Eu não faço questão da notinha

venhaanarquisar
#VenhaAnarquisar

E então temos instaurado no lugar da democracia no Brasil um sistema ditatorial pró empresários e outros hegemônicos mantido por um grupo de políticos inescrupulosos e juristas covardes simpatizantes da justiça por conveniência. Políticos e juristas anárquicos à qualquer tipo de ética.

Esse grupo perdeu a última eleição presidencial para o Partido dos Trabalhadores, utilizou de sua hegemonia para armar um golpe de estado que o colocou onde queria, no trono presidencial, e agora quer se vingar do trabalhador por ele não ter votado em seus candidatos corruptos e ter preferido manter no posto a administração pública federal que, tirando a maquinagem da grande mídia, estava dando certo para o trabalhador e para o pobre, que são os que carregam nas costas o sistema.

Agora vem o presidente imposto e sua equipe querer implantar uma política trabalhista abusiva, que rasga a CLT e põe o trabalhador na mesma condição de um cavalo a levar chicotadas para fazer sua função pra dar lucro só pro patrão, encher os bolsos dos que aviltam o dinheiro arrecadado na forma de imposto com o trabalho e, de quebra, dar uma vida melhor para sindicalistas corruptos que mamam nas tetas da Contribuição Sindical e vão mamar na propina que a nova política trabalhista favorecerá, já que o que o patrão precisar que o operário faça, mesmo que ilicitamente, ele acordará com os sindicatos e o acordo que for firmado entre eles sobreporá a CLT.

Para colocarem um instrumento desses à disposição do patrão, por certo ele não tem boas intenções para com o trabalhador e quer tirar deste a única arma que ele tem, que são as limitações da arrogância da patronagem dada pela CLT. Eu vi muitas vezes pessoas ganharem causas trabalhistas na Justiça contra empresas e sindicatos, tendo os termos da CLT como objeto de defesa. Querem garantir que isso não volte a acontecer, blindando o empregador com esse instrumento.

Para esse governo ilegítimo e tirano, a culpa da crise, fictícia na minha opinião – inventada pra ser dado, por exemplo, presente de Natal para o setor de telecomunicação, sob a alegação de salvar empregos -, é toda do trabalhador. O empresário que sonega imposto ou administra mal sua empresa e por isso colhe maus resultados não tem culpa nenhuma. O político corrupto, que não quer rever seu salário desnecessariamente exorbitante e demais regalias e nem parar de locupletar e assaltar os cofres públicos, idem. A Reforma Política, que Dilma quis dar prosseguimento para acabar com a corrupção e limitar coerentemente os gastos públicos, por ameaçar os corruptos nem se fala mais nela. É realmente um bando de pilantras, mal intencionados como é de praxe, que está operando sob a insígnia da Lei. Querem enganar a quem com esse papo de que estão resgatando a economia do Brasil?

Querem acabar com todas as conquistas que o trabalhador conquistou nos últimos vinte anos. E há coisas que são tão absurdas, que faz até a gente duvidar de que seja sério o que foi divulgado do texto dessa reforma. Tem ar de ser coisa para distrair a população, colocar ela discutindo, para com isso chegarem a uma solução ou ganharem tempo para vê-la aparecer no meio político mesmo, que é de onde deveria vir.

Férias parceladas? Sabe lá se duas vezes de quinze dias. Quando vou descansar, viajar, curtir os benefícios que supostamente a vida de trabalhador me dá? Eu sei que “eles” podem fazer a toda hora ou a hora que desejarem, todas as coisas que não querem que eu possa. O que eu vou fazer aos oitenta anos quando eu finalmente me aposentar? Pegar o dinheiro que consegui juntar, sem o auxílio do FGTS, pois este não mais vai existir, e comprar uma área num cemitério para eu descansar numa lápide decente? E tem essa questão de juntar dinheiro também para se analisar. Se fosse realmente o trabalhador negociando diretamente com o patrão como os analistas favoráveis aos golpistas dizem, eu apoiaria. Só que não é.

Se fosse eu discutiria com o patrão o que eu ganharia e só aceitaria o trampo se o que eu ganhasse desse para eu custear a locomoção até o trabalho todos os dias, as outras lotações que eu viesse a utilizar no meu cotidiano, a comida mensal, as contas fixas. Eu teria que poder pagar um plano médico para mim e para a minha família. A escola dos meus filhos. A conta do supermercado. As tarifas do lazer. E, já que não mais existirá a poupança forçada do FGTS e do acerto ao sair da empresa: um valor com que eu pudesse abastecer uma caderneta de poupança e com ela formar um patrimônio para a velhice ou ter um seguro para as horas desempregado.

Só que não é. O “empregado” a que se referem nessa fala descompromissada é o sindicato. A vida do trabalhador estará a jugo de sindicalistas. Pessoas comuns, suscetíveis à corrupção, vão decidir tudo para o trabalhador, sem a permissão dele e sem ele ter direito de escolha entre permitir ou não.

