À esquerda, os melhores clientes 

O sujeito esquerdista gastava uma grana boa por fim de semana em um bar. O bar trabalhava com comida e bebida recreativas, que como sabemos são supérfluos, não têm valor nutritivo e algumas até fazem mal a saúde. 

O dono do bar era um eleitor do Bolsonaro padrão, ou seja, cooptado através de marketing político e assimilador assíduo de notícias falsas contra as Esquerdas. Sem consciência política afim e sem QI médio pra questionar certas incoerências na pregação do bolsonarismo.

Certa vez ocorreu um bate-boca feroz entre o esquerdista e alguns dos clientes do bar por causa de intenção de voto. O esquerdista desafiou os bolsonaristas a explicar o que Lula roubou dos brasileiros e o motivo de ele estar livre para concorrer à presidência da República e citar um único feito de Bolsonaro no seu atual mandato que valesse para todo brasileiro. Caso os bolsonaristas dessem respostas válidas, o esquerdista destinaria seu voto ao Bolsonaro. 

Como era de se esperar, os bolsonaristas não explicaram e nem citaram nada em favor do Bolsonaro. E cada vez mais se viam pagando mico por sustentar uma militância e opção de voto pra lá de idiota. O dono do bar vendo aquilo quis defender os clientes afinados com sua preferência de voto e aos gritos esbravejou-se contra o esquerdista e ainda o humilhou em público com dizeres improcedentes totalmente fora do contexto. 

O esquerdista gastava naquele bar mensalmente muito mais do que qualquer bolsonarista que ia nele. Não reclamava de preço, não difamava o bar, era constantemente roubado, mas mesmo assim relevava em nome da política de boa vizinhança e boa condução do capitalismo.

Foi, no entanto, o ensejo, a gota d’água. Ele não era nenhum masoquista e vitimista como são os bolsonaristas. Pagou a conta que abrira àquele momento e falou para o dono do bar que não voltaria mais ali. E que qualquer que fosse o ganhador da eleição para a presidência, a vida dele em nada mudaria, continuaria a beber sua cerveja e a pagar suas contas, pois, não dependia de político para isso. 

E recomendou ao dono do bar que ele repensasse suas atitudes e priorizações pra não perder mais esquerdistas porque irá precisar deles para manter em pé seu bar caso seu candidato ganhe. 

A maioria dos eleitores do Bolsonaro é evangélica, este eleitorado não bebe álcool, não frequenta boteco. Os eleitores que bebem, votarão em Bolsonaro olhando para os seus interesses econômicos. Muitos são empresários em busca de favores, proteções comerciais e prioridades de investimentos. Isso se dando, irão atrás de um status social que apontará automaticamente que frequentar o bar em questão não seria algo frequente por ser se declarar povão.

Não se consegue demonstrar nem desenhando ao bolsonarista, mas o bolsonarismo usa o pobre, mas não o tolera. Disfarça, mas não tolera o povão. E não se deixa de ser povão só porque votou desavisado no Bolsonaro. 

Eis aí uma demonstração bastante persuasiva do quão poderosa é essa arma que todo eleitor, na qualidade de consumidor ou de trabalhador ou de contratador possui: o poder de decidir quem irá se beneficiar com o seu dinheiro, sua amizade e sua participação na sociedade.

Como colocar seu subconsciente no controle da sua vida

O vídeo abaixo é do blog Faz de casa, um veículo bastante interessante, que além de difundir informações bastante úteis, muitas delas restritas e aguardadas por um público para serem absorvidas, oferece espaço para participação do visitante com postagens, que de quebra pode ajudá-lo entre outras coisas a conseguir trabalho.

A essência do blog é orientar as pessoas quanto ao estilo de vida confinado. Dá dicas sobre o que fazer dentro de casa para aproveitar o tempo com lazer e passatempo, dicas de como organizar e realizar as atividades domésticas triviais e dicas de como trabalhar em casa e constituir renda – vão elas desde como realizar contatos com clientes e fornecedores, passando pela compra de matéria-prima e ainda lições de publicidade apropriada para quem produz em casa. Em especial, no campo do trabalho e renda, os sistemas de home-office e fabriquetas domésticas.

Confira, obtenha dicas sobre diversos assuntos e participe postando no blog seus vídeos da área.

Link para o blog:

https://fazdecasa.blogspot.com/

Pandemia de não-nascimentos

Esta postagem vem em caráter especial, mas, não deixe de prestigiar a última postada: “Como se livrar do medo da morte da moda“.

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Há os que dizem que essa pandemia seria um plano de uma conspiração mundial que teria o interesse em reduzir a população do mundo. A quantidade de gente que teria que morrer, se essa pandemia tiver mesmo o compromisso de matar já teria que estar com o número de mortos causado por ela na casa dos cem milhões de pessoas para atender a necessidade dos conspiradores. Ou do contrário não alcançaria o objetivo de atingir bilhões de humanos até 2021, como rezaria uma tal Agenda 21 e uma tal de Tábuas da Geórgia.

Adaptando a informação dada pela Wikipédia, a Agenda 21 oficial foi um dos principais resultados da Eco-92 (ou Rio-92), conferência ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992. O documento gerado estabeleceu a importância de cada país participante em se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais. No Brasil essas discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (CPDS) e da Agenda 21 Nacional.

Esse compromisso se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade, do crescimento.

O Georgia Guidestones é um monumento em granito localizado no Condado de Elbert, Geórgia, Estados Unidos, e nele estão gravados dez frases em oito línguas modernas: inglês, espanhol, suaíli, hindi, hebreu, árabe, chinês e russo, e uma pequena mensagem, no topo, escrita em quatro antigas línguas: babilônio, sânscrito, grego e em hieróglifos egípcios, contendo as teses de Albert Pike.

Foi construída a partir de 22 de março de 1980 e se encontra finalizada. Os teóricos conspiracionistas utilizam o monumento para amparar acusações de que no mesmo estaria cravado uma mensagem sensacionalista, que seriam os dez mandamentos vindo de uma tal Nova Ordem Mundial, que teria o interesse em dizimar populações e controlar social e economicamente o planeta.

As frases encontradas nas tábuas são:

  1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com a natureza.

  2. Conduzir a reprodução sabiamente, aperfeiçoando a aptidão física e a diversidade.

  3. Unir a humanidade por meio de um novo idioma vivo.

  4. Controlar a paixão, fé, tradição e todas as coisas com razão moderada.

  5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos.

  6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em um único tribunal mundial.

  7. Evitar leis insignificantes e funcionários públicos desnecessários.

  8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.

  9. Valorizar verdade, beleza, amor procurando harmonia com o infinito.

  10. Não ser um câncer sobre a terra e deixar espaço para a natureza.

Se observarmos, considerando as notícias que nos chegam, o que acontece no mundo nos aspectos econômico, comportamento social e ambiental faz muito sentido dizer que essa pandemia vem servindo aos propósitos que teriam sido estabelecidos pelo advogado e escritor maçon Albert Pike.

Os colapsos econômicos que vemos fazem aparecer notícias de sugestões de redução de salários principalmente de funcionários que foram valorizados por força midiática e não pela atividade que faz – caso dos atletas, particularmente dos jogadores de futebol do mundo todo, e dos artistas, jornalistas e apresentadores de programas de televisão (não é à toa que a TV Globo se empenha tanto na manutenção da aparência de caos na Saúde que teria essa pandemia) – ou por acesso à própria ampliação salarial – caso dos políticos e juristas. E medidas como destinar dinheiro de fundo eleitoral à instituições públicas de saúde, dar auxílio monetário ao informal e ao desempregado por 3 meses, antecipar o Bolsa Família, liberar saque do FGTS, tudo isso visa não deixar a economia em maus lençóis enquanto se ajusta a sociedade.

