Fé cega, faca não muito amolada

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Acima, pesquisa feita no Google sobre as suspeitas de fraude no atentado ocorrido com o candidato à presidência da república Jair Bolsonaro. Os primeiros links listados em uma pesquisa no Google são subsidiados. Ou seja: pagam ao veículo para aparecerem melhor posicionados, nas primeiras posições, e significam que é o que querem que você acredite.

O site GGN faz uma excelente reflexão ao atentado sofrido por Jair Bolsonaro em Juiz de Fora às vésperas do Sete de Setembro. Eu concordo bastante com o que tange a ministra Carmen Lúcia. Muito bem escrito, diga-se de passagem, a crítica. No entanto, não concordo com a facilidade com que o colunista dá mérito ao que explicam para justificar que a facada ou mesmo o ferimento grave no candidato fascista existiu.

Para mim, médicos, com certeza contratados para convencer com explicações técnicas que estão aquém da maioria da população entendê-las, justificarem a não existência de sangramento no que revelam as imagens liberadas do atentado soa como a ter o veículo de comunicação que propaga a desculpa o compromisso de usar sua credibilidade junto ao público de esquerda para tentar forçá-lo a se deliciar com o fato de um sujeito que todos querem ver amargar um sofrimento ter levado, enfim, a dele. Ou, então, participa da operação de criar senso comum.

Conforme essa suspeita, se aceitarmos que tudo não passa de uma farsa, o gostinho de desforra contra o abusado candidato desaparece e seria melhor se ele existisse ainda que não realista.

Eu, por exemplo, não preciso disso. Para mim estaria de bom tamanho se nada tivesse acontecido e seguisse o baile. Eu sei que Bolonaro não ganha e que a intenção por trás da candidatura dele é elegerem o Alckimin, que pra mim é melhor eleger Bolsonaro, que é muito fácil de destituir do posto depois, do que permitir que o privatizador e leiloador do trabalhador brasileiro e das riquezas do Brasil assuma o posto sem que tenhamos à curto prazo qualquer chance de reparo do engano cometido devido ao golpe sofrido.

A questão é o quanto ganharia a esquerda, pelo menos nós que somos só público e nos indignamos com o que somos submetidos com relação à política, se a farsa fosse comprovada. Duvido que o jornal tenha proximidade privilegiada dos fatos que garanta que sua informação seja a mais legítima possível e que todos devem crer nela. Duvido que saibam tanto quanto sabe a Rede Globo. Vai ver esteja até a receber alguma gorjeta pelo trabalho de nos tirar essa possibilidade de interpretação e de fazermos com ela alguma coisa contra os que nos manipula a opinião.

É inegável que há uma valorização do fato. Uma valorização que compromete o candidato supostamente ferido e os grandes veículos de imprensa que noticiaram o acontecimento com o máximo de realidade. Pode até ser que não ter saído sangue da facada haja explicação válida. Como se estivessem até mesmo preparados para dá-la. Mas, comum a ausência de sangramento, como quer que acreditemos o jornal, isso não é.

Mas, o jornal se esquece que isso não explica tudo. O que mais espanta é Jair Bolsonaro, um fascista, como o próprio jornal descreve, sair pelas ruas tranquilamente, carregado por um elemento que também estava desprotegido, como a pedir que urgentemente alguém lhe provocasse um atentado. Nem mesmo se ele fosse o mais carismático dos candidatos ele poderia se dar o luxo de sair em comício sem guarda-costas, coletes à prova de bala e vestimentas adequadas. Vai ver até estivesse usando uma barriga falsa ou um colete e fizeram com que não conseguíssemos notar. Os marqueteiros por trás dos políticos têm relação com gente de Hollywood e seus efeitos especiais.

E outra: Poderia ser à bala o atentado. E aí? Parece que até isso foi providencial. Um ou mais tiros saídos daquela multidão não seria muito fácil de noticiar um desfecho em que a vítima saísse ilesa, sem risco de morte, e gente dentre os presentes não corresse o risco de ser atingida.

Mesmo supondo-se que Jair Bolsonaro fosse um sujeito carismático, aceito por todos e principalmente por aquela multidão, ele não poderia jamais abandonar a hipótese de ir para o cortejo desprotegido, sem no mínimo seguranças ao seu redor. Logo ele que não só é um candidato à presidência da república, cargo que merece cuidado dobrado com segurança enquanto em campanha, como também é um ex-militar, que conhece muito bem a história e a psicologia envolvida em eventos populosos do tipo. Além, é claro, de ter recrutado ele com sua verborreia muitos inimigos.

Qualquer um poderia fazer o que teria feito o sujeito, que para mim foi contratado para pagar de autor de crime sob alguma beneficiação por vir para lhe livrar a cara e lhe deixar muito bem diante a uma realidade que ele experimentava, que de repente pode ser a de um já detento e sem muita chance de receber perdão. Darem um sumiço nele está muito bem ao alcance dos que costumam estar por trás dos golpes de opinião que vemos diariamente a imprensa corporativa aplicar.

A questão é que jamais vamos saber a verdade. Temos ou que considerar o que diz a mídia unida, independente de esfera política, ou debochar, nos mantendo no niilismo, e não tomar o procedimento que querem que tomemos. Procedimento que é óbvio: votar na direita, nos conservadores. Continuo com a minha inclinação de votar na esquerda. PCdoB, meu preferido, PSol, PSTU. Pra cima de mim não rola!

O duro é saber que se o caso for mesmo um hoax, como é opinião geral nos perfis privados nas redes sociais na internet que visitei, que a TV Globo e todos os outros veículos de imprensa lhe simpatizante e obediente, o STF, o Governo e o próprio Bolsonaro saírão como entraram, sem sofrer a devida punição por falsidade ideológica e golpismo na opinião pública.

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