E o que for decidido prevalecerá sobre a CLT. Ou seja: Se o empregado desconfiar que foi lesado e ele for reclamar, o patrão lhe dirá que um representante dele participou da decisão e com isso houve democracia. E, se hoje para frear os sindicalistas, que também abusam do trabalhador em seus tratos com a patronagem, o empregado pode usar os termos da CLT e cobrar prejuízos ou desfazer acordos, amanhã isso não será mais possível. É pegar ou largar. “Não está satisfeito: pede pra sair“. Vão lembrar da frase do Capitão Nascimento o tempo todo. Essa reforma só beneficia os exploradores do sistema.

Já que o gatilho para a anarquia vem de cima, a ordem agora, então, para o trabalhador, é observar como vivem os desagregados do sistema, encher-se de coragem e adotar o comportanento deles. Eles peitam esses exploradores e não dão retorno tributário para nenhum deles. Não praticam o consumismo formal, fiscalizado; não trabalham sob regimes trabalhistas de espécie alguma; não geram impostos para o governo e nem lucro para as empresas. Compram — quando compram — informalmente o produto C ou o D. E por vezes são vistos atravessando produtos A trazidos clandestinamente da China, ou de outro tigre asiático, via Paraguai (que já cogitam destruir a Ponte da Amizade), montando uma concorrência formidável para a maioria das empresas que formam o pool que apoia essas reformas escravagistas que o governo clandestino manda a safada da Grande Midia falar pra quem ainda acredita nela que são boas para o país.

É certo que a vida de desagregado tem seu preço. Comparando-a com a fútil vida moderna que nos condicionaram e nos condicionam a ela diariamente, pode ser que viver sem dignidade seja o preço. Mas, em que um mendigo que consegue todos os dias comer, beber água e encontrar um canto para dormir é menos digno do que um trabalhador comum? Tudo que a natureza nos exige para permanecermos vivos ele cumpre. Sem ter que se sujeitar a horários predeterminados por outros, sem ter que ouvir mandes e desmandes, receber a miséria que acham de pagar.

O mendigo não tem que se preocupar com a sua segurança, ele só tem que se defender. Ou com a de seus pertences, pois, ele não tem nada para ser lhe subtraído. Ele não tem que pagar para estar vivo até a hora em que ele partir desta para a mesma onde vai parar o trabalhador comum – e sem levar nada. O mendigo vai passar a vida realizando, totalmente livre, as mesmas experiências de sobrevivência que o cidadão agregado.

E depois que ele morrer ele vai se tornar igual a estes. Na sociedade que vivemos somos diferenciados dos mendigos apenas por aceitarmos as implantações de hábitos e de costumes que nos implantam na mente. Aí vamos achar-nos mesmo a estar na miséria, passando por privação, não levando uma vida digna, pois, viver na mendicância é abrir mão dessas coisas supérfluas e inatas. Se abrimos mão dos artificialismos e das convenções do que é vida digna impostos-nos pelo sistema, nos tornamos mendigos.

Costumo me lembrar de quando eu trabalhei como gerente de uma editora. Eu fui contratado para isso e exercia atividades relacionadas a esse posto. Na carteira profissional havia qualificação provisória e a remuneração, bem abaixo do que seria a prometida, idem. O tempo passava e a promessa de regularização dessa situação só prorrogava. E com o meu trabalho a empresa sempre atingia seus objetivos e eu via os patrões enriquecerem. Tentei arrumar outro emprego na área, mas, eu só encontrava funções gerais para trabalhar. Meu currículo estava me atrapalhando devido à qualidade excessiva para os cargos que surgiam.

Um dia falei para meus patrões que eu queria ser demitido e readmitido na vaga de zelador que eles estavam oferecendo. Expliquei que estando trabalhando em uma função que requer menos qualidade e ganhando um salário compatível com a função eu não me sentiria enganado e me sentiria mais digno. Eu sofreria menos e seria livre.

Percebe que é essa a mesma escolha que o desagregado faz? Pra que contribuir tanto com o sistema se você não é respeitado e só está melhor do que o mendigo enquanto mantiver o pensamento que o burguês que te explora implantou em sua cabeça, através de diversos instrumentos sociais, como a mídia e a escola por exemplos?

São desagregados do sistema, além dos pedintes, o vagabundo, o drogado, o alcoólatra, o trabalhador informal, o bandido classe B (aquele que não veste colarinho branco). O ermitão, o invasor de propriedades, o lunático. E o anarquista. Todos que rejeitam o modelo de sociedade e estilo de vida que o sistema oferece e quer manter são desagregados. Mesmo quando vivem às margens da sociedade como os monges.

Portanto, não taxarei mais quem bate carteira (que hoje deu lugar ao celular); quem pula catraca de ônibus ou de bilheterias; quem vende ou compra produtos falsificados; quem pirateia; quem usa software pirata ou sem licença; quem pratica charlatonagem; quem rouba; quem compra de camelô, de noiado ou de lojas clandestinas; quem trafica; quem invade propriedade; quem sonega imposto; quem faz download e fatura em cima; quem faz gato de fornecimento de água e de luz, de internet ou, principalmente, de TV a cabo; quem frauda crédito de telefonia móvel; quem não paga o IPTU; quem compra CNH. É esse pessoal, desviando dinheiro do governo e das empresas, é que vai me ajudar a derrubar esse bando de golpistas que tomaram de assalto Brasília. Ou pelo menos as leis que esse bando implantar.