O presidente Bolsonaro ignorando o cenário de calamidade tecido para a pandemia estaria encenando, já que é o responsável por promover esse duro ajuste sócio-econômico no Brasil e se aparecer em público condescendendo com o lobby do caos, ao final do processo, quando se tornar perceptível – talvez – que tudo não teria passado de um grande teatro em pró de objetivos urgentes não mastigáveis pela sociedade, sua cabeça estará fora do pescoço. É melhor tudo acontecer como ele precisa e ao final as pessoas dizerem: “É, Bolsonaro estava certo e nos avisando o tempo todo, mas, fomos ouvir os inimigos dele…“.

Pequenos empreendimentos correm o risco de fecharem as portas, o que atenderia a expectativa da tal Nova Ordem Mundial de controlar todos os negócios, pois, ao final da crise as grandes corporações os absorveriam e transformariam seus ex-donos em empregados.

Isso é o que esperaria os que estariam operando por trás dessa pandemia um golpe nesse sentido. Vão estes se decepcionar, o povo vai saber defender os pequenos e médios empresários, boicotar as grandes corporações e reerguê-los. Desde, é claro, que entre em contato com as denúncias feitas por blogueiros, youtubers e escritores não subsidiados, que como eu disponibilizam reflexões que fazem pensar fora da caixa.

E é perceptível que a modalidade de teletrabalho – home-office – está por conta da pandemia sendo testada à força e caso vingue a ideia as empresas terão mais liberdade para operar mantendo seus funcionários trabalhando em casa.

No caso do teletrabalho, os salários preveriam custeamento dos gastos com a produção – incluindo alimentação, água, luz, telefone e internet –, extinguiria-se ou minimizaria-se o gasto com locomoção até a empresa, e com tudo isso uniformizariam-se, os salários, e ficariam mais em conta para os empregadores saldá-los. Junto com as políticas do Liberalismo Econômico, que correm à vista ou às escusas em velocidade alta pelas nações, os objetivos sócio-trabalhistas e econômicos da ordem estariam sendo cumpridos.

Eu sei que estamos sob ataque de gang stalking, técnica para causar esquizofrenia em massa (leia a respeito neste blog: clique!). A maior das esquizofrenias que estamos nos acometendo dela é a da assepsia. Estamos ficando maníacos por limpeza nessa de querer conter a disseminação do vírus. Higienizamos a casa de maneira absurda, se refletirmos bastante veremos que no fundo há sempre uma brecha para a probabilidade do verme chegar à gente por ter se alojado onde não pudemos ter atenção ao limpar.

Às vezes entramos em nosso quarto limpo, livre de qualquer sujeira, tendo vindo da rua e cuidado integralmente da assepsia antes de entrar novamente no lar, ligamos o computador e nos colocamos a utilizar os periféricos dele. Acabamos de usar e vamos lá passar álcool ou sabão no equipamento todo, como se o vírus tivesse a faculdade de se autocriar dentro do quarto. Se isso fosse possível, de que adiantaria qualquer prevenção de limpeza? E o mesmo vale para o uso de máscaras, o distanciamento social, evitar ambientes fechados. Em algum momento todo o cuidado será inútil, será burlado até mesmo por causa do excesso de cuidado. Não temos escapatória!

Eu estou aderindo a esquizofrenia em grupo. Mas, confesso que penso que nem o presidente Bolsonaro: tudo é um exagero. É claro que eu não estou observando os fatos da posição privilegiada que ele está. Por isso não posso me dar o luxo de ignorar a causa do pânico coletivo. Eu só posso duvidar, não posso ter certeza. Talvez o presidente possa.

Se eu morasse com um amigo, eu perguntaria para ele qual era sua crença com relação a essa articulação social. Se fosse tal qual a minha, eu não adotaria esquizofrenia alguma dentro de casa. Lá fora eu só adotaria por questão de responsabilidade social.

Mas, morando com a família é diferente. A culpa será muito grande caso se esteja errado e se tornar o vilão da casa, o provável causador da morte da mãe ou do adoecimento do irmão tão somente por ter sido relapso e não ter respeitado a crença deles. Por isso: “bora ficar esquizofrênico”. É claro que absorver paranoia dando atenção 24 horas para a imprensa mundo-cão não faz parte do pacote que assinei. É o famoso “não sou obrigado”. Chispa, TV Globo!

Mas, muito da higienização a que me submeto é própria de se fazer independente de haver pandemia de coronavírus. Faz parte das obrigações salutares que tornam uma casa não tóxica. E idem as preocupações com a saúde, com manter um consistente sistema imunológico. Chegam a ser, na minha opinião, prazerosas essas preocupações.

E olha essa situação:

O INTERESSE DE CADA UM NO CONFINAMENTO CONTRA A COVID-19

O APOSENTADO precisa que o trabalhador ativo saia do confinamento, pois, é ele quem paga sua aposentadoria.

Detalhe: ele é um dos que está na mira dos pandemizadores para morrer.

O POLÍTICO E O SERVIDOR PÚBLICO precisam que o trabalhador ativo saia do confinamento, pois, suas regalias e remunerações precisam dos impostos que são arrecadados com o trabalho deles.

Leia lá em cima o que nas Tábuas da Georgia é falado sobre funcionários públicos.

O COMERCIANTE precisa que o trabalhador saia do confinamento e vá até o seu estabelecimento praticar o consumo que lhe dá a retirada mensal. Sem trabalhar o trabalhador não tem como praticar o consumo.

Tá, esse tá sabendo se defender dos golpistas.

O PROFISSIONAL LIBERAL E O PRESTADOR DE SERVIÇO precisam que o trabalhador saia do confinamento para contratar deles os serviços que prestam.

Idem o anterior.

O POLICIAL, o BOMBEIRO e o PROFISSIONAL DE SAÚDE precisam que o trabalhador fique confinado para que a vida desses profissionais fique mais protegida e eles não tenham que trabalhar para que seja possível voltar para o seu lugar o trabalhador tão cobiçado pelos membros da sociedade que insistem que ele saia do confinamento.

São os únicos a quem realmente o confinamento ajuda. E o policial ainda vê o crime e a contravenção como o vandalismo e o uso de drogas freados.

O GOLPE CONTRA O PRESIDENTE BOLSONARO precisa que o trabalhador ativo fique confinado. Mas, só até que o golpe se efetive, tratando de sair do confinamento logo a seguir, independente de ainda haver o perigo da Covid-19.

Quero deixar claro que isso está aí por uma questão de conscientização. Eu estou na torcida para que Jair Bolsonaro renuncie logo, pois, é um atalho para essa loucura que chamam de pandemia acabar. E depois, quem está presidindo o país, na minha opinião, são os ministros, se o “homem” cair, eles continuam. E sob a batuta do general Mourão. Portanto, o golpe vai ter o que está guardado pra ele. O povo não é tão fluoretado e tão massacrado pela tecnologia 5G o quanto pensam!

A GRANDE MÍDIA quer mais é que o trabalhador se foda. Se ele se confinar ela ganha de quem a paga para estimular o confinamento; se ele sair do confinamento ela ganha de quem tem interesse em pagar por esse estímulo.

Ao fim de tudo será muito mais fácil de o indivíduo médio, principal alvo da grande mídia, ser capaz de boicotá-la ao ponto de destruí-la. Acabando com essa instituição será maior a probabilidade de jamais passarmos novamente por golpes de terrorismo psicológico dirigidos às massas.

Portanto, como trabalhador, eu optei por trabalhar em casa. Assim, ninguém me culpa de ter colaborado com a ganância dos que usam o trabalhador em proveito próprio e nem com o infortúnio de quem precisava que a preocupação com a economia e com o trabalho viesse após a garantia de que com saúde e tranquilidade para trabalhar o trabalhador pudesse continuar carregando todo mundo e o Capitalismo nas costas.

