A sorte pode ser provocada

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Ouvi uma conversa na qual um homem dizia para sua ex-mulher, que ele reencontrava, que não teve sorte na vida. Teria ele feito tudo certinho, buscado desejar ardentemente o que quisesse ter e mantido fé inabalável na realização do que desejava. E, no entanto, o homem se encontrava deixando a meia-idade com pouco patrimônio, mal empregado, ganhando pouco e sem dinheiro de reserva para fazer qualquer coisa. Sem condições, sequer, de manter uma mulher ao seu lado, por não poder sustentar aos dois.

Me pus, diante à minha bisbilhotagem, a refletir sobre essa questão da sorte. Será que ela pode mesmo ser criada, produzida, planejada, projetada?

Com foco na conversa, o que o homem chamava de sorte seria o que em outros antros é chamado de ter se tornado bem sucedido. Logo, ele dava o primeiro passo quando iniciava um desejo e o conservava em mente.

Porém, o desejo por si só não se transforma em realização. Quando ele visualizava isto e ficava à expectativa disto acontecer ele colocava em movimento sua fé. Outro passo que ele dava. A fé deixa a gente otimista, mas, no estado de espera.

É preciso que usemos de técnicas que nos faça desenvolver a intuição. Durante o estado de espera provocado pela fé iremos fazer uso dela para intuírmos o que precisamos fazer ou aonde devemos ir para que a condição para que o fruto do nosso desejo possa ser manifestado na realidade seja alcançada.

De porte do que precisamos ou estando onde devemos estar para vermos se materializar o que desejamos, levados a isso pelo trabalho de nossa intuição, vem a fase de mover a palha. É como estar de porte dos ingredientes e querer que uma porção de trigo misturada com ovos e leite se transforme em um bolo coberto com chocolate: Se não formos dar a forma de bolo à massa e cobrí-la com chocolate não teremos o desejo de comer o bolo realizado. Então, nessa receita, após o desejo e a manutenção da fé vem a ação. Mover-se é por-se em ação, é agir.

Mas, se ao agir as coisas derem errado, é imperativo perseverar. Dizer para si: “Putz! Dei o chute e a bola não passou nem perto.” ou “Puxa! Bateu na trave.”. Ir para casa mantendo aceso o fogo do desejo e inabalável a fé na obtenção do êxito. E voltar às práticas que ajudam a intuir nova oportunidade. Testar, testar, até acertar a vez derradeira.

No mundo quântico em que vivemos as probabilidades são infinitas. Nada é impossível. O impossível é apenas uma das probabilidades de ocorrência de um evento. Por sinal, a que tem menos chances de ocorrer se nunca desistirmos de tentar até encontrarmos a probabilidade que nos atende.

Uma boa reflexão para entender a verdade disso é por à prova que “não fazer” é uma ação que se toma, é algo que se faz. Basta usar o diálogo:

– O que você fez?

– Não fiz!

– O que você não fez?

– ????

E, se ao agir as coisas rumarem para darem certo, entram em cena a atitude condicionadora e a humildade.

A primeira se refere ao comportamento a ser adotado quando a oportunidade está nas mãos. Nada de achar que a partida está ganha ou que tem a situação sob controle.

No campo do emprego, ainda teríamos que conquistar o recrutador que vai nos dar uma vaga. Já a desejamos, botamos fé que ela viria, intuimos o que precisávamos fazer para a abocanharmos e aonde tínhamos que ir para encontrá-la. E agimos, fomos até ela. Se não demonstrarmos merecer a vaga – se não tomarmos atitudes que mostram para o recrutador isso – nada será obtido. Ficaremos no meio do caminho, tendo apenas ganhado a experiência de se vir capaz de chegar até onde chegou. Faça novamente do mesmo jeitinho e melhore-se para a fase que vem depois.

E se demonstrarmos qualidade demais, capacidade demais, vontade demais, podemos assustar o recrutador e fazê-lo considerar que pecamos por excesso. Devemos ter humildade suficiente para abrir mão de esnobar toda nossa competência e mostrar apenas que somos competentes, abertos a aprender e a aceitar soluções dadas por outros, ainda que não melhores do que as que podemos prover. Demonstrarmos toda a nossa competência deve ser uma necessidade dos outros e não nossa.

