Quanto mais supremacia, mais decadência

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No Comunismo, o bem público permanece público. A propriedade privada sofre estatização e passa a pertencer ao público (povo).

No Neoliberalismo, o bem público se torna privado. E a propriedade privada continua a ser privada.

No Comunismo há participação plena do povo como proprietário dos bens e das riquezas nacionais. Ninguém explora ninguém.

Os que contestam isso não fazem outra coisa que não tentar impedir que essa verdade seja percebida e encoraje a destruição de suas mordomias pela busca dessa situação de igualdade.

No Neoliberalismo, os grupos hegemônicos compartilham os bens privados. E o restante da população é explorado por estes.

Não é preciso ser um gênio em economia para decidir qual sistema é melhor. Mas, é preciso ter conhecimento e coragem para tomar a decisão de lutar por ele.

Continue fazendo isso da forma que dá: apoiando o neoliberalismo. Pois, quanto mais rico se fica, mais pobres se faz.

Chegará-se a um ponto em que os pobres não conseguirão mais sustentar a riqueza dos ricos. Ou perderão o interesse por isso. E sem essa sustentação, os ricos empobrecerão.

Veja o exemplo tirado do futebol. O futebol é super maqueado. Clubes são feitos vencedores, enquanto outros são feitos perdedores. As rivalidades entre os clubes também são fabricadas e artificialmente suportadas.

Os clubes e as federações fazem negócios entre si, que incluem controle de resultados de partidas e destino de títulos. Sem importar se o torcedor espera ver em campo a verdade que acredita nela: que presencia um esporte, uma disputa. E não o cumprimento de um trato, de uma negociação.

Funcionando dentro dessa dualidade de clubes prósperos e clubes semi-fracassados ou sem brilho algum, mas, com contingente de torcedor que interessa ao mercado de consumo do segmento esportivo, o mimimi que alimenta a imprensa existe. E é isto que atrai anunciantes e, portanto, receita não só para os veículos de comunicação.

Um exemplo que dá razão para essa realidade teria se dado esta semana na Copa do Brasil 2019.

Temos o time do Cruzeiro de Belo Horizonte exposto na mídia como a estar em brava crise financeira por causa de dívida oriunda de corrupção. Em sorteio suspeito colocaram um embate do clube contra o rival local no torneio. Isto, se bem administrado conseguiria gerar uma boa soma de dinheiro com as atenções alcançadas.

Na fase em que ocorreu o embate, Quartas de Final da competição, o vencedor passando dela abocanharia onze milhões de reais. Teriam administrado, então, uma derrota do Atlético, inesperada até mesmo pelo próprio torcedor cruzeirense, no Mineirão no jogo de ida. E uma vitória, no Independência, estádio do Atlético, faltando um golzinho pra mandar para o número da disputa de pênaltis a sorte da partida, que se recorressem a ele seria manjado por já ter sido bastante usado em outras jogadas envolvendo os dois escretes.

E pra garantir que o Cruzeiro ganhe mais dinheiro com doações da confraria – que toda ela tem interesse em que o clube não seja abalado pela crise que o assola, pois, é bom instrumento de arrecadação para todos – teriam tirado do torneio os virtuais campeões, Flamengo e Palmeiras. Os quais, se enfrentassem a equipe mineira com o compromisso de cederem a ele a vitória, qualquer um suspeitaria de maracutaia devido à superioridade atual da equipe carioca e da paulista ante a mineira.

É mais fácil o flamenguista pensar que perder para o Atlético Paranaense na casa dele e em uma disputa de pênaltis é compreensível e o palmeirense achar que foi injustiçado perante o Internacional de Porto Alegre. Os quatro: participantes também da confraria, que mais parece uma companhia de teatro.

Com isso, o Cruzeiro provavelmente abocanhará os 70 milhões de reais prometidos ao campeão do certame. O que amenizará sua crise, que não parece ser de hoje que o meio a conhece. Talvez, esses últimos títulos que o clube de Minas Gerais contemplou faça parte dessa campanha de socorro financeiro ao próprio. Não cair para a Segunda Divisão do Brasileirão idem.

Salvo, é claro, se este texto alastrar-se. Aí, mudarão alguma coisa. De maneira, é claro, que só especialista percebe a alteração. Coisa que desencorajaria a crença no que prega o autor dele. Que por incrível que pareça, antes mesmo de publicar qualquer coisa, encontrou no meio simplório onde se encontram os mais iludidos torcedores gente com tal desconfiança.

Saída essa que ocasionaria o campeão não sair, de bom grado, do campeonato com o prêmio, só com o título. Futebol é capitalismo e no capitalismo tudo é produção, ficção, montagem para dar consumo e etc.