Fico pensando no que vão fazer quando a massa acordar e resolver tomar atitudes que combatem essa manipulação toda. Já aparecem alarmistas propagando táticas de gang stalking substitutas para a pandemia. Agora estão dizendo que o povo está ouvindo disperso no ar sons estranhos. Os apocalípticos falam que são as trombetas dos anjos anunciando a vinda de Jesus. Ambientalistas dizem que se trata do som das geleiras dos polos avisando que o aquecimento global trará um novo dilúvio – até mencionam essas chuvas excessivas que temos presenciado no sudeste do Brasil. E ainda tem os conspiracionistas, que não perdem a oportunidade de mencionar o HAARP. Saiba a respeito na postagem deste blog sobre eliminar populações com uso de armas climáticas.

O pessoal do canal Rural Business no Youtube é o que faz o melhor terrorismo informacional, uma vez que eles alarmam o risco de o Brasil virar um “grande fazendão” para produzir alimentos para a China e nós brasileiros nos transformarmos indesejavelmente em funcionários dos chineses. É outra teoria em que eu aposto no comportamento rebelde e na autoestima do brasileiro médio e digo que vai falhar o plano, vamos saber dar o troco, derrubar políticos e empresários que estiverem o viabilizando, nem que tenhamos que viver outra guerra civil. Outra porque isso que se passa no Brasil com relação à Covid-19 é pra mim uma guerra civil não declarada.

Discorrer mais formidavelmente sobre todos os pontos que teriam sido estabelecidos pela tal conspiração tem que ser feito em publicação ou capítulo próprio, concentremos no quesito “redução populacional” que está implícito na Agenda 21 e escancarado nas Tábuas da Georgia. Ao que parece, conforme a introdução deste texto, a pandemia não seria o instrumento que viabilizaria o intento até o ano que vem. E não esqueçamos que existem as previsões centradas no ano de 2031, que marcaria a chegada da Quarta Revolução Industrial, quando 800 milhões de empregos provavelmente serão extintos.

No entanto, a grande sacada dessa pandemia passa despercebida. A quarentena, ou: isolamento social, que atinge cerca de 141 países, propicia uma taxa de natalidade bem pequena no mundo para este ano. Ou seja, chegaremos ao ano de 2021 com o número de mortes que a pandemia conseguir alcançar, o número de mortes normal de acontecer todo ano em todo o mundo e não-concepção em índice que garante os planos dessa conspiração sem ter que recorrer à guerras militares ou mesmo causar tanta mortalidade.

Se vier a vacina para a Covid-19 ou se as pessoas vacinarem novamente contra a gripe H1N1, como no Brasil estão ajeitando de fazer, poderiam usar, como suspeitam os conspiracionistas, uma substância na vacina que traria esterilidade às pessoas. Daí colocaria-se mais fermento no cumprimento da tarefa de controle populacional.

Se o propósito com as vacinas for mesmo esse, a pandemia convencerá as pessoas a aceitarem uma alegação de vacinar-se anualmente contra a gripe, renovando o poder anticoncepcional da substância no corpo dos férteis pelo prazo de validade da mesma. Essa alegação vindo dos porta-vozes da conspiração, como a grande mídia por exemplo.

Portanto, matar pode não ser o negócio para quem está fora do grupo de risco. Os deste grupo a conspiração estaria interessada em ceifar mesmo suas vidas. Principalmente os maiores de 60 anos que se encontram aposentados e dependendo do Sistema. Haja vista a propagação de que as previdências de todos os países estão quebradas e ameaçando a hegemonia do Capitalismo.

Confinar-se ou não, se é você quem escolhe é uma decisão segura

A.A.Vítor – Autor do livro “Os meninos da Rua Albatroz”, cujo capítulo “Planejadores do futuro sombrio” previu o momento atual. Sobre saúde e espiritualidade leia: “A magia que enriqueceu Tony”. Sobre empreendedorismo, relação interpessoal e sexo leia: “Contos de Verão: A casa da fantasia” e “Todo o mundo quer me amar”.

A indústria 4.0 e o futuro comunista

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Listo abaixo algumas profissões e ocupações que irão acabar dentro de 11 anos.

Algumas terão a disponibilidade de cargos escassa, outras não existirão como profissão e outras simplesmente desaparecerão por obsolescência.

Pelo motivo de não serem mais necessárias, devido à automação ou pelo fato de as pessoas no futuro não se interessarem mais pelo produto ou serviço que os profissionais dessas profissões produzem.

Desinteresse provocado por mudança de hábitos, migração de mídia – que aniquilará o rádio, a televisão, jornais e revistas – ou pela facilidade encontrada no modo de operação de outro provedor do mesmo trabalho.

Advogados, médicos cirurgiões, professores secundaristas, professores universitários, revisores, engenheiros, arquitetos, jornalistas, repórteres, apresentadores de TV e rádio, locutores, desportistas, frentistas, mecânicos, restauradores, lavadores, carteiros, caixas, auxiliares administrativos, cobradores de bilhetes, vendedores, despachantes, personal trainers, instrutor de diversas profissões, pregadores religiosos, musicistas, atores e atrizes, modelos, artista plástico, corretores de imóveis e de seguros, supervisores de equipes, operadores de telemarketing, investigadores policiais, espião.

Quando esse tempo chegar, o Capitalismo sofrerá um colapso, pois, perderá consumidores graças ao desemprego massivo. Para evitar isso, muitos exigirão de seus governos a manutenção do modo de operação com que essas atividades são ainda feitas.

Essa exigência popular obrigará os governos a planejar a economia e o trabalho. Abrir mão da tecnologia e cultuar hábitos arcáicos e o tradicionalismo será imperativo.

Aí, as pessoas vão entender por que Cuba rejeita a modernização; por que a Coréia do Norte se fecha para proteger sua cultura, que suporta vida digna para a população ao dar de mão da cultura yankee; por que a União Soviética não se abalou com a Grande Depressão de 1929, tendo simplesmente evitado inserir novas tecnologias em seus métodos produtivos. E clamarão seus modos de pensar.

E diferente do Comunismo, o Capitalismo se modificará bastante, frustrando um magnânimo contingente de pessoas que deitaram no colo dos liberais imperialistas, deixando por conta deles o controle de suas vidas, assumindo que eles sabiam mesmo o que faziam.

Quem era rico se tornará igual ao que é pobre. E o capitalista não tolera igualdade. Não tolera ser comum. Por isso é que combate a ferro e fogo o COMUNismo.

O Comunismo continuou o mesmo quando do advento da Grande Depressão; quando veio a Crise do Petróleo na década de 1970; quando veio a Corrida Espacial e a Revolução Digital. E continuará o mesmo após a Quarta Revolução Industrial.

Daí se verá muita gente sendo obrigada a reivindicar o regime e bradar contra esses que a aliena e a motiva caçar comunistas e repudiar seu sistema.

Eu me alegrarei quando esse dia chegar, pois, sei que serei um dos privilegiados que poderão dizer: “Eu já era comunista… e sabia”.

Se prepare para o ano de 2030 lendo o livro “A magia que enriqueceu Tony“.

Boa leitura!

O futuro do livro é a gratuidade

LivrosAAVitor

Nós escritores independentes sofremos com a constatação de que podemos ter produzido um grande livro, contado habil e envolventemente uma grande história, passado para quem nos lê grandes informações proveitosas, às vezes mantidas sob proteção, e não colhermos qualquer tipo de agrado. Ser lido por uma multidão, por exemplo, é até mais o objetivo do que ganhar dinheiro.

Nem isso conseguimos, mas, não nos julgamos fracassados ou pouco talentosos. Apenas sabemos que a realidade do brasileiro não inclui ser leitor e que os poucos que leem custa muito dinheiro para se atingí-los. E o mercado é monopolizado para fazer acontecer só o que passa pela mão das grandes editoras e marqueteiros mediante pagamento bem vultoso.

A receitinha de bolo: investir numa publicação de exemplares impressos em papel, investir na divulgação e na distribuição dela, nunca esteve ao alcance de autores limitados financeiramente.

