Nem tudo está perdido

Vi muita tristeza no jeito das pessoas, na manhã do dia 18 de abril de 2016, dia após o golpe na democracia brasileira. Pensei: se esses políticos estão lá por nos representar, porque ficamos assim? Porque fizemos tanto barulho lá fora para que eles não fizessem o que estavam fazendo e eles nos ignoraram? Eles fizeram mesmo o certo?

Percebi o quão inerte somos, nós que somos apenas eleitores, para decidir alguma coisa, para nos fazer ouvir ou para sermos respeitados, quando eles que se dizem nos representar já estão eleitos. Na hora de votar é diferente: somos muito fortes, todos eles querem nos ouvir e querem nos representar.

É claro que para o povão mesmo nenhum dos que votaram “sim” sairá com a carreira política ilesa. O povo irá reagir contra eles. Terão que se reeleger na base da falcatrua aqueles que não foram eleitos dessa forma. Isso se quiserem continuar com as mesmas regalias que têm agora, que é só o que lhes importa. Os que ainda não estão com os bolsos bem cheios sentirão falta do cargo. Ainda precisarão dele.

Agora, perdas haverá para trabalhadores, consumidores e cidadãos comuns de periferia. O PMDB e o PSDB tratarão de voltar a distância que havia entre pobres e ricos. Anularão os benefícios e as conquistas que essas classes mais humildes conseguiram durante os anos do governo petista. Estes estarão desamparados e serão reprimidos.

É cômodo pensar na reversão dessa situação com o emprego de luta armada. Mas, não será preciso. O livro “Os meninos da Rua Albatroz” cita os exemplos de Martin Luther King e de Mahatma Gandhi. Dois líderes que com atitude fizeram a diferença e venceram a opressão. O momento, no entanto, Está mais para copiarmos a atitude de Luther King.

Por causa de um incidente em Atlanta em que uma mulher negra  sofreu insultos por não ceder seu lugar para um branco num ônibus, Martin tomou as dores e levou toda a sua comunidade a boicotar o sistema de transporte. Isso fez os empresários do setor implorarem pela volta do uso do transporte pelos negros e as coisas mudaram desde então. Ficou sabido que boicote é uma coisa que poderosos, burgueses e outros elitistas temem.

Então, tudo o que o brasileiro que ficou indignado com essa rasteira na democracia tem que fazer, é boicotar tudo o que tiver ao seu alcance. Boicotar sua força de trabalho, boicotar seu consumo, boicotar sua atenção, boicotar seu voto. Os industriários precisam de gente para trabalhar pra eles, os comerciantes precisam de gente que compre deles, a mídia precisa de quem dá audiência pra ela, políticos precisam de quem vote neles.

Eles não conseguem resolver tudo isso sozinhos, eles precisam de você. Percebeu como você é forte? Use sua força. O boicote é uma guerra que acontece em silêncio. Por isso não há confronto, não há violência.

Uma coisa importante sobre a não violência é que não busca destruir a pessoa, mas transformá-la.
(Martin Luther King)

Na próxima postagem com o marcador “o poder do boicote” demonstrarei o que se pode fazer contra o poder corrupto que paira sobre Brasília, utilizando essa arma eficaz e silenciosa.

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