O caminho da mão esquerda

Partindo do pré suposto de que há uma existência metafísica, da qual viemos para este mundo e à qual voltaremos, vamos entender a passagem pela Terra como uma existência que deve ser proveitosa. Haveria então um reino espiritual, vamos dizer assim, de onde não se consegue estabelecer contato satisfatório, cujos viventes desse reino tem o maior interesse em transmitir conhecimento para o lado de cá, a fim de aperfeiçoar o planeta e também os seres humanos, que seriam o involucro que os seres espirituais encontraram para poderem de tempos em tempos dar um passeio, sair da vida espiritual para experimentar a vida terrestre.

Continuando a divagação, se assim for, não há porque nos encarnarmos neste mundo para experimentar sofrimento. Ninguém sai de um país para ir para outro conhecer a miséria e comer nele o pão que o diabo amassou. Todos vão se divertir.

A outra suposição que fazemos com base na divagação apresentada, é que os seres do mundo espiritual enseja tornar mais perfeito o invólucro que usa para existir aqui na Terra. Por exemplo, poderíamos ter acesso, através dos sentidos que temos ou de um em especial, à realidade do meio espiritual. Por contato direto ou por pura lembrança. Para isso, a raça humana precisa estar sempre a evoluir. Uma coisa aqui, outra ali. Uma mudança no cérebro humano, outra no próprio planeta hospedeiro.

Todos nós, então, teríamos uma missão a cumprir aqui na Terra e virtudes a adquirir e a transportar para as gerações futuras, através do nosso DNA.

A missão diz respeito ao coletivo. Seria algo como ser capaz de trazer para este mundo um conhecimento que vá ajudar a todos a se servir do planeta de modo a não destruí-lo, para que ele possa continuar sendo a nossa casa, ou a viver confortavelmente, sentindo prazer e com tempo de sobra para se desenvolver individualmente e garantir para o mundo, antes de partir, a sua contribuição. Por exemplo, a contribuição de Einstein foi canalizar por meio de insistentes observações e trazer ao entendimento humano a fórmula da energia. Daí pra frente muito se pôde trazer de benefício para as pessoas com a aplicação da fórmula.

As virtudes seria buscar o aperfeiçoamento do corpo humano. O homem atual não é biologicamente o mesmo que era quando surgiu no planeta. O que mais podemos observar é a inteligência, fruto do desenvolvimento do cérebro, mas houve também mudança em outros órgãos. Um exemplo de o que seria uma contribuição para a humanidade nesse sentido seria criar, de repente, abusando da imaginação, a faculdade de voar e carregar para as proles essa característica. Se o homem voasse ele se livraria de alguns problemas de locomoção e alteraria sua relação de consumo. Isso faria muito bem ao planeta, pois reduziria a poluição. E a forma de o homem causar mudanças orgânicas individuais é ele se dignando a adotar práticas voltadas para o seu interior, como a meditação.

Há três caminhos que se pode seguir para realizar as tarefas que enunciamos na postagem. O que visa a ajudar as pessoas, ou seja: o voltado para a missão, é chamado de caminho da mão direita. O voltado para o próprio desenvolvimento, para o acontecer da própria vontade, é o da mão esquerda. E o que tenta conciliar as duas coisas é o caminho do meio.

Neste blog iremos apresentar a princípio reflexões e métodos que visam dar ao leitor incentivo para ele buscar o aperfeiçoamento individual. Quando uma coisa evolui, tudo ao seu redor evolui. E você estará mais apto a ajudar os outros se ajudar a si mesmo.

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