O livro e o telhado de vidro

Na postagem anterior foi postado um texto desabafador sobre a situação que se encontra o trabalhador neste Brasil de Michel Temer, Sérgio Moro e Cia. Cercado por todos os lados, com todos os braços do sistema apoiando o empregador, o trabalhador acostumou-se a pensar que não há o que fazer para combater a opressão que o assola.

Pois bem, pode ser que seja realmente assim, pois, o ponto fraco do povo é o que melhor poderia colaborar para que o Governo e seus capangas atingissem total sucesso em suas empreitadas: O povo não lê.

O povo tem verdadeira antipatia por leitura e pelos livros. Não se incomoda de estar a ler vorazmente quando olhando para a interface do Whatsapp ou das redes sociais na internet, mas, não consegue se ver a ler um livro. Diz com a boca boa que tem preguiça de ler.

Entretanto, alguém que pensa diferente, gosta de ler e de escrever, resolveu lançar-se ao sacrifício de combater sozinho a máfia que vem acabando com o trabalho organizado e com os direitos do cidadão.

Ele decidiu escrever a respeito de seu cotidiano na empresa onde trabalha. As mazelas que sofre, as falcatruas que a empresa faz para gerir resultados, os golpes que a mesma dá em seus fornecedores, tomadores de serviço e até o governo. Transformando-se em uma instituição ilegal, digna de punição cívil, que se levada ao grande público as denúncias contidas no livro todo o sistema balança. Treme que nem vara verde.

E não é só o lado negro da empresa que o cauteloso e rebelde proletário revela, a cooperação que parte para ela do governo, de partidos políticos, de sindicatos, de outras empresas e de associações industriais e comerciais também recebem foco. Todo o complexo é dedurado.

Pense: Se você lê um livro desses e trabalha em uma companhia que mesmo que não seja a que é focada na obra literária tem tudo pra ser? Você se sentirá mais preparado para entender tudo o que acontece dentro das quatro paredes da companhia. Irá trabalhar exibindo um ar de supremacia, de alguém que pode criar problemas, toda vez que passar o crachá na catraca de entrada com a arma de capa dura e título em letras garrafais abraçada no peito. Sua metralhadora de cabeceira.

Eis, meus leitores, o remédio para o grande mal que nos acomete por causa da nossa necessidade de contar com um empregador. Ele tem telhado de vidro e a forma de ele se arrepender de um dia ter jogado pedra no dos outros é sabendo que seus funcionários andam lendo um livro desses. E que podem muito bem jogá-lo no telhado deles. Quem precisa da imprensa?

Aguarde o que será lançado em breve aqui neste blog!

Inclusão social e mídia televisiva

Televisão tem apenas visão no nome, mas, carrega também áudio e textos em seu conteúdo. Deveria ser telemídia ou teleaudiovisor o nome do aparelho para ficar bem referidas suas funções.

Na verdade, não é muito prático se preparar programas de televisão para cegos, utilizando-se, por exemplo, áudios descritivos que descrevem as cenas e as vestimentas e trejeitos das personagens nelas. Pois, fica mais demorada e cara a produção e perde a dinâmica. Cegos, para se ser mais sensato, deveriam ter um canal de TV específico, só para eles, ou, então, utilizar-se apenas do rádio. Havendo, para que isso ficasse mais completo, estações com programas de TV adaptados para que o deficiente visual consiga interpretar uma cena,por meio da audição, tal qual ela é vista na produção original.

Só que isso sendo mercadologicamente possível, reduziria os cegos a só se valerem desse entretenimento e meio de angariar informação em ambientes individuais. Em casa por exemplo. E se um cego estiver em um ambiente coletivo, junto a pessoas que enxergam, onde o entretenimento maior é feito por meio de aparelho televisor, ele ficaria se sentindo excluído?

Colocar legendas para explicar ao surdo o que as personagens de um show de TV estão falando também fica ruim para quem conta com os dois sentidos em questão. Mesmo sendo retratáveis as legendas. Mas, pelo menos há mais saídas para essa situação. Para evitar ou diminuir o uso de legenda na cena, as falas podem ser inseridas em balões tal qual é feito nos quadrinhos. O que não faz perder tanto a dinâmica e dá até uma certa expressão artística. Só que quando essa estratégia é padrão nas produções, se torna cansativo. Outra saída é as personagens se comunicar por meio de mímicas conhecidas pela linguagem de libras. E há também a possibilidade de se fazer leitura labial, desde que a forma de falar fosse facilitadora desse tipo de leitura.

Preocupar com a inclusão social na utilização de entretenimento e na absorção de informação por meio de mídia televisiva é algo importante, pois, na maior parte das conversas que temos, em algum momento nos referimos à televisão.