Essa é a receita para fazer a sorte mudar. Ninguém que teve que ir à luta e se tornou bem sucedido, de modo que as pessoas o chamam de sortudo, fez algo diferente disso ou pulou quaisquer dessas etapas. Ainda que sem saber o que fez.

E, para brindar longa vida à sorte se ela vier, jamais podemos deixar de nos sentir agradecidos por sermos capazes de realizar por nós mesmos nossos desejos, valendo-se de técnica. O agradecer e sentir-se agradecido nos dá sustentação espiritual para estarmos sempre a produzir sorte, estarmos sempre com a sorte nos acompanhando.

Experimente esse algoritmo e verá que o acaso da sorte inexiste. O que existe é vontade de produzir a própria realidade. Insistindo até que a probabilidade do êxito – que existe previamente, já que é imaginável, entre as probabilidades para qualquer situação – seja selecionada.

Quem é sábio não constrói amuletos, constrói a sorte!

*Leia o livro “Todo o mundo quer me amar” e encontre mais reflexões como esta!

Iludir a própria mente é providenciar o próprio futuro

A realidade é dura. Sintética demais e definida por entidades externas. Dizem que isso é uma aceitação. Aceitamos que seja assim e, então, não tentamos compreender porque é possível que sejamos nós mesmos a definir nossa realidade. Quando pensamos que o que quer que façamos para melhorarmos nós mesmos nossa realidade pessoal iremos afetar a dos outros, aí é que não conseguimos aceitar mesmo que só depende de nós as mudanças que precisamos fazer para desfrutar de uma existência melhor.

É muito ruim ficar a jugo de políticos e de empresários para gozarmos a existência. Parece que o que é pra gente é o que eles querem que seja. Os políticos decidem as regras para a sociedade; as empresas decidem as que valerão para os trabalhadores. E não dá para decidir viver alheio à sociedade e sem trabalhar. Os que tentaram e conseguiram tiveram que dar de mão de muitas coisas, que se a maioria de nós decidisse trilhar o mesmo caminho não daria conta de ficar sem. Não daria conta de enfrentar o Sistema como se teria que enfrentar.

Diante a essa inércia perante a realidade, às vezes passamos a divagar. Precisamos fazer isto na verdade. Nos consumimos em pensamentos e nos enchemos de crenças e de esperança. Crer, por exemplo, que haja uma força insensível a quaisquer dos nossos sentidos, que irá atuar em nosso lugar e configurar a realidade para tal qual nos satisfaça. Acreditamos em deuses e em magia. Pensamos que é só por meio destes é que conseguiremos driblar o bloqueio feito por aqueles que atuam materialmente sobre nós. Nos enchemos de esperança de que um ente espiritual se manifeste para nós de maneira indubitável e nos diga que possui poder para mudar qualquer coisa e que está ao nosso inteiro dispor. E nos encha de coragem e de confiança. De segurança e de alegria.

Todo mundo consegue citar alguma vez em que as coisas deram certo como num passe de mágica. Parece ter havido entidades não físicas por perto e elas é que teriam interferido para que um objetivo favorável fosse atingido. E todo mundo se frustra por não conseguir o mesmo de maneira arbitrária. Ou seja: a hora que quiser ou a hora que precisar, poder contar com o acolhimento dessas entidades.

O fato é que essa ajuda existe. Eu pelo menos estou convicto disso. Mas, é necessário uma condição especial de nosso estado de espírito para que esses seres não físicos ou essa força imaterial se manifeste ou ocorra em nosso favor. Eu acredito que o estado de confiança no futuro é que faz-nos alcançar essa graça.

Confiança no futuro. Logo a coisa que mais temos dificuldade de ter é que é a chave para desencadear milagres na própria vida. Temos medo do futuro, fomos programados para ter. Achamos que não podemos contar com o incerto, pois, nos enchemos (ou nos enchem) de responsabilidades e em nome dessas responsabilidades ficamos com as mãos atadas. Fadados a não apostar em nada porque do jeito que as coisas estão, às vezes vivendo-se muito infeliz, é suficiente para arcar com os compromissos e não ter que experimentar o que imaginariamente determinamos ser um futuro pior. Não temos capacidade de arriscar. Somos programados para isso também.

O perigo para quem governa nossas mentes é que a multidão saiba que confiança inabalável, que promove certa liberdade para todos nós, se alcança enganando a mente. Tal qual os bruxos fazem. Tal qual os mentalistas ou os ilusionistas fazem. Não necessariamente a mente dos outros, mas: a própria mente.

