Alardeiam o desemprego: O que está por trás disso?

noamchomsky

Ida para o trabalho. Dentro do BRT, uma TV do PIG – Partido da Imprensa Golpista – fatura veiculando informações que seus patrocinadores têm interesse que a população consuma e repercuta, principalmente a que utiliza ônibus para locomover-se. O informe “117 mil postos de trabalho formais foram perdidos em novembro de 2016” assustou quem estava observando a tela muda.

O Governo Temer já tem sua estratégia para o setor do Emprego e Renda preparada para colocar em prática. Ela prevê muitas perdas para o trabalhador. E muito sacrifício, como trabalhar horas a mais, idem. Por um salário mínimo menor do que o que a presidenta que ele conseguiu depor à base de golpe parlamentar tinha para ser pago a partir de janeiro de 2017. Sem uma pressão no público, diferente dos bilhões dado às Teles, a reforma trabalhista de Temer não sairá do papel.

Brasileiros e brasileiras, sem que os parlamentares aprovem a Reforma Trabalhista, os empresários não terão como reempregar essa gente que perdeu seu emprego“. É como diria o Sarney em seu tempo. Mas, a fala é própria de Michel Temer falar nos dias de hoje para justificar a necessidade, totalmente sua, de por essa tal reforma em prática.

Políticos e empresários já sabem cada um o papel que irão no plano desempenhar. Os politicos serão piegas, como lhes é peculiar. “O povo não pode mais sofrer e carregar com o desemprego a crise nas costas“, “Na condição de representante do povo eu me vejo na obrigação de votar a favor desse projeto salvador“.Estas são duas frases feitas que seriam certas de eles falarem ante ao microfone e diante à camera de um veículo PIG qualquer. “Seriam” porque eu as queimei as publicando. Terão que inventar outra coisa para não dar na cara.

Uma vez aprovada a famigerada reforma, os empresários, seguindo o plano e se mostrando confiantes nas atitudes do Governo, irão trazer de volta a seus cargos os 117 mil empregados demitidos em Novembro/2016 e os outros mais. O novo Contrato de Trabalho, com todas as vantagens conferidas ao empregador, estará esperando para ser assinado por eles. Se as Teles desempregarem em massa em Janeiro, pode-se desconfiar que parte dos bilhões que ganharam é para cobrir essas demissões. E parte para rescindir o contrato velho para passar para o novo àqueles que foram mantidos em seus postos, caso estes quiserem ser recontratados dentro dos termos da reforma. Os que não quiserem ser recontratados, paciência, há quem irá correndo ocupar seus postos e será fácil colocá-los no cargo, já que a nova forma de contratar favorece totalmente o empregador.

E é isso que a minha sensibilidade me faz intuir do que pode estar por trás desse alarde feito pela grande mídia, a ponto de vencer pelo cansaço, sobre essa questão do desemprego. O Apocalipse do Trabalhador. Faz lembrar o filósofo Noam Chomsky e suas estratégias para manipular a população. Mais particularmente a estratégia do diferimento:

Uma maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como ‘dolorosa e necessária’, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Depois, porque a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que ‘amanhã tudo irá melhorar’ e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la sem resignação quando chegar o momento.

Por ser posterior à época em que se passa a história, Chomsky não é lembrado no livro “Os meninos da Rua Albatroz“, mas, assim como as ideias de Gramsci, colocadas explicitamente, as de Chomsky são perceptíveis.

Em um estado totalitário não se importa com o que as pessoas pensam, desde que o governo possa controlá-lo pela força usando cassetetes. Mas quando você não pode controlar as pessoas pela força, você tem que controlar o que as pessoas pensam. E a maneira típica de fazer isso é através da propaganda (fabricação de consentimento, criação de ilusões necessárias), marginalizando o público em geral ou reduzindo-o a alguma forma de apatia” (Chomsky, N., 1993)
FONTE: Cursinho do Crusp

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