Hoje há as editoras virtuais e a publicação sob demanda. A impressão CTP e a divulgação em redes sociais, geralmente os perfis de cada escritor. A mala-direta eletrônica – e-mail marketing – foi opção de grande expectativa de alcance quando os servidores de e-mail não barravam a prática.

Hoje, até eles querem ganhar o deles e impedem de serem enviados ou visualizados os lotes de correspondência eletrônica visando tornar massivo um anúncio. E esses mesmos grandes serviços de e-mail impedem a chegada de mensagens com anúncios vindo de domínios autônomos. É para eles que a maioria dos e-mails são enviados.

As redes sociais também usam mecanismos para inibir a visualização ou o clique em links de anúncios que transitam em seus murais sem que tenham recebido qualquer valor pela divulgação. E os grandes provedores de blog, pelo menos para as contas que não são premium, se comportam da mesma forma pelo menos no que informam de estatística de visualização ao usuário.

Logo, é ilusão achar que seu trabalho ou seu interesse vá atingir um grande público contando com a boa vontade dos sites e serviços de grande porte na internet.

Sendo assim, se no meio convencional não se pode fazer saberem que sua obra existe e se no meio digital – chamado de revolucionário – idem, o jeito é distribuí-la gratuitamente em quaisquer dessas opções de publicação.

Procurar fazer com que haja bastante informações de valor nas páginas da produção e torcer para que felizardos cheguem a conhecer o que você tem a dizer ou a experimentar as emoções que sua obra tem para propiciar é imperativo. É bom não deixar duvidarem que você tem qualidade e que vale a pena pagar para verem.

Contos de Verão: A casa da fantasiaOs meninos da Rua AlbatrozTodo o mundo quer me amar

Contos de Verão: A casa da fantasia

Os meninos da Rua Albatroz

Todo o mundo quer me amar

E de quebra citar os livros acolhidos pelas editoras e pelos veículos de divulgação sempre que puder, em situações de sua obra que se assemelham com as histórias que eles contam ou em conteúdos informativos que eles também informam. Aos poucos o público preferirá usar o que você produz como porto para saber tudo o que os outros autores falam em seus livros e poupar tempo, buscas e aquisições.

Caso você leu este texto até aqui, o livro A magia que enriqueceu Tony traz uma grandissíssima história, muito bem narrada e coberta de informações úteis para se entender o mundo e sobretudo a economia e, quem sabe, se dar bem em várias áreas que a sociedade cultua por conter as informações. Se não quiser gastar muito dinheiro, há a versão e-book, super barata.

Você economiza a leitura de toneladas de livros que tem padrinho e custam o olho da cara. E economiza também ingresso em cursos preparatórios de uma série de profissões. Além de, é claro, conhecer da melhor maneira possível – experimentando – o essencial sobre magia e ocultismo.

 

O que está por trás do Saque do FGTS 2019

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O link ao final da postagem não é de fonte segura, mas, garimpando foi encontrado informação parecida no site do G1 – Globo Comunicações. Diferente dos compartilhadores de material bolsomimimion, procuro usar fontes de propagadores de notícias que pelo menos registro possuem e têm compromisso com o que noticiam e não material produzido por youtuber ou por viralista de fakenew de rede social.

O ministro Paulo Guedes pretende liberar o FGTS para aquecer a economia. A medida afetará também contas ativas. Ou seja, quem estiver trabalhando também poderá recorrer ao saque.

A idéia é aplicar cerca de 22 bilhões existentes nas contas diretamente no setor econômico – sair dos cofres dos bancos e ir para as mãos dos consumidores.

Isso parece bom para muito trabalhador. Porém, algumas questões devem ser vistas.

Por exemplo, o trabalhador ativo que efetuar o saque, seu empregador terá que lhe pagar a multa de 40% sobre o FGTS apenas sobre o montante existente no momento de uma possível demissão, pois, o saldo será refeito a partir do saque.

Quem possui cerca de 20 mil reais de fundo por tempo de serviço, por exemplo, estaria abrindo mão de 8 mil reais. Além de ficar bastante vulnerável à demissão direta pelo empregador, tão logo efetue o saque.

Para quem perde muito dinheiro, essa medida soa como uma armadilha em pró da patronagem.

O Governo já teria tentado manobrar anteriormente a aplicação do dinheiro do FGTS na economia, estimulando pedidos de demissão por parte do empregado – informação não veiculada formalmente.

Se a informação acima procede, a idéia seria ainda mais perdulária para o trabalhador e ótima para os cofres públicos, pois, além da perda dos 40% de multa sobre o FGTS cabido ao patrão em demissão direta, o dinheiro do Seguro Desemprego não seria devido.

Uma terceira possível armadilha nessa trama de liberação do fundo por tempo de serviço – que não é de todo mal a idéia – é o esvaziamento da Caixa Econômica Federal, o que facilitaria ainda mais a privatização do banco público. Interesse que seria total do ministro da economia.

O link: https://noticiasconcursos.com.br/noticias-concursos/saque-do-fgts-2019-vai-ser-autorizado-para-trabalhadores-que-estao-ativos/

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

E NUNCA PERCA NOSSAS POSTAGENS!

George Soros vai morrer

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George Soros inaugurou uma matrix de comportamento para os investidores. Esta leva em conta a especulação financeira. Conforme o mega empresário, se o mercado está caótico, se ganha mais dinheiro do que com ele estável. E aí: metem bomba no mercado.

Isto significa que não é a produção que sai de uma fábrica para a venda o que abastecerá o empreendedor dela de lucro. É, sim, a virtual capacidade de produzir.

A produção muitas vezes não expressa essa capacidade. Ela é o resultado dos dias trabalhados pelos empregados e do que não foi perdido durante o processo fabril. Os refugos até que podem ser reaproveitados – ou até mesmo vendidos –, mas, as horas não trabalhadas pelo contingente operário não se recupera. E nem se vende.

Diante dessa ineficiência natural e irremediável da obtenção de produtos é que o mercado de especulação opera. Quanto maior a capacidade virtual de produzir que uma empresa ostenta, mais procuradas são suas ações, uma vez que passa ela a impressão de solidez e de que durante muito tempo a companhia estará existindo no mercado.

Estaria ela sem qualquer risco de falência e consecutiva perda de investimento para o acionista. Caso, é claro, o segmento de negócio tenha elasticidade animadora.

Exceto se uma condição especial acontecer. Para uma fábrica criar uma virtualidade de produção, imprescindivelmente que atraia interessados em se associar a ela mediante compra de ações, basta criar uma estrutura que sugira suportar milhares de operários, milhares de postos de trabalho. Mesmo com vários deles fora de operação.

Como é um risco muito grande para qualquer empregador assumir deveres salariais com milhares de pessoas, o salário destas incondicionalmente tem que ser pequeno. Esta é uma razão pela qual no mundo todo, cada vez mais, o operário ganha pouco e enriquece os patrões. Que faturam com sua força de trabalho e com a especulação financeira.

É também a razão de haver muita demanda falsa sendo propagada ou até mesmo atendida pelas empresas; muita rotatividade de contratação e demissão; muito funcionário fantasma ou ociosos compondo as folhas de pagamento sem o patrão reclamar. Fazer parecer que tem grande quadro de colaboradores operando atrai mais dinheiro do que realmente ter.

E explica também – uma das explicações – porque certas funções que podem muito bem serem automatizadas são mantidas em sua maior parte legadas à mão-de-obra humana. Os call center, por exemplo, podem fazer seus atendimentos com margem maior do que 80% automatizados. E é o segmento de negócio que mais emprega.

Às vezes, para ganharem do governo incentivos fiscais e deduções de impostos e com isso melhorarem ainda mais a rentabilidade, empresas com contigentes gigantescos de empregados vendem para políticos essa suposta realidade. Administrações públicas que experimentam quadro de desemprego alto fadam aos políticos insucesso na carreira e aos partidos dificuldade de aprovação pelo público. Por isso, eles se rendem à deficitar o orçamento público em nome de empregabilidade fictícia.