Todos os dias saímos para trabalhar, mas, não é o que queremos. Gostaríamos na verdade é de ter liberdade para fazer o que quisermos. Trabalhar poderia estar entre as escolhas. E no entanto, escolhemos sempre as mesmas opções e as executamos, formando-se, assim, a nossa realidade. Nós cumprimos nossos objetivos enganando nossa vontade automaticamente todos os dias. Deveríamos arriscar fazer isso com liberdade, com arbitrariedade. Tomando a decisão de fazer.

Se você entende o que quero dizer e concorda com isso, se você também se sente preso e infeliz por levar uma existência fabricada por terceiros, se você quer mudar isso, então, vai se deliciar com as táticas que demonstrarei para tirá-lo dessa prisão.

A primeira delas você já deduz. Engane sua mente toda manhã ao sair para o trabalho, alegando que estás a fazer o que decidiu fazer. Diga pra você mesmo que não é uma obrigação a cumprir ir para uma empresa bater o ponto e desempenhar as funções programadas para você desempenhar durante certa quantidade de horas consecutivas. Diga para si que decidiu por isso e que a qualquer momento pode mudar de ideia. Simule estar a manter-se firme para não mudar de ideia. Logo as horas passarão e você se verá a ter cumprido sua jornada sem ter percebido. Quando não percebemos o que fazemos não esforçamos por isso e por essa razão não nos decepcionamos conosco por nada.

Quando estiveres a caminhar para casa, prestes a passar pela porta de um supermercado, decida entrar nele e comprar qualquer coisa. Mesmo sabendo que você pode precisar do dinheiro a gastar para arcar com outro compromisso ou, caso compre a crédito,  não sabes se poderás pagar quando vier a fatura. É fato que quando acostumamos a mente a gastar e temos arraigado nela que não gostamos de deixar de pagar, alguma coisa acontece e sempre nos vemos a quitar tudo e a estar prontos para gastar mais. É inexplicável isso. Remete ao mencionado sobre ajuda de entidades extra-sensoriais.

Quando mantemos algum hobby, é incrível como conseguimos o que quer que se precise para cultuar o hobby. Sou colecionador de filmes antigos e basta eu lembrar de algum que eu não tenha e queira muito relembrar que me aparece um link para baixá-lo ou uma banca de comerciante com um exemplar de DVD do filme, bem barato, para eu adquirir. Manter hobbies, então, é outra forma de distrair a mente para fazê-la dar-nos o que queremos. Isso é só um treino. Do hobby você pode passar para conquistas mais ousadas através da mesma técnica. A mente pode ser treinada para materializar o que imagina ou anseia.

E por último: seja exigente e não se conforme com o que estiver fora das suas exigências. Seu nível de exigência determina a qualidade da sua vida.

Há sempre um momento da vida que decidimos que precisamos comprar um imóvel, que mais do que um patrimônio será onde iremos passar a morar. E dentre os cuidados que se deve ter quando se decide constituir um imóvel está ir até o local onde se pretende adquirir um terreno ou uma casa pronta para ver como são os moradores, como são seus hábitos, verificar se será garantido desfrutar da moradia como se pretende havendo o perfil de moradores que for encontrado no local. Se a resposta for “não”, o certo é sair para procurar outro imóvel até encontrar o que atende.

Ocorre muito de as pessoas não disporem de muitos recursos ao procurar terreno para comprar e acabar comprando aquilo que seus recursos determinaram. Geralmente, um imóvel localizado em um condomínio fechado, por haver regras para a habitação, atende a essa questão de exigência para quem quer que seja. Só que esses lugares costumam custar muito mais do que a maioria das pessoas possuem para investir.

Entretanto, priorizando-se as próprias exigências, outra opção não haverá. Vale a pena fazer qualquer esforço para se eleger à uma compra conforme o nível de exigência. Fica-se apertado para pagar, abre-se mão de muita coisa, mas, no final da caminhada vem o alívio que faz valer a pena. Todos os esforços são compensados. E esses não foram tão sofridos, pois, a ver mental e constantemente o futuro, imaginar a estar usufruindo da moradia onde se quer morar, a mente faz com que o corpo não sinta dor por conta dos esforços ou experimente ansiedade. E o que está na mente ou na realidade em nada difere para as forças que cuidam de providenciar nosso futuro.

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