Mas, à medida em que uma agremiação do pólo vencedor se distancia cada vez mais em conquistas do seu rival, o público que cultua este o deserta. Perde seu interesse por ele ou muda sua preferência de atenção e vai torcer para o outro.

Mesmo havendo o marketing psicológico, injetado pela cúpula que conduz o modo de pensar desse nicho social, que marginaliza ou abomina o chamado vira-folha.

Esse distanciamento faz com que as presenças no estádio e as audiências dos veículos de comunicação sofram baixas; crianças que torceriam para o clube fracassado deixariam de existir por falta de incentivo dos pais, que imaginariam formarem fracassados ou sofredores ao legar ao filho sua preferência de torcida.

E com isso se estabelece o futuro com risco de extinção ou de empobrecimento total da instituição desportiva que massacra sua torcida em suas negociações. Ou, caso esteja fora de cogitação essa hipótese: com seus vacilos e maus resultados.

Por falta de rival local devido à sua supremacia, o time que sobrará aos poucos verá também sua decadência. Futebol precisa de rivalidade. O que é cultuado dentro desse segmento cultural é isso. Basta ouvir o que sai da boca dos torcedores à cada vez que o time que torcem pra ele supera o rival.

Um torcedor se vendo só levando a pior para o rival, principalmente quando é mais do que óbvio que uma forra é evidente, como seria o Atlético Mineiro vencer o duelo ilustrado, e ainda vendo o adversário se encher de títulos de campeonatos enquanto o clube do coração posa de azarado como se fosse esta a real explicação, tende a se libertar, se desaprisionar da lavagem cerebral que é o interesse doentio pelo futebol, que é uma coisa insignificante.

Torcedor não ganha nada de fato. Nem enche seu bolso e nem sua barriga. Nem com a tristeza, quanto mais com a alegria que isso possa trazer. Após a euforia dada pela conquista de um título vem a vida que segue. Vem a necessidade de matar um leão por dia. Vem o correr atrás para saldar as contas do mês. E sozinho. Sem a ajuda de qualquer delegação esportiva ou da imprensa.

Vem a real de se ser solitário, mal-sucedido social e financeiramente, mal alfabetizado e privado das verdadeiras boas coisas da vida. Coisas que não acontecem com quem faz parte da cúpula que administra o futebol.

Essas instituições, pelo contrário, insistindo na batalha pela escravização da mente do indivíduo, que o faz perder dinheiro em nome dos interesses delas, que é um deles a manutenção do comportamento fútil, agressivo e abobado, porém lucrativo, que o futebol cria em quem o leva a fundo, fazem é atrapalhar os compromissos de quem se submete a elas.

Voltando à política, que afeta substancialmente a vida de todas as pessoas, por isso não é insignificante como o futebol, com um quadro de decadência devido à saturação de fartura se confirmando, dá-se a reação da burguesia, que jamais gostaria de viver como um pobre ou mesmo em igualdade social, ainda que gozando de bonança todos nessa igualação.

E a saída para os burgueses seria devolver direitos e aceitar compartilhar a riqueza também com os que estão fora dos grupos hegemônicos.

Pede pra sair, Romanov

A arte, a cultura e o futuro do capitalismo

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Pensadores da Escola de Frankfurt, como Herbert Marcuse, criador do termo “indústria cultural”, e Theodor Adorno, acreditavam que o Capitalismo um dia encontraria seu ponto de ruptura. Esse ponto seria o momento em que os processos de produção seriam automatizados e as pessoas perderiam seus empregos para máquinas. E a população C, formada por trabalhadores de produção (braçais), se ampliaria de tal forma que os parcos empregos deixados pelas máquinas ao homem não suportariam tanta gente. Isso traria uma imensa crise. Pessoas sem trabalho para arcar com o seu sustento e o de suas famílias; mercados à mingua devido a insuficiência de consumidores, principalmente para os produtos do tipo C, pois, máquinas não compram. A categoria de produto não importa quando o assunto é falta de consumidor, pois, a classe de capitalista que explora esse mercado é a mesma que explora o A e o B. Todos fazem parte da mesma irmandade, portanto, se falta para um, falta para todos. O que lucra com produto C, compra ou utiliza os serviços de classe A e B da mesma forma que os outros imperialistas acima na hierarquia informal.

Uma solução também prevista por adeptos da Escola de Frankfurt para a crise desse momento é a redução populacional. A quantidade de pessoas pisando no solo terrestre sempre foi gerida. E quando era conveniente incentivar os nascimentos, como nos adventos das guerras, para alimentar os quartéis, se incentivou. Também quando se precisou alimentar de trabalhador braçal a indústria, como na Revolução Industrial, também se incentivou.