Uma máxima do Liberalismo Econômico, doutrina defendida por Adam Smith, onde no século XVIII negava a participação do Estado na economia, deixando-a aberta a liberdade de iniciativa e concorrência, é que empresas com grande quantidade de postos de trabalho são arriscadas para os governos de qualquer esfera.

Além de elas chantagearem os governos em busca de isenções, se elas falirem elas criam um colapso total na região onde operam. Há casos em que uma fábrica sustenta 80% da empregabilidade direta e indireta de um município.

Com isso, vale mais ter quatro empresas em condições reais – sem precisar mamar nos cofres públicos para realizar seu exercício – de empregar mil pessoas do que uma que empregue quatro mil. Além do que, quanto menos empregados uma companhia tem para pagar, graças a necessidade de rotatividade baixa – não dá pra perder tempo treinando substitutos – maior é o salário.

O que não pode nunca acontecer é a classe operária tomar consciência disso e simplesmente se negar a ocupar postos de trabalho de empresas com contingente gigantescos de operadores. Com toda certeza há muita vaga nelas porque elas participam de esquemas de especulação financeira com base nas aparências.

Aí a casa cai pra todo mundo! Dá-se o colapso financeiro mundial. A matrix George Soros morre. E só quem pode tirar o mundo dessa encrenca é o trabalhador.

Numa operação de socorro de mercados, o trabalhador ganha voz. Pode fazer exigências. E uma delas fatalmente seria pagamento de salários justos. Pagando-se salários justos, decreta-se o fim da linha para o mercado de especulação.

Tudo voltaria a ser como era antes de este ter iniciado suas atividades, cuja maior ênfase dessas atividades fora nos anos 1990.

A questão é: como faria o trabalhador para dar um ultimato desses? Ele depende de emprestar sua força de trabalho para obter o que precisa. Essa característica do início do Trabalho permanece. É do seu emprego que o operário retira a receita para praticar o seu consumo, para pagar o seu sustento.

Uma saída seria trocar de posição, virar também patrão. E submeter-se aos mesmos problemas com relação à mão de obra – caso não vá esse novo patrão operar sozinho em sua empresa – e ainda enfrentar a concorrência maior do que o normal, já que outros trabalhadores estariam na iminência de optar pelo mesmo.

Logo: virar patrão não é uma saída infalível, derradeira.

Estamos vivendo a época dos multibilionários. Pouca gente que ganha bilhões de dólares mensalmente. Será que há alguém no mundo que faça algo tão importante para a humanidade que o justifique ganhar tanto?

Quanto esses sujeitos gastam por dia para garantir seu sustento e caprichos? Será que consomem toda quota diária que sua remuneração mensal lhe lega?

Pesquisa publicada no livro “O pequeno livro do dinheiro”, de David Boyle, informa que a camada útil mais pobre da sociedade mundial vive com menos de dois dólares por dia. Cotado a R$ 4,105 a compra, conforme o Kensaq.com, no momento em que esta postagem foi redigida, significa viver com R$8.210 diários.

Um brasileiro que dá razão a dizerem que ele vive com essa quantia diária é justo pagarem para ele um salário mensal de R$246,30.

Entretanto, algumas observações devem ser feitas. É óbvio que esse brasileiro não possui endereço fixo e nem trabalha formalmente. Aquele que assim trabalha, só a passagem de ida e volta do trabalho, que ele recebe incluida em seu salário, já dá isso. Somado ao vale-refeição e outros insumos trabalhistas e mais o consumo diário de seu domicílio, se chegará facilmente a um valor que se ele ganha o salário mínimo – R$998,00 – ele não fatura. O salário em questão gera a fração de R$33,27 por dia e o mínimo que a conta sugerida expressa é de pelo menos R$50,00.

Logo, assim como o patrão não produz o que para as bolsas de valores ele sugere produzir, o empregado médio – considerando o assalariado – não recebe pelo que gasta mensalmente. Como é que ele consegue equilibrar essa fórmula?

Bem, há um segredo a ser revelado aqui. O qual leva a pensar que vivemos num ambiente capitalista, mas, somos suportados por medidas típicas do Socialismo. De outra forma, este país – o Brasil – já teria falido na prática também.

Se você se interessa pelo avanço dessa dissertação em uma nova postagem, deixe uma reação para prosseguirmos. Cinco curtidas ou comentários e a gente segue em frente!!!!

Leia o livro “Os meninos da Rua Albatroz”.

E NUNCA PERCA NOSSAS POSTAGENS!

O velho truque da dispensa de ministro

Veja-PauloGuedes

A situação é a seguinte:

Bolsonaro ganhou a eleição para presidente fazendo com que um monte de servidor público, cristãos protestantes e pessoas contaminadas contra o PT com uso de trabalho de manipulação de opinião confiasse em sua promessa de moralizar o Brasil, acabar com a corrupção e a roubalheira nos cofres públicos, colocar petistas em cana e botar arma na casa de cada brasileiro e brasileira de bem. Ou seja: só promessa vaga e populista.

Para arcar com as promessas, ele decidiu colocar um chamado por ele de técnico no gabinete principal de cada ministério.

Para as pastas da Economia e do Trabalho, o técnico escolhido foi o ex-consultor de banqueiro Paulo Guedes. O motivo principal talvez fosse o fato do homem ser ultraliberal.

O bom disso é que cada vez que Guedes solta uma frase o barulho que ela faz não só ensurdece a população, mas, também a cega totalmente. Deixa toda a atenção dela voltada para a fala.

E com essa cortina esticada, Bolsonaro pode pôr em prática o que lhe interessa (e aos seus) e também se esconder de ter que arcar com certas coisas que prometeu. Ou pelo menos de ter que andar rápido com a implantação delas.

Acontece que a Reforma da Previdência, uma das bombas que vêm sendo adiadas de estourar desde o governo Collor, que todos os presidentes dele pra cá prometeram tirar do papel e mantiveram guardada, não agrada a maioria dos que confiaram seu voto ao então candidato do PSL. E menos ainda aos oponentes clássicos do presidente, os esquerdistas.

Pelo menos aos primeiros deveria agradar, pois, se cogita que se votaram no Jair é porque estariam decididos a apoiar o político no que quer que ele precisasse. Mas, não é como acontece, então, agora o presidente está em maus lençóis.

Guedes, o ministro da economia, nos primeiros dias de governo virou estrela. Muitos, como diz Bolsonaro: marxistas culturais, andaram proclamando que ele é que seria o verdadeiro atual presidente da república. Coisa que estava enciumando o seu Jair e por certo fez com que ele aquietasse um pouco o facho de seu guru. A idéia dos marxistas culturais era esta mesmo!

Com a volta da discussão a cerca da reforma da previdência, o economista Paulo Guedes voltou a ganhar foco. O texto polêmico dela é dele. E dizem que tem também pitaco de seu chefe imediato, o presidente da república. E junto com o foco no ministro veio o aumento da insatisfação com o governo de todos que serão afetados pelo texto maldito.

Parece que o Governo recuou quanto à essa reforma. Terá que fazer alterações no texto e de repente estaria disposto a isso há bastante tempo. Só que tem a vaidade pra se tomar conta, né? E a inevitável perda de moral para com o povo e para com seus aliados se der de ré.

Algo teria que ser feito para parecer que o que vier a ser finalizado com relação à esse filho sem pai que é a Reforma da Previdência foi fruto de legítima autonomia de ação e de livre e espontânea vontade do Governo a decisão.

Entrou em cena, então, o velho truque do dono do invento que esbraveja com aqueles que querem fazer modificações no brinquedo que inventou. Qual birrento ameaça largar o cargo de inventor devido a isso, alegando, pra que ninguém o tache de louco, que nem queria estar o ocupando.

Com toda certeza houve acordos com Paulo Guedes para que ele bancasse em público o bode expiatório e ameaçasse deixar a chefia de seu ministério. O Governo vai acabar mudando para algo suportável essa reforma é porque não teve cacife para aguentar a pressão do povo.

