror desses convence a população a aceitar sem choro ficar mais um tempo sem sair de casa.

E veio, primeiramente, à minha cabeça na ocasião enterros de indigentes, vagabundos, drogados, criminosos que teriam conseguido abater – pela Covid-19 ou não – durante o tempo em que as ruas estiveram livres das pessoas de bem e dos trabalhadores. Assim, elas não poderiam ser confundidas nas ações da polícia, como muito acontece!

Eu já havia entrado em contato com a especulação de que estavam usando a pandemia para higienizar as cidades. Em São Paulo, por exemplo, o foco dessa higienização seriam os ativistas do PCC. Ainda que tivessem que ir atrás deles onde a polícia saberia o local e cerrassem fogo, conforme os conspira dessa teoria pregam. Mas, me veio também a suposição de que enterrariam caixões vazios, por ser bem prático isso.

Para eu parar de me açoitar por ser tão cético, há poucos dias no Facebook alguém postou um link de reportagem que falava de enterros de caixões vazios e publicação de fotos antigas de sepultamentos em massa ocorrido em Manaus, Amazonas.

Eu não sou tão ingênuo de atribuir à farsa tudo o que vem acontecendo desde março aqui no Brasil, embora é o que essas informações acima levam a crer. Mas, a história pode ser bem outra e bem mais mastigável por nós do gado.

Se o número de mortes por pneumonia cresceu no ano passado, vamos nos ater só ao Brasil, obviamente as autoridades de saúde sabiam que isso se agravaria e causaria um colapso no segmento se nada fosse feito para conter os casos simultâneos.

Se de repente o Brasil só tivesse 10.000 leitos em todo o país para atender enfermos de qualquer enfermidade que faz necessária a utilização deles, se 11.000 pessoas ao mesmo tempo se acometessem de pneumonia estaria declarado o colapso. Não precisariam de pandemia nenhuma para isso ser uma constatação e uma calamidade.

A quarentena para evitar que pessoas se contagiassem trafegando livremente nas ruas e a obrigação do uso de máscaras e outros equipamentos de proteção indivual quando sair à rua fosse necessário seriam medidas bastante prudentes para diminuir o risco de haver esse colapso.

Mas, se apenas noticiassem para as pessoas sobre um surto de pneumonia cuja ocorrência em massa levariam os hospitais a terem problemas para o atendimento e com isso haveria muitas mortes, o público não se tocaria.

Não abririam mão de seu lazer em locais públicos, em bares e eventos tumultuados, em shows, em partidas de futebol. E logo também viria à mente da população que o comércio correria risco de extinção se de repente por certa quantidade de dias ninguém saísse às ruas. O primeiro medo era de o emprego ir embora. Daí uma hipótese para a didática empregada.

A questão da economia e o trabalho sofrerem colapso parece existir só para nós sujeitos mais simples e dependentes de emprego ou trabalho informal. João Dória, governador de São Paulo, Romeu Zema, governador de Minas Gerais, Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, todos esses políticos poderosos, que estiveram à frente da adesão à quarentena, são grandes empresários. Obviamente eles levaram em conta o que aconteceria com suas empresas se adotassem a quarentena. Se o fizeram, é porque enxergaram saída para esse tipo de crise findo o prazo de contenção pública.

Concluindo, obedecer às decisões das autoridades públicas é um dever nosso. Vamos voltar à vida normal quando elas determinarem. Mas, exigir dessas mesmas autoridades explicações melhores sobre as decisões que elas tomam é um direito nosso. E isso é o que convoco todos a fazer.

Enquanto o presidente da república, Jair Bolsonaro, desfila na mídia em esquetes envolvendo informação de ele querer utilizar a Polícia Federal em seu benefício, há a demanda para a mesma PF de investigar a conduta de governantes e imprensa com relação à tudo que nos foi e nos é informado sobre o efeito dessa pandemia no Brasil. A CPI das fakenews tem muito o que analisar dessa conduta. Fica a dica para o presidente.

A.A.Vítor – Autor do livro “Os meninos da Rua Albatroz”, cujo capítulo “Planejadores do futuro sombrio” previu o momento atual. Sobre saúde e espiritualidade leia: “A magia que enriqueceu Tony”. Sobre empreendedorismo, relação interpessoal e sexo leia: “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Todo o mundo quer me amar”. Continue Lendo“D