À sua boa conversa

É tão bom ter você comigo
Foi tão bom ter te conhecido
Ouvir tua voz, tua conversa
Pela estrada numa noite fria

Buscamos enfrentar a distância
Cada um tem seu motivo
À cada tempo fitando seus olhos
Eu me vejo, vou me descobrindo

Sua história, sua simplicidade
Me agradam e me cativam
E perturbam todo o meu corpo
E despertam minha ousadia

Sinto crescer a todo instante
Uma paixão como nos filmes
E é como uma batalha
Que só vence quem se fere

Me descontrolo, volto a ser criança
Faço qualquer coisa pra te ver sorrir
E ver chegar o que eu espero
Que é provar sua boca linda

(Primeira estrofe e refrão da canção “À sua boa conversa”, publicado no final do Capítulo 2, “À sua boa conversa”, do Livro “Contos de verão: A casa da fantasia”. Vários capítulos deste livro são encerrados com letras de canções compostas pelo autor, A.A.Vítor, recurso usado para resumir o capítulo. A sinopse do capítulo está na página do livro.)

Mantras da Libertação

MANTRAS LIBERTADORES DE CRENÇAS

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo.
De parar a escravidão.

Não leio jornal, não ouço rádio, não vejo televisão.
Filhos da terra saiam dessa prisão.

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo e de parar a escravidão.

Não preciso estar na moda.
Nem de ir em badalação.
Filhos da terra saiam dessa prisão.

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo.
De parar a escravidão.

Não preciso de futebol.
Nenhuma outra competição.
Filhos da terra saiam dessa prisão.

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo e de parar a escravidão.

Não houve nenhum Calvário, nenhuma ressurreição.
Filhos da terra saiam dessa prisão.

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo.
De parar a escravidão.

Da natureza é que se precisa e não da indústria de alimentação.
Filhos da terra saiam dessa prisão.

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo.
De parar a escravidão.

Prosperar é ser feliz, estar em paz e em comunhão.
Filhos da terra queiram esta sensação.

Tudo é questão de desejar a libertação.
E de buscar um mundo novo.
De parar a escravidão.

Limpo a minha mente do modo mundano de pensar.
Vou ao encontro da minha estrela e volto a brilhar.

(Extraído do livro “Os meninos da Rua Albatroz”)