E vai dizer com boca boa que só não saiu como queria o tratado – em outras palavras: como exigia o capital e o patrão Tio Sam – porque o frouxo do criador das polêmicas do texto pulou fora na primeira derrota na Câmara.

E Guedes, sai? Minha opinião: Espero que não. As propostas do guru do Bolsonaro são radicais, mas, a situação financeira do país fazem-na cruciais, indispensáveis. Todos teremos que fazer um esforço imensurável para entendê-las e apoiá-las. Na próxima postagem eu explico melhor. Usarei um exemplo tão claro, que parecerei estar desenhando.

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Boa leitura, absorção de cultura e diversão!

 

 

 

Presidente Paulo Guedes

Quando o inimigo é útil.

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Temos que nos acostumar à ideia de sermos governados por Jair Bolsonaro e sua esplanada. Não adianta, nem mesmo com a suspeita ajuda da Globo a gente vai conseguir evitar que o homem tome posse. Sendo assim, é hora de encontrar ouro minerando num lixão. Deve ter o que se extrair de bom desse governo que vem aí. O Itamar Franco não ficou em cima do muro, mas, pelo menos não cedeu à corrupção? Então?

A extinção do Ministério do Trabalho como conhecemos, por exemplo, ao meu ver pode ser encarado como uma grande vitória para o trabalhador. Parece que não, né? Deixa eu explicar:

Há dois anos, 2016, eu precisei recorrer ao MT por causa dos abusos que eu e os trabalhadores da empresa onde eu trabalhava sofríamos. Eu tive as seguintes experiências:

Primeiro, passei mais de seis meses, de janeiro à agosto, tentando marcar sessão no órgão para solicitar rescisão indireta devido à não cumprimento pelo empregador das obrigações contratuais para comigo. Eu telefonava pro MT e não conseguia ser atendido. Ia ao estabelecimento da instituição e batia com a cara na porta. Uma tabuleta com os dizeres “estamos em greve” era o motivo. Seis ou sete meses de greve. Pode isso? E pra justificar, a grande mídia noticiava que o órgão não estava recebendo verbas do governo.

Com isso, o que aconteceu? Deu-se o perdão ao que eu ia reclamar e eu perdi o direito da rescisão que eu pleiteava.

Uma amiga minha, no mês de março de 2017, havia me solicitado testemunhar na causa dela e eu aceitei. A audiência dela fora marcada na ocasião para o mês de fevereiro do ano seguinte. Ela acionara a Justiça através do sindicato laboral que nos representava.

Em junho de 2017 eu recebi uma intimação para ir depor pra ela, no dia 02 de agosto, num fórum do MT em uma cidade que não tinha nada a ver com ela ou com a empresa com quem ela conflitava. Aliás, o fórum nomeado no Contrato de Trabalho para resolver as pendengas entre o contratante e os contratados era o de Belo Horizonte.

No início de julho recebi outra vez a mesma carta, relembrando a data da audiência e a multa de dez salários mínimos que eu teria que pagar caso não fosse ao compromisso sem apresentar justificativa. O envio da carta voltou a acontecer no final desse mês.

Compareci ao local no dia e hora marcados. Não encontrei minha amiga por lá. Foi porque o início da discussão em juízo se aproximava é que conheci o advogado da moça, que gritou pela testemunha. Então, ele me disse que a cliente dele não iria e justificou a escolha do local como ser um procedimento normal do meio jurídico, que visa priorizar o deslocamento da testemunha.

É claro que refutei. Era mais fácil para mim seguir para Belo Horizonte. E se a reclamante tivesse duas testemunhas que morassem em cidades distintas e opostas a localização, quem seria priorizado?

Além disso, fiquei desconfiado de algumas coisas que o advogado me pediu para falar para o juíz. No processo julgariam uma indução de pedido de demissão sofrido pela reclamante e já existia a informação de que quem a induziu ao fato, estando ela grávida, no momento do acontecimento estava a sós com a autora do processo, trancafiados em uma sala. Informação prestada pela própria vítima. O advogado queria que eu alegasse que presenciei o fato. Detalhe: No dia dessa demissão eu estava de férias.

Lógico que não fui na onda nem mesmo de falar que eu sabia que ela estava grávida na ocasião. Eu não sabia. Fui lá pra falar sobre o caráter do supervisor que a induziu pedir demissão e sobre eu já tê-lo visto praticando com outros colegas o mesmo ato e outros atos inconformes com os direitos dos trabalhadores.

Aproveitei que o advogado era do sindicato e perguntei a respeito de um processo que eu havia iniciado com a instituição. Tirei da mão deles quando descobri que nada haviam feito. Mais tarde descobri que provavelmente à pedido da empresa eles aguardavam o tempo para que prescrevesse minha petição. Com isso, perdi novamente minha oportunidade de me alforriar daquela empresa escravista tendo todos os direitos ganhos.

Porque eu prestei depoimento no processo dessa minha amiga, a empresa passou a me perseguir. Eu me esquivei de todos os seus truques. E dei bastante dor de cabeça para os gestores quando – devidamente – entreguei mais de trinta dias de atestado médico, de maneira a não entrar em afastamento. Aí, como represália, mudaram o horário do meu expediente, começando num turno e indo até o próximo, 18:00.

Isso me atrapalhava bastante, então, recorri à Justiça novamente para pedir rescisão indireta com base no artigo 468 da CLT, que diz que as mudanças no Contrato de Trabalho, que inclui mudança de turno na duração do expediente, só podem acontecer em comum acordo das partes contratantes.

O MT não estava realizando pronto-atendimento. Nem chegando de madrugada no posto para pegar senha para até 20 pessoas por dia, como era antes. Era necessário ligar para o *156 ou acessar o site do órgão. O site sempre fora do ar em uma ou outra coisinha e o telefone difícil de ser atendido. Mas, com muita dificuldade, consegui marcar uma audiência para agendar uma atermação. Tive que aguardar um mês. Seria em janeiro de 2018 o evento.

A Reforma Trabalhista do Michel Temer havia sido promulgada em novembro de 2017. E na sessão, após saber o que eu ia reivindicar, o auditor do MT me deu uma CLT surrada, aberta no artigo 483 e escrito à lápis uma alínea inexistente na versão original. O homem me disse que era complemento vindo da Reforma Trabalhista.

O conteúdo da tal alínea tirava minha razão e ainda me intimidava, pois, dizia que eu teria que pagar todos os custos do processo se eu perdesse. E na cara dura o velho ainda me disse que os juízes estavam comprometidos em não contribuir com o desemprego e não legar despesas com rescisões para as empresas para não lhes aumentar a crise.

Entendi tudo, inclusive o ar de corrupção, e me mandei dali. Ou seja: sem o Ministério do Trabalho estamos desde há muito tempo. E sem representantes sindicais idens. Todos colaboram para que o sistema trabalhista funcione bem para os patrões e todos defendem o seu ganho nesse sistema. Os sindicatos ganham propinas dos patrões para rifarem os trabalhadores a que representam. Fingem representação. Esta é a realidade que mesmo o governo petista colaborava com ela.

Em meados do mês de janeiro eu fui testemunhar para outro colega. E este ganhou a causa. Reverteu uma demissão por justa causa que recebeu. A advogada dele era particular, mas, também teria aceitado propina desse meio obscuro e o meu amigo só conseguiu ver o dinheiro da causa há poucos meses atrás, considerando que estamos em dezembro de 2018. Como ele conseguiu outro emprego, ficou sem receber o Seguro Desemprego – outra coisa que os juízes agiam para o Estado não pagar – que tinha direito e com certeza não verá retroativos.

Em fevereiro, a amiga já mencionada me telefonou. Perguntou se eu estava lembrado da audiência dela. Eu fiquei pasmo de ela não saber nada sobre a sessão de agosto. E ainda me dizer que teve seu bebê no dia seguinte do provavelmente falso julgamento preparado para lhe queimar meu testemunho e lhe legar a perda da causa.