Mas, agora, é hora da engenharia reversa. Dois terços da população mundial precisam ser eliminados. E isso não tem nada a ver com a Bíblia. É gente demais a precisar de moradia, de abastecimento hídrico, de alimento e, consequentemente, trabalho. E ainda temos que contabilizar o consumo e necessidade de espaço que os outros animais possuem.

O chão de fábrica a produzir pilhas de enlatados e ensacados, veículos, utensílios domésticos, indumentárias não é mais suficiente para garantir emprego para pagar os que estão na ativa, os que vão entrar e ainda os que já saíram e gozam de suas aposentadorias.

Instituições como a moda ou como o esporte continuam cumprindo sua missão de criar o desejo de consumo pelo que elas instituem. Falta é oportunidades para que os apaixonados que elas criam possam conter suas paixões com o consumo de seus produtos. É hora de rever tudo isso. Não basta criar o desejo de consumir. É preciso dar essa condição para as pessoas o realizar.

Os filósofos de Frankfurt sugeriram uma fórmula: o emprego da arte e da cultura como meio individual de produção para contrabalançar a falta de oportunidades. O máximo possível de indivíduos levariam vida de artista ou de escritor. Venderiam seus trabalhos para o público que se encontrasse nos empregos possíveis. Em seus momentos de ócio, ele os consumiriam. Necessitar-se-ia aumentar esses momentos. As jornadas de trabalho teriam que ser reduzidas. Jornada de dezoito horas de expediente para a indústria e o setor de serviços, com turmas trabalhando em turnos de seis horas cada.

Necessitar-se-ia, também, fazer com que as pessoas voltassem, através de engenharia social, a gostar de livros, saraus, quadrinhos, cinema, esculturas, peças de antiquário, teatro. Foi por meio de engenharia social que todos nós fomos levados a abominar esses itens de arte e de cultura. Houve um tempo em que era perigoso para o sistema indivíduos se tornarem cultos. Mas, agora é a salvação. A cultura do celular e da internet vieram a calhar e se encaixam bem nessa empreitada de juntar tudo o que ocupa o tempo das pessoas de forma que elas não se importam em pagar por isso. A música, a televisão, o turismo, a moda e o esporte nunca deixaram de contribuir na dimensão que sempre contribuiram.

Feito tudo isso, redução populacional se poderia descartar. Nada de falsos conflitos militares ou civis; nada de falsas epidemias e campanhas de vacinação clandestinas; nada de violência urbana genocida de toda sorte; acidentes aéreos forjados; desastres climáticos orquestrados por meio do HAARP; sem que a Monsanto troque a vegetação natural pelos seus transgênicos para implantar sua vaidosa engenharia alimentar; nada de alteração arbitrária da sexualidade padrão para o fim de evitar nascimentos.

Controle de natalidade, sim, é preciso. E é o bastante. Mas, sem mutilar gente, sem corromper gente, sem esterelizar gente por meio de métodos obscuros. Com direito à admissão do aborto, sim. Sem hipocrisias. Sem que as pessoas se deprimam por estarem sendo privadas de viver um grande amor.

Para que isso deixe de parecer utopia, só precisamos, nós da boiada, trocar de lugar com os governantes do mundo. Os magnatas patriarcas das poucas famílias que determinam como é a história de todas as nações. É deles que temos que tomar o controle. Precisamos mostrar para eles que precisam confiar em nós. Não somos incapazes. Podemos, sim, cuidar do planeta. Não somos máquinas de reproduzir apenas. Temos inteligência de sobra quando não estamos tendo nossas maneiras de pensar manobradas para arcar com os planos dessa elite controladora de humanos e de tudo o que há no planeta. Tá na hora de se libertar das cordas e marchar em direção a eles. Como bolcheviques, fazermos dos filhos dessas famílias uns Romanov. Podemos ver a humanidade sendo feliz sem ter que ser serva de gangsters na pele de grandes empresários que se reúnem em sociedades secretas para dar as cartas para o mundo.

Bem-vindo ao Governo Temer: Intervenção militar, por favor!

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IMAGEM: Glauco Cortez

Se você for um politizado alienado, do tipo que pensa que sabe exatamente o que está acontecendo na realidade brasileira, pode, desde já, me atirar pedras. A primeira, a segunda, milhares. Não importa se já tiver pecado alguma vez ou nunca. Pois, eu não tenho mais condições de pensar diferente do que eu vou discorrer. Não posso mais ser oprimido pelas minhas próprias acepções. Cansei. Vou deixar de ser um bom samaritano e voltar a ser samaritano simplesmente. Ou um guerreiro celta, ou um mouro, ou um bárbaro, um huno. Esse Governo Temer tá cada vez me deixando mais decepcionado. E o ranso agora é com a folga que ele dá para a imprensa aliada dele castigar o público.