Eu sei que o grosso da arrecadação ilícita desses crápulas vem da venda dos nossos recursos naturais, como o minério em geral, para o estrangeiro, e também com a extração e refinagem de petróleo ou com as árvores da Amazônia. Durante um tempo eles nem vão sentir o desfalque no bolso deles. Entretanto, eles não podem pagar o funcionalismo público com esse dinheiro não fiscalizado. A grana lavada que sai do setor de telecomunicação é suficiente só para pagar o quadro do próprio setor. Logo, uma rebelião no meio servidor público, principalmente nas corporações policiais, irá despontar. E, aí meu, será a condição que estamos esperando para acabar de vez com essa cúpula de ladrões e desgraçados que tomou conta do Palácio da Alvorada, do Congresso Nacional e do Judiciário brasileiro.

Esse texto ficou grande, eu deveria tê-lo posto em um e-book e distribui-lo para que o interessado o imprimisse para ler em momentos sem computador ou celular na mão. Mas, adviria gastos monetários para o leitor que se dignasse a imprimir e o pequeno empresário não merece ver o leitor aplicar nele o que o texto ensina. Rs! Quem quiser me copiar (sem trocadilhos), vou organizar o texto desta página em um PDF e levá-lo para impressão. Vai estar sempre à mão me servindo de uma espécie de Bíblia para eu consultar e me motivar a praticar o meu boicote contra o sistema. E pode ficar sossegado, comerciante aliado onde eu fizer a impressão que pretendo, e fazer tranquilamente seu caixa 2, pois, eu não vou pegar a notinha.

Quer anarquia maior do que ler? Absorver análises de teorias conspiratórias que combatem a verdade estabelecida para você acreditar? Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”, nem que seja baixando um PDF pirata, pode notar que nem pus o link para ser clicado e acessar o local de compra, e comece agora a sua revolução pessoal contra esses que nos oprimem.

Sem medo de contestar: Ditadura do proletariado sim, por que não?

ditaduradoproletariado

Opressão existe em qualquer meio trabalhista. Mas, só acontece quando a parte subordinada da relação não procede de modo a dar o resultado que a comandante quer ou não aceita a forma de o subordinado atuar, mesmo dando resultados. Quer seja por ameaçar seu posto, quer seja pelo fato de o operador dar resultado sem sabotar nenhum critério lhe dar direito a uma remuneração variável e isso comprometer o orçamento com que as chefias desejam operar, o que lhes dão mais lucro pessoal. Ou seja, os gestores oprimem por que querem montar nas costas do operador.

Algumas empresas ou algumas gestões em particular, parecem oprimir o trabalhador por preferência. Não sabem gerir pessoas e não conhecem ou não são capazes de desenvolver métodos de operação capazes de fazer a empresa gerar o lucro que precisa para existir e ainda aumentar o ganho pessoal do gestor, sem oprimir o trabalhador e nem enganar o cliente. E, ainda, possibilitando que esses dois últimos também saiam ganhando nessa relação de trabalho e de consumo.

No caso do trabalhador, a opressão é premeditada: a empresa procura contratar quem ela pensa que vai se submeter a qualquer abuso por precisar muito do emprego ou por intimidar-se com as noticias que evidenciam que emprego está difícil ou que poucas empresas estão empregando. Motivos que, inclusive, essas empresas desonestas fazem de refém o resto do sistema, como o Ministério do Trabalho, que faz vistas grossas para os abusos dessas gestões, a fim de evitar o aumento do desemprego, que faz cair o consumo e a arrecadação de impostos.

Entretanto, mesmo diante dessa realidade, protestar e não aceitar essa condição de escravo é preciso. Quem dá as cartas é o trabalhador. Unidos: sim. Se o operador que realiza a atividade-fim e sofre maus tratos resolve cruzar os braços até ter sua vontade atendida, não há chefe e nem patrão que o faça circular. Terão que engolir a opressão que desejam lançar, terão que mudar os critérios para ganho de remuneração variável para índices honestos e suportáveis, se quiserem ver o operador trabalhar e salvar o faturamento da empresa, que é ele que faz.

Pense nisso, se você é importante para a empresa onde trabalha, é enganado para não ganhar comissão, é submetido a exercer práticas criminosas para dar o resultado que sua gestão deseja colher, sofre muita cobrança injusta de produção e muita ameaça de sanções cujo merecimento é tão abusivo quanto são os motivos alegados para aplicá-las. Não se curve ao seu chefe, pois ele também é empregado. Se você o afronta – dentro dos seus direitos – e o impede de obrigá-lo a fazer o que você não tem que fazer, quem vai ser intimidado é o chefe dele e quem sai ganhando é você e seu chefe. Ele vai é te agradecer por ter a consciência de luta que você tem.

Estamos caminhando para uma luta de classes e nisso a esquerda, que integro, tem know-how e é perita. Venham!