Se ela não tivesse ficado chateada comigo, achando que eu mentia, não tendo me dado sequer meios de mostrar a ela as intimações de presença que recebi e a cópia da declaração de comparecimento que tive que levar na empresa para ter abonadas as horas gastas no ensejo, eu processaria junto com ela o sindicato, a empresa e até o MT. Todos evidentemente estavam concubinados nesse esquema de lesar trabalhador.

Um tempo depois, uma junta do Ministério do Trabalho esteve na empresa para fazer inspeção. Isso aconteceu depois de uma paralisação de dois dias que os funcionários fizeram guiados pelo sindicato. A greve foi motivada por causa de obrigações salariais que a empresa não estava cumprindo havia cinco meses.

A maioria dos trabalhadores não percebeu, mas, houve um golpe de lide simulada que junto com a empresa o sindicato aplicou nos trabalhadores. Fingindo ajudar os operários, o sindicato buscava filiação, já que Michel Temer havia cortado a contribuição sindical de ser obrigatória ao trabalhador.

Esse episódio foi um tiro no pé para o sindicato, mas, legou à empresa o direito de mandar vários funcionários embora sob alegação de justa causa. Era parte do plano. Ela precisava disso, pois, pensava em reduzir o quadro e queria evitar pagar rescisões com todos os direitos. Os que não foram demitidos assim, pediram conta. Também interessava aos patrões.

Fiz denúncias no site do Ministério do Trabalho e também no da Polícia Federal, convocando esta ao estouro de cativeiro de trabalho escravo e crime de formação de quadrilha. Achei que a visita da junta do MT fosse movida por essas denúncias.

Porém, o que os inspetores do MT fizeram foi uma espécie de tomada de providência para inglês ver. Com ar de visita surpresa, não fizeram mais do que avaliar coisas que certamente a empresa andaria na linha com elas. Tipo: se o ar condicionado estava na temperatura adequada. Para fazer que olhavam também questões morais, pediram aos gerentes para escolherem operadores para eles entrevistarem.

Até fizeram perguntas importantes para os escolhidos, mas, quando todos os operadores esperavam de eles fornecerem respostas que ajudariam a acabar com as injustiças e as fraudes contra o trabalhador, todos se viram frustrados com as que deram os colaboradores escolhidos a dedo. Gente que foi premiada com folga de dois dias após a prestação de favor devido pelas suas respostas. Gente que em seguida foi promovida. Entende?

Outra colega entrou em depressão grave naquele cativeiro. Conseguiu afastamento de cinco meses. Foi obrigada a voltar antes do prazo, pois, não recebeu um centavo sequer do INSS. E a empresa não quis colaborar nem um pouco com ela, pelo menos a trocando de função por uns tempos. Era o cerco ao trabalhador. Melhor ser liberal e não depender do Estado para nada.

Esse tipo de coisa é fruto de uma política velha existente no Brasil. A Reforma Trabalhista iniciou o rompimento com esta política e o que Paulo Guedes já anunciou fazer em seu ministério da economia e do trabalho no Governo Bolsonaro é de extrema importância para moralizar empregadores, juristas, sindicatos e combater o trabalho escravo que este sistema dá permissão para se configurar.

Não só o que ele vem anunciando com respeito ao trabalho, mas, também com respeito à economia mexe diretamente nesse bolo. Essas tentativas de minar a moral do presidente eleito visam impedir elevar esse cerco à outras forças sociais. Querem é continuar com esse negócio de que é só o trabalhador quem paga o pato. Por certo, há a mão de empresários, nacionais e estrangeiros, por trás desses casos que a mídia, fingindo agradar o público, noticia. E, é claro, servidores públicos, como os do MT, que não querem largar as mamatas e querem continuar com a garantia de emprego vitalício. Neoliberalismo tem horror a funcionário público, incluindo político. Por isso, tem político também nesse grupo.

Só que essas investidas só atingem Jair Bolsonaro, considerando que os filhos dele são uns ninguém no escrete que se dirige para a presidência. Se forem elas suficientes para fazer cair o presidente eleito, ele cairá sozinho. Seu vice assumirá e os ministros tocarão os planos já traçados. De liberar a economia, mas, também liberar o trabalhador. Chegou a hora de admitirmos isso e parar com as picuinhas ou de deixar de ser ingênuo aquele que não consegue enxergar que na verdade aquilo que Getúlio Vargas implantou era bom para aquela época ou, atualmente, para países que empregam o socialismo na íntegra.

Se há alguma chance de impedir de tentarem acabar com a política escravista que abrange o trabalho no Brasil, com a frágil economia que depende de que empresas sem utilidade existam só para empregar, pagando com muito sofrimento o salário mínimo aos funcionários, evitando o máximo de eles alcançarem remuneração variável, o que resume a modalidade à cativeiro de trabalho escravo, e com as oportunidades de corrupção estando o país envolto de empresas e faculdades públicas, transporte público, sistema de saúde pública e políticos safados que administram essas entidades, esta chance reside em deixar Jair Bolsonaro em paz e empossar de vez.

Sem ele no posto, o país caminhará para o parlamentarismo que Temer tanto gostaria de implantar e o que hoje é conhecido como presidente da república passaria a ser chamado de primeiro ministro, que fatalmente seria o do ministério mais importante de cada governo, que no novo será o da economia e do trabalho.

Este texto foi compilado reunindo histórias de terceiros, mesmo a parte contada em primeira pessoa. Antes de me tacar pedra, reflita: Se quisermos continuar com a política socialista que desde de Getúlio Vargas 1930 temos aplicado ao trabalho, então, temos que brigar para que o país seja socialista em todos os setores. Do contrário, o trabalhador vai continuar recebendo chicotada do patrão. E o consumidor sendo enganado pelos trabalhadores, que recebem chicotadas exatamente para isso. Discorro em outra postagem esta parte do assunto.

Tempo perdido

Legiao Urbana - 1986 - Dois - cover 06 (PalladiaHD)

Todos os dias, desde o último dia 28 de outubro, quando acordo eu penso sobre o que fiz com esse tempo em que eu me encontrava dormindo e antes dele. O que eu poderia ter feito? O que ainda se pode fazer? E chorando o leite derramado volto a pensar: “poxa, tenho todo o tempo do mundo”, “é possível consertar qualquer erro”.

Antes de dormir eu procuro recordar como foi o dia. Tem havido pouca coisa que eu queira me lembrar. Acabo dando de mão ao que me faz angustiar. E isso é quase tudo. Tem sido quase todo o meu cotidiano, inevitavelmente, voltado ao consumo de notícias sobre a politica. Esqueço então da tarefa que antecede frequentemente meu sono. Busco criar opções perante o atraso civilizatório que ganha a adesão de civis e sigo em frente, lutando. Não tenho tempo a perder por estar já velho.

Só que não me sinto confortável sabendo do risco que corremos de perdermos a democracia. Nosso suor sagrado daqueles idos de 1985. Como puderam colocar em risco tão sublime conquista por causa de um ódio estúpido, armado para eleifores terem e não elegerem novamente os mesmos caras que usurpavam da redemocratização. Ainda que inocentes das acusações que os marginalizavam, mesmo os perseguidos pelos condutores do comportamento da sociedade não escapavam de terem praticado essa atividade de má-fé e descuido com o nosso bem precioso.

A democracia é muito mais bela do que esse sangue amargo que andaram fazendo jorrar em troca de voto. Levaram a sério demais o que era só uma farsa de candidatura. Uma estupidez e insanidade. Se revelaram selvagens, até quem se dizia seguir os preceitos cristãos. Guerrearam e oprimiram, julgaram mal os outros, em nome da moral, do bom costume, estando acima de tudo Deus. Maior disparate impossível. Maior falta de lógica idem.