Alguém tem que frear a imprensa corporativa. Urgentemente. É urgente ter urgência disso. Agora ficou muito fácil de entender porque os militares tanto se preocupavam em censurar esses órgãos. Não precisam nem desenhar. Dê corda para a imprensa aliciativa comercial e ela derruba qualquer um. Se chochilar o cachimbo cai. Derruba sem qualquer escrúpulo ou sentimento de remorso ou de piedade; a serviço de qualquer um; por qualquer causa. É uma puta depravada. Só não faz a qualquer preço. Aí o caldo entorna. Os preços que ela cobra por golpe vai de exorbitante à muito exorbitante para ela receber e de caro a muito caro para o público pagar.

E ela constrói, em troca disso, para o público que a ajuda sem ganhar nada do dinheiro que ela ganha, uma realidade que ninguém quer viver. Cheia de sofrimento e de um eterno estado de espera pelas coisas melhorarem. Ás vezes tem uma pitada de uma efêmera alegria boba, quando, por exemplo, o assunto para cegar o povo de outro assunto é uma conquista do futebol ou de outro esporte.

A última das atividades remuneradas que essa imprensa maldita nos proporcionou foi a exibição da prisão cinematográfica do empresário Eike Batista. Deixaram claro, para o público inocente mastigar, que tal prisão não se relacionava com a “Operação ‘Ladra’ à Jato” e seguiu-se um timing que tampou a visão da população que costuma acompanhar os instrumentos brasileiros de desinformação para não dar atenção a um importante evento judicial e político a ser efetivado pelo STF (Supremo Tribunal Federal): a homologação das delações premiadas dos executivos da Construtora Odebrecht.

Nisso, enquanto a famigerada TV Globo PIGtures colocava sua audiência massiva de castigo vendo o reality showzinho BBB (Big Brother em Bangu 2) envolvendo penitenciários ilustres como Eike Batista, jornais sérios noticiavam o que o público deveria estar a ver. Notícias com manchetes sem alardes e texto rico em explicação imploravam para que o povo soubesse que a pobreza aumentou consideravelmente desde o impeachment fadado à Dilma Rousseff.

Tá certo que eu não caí e nem caio nos golpes da TV Globo. E são poucos os que não sacaram no momento mencionado a jogada de manipulação da opinião pública. Quem não sacou na hora, não sacou ainda. E caíria no golpe mesmo se a prisão carnavalesca tivesse sido focada em um qualquer e feita no dia anterior. Mas, é fato que deu certo. Como sempre dá certo tudo o que a grande mídia pega para abafar.

A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou ontem, 30 de janeiro de 2017, as delações de funcionários da Odebrecht, mas, vai saber se não vão armar mais uns showzinhos para que aos poucos esse material vire um pontinho branco dentro de um armário de arquivos!

Isso é que não dá para tolerar. Se voltarmos no tempo, só nos tempos do atual regime civil no Brasil, incluindo a década e meia petista, veremos que tudo de mal que nos aconteceu, todo pato que tivemos que pagar, foi viabilizado pela grande mídia, que é capitaneada pela Rede Globo. E não só a imprensa no caso. Daí a razão de eu chegar ao extremo de bancar o coxinha ou o revoltadinho e solicitar, quase encarecidamente, intervenção militar na política e na imprensa do Brasil. Censurar cruelmente os órgãos de comunicação corporativos e toda classe política em vigor. Se possível banindo toda ela do poder e colocando no lugar gente que tá afim de trabalhar para o país e não de roubar o Tesouro Nacional.

Sei que muitos militares de alta patente estão alinhados com os golpistas, mas, os que seguram fuzis nas ruas estão tão revoltados e afim de chutar o balde quanto estou eu. E esses graúdos são que nem o Idi Amim Dada, que, como eu deixei no livro “Os meninos da Rua Albatroz“: é só lhes dar um motivo que eles viram a casaca.

Forças Armadas têm gays, mas que isso não fique explícito, diz general da reserva“. Que tal uma manchete dessas impressa em papel jornal tamanho tablóide e com a logo do “O Globo”, indo parar debaixo da porta da secretaria do Alto Comando do Exército (ACE), da Escola Superior de Guerra ou da casa do Jair Bolsonaro? Guerra é guerra, uai, vamos usar as mesmas armas da imprensa golpista contra ela mesma pra ela ver se é refresco pimenta nos olhos do público!