E ninguém estranha o fato de só não ter jorrado esse sangue na ponta da faca que disseram – e até mostraram – ter sido enfiada na banha desse que foi eleito. A facada eleitoreira. Que decidiu votos e teria decidido também o rompimento do adiamento de uma cirurgia já não mais adiável na região da barriga do esfaqueado.

O que é crer num golpe tão bem articulado e visando levar o público contra a facção política que este público já estava odiando, perto do crer sem qualquer argumento bem elaborado quanto à culpa que carrega Lula e o sustenta como preso político? O povo sempre recebe o que quer receber quando está disposto a cooperar com aquele que o guia tal qual uma marionete. Eles sempre estão dispostos a dar mais disso caso seja preciso.

Após dar um selinho de bom dia na boca de Marina, corri pra janela e fitei o panorama. A manhã cinzenta guardava por trás de nuvens um sol afoito por irradiar. Falei para Marina que estava pra chegar uma tempestade que seria da cor dos olhos castanhos dela. Ela me disse pra deixar disso. Pessimismo, ela se referia. Bolsonaro teria feito da forma que fez o que fez porque do contrário nem mesmo quem votou nele votaria. Ela completou assim. Apenas para me fazer conformar com o inconformável. No fundo, a democracia ficaria intacta, na concepção dela.

Eu quis bastante ter a mesma tranquilidade que tinha Marina para aceitar os fatos e doer menos. Tudo o que eu queria era que o cara fosse um competidor decente. Eu poderia até votar nele. Mas, o cara achava que não funcionaria assim. Ele sabia fazer caras e bocas, drama, mostrar repúdio por problemas inexistentes e determinação em resolvê-los. Seus simpatizantes não cuidavam sequer de serem sensatos e investigar os esquetes que eles iriam aplaudir. Afinal, todas as insandices proferidas pelo candidato que eles escolheram iriam ser legitimadas com o voto que dariam. O importante para eles era ver sair de cena o PT. Que pensamento pequeno, que entreguismo barato!

Pra dar razão ao otimismo de Marina eu pensei: “Sim, esse ministério que ele montou sugere isto: a democracia fica”. Vai haver mudanças profundas na economia e no trabalho, mas, o regime atual fica. E depois, eu vivi os anos de chumbo, vivi os tempos do PDS, Collor e FHC. Lula e Dilma foi fichinha para mim. Posso muito bem viver o neoliberalismo e o extremismo de direita.

O eleitor do Bolsonaro é que não vai dar conta. Seu estilinho de vida fútil verá privaçäo. Sua falta de consciência social e percepção política junto com sua urgência de amadurecimento intelectual é que decretarão seu infortúnio, sua insatisfação com o sistema, seu fracasso financeiro perante ao muito que doou para erguer o governo que o deletará das decisões que o afeta. Ele será tão escravizado e oprimido quanto eu, mas, achará injusto estar no mesmo barco.

Um governo que só este eleitor, no mundo todo, fora capaz de eleger. Até mesmo sua frágil fé sofrerá abalo quando se descobrir o uso dos pastores em nome do andamento de seus negócios, que estão suas igrejas entre eles. A garantia de formação perene de fiéis, por trás da imposição de falsa conduta moral vinculada ao governo em vigor, outro interesse acordado.

Eu não. Não tenho o que perder. Continuarei sendo comunista. Avesso à futilidades burguesas. Não consumista. Não expedicionário. Ateu. Por isso não me importa se para ficar ao seu lado o presidente eleito encheu de gente de moral duvidosa e histórico jurídico não condizente com a promessa de combater a corrupção que ele fez. Eu não acreditei nessas balelas e por isso não tenho que carregar culpa de ter sido bobo. Mas, irei cobrar tanto quanto quem o elegeu a tomada de tenência e o cumprimento de certas obrigações que ficaram implícitas. A disciplina social que gera comportamento não ameaçador aos entes de bem, por exemplo.

A república vai ruir. É a mudança em que se falou tomando o cuidado de não ser claro demais. Essa ligação encripada entre Michel Temer e Bolsonaro, outra coisa que se o eleitor tivesse sabido antes com mais transparência a respeito ele não teria feito o que fez, embora pistas tivessem sido deixadas, bastando, entre outras medidas, procurar saber em quê Bolsonaro vinha votando dentro do Congresso esses últimos anos, é que dá a certeza para se opinar que um punhado de parlamentares conservadores é que vão dar pitaco nas decisões do país. O presidente vaca-de-presépio e seu vice não vão governar de fato. Vão ser biônicos. Como os governadores militares.

A república deve se transformar em parlamentarismo. Michell Temer é obcecado por isso e estava em seus planos viabilizar essa forma de governo quando articulou o golpe que o colocou na presidência e também seu sucessor. Pela importância de seu ministério, calculo que Paulo Guedes será o Primeiro Ministro. Os demais o auxiliarão. Teresa Cristina também terá força nas votações dentro do Congresso Nacional.

Marina me lembrou que no plebiscito para forma de governo em 1993 eu escolhi parlamentarismo. E no referendo de 2005: sim para o armamento da população. Mais uma vez me sinto blindado contra a tentativa de me pregarem peças me forçando viver sob condições inesperadas. Mais blindado até que os ministros em seus carros e casas buscando se defender da população inconformada com a traição e falta de cumprimento de promessas ou de metas, embora a única meta que Bolsonaro estabeleceu ele cumpriu: tirar o PT de campo. Coisa que estava facílimo de fazer sem correr risco nenhum votando nele. Era só elevar o voto para qualquer outro candidato.

Corri de volta pra cama e pedi Marina para me abraçar forte. E dizer novamente o que disse. Dizer mais uma vez que era só pessimismo paranóico o que me causava aflição, que nada estaria perdido. Queria que ela me dissesse que já estávamos distantes de tudo o que ameaçou nossa conquista de outrora, a voluptuosa democracia. E que temos nosso próprio tempo para nos adaptar à sua nova roupagem. E talvez até prosperar. Sem abrir mão do ego. E ainda podendo fazer oposição ao que não estiver nos conformes. Ainda que na surdina até certo ponto. Deixaríamos nossos fetiches esquerdistas. Se possível.

Eu sei que tudo isso é só especulação do que pode vir a se configurar após a nova posse presidencial e da nova esplanada. Mas, eu não tenho medo do escuro. Aspiro sempre o melhor, preparo-me para o pior e vivo o que vier. Da melhor forma possível. Foi bom que Marina acendesse as luzes que iluminaram a estrada do destino e eu pude enxergar probabilidades verossímeis que esse governo se atreveria fazer vingar até por não contar com muitas alternativas. Que bom que ela as deixou acesas.

O novo governo terá que contar e muito com a cooperação da maioria que não o elegeu. Os 62% de eleitores que preferiram votar em quem apresentou alguma proposta palatável ou os que se abstiveram de votar e deixar o acaso decidir por eles.

Emprego do neoliberalismo e possível transição para o parlamentarismo, isso é o que pressupostamente digo ter sido escondido. E se escondeu para angariar adesões que de outra forma não viriam.

Estado-mínimo, reduzir a participação do Estado nas relações econômicas e trabalhistas da população e enxugar a máquina administrativa pública, é uma forma de combater a corrupção sem ter que se preocupar em prender corruptos. Assim ficam soltos os que correm esse risco se apertarem o cerco para que hajam investigações. São os amigos do presidente. Ou do Sistema, melhor dizendo.

Não mais ter o povo que escolher um presidente soa como a não mais a elite conservadora por trás dos partidos e políticos ter que se valer de golpes para forçar o povo a tomar atitudes em seu favor. E não mais o poder de veto ou de proclamação de um projeto parlamentar ficar nas mãos de um único político, que pode ser um adversário dos interessados na proclamação ou no veto, que são os membros dessa elite.

E o que esses eleitores entenderam que foi prometido, ninguém dos que estão no poder prometeu. Também náo foi nenhum tempo perdido o gasto com militância eleitoreira ou com oposição. A democracia brasileira é muito jovem. E está em plena construção. Será só mais uma fase.